Sábado, 7 de Janeiro de 2012

de Arnaldo Jabor

Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...). Talvez esse artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado , em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil: já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.. O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham...eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..." Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem. Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem. A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. Mas o que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas ferraris, armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens? Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?". Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..." Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. A dificuldade de realizar esse sonho masculino é que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na "Casa dos Artistas", limpando tudo numa faxina compulsiva. Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas "relax for men", essa réplica moderna dos haréns arabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation". Esta é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade. A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionados numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século XXI? Será que fui apenas barrado do baile?

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

softballs, gadgets e outras merdas

A Coreia do Norte é como uma multinacional de gadgets. Ou um fabricante de lava-loiças. O tablet 1 passa à história e já aí está o 2, com mais aplicações. E a malta palpita de contentamento pelo novo, e tristeza pelo velho. Como as donas de casa com novas embalagens e novas cores dum mesmo produto.

A Suécia aguarda que JA chegue para interrogá-lo sobre um comportamento sexual abusivo com as senhoras que o tinham convidado para com elas dormir. Um preservativo rasgado e uma queixa na polícia duas semanas depois. - Foi violento? - Não, foi até muito amável mas não parou quando eu mandei - Caso de polícia e de extradição. Na Suécia. Com suecas.

Há quem se sinta melhor com menos eletrónica. Há quem nem sinta sem eletrónica.

A Coreia do Norte é um preservativo rasgado aonde se vende lava-loiças melhores que donas de casa.

A Suécia precisa de novas aplicações e as suecas de mais eletrónica.

E o português, admirador de JA, encolhe os ombros pelo convite aceito para dormir com dois gadgets - Depois de assistir a um jogo de softball, sexo foi a coisa mais chata que fiz até hoje - Foi violento? - O quê? O jogo? Não! Foi até muito amável.

made in eu

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

PATRIMÓNIO IMATERIAL

O fado da 'esgraçadinha

1 - Porque choras, criancinha
sentada nesse penedo ?
- Quero ir ao cemitério (bis)
mas sózinha tenho medo…

2 -E que vais tu lá fazer,
se lá não mora ninguém ?
- Vou lá para ir chorar (bis)
na campa da minha mãe.

3 - E tu não tens um irmão
que te possa acompanhar ?
- Meu irmão era emigrante (bis)
e morreu a trabalhar.

4 - E não terás uma irmã
mais velha e mais crescida ?
- Minha irmã fugiu de casa (bis)
para ir para a má vida.

5 - E teu pai por onde anda,
porque não te dá a mão ?
- Meu pai matou minha mãe (bis)
e agora está na prisão.

6 - Os teus avós não te ajudam,
inda por pouco que fosse…?
- Meu avô morreu na guerra, (bis)
minha avó suicidou-se.

7 - Não terás tu tios ou primos,
gente de boas maneiras…?
- Eles andam todos na droga (bis)
e elas são alternadeiras…

8 - Mas tens contigo um cãozito
magro. Será que comeu…?
- Pois até este sacana (bis)
várias vezes me mordeu.

9 - E porque vens para aqui,
tão sozinha a esta hora ?
- Estava co’a minha madrinha, (bis)
mas ela mandou-me embora.

10 - Mas assim de mini-saia
já parece vadiagem...
-Credo, no engate, nunca ! (bis)
Sofro, sim, nesta paragem.

11 - Gosto disso que tu dizes,
vejo que tens mente sã...
- Para puta na família (bis)
já bem basta a minha irmã.

12 - Tudo o que há de mau na vida,
tudo isso te acontece...
- Por isso tenho a esp'rança (bis)
de um dia entrar no Guiness.

13 - P'ra que te serve esse saco
que vazio trazes pelas asas ?
- Veio do hipermercado (bis)
onde compro umas migalhas.

14 - Estás tão triste que faz pena
e ninguém fica indif’rente…
- E aqui com este frio (bis)
até me sinto doente…

15 - É melhor ires ao hospital,
ires-te já daqui embora…
- Mas eu não tenho dinheiro (bis)
prá taxa moderadora…

16 - Não sei que faça contigo
nem o que te hei-de dizer…
- E eu nem sei pra onde vá, (bis)
só me apetece morrer !

17 - Mas ind’ és tão pequenina
e tens um olhar tão terno…
- O que eu quero é morrer (bis)
mesmo que vá pró Inferno…

18 - Tu não deves dizer isso,
não deves falar assim…
- Mas eu sou uma ‘esgraçadinha, (bis)
ninguém tem pena de mim…

18 - Que pena tenho de ti,
desinfeliz criatura !.
Se tivesse aqui um sacho (bis)
abria-te a sepultura…

20 - Muito obrigada, mas não
dou p'ra esse peditório.
Morro bem mais confortada (bis)
se for para o crematório.


E pronto, eis um texto original, publicado pela primeira vez neste blog, dedicado à UNESCO e ao nosso destino desgraçado, que até património mundial estragamos, como a barragem no Tua...
O texto não é meu, a ideia foi de um amigo que o abriu à colaboração dos amigos, e que até ver está sob anonimato.

JP+P

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

a beleza do Euro

Aguarda-se um estudo sobre a relação entre a beleza, ou falta dela, e a crise financeira. Porque estão os países (Portugal e Grécia) com as mulheres mais feias, em pior situação financeira e os nórdicos, com as suas beldades, na crista da onda? Esta a pergunta feita pelo grupo composto por cientistas e financeiros.

