segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

AS ÚLTIMAS DO ANO - III

Aquele gajo era tão perfaccionista, que pagava altos juros e rendimentos a quem lhe entregasse as fortunas, e ia sempre angariando novas fortunas para pagar altos juros e rendimentos aos mais antigos. Um dia a Dona Branca, que não era dessas coisas das boas acções, também foi apanhada, mas pelos vistos não é só o povinho que cai no conto do vigário. Já na altura me fartei de rir, mas agora com este americano, ainda mais piada achei. E mais me rio quando vejo que até bancos lhe entregavam quantias assombrosas, e agora que perdem dinheiro pedem ajuda às finanças públicas. E mais me rio quando vejo as finanças públicas a darem-lhes dinheiro fácil. E mais me rio quando vejo primeiros ministros a dizerem aos caros concidadãos que o tempo é de crise. E mais me rio quando vejo os caros concidadãos a acreditarem, e se acreditam! Tanto me rio que um dia desaguo numa gargalhada de louco e depois rio, rio, tanto rio que mudo de nome para Mon Diego de la Vega.

JP+P

3 comentários:

osbandalhos disse...

Pois ri, meu caro JP+P aka GP, que já lá dizia Confucio: "Rir de quem nos faz chorar é a pior das misérias"

osbandalhos disse...

Só tu, meu caro MinEU, para me fazeres pensar que posso estar a sentir-me o pior dos miseráveis. Mas como acho que esse gajo confundia tudo e não sabia bem o que dizia, prefiro a máxima brasileira: rir pra não chorar, que no fundo é para afastar esse sentimento de miséria humana!

JP+P

osbandalhos disse...

Agora estou eu "confusio": O gajo não confundia, mas antes, confodia tudo. E no fim, não só se confodeu a ele, como a todos nozes.