segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ATRASADO

Em Portugal chegar atrasado faz parte de tudo. Esta semana ouvi no Portugalex (Antena 1 - vale a pena ouvir quase todos os dias, basta clicar aqui sai logo a edição de hoje) esta pérola, gozando com a mania de fazer inquéritos aos ouvintes:
"Amanhã vamos perguntar aos ouvintes se pensam que o fim do mundo em Portugal começar com meia hora de atraso."

JP+P

domingo, 16 de outubro de 2011

intimidades

Intimidade é “spooning” dizia Katie, no filme. Nem isso - pensou Mário - nem isso. Intimidade é um horror porque passei há muitos anos.

Eis uma, quiçá a única, vantagem de envelhecer. Poder passar, e tão bem, sem mais desculpas, mesmo a si próprio. Que o não soubesse o filho. Mário não saberia nem teria coragem de lhe dizer se a sua concepção se tinha devido a um Valium, se a uma garrafa de Evel.


made in eu

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA 15 DE OUTUBRO DE 2011 - POUCOS MAS BONS

"Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também de gente obesa nos pacotes de batatas fritas, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas e de políticos corruptos nas guias de colecta dos impostos?”


RECEBIDO AGORA VIA MAIL E TRANSCRITO EM HOMENAGEM AOS QUE NO PRÓXIMO SÁBADO VÃO SAIR À RUA. AINDA SÃO POUCOS, MAS DEUS NÃO DEU MUITA INTELIGÊNCIA A TODA A GENTE. EM CERTAS PARTES DO GLOBO ENTÃO FOI UMA MISÉRIA, VEJAM-SE OS RESULTADOS ELEITORAIS NA MADEIRA

JP+P

sábado, 1 de outubro de 2011

professor Teodoro

- Bem vindo professor Teodoro e obrigado por ter aceito o nosso convite. Professor, nestes tempos conturbados por um avanço, ou recuo, se quiser, das economias, resta ainda alguma esperança às sociedades como as conhecemos?

- Sim. Se lermos os relatórios de António de Montezinos, podemos acreditar naquelas tribos e na sua visão otimista sobre a vida.

- Professor, o senhor foi conectado com a defesa da filosofia utilitarista de Jeremy Bentham. Que tem a dizer sobre isso?

- Que a maior felicidade é possível sem que, contudo, possa ser medida nos intervalos.

- Professor Teodoro, o senhor escreveu no seu livro "Os pudins e outros bens" que devemos aprender com os animais, por exemplo, os elefantes escondem-se na selva para terem relações sexuais. Acha que os humanos deviam fazer o mesmo?

- Sem dúvida.

- No livro do historiador Rolando Anhaia, o papel da Mulher na sociedade é uma hipérbole de si mesmo, posto que para além de procriar, as tribos mencionadas por Antonio de Montezinos não lhe encontravam qualquer outra utilidade. Não lhe parece algo limite, hoje em dia? Qual o mistério da Mulher que mais o surpreende?

- Surpreende-me o facto de o suicídio entre as gordas ser tão baixo.

- Mais uma vez, obrigado por ter estado connosco, professor Teodoro.


made in eu

domingo, 25 de setembro de 2011

Saúde em Portugal

Para uns minutos de diversão, o Estado oferece pílulas e preservativos. Para doenças, aumenta as taxas e diminui as comparticipações. Ou este país não fosse uma gigantesca foda.

No posto de saúde:

- Preciso de anticoncepcionais.
- Tome e vá foder.

- Tenho uma amigdalite, 40º de febre, mal me aguento em pé. Pode dar-me uma caixa de penicilina?
- Vá-se foder!


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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

bugger off

Marta estava furiosa. Depois da preparação para a noite e de finalmente ter ido com Fernando, encontrava-se agora em sua casa sem compreender o mundo.