Esperemos pelo relatório da comissão, adiantando que, segundo fontes não oficiais, um analista terá dito que qualquer afegã, de burka, é mais excitante que as portuguesas das páginas da Penthouse. E não só - terá dito outro - vá a uma cidade chamada Vraga, dê uma volta, e veja por si.


made in eu

Domingo, 27 de Novembro de 2011

(Grande) Camilo José Cela

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Camilo José Cela arremetió el 10 de Junio de 1998, en términos sarcásticos, contra la presencia de colectivos homosexuales en los actos conmemorativos del centenario de Federico García Lorca. El escritor gallego afirmó que si alguien le homenajea a él en el futuro no le gustaría contar con el apoyo de gays, aunque precisó que no está «ni a favor ni en contra» de sus reivindicaciones. «Me limito a no tomar por el culo», apostilló.

Sábado, 12 de Novembro de 2011

Pedidos e achados

O agente não entendia qual era a queixa. Violência doméstica? Deixe-me rever o questionário. A senhora estava a ter sexo com o seu marido e pediu-lhe para ele lhe bater. Isto é verdade? Sim, mas não era para bater assim. É verdade isto que a sua mulher diz? Sim. Pediu-me para lhe bater mas como isso não me soou bem, bati-lhe. A senhora devia ter explicado melhor o que queria, não lhe parece? Pediu para levar e agora vem aqui queixar-se? Sim, ele agrediu-me. Olhe como tenho a cara. Mas se foi a própria senhora a pedir-lhe...O melhor é esquecerem isto e irem para casa fazer as pazes.

Cuidado com o que pede pois pode tê-lo.

made in eu

Sábado, 5 de Novembro de 2011

fidelidade à ciência

Quando Nicolas Malebranche defendia que o abstrato era impossível para as mulheres, devido à delicadeza das suas fibras cerebrais, ainda não sabia que uns anos mais tarde Herbert Spencer adiantaria que não só eram incapazes de entender o abstrato como não podiam compreender questões de justiça e que só tinham capacidade para cuidados.
Foi Freud quem concluiu que, ao contrário dos homens, as mulheres eram mais influenciadas pelo sentimento do que pela racionalidade.

Os primeiros estudos apontavam para uma intelectualidade inferior das mulheres devido ao menor tamanho e peso do seu cérebro, daí serem mais sensíveis e emocionais e portanto nada dadas à política.

Errado. A inteligência não tem relação com o género.

O psicólogo Lewis Terman avançou com alguns testes para concluir que os homens eram melhores no raciocínio matemático e as mulheres na compreensão.

Já em 2006, o cientista e psicólogo dinamarquês Helmuth Nyborg foi suspenso da Universidade de Aarhus, acusado de conduta errada quando num estudo publicado na revista Diferenças Individuais e Personalidade, mostrou que os homens tinham um QI 3.15 superior às mulheres.
Formou-se uma comissão de investigação ao seu trabalho. No entanto, outros cientistas do campo da inteligência defenderam Nyborg e criticaram a universidade.

- Mas que vem a ser isto? Que andaste a ler?
- Pouco. Só pela curiosidade que me deu o artigo "5 razões pelas quais as pessoas são infiéis".
- Sim? Só 5?
- E resume-se a uma: os homens traem por sexo e as mulheres porque lhes falta carinho e compreensão.
- Se bem entendo: os homens se veem uma mulher atraente, não olham para trás e as mulheres querem andar de mãos dadas e mimos.
- Assim parece. Ou seja, um homem trai tendo sexo pelo sexo e as mulheres como acham os homens uns porcos que só pensam em sexo, quando traem, fazem-no porque requerem atenção.
- E a traição delas é irem com outro homem ver montras e andarem de mãos dadas pelas ruas?
- É? Julgava que para trairem também tinham de ter sexo.
- Julgavas mal. As mulheres não são porcas nem pensam em sexo como os porcos dos homens. Julgas que quando elas traem "vão para a cama" com outro? Que tamanho tem o teu cérebro?
- Não era uma personagem do Cela que dizia que a Mulher é a mais puta e falsa de todas as fêmeas, incluindo a serpente?
- Sim, mas isso é literatura.
- Então fiquemo-nos pela ciência ou nunca entenderemos nada do género.

made in eu

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

ATRASADO

Em Portugal chegar atrasado faz parte de tudo. Esta semana ouvi no Portugalex (Antena 1 - vale a pena ouvir quase todos os dias, basta clicar aqui sai logo a edição de hoje) esta pérola, gozando com a mania de fazer inquéritos aos ouvintes:
"Amanhã vamos perguntar aos ouvintes se pensam que o fim do mundo em Portugal começar com meia hora de atraso."

JP+P

Domingo, 16 de Outubro de 2011

intimidades

Intimidade é “spooning” dizia Katie, no filme. Nem isso - pensou Mário - nem isso. Intimidade é um horror porque passei há muitos anos.

Eis uma, quiçá a única, vantagem de envelhecer. Poder passar, e tão bem, sem mais desculpas, mesmo a si próprio. Que o não soubesse o filho. Mário não saberia nem teria coragem de lhe dizer se a sua concepção se tinha devido a um Valium, se a uma garrafa de Evel.


made in eu

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

DIA 15 DE OUTUBRO DE 2011 - POUCOS MAS BONS

"Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também de gente obesa nos pacotes de batatas fritas, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas e de políticos corruptos nas guias de colecta dos impostos?”


