Sem pilhas o leitor de música não funciona, e sem leitor de música os headphones não tocam, e viajar nos transportes públicos torna-se num bombardeamentos de conversas que não podem deixar de ser ouvidas (conselho a mim próprio: nunca deixar acabar as pilhas).
Temas: doenças, análises, exames médicos, operações cirúrgicas, mais exames e mais TACs e mais análises.
Não é possível! Para qualquer lugar do vagão que se vá, ouve-se falar de médicos, de análises, de exames, de doenças, de doenças, de doenças. Eu desejo-lhes mais um exame; mais um não lhes fará diferença: sigmoidoscopia para todos.
Quanto a mim mudei as prioridades da minha vida: Pilhas. Pilhas de pilhas. Que nunca me faltem pilhas. Se alguém me vir sem elas avise-me. As pilhas são o meu mais bem essencial nos dias que correm. Sem elas, a surdez ajudaria, mas receio que com a surdez me visse envolvido em análises, exames e médicos.
made in eu
sexta-feira, 18 de maio de 2007
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3 comentários:
Falas assim porque não tens uma incompetência do cardia do tamanho do arco da Rua Augusta. Eu, o que mais não me quero esquecer é de tomar o comprimido 15 minutos antes das refeições, outro antes do final das refeições, outro...
...E a dor nas costas?
Jorginho, como dizia o meu tio João(onde ficámos nas festas, em Campo Maior):
MAL DE QUEM AS OUVE, QUE QUEM AS DIZ FICA ALIVIADO.
O saber empírico de um camponês...
E não imaginas tu o que vai na gavetinha dele...
eh eh eh
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