- Estiveste com quem? Estiveste com a Marta na tua cama e mandaste-a embora?
- Se quisesse umas pernas que pareciam de cera, comprava uma boneca de silicone.
- Mas as mulheres rapam as pernas.
- Não são as pernas delas que me interessam mas sim a sua preocupação com elas. Tanto se me dá que as rapem ou não. É a importância que dão a isso que não suporto. Não suporto gajas que achem um problema um pelinho fora do lugar. Entendes?
- Não! Achavas bem que o Cavaquistão falasse ao país com a barba por fazer?
- Achavas bem que ele tivesse de fazer a barba para...

A menina da caixa do supermercado acabara de fazer a conta e eles saíam dali.

- Achas que a menina rapa as pernas?
- Achas que me interessa? Já viste as unhas artificiais que tem?


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Zara

João debruçou-se sobre a folha de papel e escreveu:

Carlos debruçou-se sobre a folha de papel e escreveu: Vitor debruçou-se sobre a folha de papel e escreveu o que há muito queria: escolher palavras que contassem, mais a ele do que a outros, a sua paixão de há anos. O amor mais romântico era o não correspondido. Ela pouco sabia da sua existência. Ele amava-a. Ela parecia incomodada ao vê-lo, ele sonhava acordado com ela à vista. Vira-a anos antes e sem saber como nem porquê fascinou-se com ela. Não sabia o seu nome, a sua idade, dela sabia nada. Via-a apenas, quase todos os dias, por uns minutos.
Carlos parou de escrever por uns momentos; sentia o que Vitor sentia e também ele continuava apaixonado. Vitor continuou a escrita com ela na memória. Viu-a de cabelo curto, passou por ela com cabelo comprido, de t-shirt no verão ou de anoraque no inverno, de sandálias com sol ou botas com chuva, ela era os seus poucos minutos diários de sonho. No corredor do comboio senti-a perto de si. Ele para ela não existia. Ela para ele era tudo.
Carlos teve medo. Parou uma vez mais. Não queria deixar Vitor ir até ao pormenor mais ínfimo do seu sentimento. Deixou. Vitor acabou por conhecer uma amiga de Zara. Só aí lhe soube o nome, só aí soube que se ia casar, só aí se sentiu mais próximo do que nunca. Chamava-se Zara a sua deusa. Soou-lhe perfeito. E ia casar-se. Tantos anos apaixonado e perdera-a de vez. Quem seria ele? Quão feliz estaria ela?
Uma vez mais, Carlos parou. Estaria Vitor a sofrer com as memórias? E ele? Não estavam. Gostavam dela tanto que se sentiam melhor quanto mais nela pensavam. Vitor continuou a vê-la, casada, e não soube se nada tinha mudado, se tinha mudado tudo.
Carlos lembrava-se bem do sentimento. Zara era também a sua apaixonada.
Vitor mantinha-se estático quando alguém se colocava entre si e Zara impedindo-o de vê-la, mas fazia um esforço numa calma aparente. Queria olhá-la continuamente até ela sair umas paragens antes da sua e ficava a vê-la pela janela até desaparecer na curva ou o comboio arrancar.
Carlos quis sentir pena de Vitor mas apenas sentiu de si próprio. Quantos anos apaixonado... Melhor assim; adorá-la ao longe e ter para si o mais puro dos amores, o imaginado.
Vitor deixou de ver Zara. Desapareceu, ela. Carlos não sentia alívio nem raiva, apenas torpor. Por quantos anos mais poderia Carlos viver apaixonado por Zara? E Vitor?

João sabia-o: a vida inteira.


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domingo, 11 de setembro de 2011

Nascidos para nos salvar

Quando a troika chegou à gruta para ver o Deus Menino, todos se curvaram para deixá-la entrar.

Primeiro entrou Melquior, mais velho, cansado de ter vindo da terra dos Caldeus. Como reconhecimento da realeza, ofereceu ouro.

Baltasar, mouro, de barba cerrada e com 40 anos, reconhecendo a humanidade, que era coisa desconhecida no Golfo Pérsico de onde partira, deixou ao lado das palhas, mirra.

Gaspar, mais novo e forte, chegado do Mar Cáspio, apesar do incenso que trazia, olhando pausadamente e pensativo para todas as prendas, decidiu que o Menino Jesus estaria no 1º escalão do IRS e que deveria entregar-lhe metade de todas as ofertas recebidas.