RECEBIDO AGORA VIA MAIL E TRANSCRITO EM HOMENAGEM AOS QUE NO PRÓXIMO SÁBADO VÃO SAIR À RUA. AINDA SÃO POUCOS, MAS DEUS NÃO DEU MUITA INTELIGÊNCIA A TODA A GENTE. EM CERTAS PARTES DO GLOBO ENTÃO FOI UMA MISÉRIA, VEJAM-SE OS RESULTADOS ELEITORAIS NA MADEIRA

JP+P

Sábado, 1 de Outubro de 2011

professor Teodoro

- Bem vindo professor Teodoro e obrigado por ter aceito o nosso convite. Professor, nestes tempos conturbados por um avanço, ou recuo, se quiser, das economias, resta ainda alguma esperança às sociedades como as conhecemos?

- Sim. Se lermos os relatórios de António de Montezinos, podemos acreditar naquelas tribos e na sua visão otimista sobre a vida.

- Professor, o senhor foi conectado com a defesa da filosofia utilitarista de Jeremy Bentham. Que tem a dizer sobre isso?

- Que a maior felicidade é possível sem que, contudo, possa ser medida nos intervalos.

- Professor Teodoro, o senhor escreveu no seu livro "Os pudins e outros bens" que devemos aprender com os animais, por exemplo, os elefantes escondem-se na selva para terem relações sexuais. Acha que os humanos deviam fazer o mesmo?

- Sem dúvida.

- No livro do historiador Rolando Anhaia, o papel da Mulher na sociedade é uma hipérbole de si mesmo, posto que para além de procriar, as tribos mencionadas por Antonio de Montezinos não lhe encontravam qualquer outra utilidade. Não lhe parece algo limite, hoje em dia? Qual o mistério da Mulher que mais o surpreende?

- Surpreende-me o facto de o suicídio entre as gordas ser tão baixo.

- Mais uma vez, obrigado por ter estado connosco, professor Teodoro.


made in eu

Domingo, 25 de Setembro de 2011

Saúde em Portugal

Para uns minutos de diversão, o Estado oferece pílulas e preservativos. Para doenças, aumenta as taxas e diminui as comparticipações. Ou este país não fosse uma gigantesca foda.

No posto de saúde:

- Preciso de anticoncepcionais.
- Tome e vá foder.

- Tenho uma amigdalite, 40º de febre, mal me aguento em pé. Pode dar-me uma caixa de penicilina?
- Vá-se foder!


made in eu

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

bugger off

Marta estava furiosa. Depois da preparação para a noite e de finalmente ter ido com Fernando, encontrava-se agora em sua casa sem compreender o mundo.

- Estiveste com quem? Estiveste com a Marta na tua cama e mandaste-a embora?
- Se quisesse umas pernas que pareciam de cera, comprava uma boneca de silicone.
- Mas as mulheres rapam as pernas.
- Não são as pernas delas que me interessam mas sim a sua preocupação com elas. Tanto se me dá que as rapem ou não. É a importância que dão a isso que não suporto. Não suporto gajas que achem um problema um pelinho fora do lugar. Entendes?
- Não! Achavas bem que o Cavaquistão falasse ao país com a barba por fazer?
- Achavas bem que ele tivesse de fazer a barba para...

A menina da caixa do supermercado acabara de fazer a conta e eles saíam dali.

- Achas que a menina rapa as pernas?
- Achas que me interessa? Já viste as unhas artificiais que tem?


made in eu

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

Zara

João debruçou-se sobre a folha de papel e escreveu:

Carlos debruçou-se sobre a folha de papel e escreveu: Vitor debruçou-se sobre a folha de papel e escreveu o que há muito queria: escolher palavras que contassem, mais a ele do que a outros, a sua paixão de há anos. O amor mais romântico era o não correspondido. Ela pouco sabia da sua existência. Ele amava-a. Ela parecia incomodada ao vê-lo, ele sonhava acordado com ela à vista. Vira-a anos antes e sem saber como nem porquê fascinou-se com ela. Não sabia o seu nome, a sua idade, dela sabia nada. Via-a apenas, quase todos os dias, por uns minutos.
Carlos parou de escrever por uns momentos; sentia o que Vitor sentia e também ele continuava apaixonado. Vitor continuou a escrita com ela na memória. Viu-a de cabelo curto, passou por ela com cabelo comprido, de t-shirt no verão ou de anoraque no inverno, de sandálias com sol ou botas com chuva, ela era os seus poucos minutos diários de sonho. No corredor do comboio senti-a perto de si. Ele para ela não existia. Ela para ele era tudo.
Carlos teve medo. Parou uma vez mais. Não queria deixar Vitor ir até ao pormenor mais ínfimo do seu sentimento. Deixou. Vitor acabou por conhecer uma amiga de Zara. Só aí lhe soube o nome, só aí soube que se ia casar, só aí se sentiu mais próximo do que nunca. Chamava-se Zara a sua deusa. Soou-lhe perfeito. E ia casar-se. Tantos anos apaixonado e perdera-a de vez. Quem seria ele? Quão feliz estaria ela?
Uma vez mais, Carlos parou. Estaria Vitor a sofrer com as memórias? E ele? Não estavam. Gostavam dela tanto que se sentiam melhor quanto mais nela pensavam. Vitor continuou a vê-la, casada, e não soube se nada tinha mudado, se tinha mudado tudo.
Carlos lembrava-se bem do sentimento. Zara era também a sua apaixonada.
Vitor mantinha-se estático quando alguém se colocava entre si e Zara impedindo-o de vê-la, mas fazia um esforço numa calma aparente. Queria olhá-la continuamente até ela sair umas paragens antes da sua e ficava a vê-la pela janela até desaparecer na curva ou o comboio arrancar.
Carlos quis sentir pena de Vitor mas apenas sentiu de si próprio. Quantos anos apaixonado... Melhor assim; adorá-la ao longe e ter para si o mais puro dos amores, o imaginado.
Vitor deixou de ver Zara. Desapareceu, ela. Carlos não sentia alívio nem raiva, apenas torpor. Por quantos anos mais poderia Carlos viver apaixonado por Zara? E Vitor?