Protestaram Baltasar e Melquior mas Gaspar disse-lhes que só assim o Salvador poderia salvar o Seu reino que era afinal de todos.

Maria conformou-se mas José chamou-lhe neoliberal de merda e que fosse roubar 'o caralho que o foda'.

Ao ouvir tal heresia, mugiu a vaca, e o burro, levantando-se, acenou com a cabeça como se achasse aquele rei mago seu semelhante.

Fazendo de conta que nada viu nem ouviu, saiu de imediato Gaspar, murmurando entre dentes:

- E é se não querem uma penhora aqui na gruta.


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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

idades & valores

Equivalências nunca foram bem entendidas por Sílvio. Mulheres, menos ainda. Mas duma coisa estava convicto: uma mulher de quarenta não valia duas de vinte. Antes, uma de vinte valia todas as de quarenta; de vinte, quarenta, ou de quantos universos fossem.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

chefe libido

WA escreveu que a revolução de Outubro aconteceu quando o povo soube que o Czar e o Tzar eram a mesma pessoa.

A invasão da Líbia fica a léguas da invasão da labia. Artur, que não invadia nada nem ninguém, manteve-se atualizado sobre a produção industrial de cremes depilatórios. Sua mulher, Carolina, mais feia que o líder líbio, tinha mais pelo na labia que todos os camelos do deserto.

Por explicar está o que leva um elefante a ser gracioso, e uma gorda repelente.

Entretanto a deslibertação sente-se. Os demónios esvanecem-se e Carolina, paquiderme, para os colegas de trabalho, demora em escolher o nome que mais gosta para o homem cuja beleza inveja.

112 formas de escrever o nome do líder líbio


Qaddafi, Muammar
Al-Gathafi, Muammar
al-Qadhafi, Muammar
Al Qathafi, Mu'ammar
Al Qathafi, Muammar
El Gaddafi, Moamar
El Kadhafi, Moammar
El Kazzafi, Moamer
El Qathafi, Mu'Ammar
Gadafi, Muammar
Gaddafi, Moamar
Gadhafi, Mo'ammar
Gathafi, Muammar
Ghadafi, Muammar
Ghaddafi, Muammar
Ghaddafy, Muammar
Gheddafi, Muammar
Gheddafi, Muhammar
Kadaffi, Momar
Kad'afi, Mu`amar al-
Kaddafi, Muamar
Kaddafi, Muammar
Kadhafi, Moammar
Kadhafi, Mouammar
Kazzafi, Moammar
Khadafy, Moammar
Khaddafi, Muammar
Moamar al-Gaddafi
Moamar el Gaddafi
Moamar El Kadhafi
Moamar Gaddafi
Moamer El Kazzafi
Mo'ammar el-Gadhafi
Moammar El Kadhafi
Mo'ammar Gadhafi
Moammar Kadhafi
Moammar Khadafy
Moammar Qudhafi
Mu`amar al-Kad'afi
Mu'amar al-Kadafi
Muamar Al-Kaddafi
Muamar Kaddafi
Muamer Gadafi
Muammar Al-Gathafi
Muammar al-Khaddafi
Mu'ammar al-Qadafi
Mu'ammar al-Qaddafi
Muammar al-Qadhafi
Mu'ammar al-Qadhdhafi
Mu`ammar al-Qadhdhāfī
Mu'ammar Al Qathafi
Muammar Al Qathafi
Muammar Gadafi
Muammar Gaddafi
Muammar Ghadafi
Muammar Ghaddafi
Muammar Ghaddafy
Muammar Gheddafi
Muammar Kaddafi
Muammar Khaddafi
Mu'ammar Qadafi
Muammar Qaddafi
Muammar Qadhafi
Mu'ammar Qadhdhafi
Muammar Quathafi
Mulazim Awwal Mu'ammar Muhammad Abu Minyar al-Qadhafi
Qadafi, Mu'ammar
Qadhafi, Muammar
Qadhdhāfī, Mu`ammar •Qathafi, Mu'Ammar el
Quathafi, Muammar
Qudhafi, Moammar
Moamar AI Kadafi
Maummar Gaddafi
Moamar Gadhafi
Moamer Gaddafi
Moamer Kadhafi
Moamma Gaddafi
Moammar Gaddafi
Moammar Gadhafi
Moammar Ghadafi
Moammar Khadaffy
Moammar Khaddafi
Moammar el Gadhafi
Moammer Gaddafi
Mouammer al Gaddafi
Muamar Gaddafi
Muammar Al Ghaddafi
Muammar Al Qaddafi
Muammar Al Qaddafi
Muammar El Qaddafi
Muammar Gadaffi
Muammar Gadafy
Muammar Gaddhafi
Muammar Gadhafi
Muammar Ghadaffi
Muammar Qadthafi
Muammar al Gaddafi
Muammar el Gaddafy
Muammar el Gaddafi
Muammar el Qaddafi
Muammer Gadaffi
Muammer Gaddafi
Mummar Gaddafi
Omar Al Qathafi
Omar Mouammer Al Gaddafi
Omar Muammar Al Ghaddafi
Omar Muammar Al Qaddafi
Omar Muammar Al Qathafi
Omar Muammar Gaddafi
Omar Muammar Ghaddafi
Omar al Ghaddafi


made in eu

sábado, 13 de agosto de 2011

saco cheio ... de viola

Das três vezes que Salomão meteu a viola no saco, fê-lo a sorrir porque rir faria de si pateta, pensou.

Dava-lhe especial prazer conseguir os seus objetivos e deixar os outros acreditarem que nada tivera a ver com aquilo. Gostava de fazê-lo com diplomacia e deixar que passasse à história.

Na primeira vez, foi no assalto ao café do prédio. "Quer dizer que o senhor, à mesa, e não viu os assaltantes" "Isso mesmo, senhor agente" "E espera que eu acredite?" "Espero, porque se não acreditar, então acreditará numa mentira" "Não posso provar nada mas faça-me um favor, desapareça-me da vista"

A segunda aconteceu literalmente depois de duas canções; o dono do bar pediu-lhe para sair. E Salomão saiu a sorrir. Conseguira fazer o favor ao amigo, de cantar por ele, sem perder a noite toda. E cantar mal foi um esforço que teve de fazer.

A terceira aconteceu com a namorada casual de de vez em quando. Até as poucas horas perdidas de muitas em muitas semanas eram difíceis de suportar. Aguentou-as com tenacidade até ao dia em que a parte mais fraca cedeu e ele, com a "viola no saco", agradeceu aos céus, e com ela nas mãos cantou bem e de verdade, não para quem o quisesse ouvir, mas para si próprio.


made in eu

sábado, 6 de agosto de 2011

De olhos e outras merdas

Quando o oftalmologista analisava o olho da cliente a sua própria retina descolou e ele viu flashes. "Vê flashes?" "Não doutor" "Não vê estrelas a piscarem, no olho?" "Oh, doutor, o senhor é um brincalhão! Sabe bem que o olho não faz ver estrelas, a piscarem ou apagadas, isso são ideias dadas por um certo arquiteto homossexual. O senhor é médico especialista, diga-me você, há alguma diferença entre a anatomia do olho da mulher e do homem?" "Nenhuma" "Vê!?" "Vejo; estrelas"

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sábado, 30 de julho de 2011

CASAL ACIDENTAL DE TURISTAS EM AVEIRO

Presenciei esta cena em Aveiro:
Fim de tarde na zona mais central de Aveiro, espaço comercial ao lado de um canal, com pontes por cima do canal.
Estou sentado e viro as costas ao Sol, na minha frente está uma das pontes, que eu vejo de um lado ao outro curvando-se sobre o canal que se espraia à minha frente passando por baixo da ponte. Vem um turista a consultar um mapa e na parte em que a ponte desce ele não repara que a ponte ali tem uns pequenos degraus e quase cai, mas equilibra-se a tempo. E olha imediatamente para trás, como que a ver se alguém o viu quase a cair. Mas quem vem atrás é a sua companheira, que vem agarrada a um telemóvel a escrever sms. Ele pára, eu penso logo que ele lhe vai dizer para ter atenção, mas nada, ele está um pouco mais à frente e finge-se distraído, olhando por sobre o ombro, até que ela avança e quase que também cai. Mas não cai e continua a olhar fixamente para o telemóvel.
Quer-me parecer que o gajo já estava um bocadinho cansado da atenção que ela estava a dar ao telemóvel e pensou: se eu me desequilibrei, pode ser que ela caia e o telemóvel se afogue de vez!
Mas não teve essa sorte!