João sabia-o: a vida inteira.


made in eu

Domingo, 11 de Setembro de 2011

Nascidos para nos salvar

Quando a troika chegou à gruta para ver o Deus Menino, todos se curvaram para deixá-la entrar.

Primeiro entrou Melquior, mais velho, cansado de ter vindo da terra dos Caldeus. Como reconhecimento da realeza, ofereceu ouro.

Baltasar, mouro, de barba cerrada e com 40 anos, reconhecendo a humanidade, que era coisa desconhecida no Golfo Pérsico de onde partira, deixou ao lado das palhas, mirra.

Gaspar, mais novo e forte, chegado do Mar Cáspio, apesar do incenso que trazia, olhando pausadamente e pensativo para todas as prendas, decidiu que o Menino Jesus estaria no 1º escalão do IRS e que deveria entregar-lhe metade de todas as ofertas recebidas.

Protestaram Baltasar e Melquior mas Gaspar disse-lhes que só assim o Salvador poderia salvar o Seu reino que era afinal de todos.

Maria conformou-se mas José chamou-lhe neoliberal de merda e que fosse roubar 'o caralho que o foda'.

Ao ouvir tal heresia, mugiu a vaca, e o burro, levantando-se, acenou com a cabeça como se achasse aquele rei mago seu semelhante.

Fazendo de conta que nada viu nem ouviu, saiu de imediato Gaspar, murmurando entre dentes:

- E é se não querem uma penhora aqui na gruta.


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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

idades & valores

Equivalências nunca foram bem entendidas por Sílvio. Mulheres, menos ainda. Mas duma coisa estava convicto: uma mulher de quarenta não valia duas de vinte. Antes, uma de vinte valia todas as de quarenta; de vinte, quarenta, ou de quantos universos fossem.

made in eu

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

chefe libido

WA escreveu que a revolução de Outubro aconteceu quando o povo soube que o Czar e o Tzar eram a mesma pessoa.

A invasão da Líbia fica a léguas da invasão da labia. Artur, que não invadia nada nem ninguém, manteve-se atualizado sobre a produção industrial de cremes depilatórios. Sua mulher, Carolina, mais feia que o líder líbio, tinha mais pelo na labia que todos os camelos do deserto.

Por explicar está o que leva um elefante a ser gracioso, e uma gorda repelente.

Entretanto a deslibertação sente-se. Os demónios esvanecem-se e Carolina, paquiderme, para os colegas de trabalho, demora em escolher o nome que mais gosta para o homem cuja beleza inveja.

112 formas de escrever o nome do líder líbio


Qaddafi, Muammar
Al-Gathafi, Muammar
al-Qadhafi, Muammar
Al Qathafi, Mu'ammar
Al Qathafi, Muammar
El Gaddafi, Moamar
El Kadhafi, Moammar
El Kazzafi, Moamer
El Qathafi, Mu'Ammar
Gadafi, Muammar
Gaddafi, Moamar
Gadhafi, Mo'ammar
Gathafi, Muammar
Ghadafi, Muammar
Ghaddafi, Muammar
Ghaddafy, Muammar
Gheddafi, Muammar
Gheddafi, Muhammar
Kadaffi, Momar
Kad'afi, Mu`amar al-
Kaddafi, Muamar
Kaddafi, Muammar
Kadhafi, Moammar
Kadhafi, Mouammar
Kazzafi, Moammar
Khadafy, Moammar
Khaddafi, Muammar
Moamar al-Gaddafi
Moamar el Gaddafi
Moamar El Kadhafi
Moamar Gaddafi
Moamer El Kazzafi
Mo'ammar el-Gadhafi
Moammar El Kadhafi
Mo'ammar Gadhafi
Moammar Kadhafi
Moammar Khadafy
Moammar Qudhafi
Mu`amar al-Kad'afi
Mu'amar al-Kadafi
Muamar Al-Kaddafi
Muamar Kaddafi
Muamer Gadafi
Muammar Al-Gathafi
Muammar al-Khaddafi
Mu'ammar al-Qadafi
Mu'ammar al-Qaddafi
Muammar al-Qadhafi
Mu'ammar al-Qadhdhafi
Mu`ammar al-Qadhdhāfī
Mu'ammar Al Qathafi
Muammar Al Qathafi
Muammar Gadafi
Muammar Gaddafi
Muammar Ghadafi
Muammar Ghaddafi
Muammar Ghaddafy
Muammar Gheddafi
Muammar Kaddafi
Muammar Khaddafi
Mu'ammar Qadafi
Muammar Qaddafi
Muammar Qadhafi
Mu'ammar Qadhdhafi
Muammar Quathafi
Mulazim Awwal Mu'ammar Muhammad Abu Minyar al-Qadhafi
Qadafi, Mu'ammar
Qadhafi, Muammar
Qadhdhāfī, Mu`ammar •Qathafi, Mu'Ammar el
Quathafi, Muammar
Qudhafi, Moammar
Moamar AI Kadafi
Maummar Gaddafi
Moamar Gadhafi
Moamer Gaddafi
Moamer Kadhafi
Moamma Gaddafi
Moammar Gaddafi
Moammar Gadhafi
Moammar Ghadafi
Moammar Khadaffy
Moammar Khaddafi
Moammar el Gadhafi
Moammer Gaddafi
Mouammer al Gaddafi
Muamar Gaddafi
Muammar Al Ghaddafi
Muammar Al Qaddafi
Muammar Al Qaddafi
Muammar El Qaddafi
Muammar Gadaffi
Muammar Gadafy
Muammar Gaddhafi
Muammar Gadhafi
Muammar Ghadaffi
Muammar Qadthafi
Muammar al Gaddafi
Muammar el Gaddafy
Muammar el Gaddafi
Muammar el Qaddafi
Muammer Gadaffi
Muammer Gaddafi
Mummar Gaddafi
Omar Al Qathafi
Omar Mouammer Al Gaddafi
Omar Muammar Al Ghaddafi
Omar Muammar Al Qaddafi
Omar Muammar Al Qathafi
Omar Muammar Gaddafi
Omar Muammar Ghaddafi
Omar al Ghaddafi


made in eu

Sábado, 13 de Agosto de 2011

saco cheio ... de viola

Das três vezes que Salomão meteu a viola no saco, fê-lo a sorrir porque rir faria de si pateta, pensou.

Dava-lhe especial prazer conseguir os seus objetivos e deixar os outros acreditarem que nada tivera a ver com aquilo. Gostava de fazê-lo com diplomacia e deixar que passasse à história.

Na primeira vez, foi no assalto ao café do prédio. "Quer dizer que o senhor, à mesa, e não viu os assaltantes" "Isso mesmo, senhor agente" "E espera que eu acredite?" "Espero, porque se não acreditar, então acreditará numa mentira" "Não posso provar nada mas faça-me um favor, desapareça-me da vista"

A segunda aconteceu literalmente depois de duas canções; o dono do bar pediu-lhe para sair. E Salomão saiu a sorrir. Conseguira fazer o favor ao amigo, de cantar por ele, sem perder a noite toda. E cantar mal foi um esforço que teve de fazer.

A terceira aconteceu com a namorada casual de de vez em quando. Até as poucas horas perdidas de muitas em muitas semanas eram difíceis de suportar. Aguentou-as com tenacidade até ao dia em que a parte mais fraca cedeu e ele, com a "viola no saco", agradeceu aos céus, e com ela nas mãos cantou bem e de verdade, não para quem o quisesse ouvir, mas para si próprio.


made in eu

Sábado, 6 de Agosto de 2011

De olhos e outras merdas

Quando o oftalmologista analisava o olho da cliente a sua própria retina descolou e ele viu flashes. "Vê flashes?" "Não doutor" "Não vê estrelas a piscarem, no olho?" "Oh, doutor, o senhor é um brincalhão! Sabe bem que o olho não faz ver estrelas, a piscarem ou apagadas, isso são ideias dadas por um certo arquiteto homossexual. O senhor é médico especialista, diga-me você, há alguma diferença entre a anatomia do olho da mulher e do homem?" "Nenhuma" "Vê!?" "Vejo; estrelas"

made in eu

Sábado, 30 de Julho de 2011

CASAL ACIDENTAL DE TURISTAS EM AVEIRO

Presenciei esta cena em Aveiro:
Fim de tarde na zona mais central de Aveiro, espaço comercial ao lado de um canal, com pontes por cima do canal.
Estou sentado e viro as costas ao Sol, na minha frente está uma das pontes, que eu vejo de um lado ao outro curvando-se sobre o canal que se espraia à minha frente passando por baixo da ponte. Vem um turista a consultar um mapa e na parte em que a ponte desce ele não repara que a ponte ali tem uns pequenos degraus e quase cai, mas equilibra-se a tempo. E olha imediatamente para trás, como que a ver se alguém o viu quase a cair. Mas quem vem atrás é a sua companheira, que vem agarrada a um telemóvel a escrever sms. Ele pára, eu penso logo que ele lhe vai dizer para ter atenção, mas nada, ele está um pouco mais à frente e finge-se distraído, olhando por sobre o ombro, até que ela avança e quase que também cai. Mas não cai e continua a olhar fixamente para o telemóvel.
Quer-me parecer que o gajo já estava um bocadinho cansado da atenção que ela estava a dar ao telemóvel e pensou: se eu me desequilibrei, pode ser que ela caia e o telemóvel se afogue de vez!
Mas não teve essa sorte!

Finais de Julho, 2011
JP+P

Domingo, 24 de Julho de 2011

"naturados"

Nas relações sexuais dos índios amazónicos não há perversões. A relação existente entre o ato sexual e certas manifestações, comuns entre os indígenas, demonstram um equilíbrio emocional entre natureza e cultura. Os índios amazónicos preferem o ato sexual na floresta, no rio ou nas árvores.
No interior da casa existe a "cópula estática". As mulheres tomam um postura de imobilidade durante o ato sexual; evitam fazer movimentos durante a relação, a fim de poderem controlar e disfrutar o prazer.
O ato sexual é direto e não precedido de carícias e excitação sensorial. O indígena começa a relação genital vivendo a sexualidade em harmonia com a natureza, longe das neuroses, stress e inibições morais da sociedade urbana.