Finais de Julho, 2011
JP+P

domingo, 24 de julho de 2011

"naturados"

Nas relações sexuais dos índios amazónicos não há perversões. A relação existente entre o ato sexual e certas manifestações, comuns entre os indígenas, demonstram um equilíbrio emocional entre natureza e cultura. Os índios amazónicos preferem o ato sexual na floresta, no rio ou nas árvores.
No interior da casa existe a "cópula estática". As mulheres tomam um postura de imobilidade durante o ato sexual; evitam fazer movimentos durante a relação, a fim de poderem controlar e disfrutar o prazer.
O ato sexual é direto e não precedido de carícias e excitação sensorial. O indígena começa a relação genital vivendo a sexualidade em harmonia com a natureza, longe das neuroses, stress e inibições morais da sociedade urbana.

Nota: Não se conhece o lesbianismo nem a sodomia entre os índios amazónicos.

Ou seja: nada de arquitetos paneleiros, nem gays orgulhosos, nem herpes labial.

Long Live Amazónia!


made in eu

sábado, 16 de julho de 2011

+++

Gosto de agências de rating e que sejam americanas. Não gosto de Portugal. Um país que tem como ordenado mínimo 485 euros, que corta abonos a famílias pobres para construir autoestradas para carros de ricos, que aumenta o custo de consultas a quem ganha 500 euros para comprar submarinos com luvas de milhões, que vende mais caro o mesmo produto do que outros europeus mas que paga 4 vezes menos a quem o produz, que tem um presidente que diz sim e 5 meses depois diz não e quando diz não, corrige 3 meses depois para sim (melhor não adjetivar). Um país com um governo liberal, que ao contrário de todas as teorias económicas, aumenta impostos. Uns governantes que se gabam de ir em económica em vez de executiva, quando pagam exatamente o mesmo (para quando a sua autoflagelação?). Uns partidos que consideram traidores à pátria outros partidos por dizerem dois meses antes aquilo com que todos concordam agora. Um povo que cospe no chão. Comunistas que se queixam do tratamento aos mais desfavorecidos mas cujas câmaras municipais que gerem aplicam taxas máximas a tudo o que é taxado e "tachado". Uns militares que fazem nada mas ganham como se fizessem tudo. Um país que perdeu o tino a armar ao fino devia ficar feliz por ser considerado lixo porque, na realidade, não passa de merda.

made in eu

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ERRAR É HUMANO

O melhor do ser humano é uma pessoa ser humana.

Triste é a desumanidade, pela tristeza que espalha.

Num bebedouro em Lisboa, perto de Santa Apolónia, está escrito algo assim: seja humano com os animais!

Mas há certos animais humanos que despertam pouco sentimento de humanidade. Não se consegue exterminá-los?

JP+P

domingo, 10 de julho de 2011

sexonia

Sexonâmbulo. Sou sexonâmbulo, dizia Gaspar aos amigos. Conseguem imaginar mais sorte? Que é isso? Não me digas que adormeces durante uma queca. Não. Muito melhor, dou uma queca a dormir. E a tua mulher não diz nada? Não, como ela também se mexe tanto como se estivesse adormecida, sexo com ela é um sonho tornado realidade.

made in eu

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ODE À MÁQUINA

Dedico esta ode contra toda a desflorestação, dedico-a a todos os seres vivos que ali viveram um dia, nas florestas virgens, que hoje estão todas... pois!

ODE À MÁQUINA

Com a máquina o Homem tudo pode.
Com a máquina tudo fode.

JP+P


segunda-feira, 4 de julho de 2011

PEDAGOGIA

Numa época em que andamos todos a pagar mais do que estávamos habituados, para manter o sistema financeiro ainda mais rico do que já era, recebi por correio este texto pedagógico:

"Estava-se no outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo. No entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um inverno frio.Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:- O próximo inverno vai ser frio?- Parece que na realidade este inverno vai ser mesmo frio, respondeu o meteorologista de serviço.O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico:
- Vai ser um inverno muito frio?
- Sim, responderam novamente do outro lado, o inverno vai ser mesmo muito frio.Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas.Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional:- Vocês têm a certeza que este inverno vai ser mesmo muito frio?- Absolutamente, respondeu o homem, vai ser um dos invernos mais frios de sempre.- Como podem ter tanto a certeza? perguntou o Chefe.O meteorologista respondeu:- Os índios estão a arrecadar lenha que nem uns doidos.

É assim que funciona o mercado de acções."


JP+P

quinta-feira, 30 de junho de 2011

PARA FECHAR O MÊS

Uma coisita que me chegou por e-mail, uma piada que, em média, faz sorrir 8 em cada 10 portugueses:

Finalmente, uma notícia que nos permite sentir algum orgulho...e auto-estima.

Um estudo recente realizado pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou
que cada português caminha em média 440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em
média, o português bebe 26 litros de Vinho por ano.

Conclusão:
Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou
seja, é económico!

...Afinal, nem tudo está mal, neste País!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

TORRADINHAS REQUENTADAS

Como já há pouca gente que consiga ler este blog todo, como quem lê um romance (felizmente há exceções, que nos deixam orgulhosos desta produção escrita, se bem que é na China, um chinês cheio de paciência!), aqui fica a OITAVA edição neste blog: A TORRADINHA REQUENTADA! É fácil, vai-se um ano ou mais para trás e escolhe-se um texto, faz-se um copiar da ligação direta ao texto em causa e cola-se aqui, para ler basta clicar! Mas como já andamos aqui há alguns anos, a novidade das TORRADINHAS REQUENTADAS é que agora, podemos ter outra ligação directa a outro texto, com mais ou menos anos, e cola-se aqui, para ler basta clicar!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

uma 'espécie' de estudo

Jun-Ya Ide, do instituto de tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas fêmeas da espécie Lycaena phlaeas fechavam as asas quando as borboletas machos se aproximavam delas. Mas só as experientes porque as virgens, essas, deixavam as asas abertas. Ou seja, quando querem sexo as Lycaena phlaeas abrem as asas.

Se Jun-Ya tivesse estudado as fêmeas da espécie homo sapiens, teria visto que em vez das asas, as fêmeas, virgens ou não, abriam os braços na presença, não dos machos, mas dum cartão de crédito porque, na presença de tal cartão, as fêmeas homo sapiens querem sempre sexo, mesmo quando não querem, ou seja, sempre.

A diferença entre as espécies é que as borboletas parecem ser mais inteligentes que as mulheres. Quanto à beleza, a comparação não é possível.

Em Fukuoka não se revelou o que querem os machos das pernas das borboletas fêmeas. Os homens, das mulheres, sabe-se: os artolas querem-nas abertas, os artistas, fechadas.


made in eu

sábado, 4 de junho de 2011

dia de 'refluxão'

A questão prende-se com qualquer dia de qualquer reflexão: voltar a flexionar geometricamente mentiras e verdades que foram e não foram ditas. Verdades e mentiras que foram e não foram levadas a cabo.

Mais sabia Trabuco que o caso era sério. Que tinha feito? E se lhe tivesse entrado pela uretra um batalhão de E.coli? Como fora capaz de tal? Como pudera ter dito a Amália “Queres pepino? Que tal o meu?”

Com Amália doente da barriga, metida há horas na casa de banho, Trabuco ainda tinha a tarefa de ir votar. “Amália, estás melhor?” perguntava-lhe do outro lado da porta, “ao menos pensa nos políticos enquanto estiveres aí”. “Porco!” era a resposta, “vês o que fizeste?”