Nota: Não se conhece o lesbianismo nem a sodomia entre os índios amazónicos.

Ou seja: nada de arquitetos paneleiros, nem gays orgulhosos, nem herpes labial.

Long Live Amazónia!


made in eu

Sábado, 16 de Julho de 2011

+++

Gosto de agências de rating e que sejam americanas. Não gosto de Portugal. Um país que tem como ordenado mínimo 485 euros, que corta abonos a famílias pobres para construir autoestradas para carros de ricos, que aumenta o custo de consultas a quem ganha 500 euros para comprar submarinos com luvas de milhões, que vende mais caro o mesmo produto do que outros europeus mas que paga 4 vezes menos a quem o produz, que tem um presidente que diz sim e 5 meses depois diz não e quando diz não, corrige 3 meses depois para sim (melhor não adjetivar). Um país com um governo liberal, que ao contrário de todas as teorias económicas, aumenta impostos. Uns governantes que se gabam de ir em económica em vez de executiva, quando pagam exatamente o mesmo (para quando a sua autoflagelação?). Uns partidos que consideram traidores à pátria outros partidos por dizerem dois meses antes aquilo com que todos concordam agora. Um povo que cospe no chão. Comunistas que se queixam do tratamento aos mais desfavorecidos mas cujas câmaras municipais que gerem aplicam taxas máximas a tudo o que é taxado e "tachado". Uns militares que fazem nada mas ganham como se fizessem tudo. Um país que perdeu o tino a armar ao fino devia ficar feliz por ser considerado lixo porque, na realidade, não passa de merda.

made in eu

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

ERRAR É HUMANO

O melhor do ser humano é uma pessoa ser humana.

Triste é a desumanidade, pela tristeza que espalha.

Num bebedouro em Lisboa, perto de Santa Apolónia, está escrito algo assim: seja humano com os animais!

Mas há certos animais humanos que despertam pouco sentimento de humanidade. Não se consegue exterminá-los?

JP+P

Domingo, 10 de Julho de 2011

sexonia

Sexonâmbulo. Sou sexonâmbulo, dizia Gaspar aos amigos. Conseguem imaginar mais sorte? Que é isso? Não me digas que adormeces durante uma queca. Não. Muito melhor, dou uma queca a dormir. E a tua mulher não diz nada? Não, como ela também se mexe tanto como se estivesse adormecida, sexo com ela é um sonho tornado realidade.

made in eu

Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

ODE À MÁQUINA

Dedico esta ode contra toda a desflorestação, dedico-a a todos os seres vivos que ali viveram um dia, nas florestas virgens, que hoje estão todas... pois!

ODE À MÁQUINA

Com a máquina o Homem tudo pode.
Com a máquina tudo fode.

JP+P


Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

PEDAGOGIA

Numa época em que andamos todos a pagar mais do que estávamos habituados, para manter o sistema financeiro ainda mais rico do que já era, recebi por correio este texto pedagógico:

"Estava-se no outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo. No entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um inverno frio.Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:- O próximo inverno vai ser frio?- Parece que na realidade este inverno vai ser mesmo frio, respondeu o meteorologista de serviço.O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:
- Vai ser um inverno muito frio?
- Sim, responderam novamente do outro lado, o inverno vai ser mesmo muito frio.Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas.Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:- Vocês têm a certeza que este inverno vai ser mesmo muito frio?- Absolutamente, respondeu o homem, vai ser um dos invernos mais frios de sempre.- Como podem ter tanto a certeza? perguntou o Chefe.O meteorologista respondeu:- Os índios estão a arrecadar lenha que nem uns doidos.

É assim que funciona o mercado de acções."


JP+P

Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

PARA FECHAR O MÊS

Uma coisita que me chegou por e-mail, uma piada que, em média, faz sorrir 8 em cada 10 portugueses:

Finalmente, uma notícia que nos permite sentir algum orgulho...e auto-estima.

Um estudo recente realizado pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou
que cada português caminha em média 440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em
média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.

Conclusão:
Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou
seja, é económico!

...Afinal, nem tudo está mal, neste País!

Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

TORRADINHAS REQUENTADAS

Como já há pouca gente que consiga ler este blog todo, como quem lê um romance (felizmente há exceções, que nos deixam orgulhosos desta produção escrita, se bem que é na China, um chinês cheio de paciência!), aqui fica a OITAVA edição neste blog: A TORRADINHA REQUENTADA! É fácil, vai-se um ano ou mais para trás e escolhe-se um texto, faz-se um copiar da ligação direta ao texto em causa e cola-se aqui, para ler basta clicar! Mas como já andamos aqui há alguns anos, a novidade das TORRADINHAS REQUENTADAS é que agora, podemos ter outra ligação directa a outro texto, com mais ou menos anos, e cola-se aqui, para ler basta clicar!

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

uma 'espécie' de estudo

Jun-Ya Ide, do instituto de tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas fêmeas da espécie Lycaena phlaeas fechavam as asas quando as borboletas machos se aproximavam delas. Mas só as experientes porque as virgens, essas, deixavam as asas abertas. Ou seja, quando querem sexo as Lycaena phlaeas abrem as asas.

Se Jun-Ya tivesse estudado as fêmeas da espécie homo sapiens, teria visto que em vez das asas, as fêmeas, virgens ou não, abriam os braços na presença, não dos machos, mas dum cartão de crédito porque, na presença de tal cartão, as fêmeas homo sapiens querem sempre sexo, mesmo quando não querem, ou seja, sempre.

A diferença entre as espécies é que as borboletas parecem ser mais inteligentes que as mulheres. Quanto à beleza, a comparação não é possível.

Em Fukuoka não se revelou o que querem os machos das pernas das borboletas fêmeas. Os homens, das mulheres, sabe-se: os artolas querem-nas abertas, os artistas, fechadas.


made in eu

Sábado, 4 de Junho de 2011

dia de 'refluxão'

A questão prende-se com qualquer dia de qualquer reflexão: voltar a flexionar geometricamente mentiras e verdades que foram e não foram ditas. Verdades e mentiras que foram e não foram levadas a cabo.

Mais sabia Trabuco que o caso era sério. Que tinha feito? E se lhe tivesse entrado pela uretra um batalhão de E.coli? Como fora capaz de tal? Como pudera ter dito a Amália “Queres pepino? Que tal o meu?”

Com Amália doente da barriga, metida há horas na casa de banho, Trabuco ainda tinha a tarefa de ir votar. “Amália, estás melhor?” perguntava-lhe do outro lado da porta, “ao menos pensa nos políticos enquanto estiveres aí”. “Porco!” era a resposta, “vês o que fizeste?”

Trabuco vivia o dilema de votar ou não num partido liderado por um maricas. Depois pensou no seu “pepino”, na sujeira que tinha provocado e, quase a vomitar, decidiu que votaria noutro qualquer.

made in eu

Terça-feira, 31 de Maio de 2011

TERÇA INSANA

Nesta terça-feira, um momento cultural.

A Terça Insana é um projeto humorístico que é apresentado, como sugere o nome, toda terça-feira por diferentes atores interpretando variados personagens. O grupo, criado pela atriz Grace Gianoukas em novembro de 2001 na cidade de São Paulo, é composto por um elenco que se modifica em cada temporada.

Com poucas exceções, a maioria dos quadros é monólogo com cerca de dez minutos de duração e o discurso freqüentemente inclui palavrões. Em geral, as apresentações humorísticas também levam à reflexão, ao fazer sátira a estereótipos humanos ou a assuntos controversos tais como drogas, pobreza, preconceito, alcoolismo e apatia social, entre outros conflitos do cotidiano. (in Wikipedia)

Lançaram dois DVDs, em 2004 e 2008, mas há muito por onde escolher no youtube. Deixo-vos este momento ecológico:

JP+P

Segunda-feira, 30 de Maio de 2011

NOVIDADE

A novidade de hoje é que, finalmente, já temos um aviso, ao entrar neste blogue, que tem conteúdo para adultos. Para além do conteúdo infantil, mas esse não precisa de aviso prévio. Pretendemos, com isto, evitar que o blogue seja denunciado e volte a estar indisponível, como já aconteceu e muito tristes deixou os bandalhos.

Estamos abertos à colaboração de outros bandalhos que se queiram juntar à gente. Bandalhos que gostem de escrever sobre coisas sérias, pois claro.

Os bandalhos

Domingo, 22 de Maio de 2011

"Há duas teorias sobre como discutir com as mulheres. Nenhuma resulta" - desconhecido

“À mulher que se ama, podem-se perdoar até os cornos; àquela que já não se ama, não se perdoa nem mesmo uma sopa salgada”. Vittorio Buttafava

Sérgio, que tinha a separação como o melhor das suas anteriores relações, havia conhecido Teresa num fórum, não sabia do quê, mas sabia que seria um erro envolver-se mais, depois que a viu em fato de banho pela primeira vez.

Deixou-se ir num faz de conta por tempo demasiado e passou alguns anos com Teresa, apaixonado por Silvia, que nunca conheceu mas que via, invariavelmente, no comboio para o trabalho.

Quando a paciência do fingir se esgotou, Teresa compreendeu-o e ao dizer-lhe, fê-lo correr a acender uma vela de agradecimento à Virgem.

Ao passar os olhos pela biografia de Karl Krauss, Sérgio prometeu a si mesmo ler algo mais do dramaturgo austríaco, quando uma frase o fez não se arrepender de nunca ter chorado o passado: “Uma mulher é, às vezes, uma alternativa satisfatória à masturbação. Claro que ela exige muito mais imaginação da nossa parte”.


made in eu

Sábado, 7 de Maio de 2011

fungagá da bicharada

No bloco C, da rua 4, os condóminos concordaram que não seria permitido ter animais nos apartamentos, incluindo peixes.

Porque miavam, porque ladravam, porque palravam ou porque fosse.

Carlos Severino, apesar do sono leve, como gostava de animais, discordou.

Ao lado, o vizinho ressonava alto e a vizinha de cima gritava os seus orgasmos fingidos, para não dar por perdido o dinheiro gasto com o vibrador importado de França.

Carlos Severino, de roupão e pantufas, preparava-se para sair do apartamento para se queixar, quando resmungou para a mulher:

- Não quiseram nem peixes porque o prédio não é um rio, disseram, e afinal parece que vivemos numa quinta, com um porco ao lado e uma vaca em cima.


made in eu

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

2011 ANOS DEPOIS

Volta a falar-se de novo na crucificação de Jesus...

JP+P

Domingo, 1 de Maio de 2011

ANALOGIAS EM TEMPOS DE TEMPESTADE

Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa. O que não era novidade na Marinha Mercante britânica, mas o navio fedia!
O Capitão chama o Imediato:

- Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa!

Responde o Imediato:
- Aye, Aye, Sir, e parte para reunir os seus homens e diz:

- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa.
- David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan ... e assim prosseguiu.

Quando todos tinham feito as devidas trocas, volta ao Capitão e diz:

- Sir, todos já trocaram de roupa.

O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.


É MAIS OU MENOS ISSO QUE VAI ACONTECER EM PORTUGAL NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.


recebido por e-mail, aqui fica a transcrição


JP+P

Domingo, 17 de Abril de 2011

marmoto clitoriano

Hojatoleslam Kazem Sedighi, clérico iraniano, declarou que muitas mulheres, ao não se vestirem como devem, levam os homens jovens à excitação, propagando o adultério o que, afirmou, provoca terramotos.

Freud afirmou que a sexualidade do género tem como referência o masculino: um rapaz torna-se normal, uma rapariga falha na medição, o clítoris é um pénis não desenvolvido, o seu superego doente enfraquece, a sua independencia fica comprometida pela “inveja do pénis”, em suma, ela é um macho inferior.

Quer Sedighi, quer Freud, deviam ser propostos como cabeças de lista para presidente do parlamento.

Os três vasos na cozinha de Telmo significavam as três vezes que tinha visto o mar. Na primeira lembrou-se dum livro de Cela e concordou que tanta água junta não podia acabar bem. Na segunda, lembrou-se de Anabela, que parecia detestá-lo mas gostar de todos os outros. Na terceira, ofereceu-lhe o corpo de Anabela.

Talvez se Anabela se vestisse como devia ou tivesse podido medir o seu pénis não desenvolvido, tanta água junta pudesse ter acabado bem.

Anabela, para a comunidade, desapareceu por ter fugido com um alemão por quem, acreditavam, se tinha apaixonado. Ou um espanhol. Ou um marroquino.

Melhor acabou Telmo, um homem normal que não provocava terramotos, proposto como cabeça de lista para presidente do parlamento.


made in eu

Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

AMOR À SEGUNDA VISTA

Recebido por e-mail, aqui estão instruções úteis para quem ainda tem mulher e cão ao mesmo tempo!
As mulheres têm montes de revistas com testes para descobrir quem as ama de verdade, mas os homens não! Daí que este é um teste fácil.:

"Para saberes quem te ama de verdade, faz o seguinte teste:

1 - Tranca o teu cão e a tua mulher na bagageira do carro.
2 - Aguarda exactamente uma hora...
3 - Abre a bagageira...
4 - Vê quem está feliz por te ver novamente.….

...É impressionante!"

Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

cremosa

Quando a quota de deputadas foi aprovada, a ilha Cremosa engrossou o debate.

Uma mulher em cada dez deputados da assembleia. Num total de vinte cinco deputados, teria de haver duas mulheres e meia. Duas mulheres arranjavam-se, não sem discussão: Porque eram inteligentes, porque tinham peitos majestosos, porque tinham peitos pequenos, porque as saias eram curtas, porque os olhos eram de determinada cor, porque os decotes eram desenho de Paris, porque eram solteiras, porque eram casadas, porque eram virgens, porque já por dezenas de vezes tinham deixado de ser virgens, ou centenas, porque queriam poder, porque queriam dinheiro, porque se sacrificavam pelo povo, porque eram menos violentas, porque não se deixavam dominar, porque gostavam de ser dominadas, porque a lingerie era mostrada em festas, etc.

Mas meia mulher? Arrangem só um rabo e ponham-no numa cadeira, dizia alguém. Alguém dizia que um rabo valia, pelo menos, uma mulher e meia. Alguém dizia que a quota era estúpida, que uma mulher só bastava, outros, que as mulheres deviam ser em número ímpar, outros ainda que só era mulher a que tivesse filhos, etc.

Foi Maoui Vatan a eleita pelo partido das ondas que ganhou direito a um dos lugares. Maoui Vatan era mulher há dois anos. Antes tinha sido homem. Foi operada em França com sucesso, ou sussexo, como ela, ou ele, dizia.

Novo “tsunami” na Cremosa. Que deveria mostrar o sexo para se saber quão mulher era, que devia mostrar os seios, que devia mostrar os pelos das pernas, das axilas e até uma radiografia foi pedida para se saber se havia ovários.

Entre Maouti, ex-Truquino, e as duas e meia, anulou-se a quota. Apelando-se ao lado espiritual e religioso, ainda foi levantada a hipótese de em vez de mulheres haver vacas no parlamento mas como a diferença só foi reconhecida por dois, dos vinte cinco deputados, ganhou a proposta de deixar a quota para a nova legislatura, daí a quatro anos.


made in eu

Domingo, 10 de Abril de 2011

JANTAR DE ANIVERSÁRIO

É já amanhã que se comemora o aniversário deste blog, o quinto aniversário, com um jantar gratuito, para quem se inscreveu (vide tosta de 4 de Março), no restaurante Eleven, em Lisboa. Temos já cerca de 20 pessoas inscritas, entre as quais se contam todos os que contribuiram com os seus textos para que este blog seja hoje um dos mais lidos no sector da blogosfera dedicado à maledicência.
A todos os leitores aqui ficam os agradecimentos por nos acompanharem ao longo destes 5 anos, e aos novos leitores uma palavra especial de encorajamento para a leitura integral dos textos aqui tostados.

Os Bandalhos