Trabuco vivia o dilema de votar ou não num partido liderado por um maricas. Depois pensou no seu “pepino”, na sujeira que tinha provocado e, quase a vomitar, decidiu que votaria noutro qualquer.

made in eu

terça-feira, 31 de maio de 2011

TERÇA INSANA

Nesta terça-feira, um momento cultural.

A Terça Insana é um projeto humorístico que é apresentado, como sugere o nome, toda terça-feira por diferentes atores interpretando variados personagens. O grupo, criado pela atriz Grace Gianoukas em novembro de 2001 na cidade de São Paulo, é composto por um elenco que se modifica em cada temporada.

Com poucas exceções, a maioria dos quadros é monólogo com cerca de dez minutos de duração e o discurso freqüentemente inclui palavrões. Em geral, as apresentações humorísticas também levam à reflexão, ao fazer sátira a estereótipos humanos ou a assuntos controversos tais como drogas, pobreza, preconceito, alcoolismo e apatia social, entre outros conflitos do cotidiano. (in Wikipedia)

Lançaram dois DVDs, em 2004 e 2008, mas há muito por onde escolher no youtube. Deixo-vos este momento ecológico:

JP+P

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NOVIDADE

A novidade de hoje é que, finalmente, já temos um aviso, ao entrar neste blogue, que tem conteúdo para adultos. Para além do conteúdo infantil, mas esse não precisa de aviso prévio. Pretendemos, com isto, evitar que o blogue seja denunciado e volte a estar indisponível, como já aconteceu e muito tristes deixou os bandalhos.

Estamos abertos à colaboração de outros bandalhos que se queiram juntar à gente. Bandalhos que gostem de escrever sobre coisas sérias, pois claro.

Os bandalhos

domingo, 22 de maio de 2011

"Há duas teorias sobre como discutir com as mulheres. Nenhuma resulta" - desconhecido

“À mulher que se ama, podem-se perdoar até os cornos; àquela que já não se ama, não se perdoa nem mesmo uma sopa salgada”. Vittorio Buttafava

Sérgio, que tinha a separação como o melhor das suas anteriores relações, havia conhecido Teresa num fórum, não sabia do quê, mas sabia que seria um erro envolver-se mais, depois que a viu em fato de banho pela primeira vez.

Deixou-se ir num faz de conta por tempo demasiado e passou alguns anos com Teresa, apaixonado por Silvia, que nunca conheceu mas que via, invariavelmente, no comboio para o trabalho.

Quando a paciência do fingir se esgotou, Teresa compreendeu-o e ao dizer-lhe, fê-lo correr a acender uma vela de agradecimento à Virgem.

Ao passar os olhos pela biografia de Karl Krauss, Sérgio prometeu a si mesmo ler algo mais do dramaturgo austríaco, quando uma frase o fez não se arrepender de nunca ter chorado o passado: “Uma mulher é, às vezes, uma alternativa satisfatória à masturbação. Claro que ela exige muito mais imaginação da nossa parte”.


made in eu

sábado, 7 de maio de 2011

fungagá da bicharada

No bloco C, da rua 4, os condóminos concordaram que não seria permitido ter animais nos apartamentos, incluindo peixes.

Porque miavam, porque ladravam, porque palravam ou porque fosse.

Carlos Severino, apesar do sono leve, como gostava de animais, discordou.

Ao lado, o vizinho ressonava alto e a vizinha de cima gritava os seus orgasmos fingidos, para não dar por perdido o dinheiro gasto com o vibrador importado de França.

Carlos Severino, de roupão e pantufas, preparava-se para sair do apartamento para se queixar, quando resmungou para a mulher:

- Não quiseram nem peixes porque o prédio não é um rio, disseram, e afinal parece que vivemos numa quinta, com um porco ao lado e uma vaca em cima.


made in eu

quinta-feira, 5 de maio de 2011

2011 ANOS DEPOIS

Volta a falar-se de novo na crucificação de Jesus...

JP+P

domingo, 1 de maio de 2011

ANALOGIAS EM TEMPOS DE TEMPESTADE

Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa. O que não era novidade na Marinha Mercante britânica, mas o navio fedia!
O Capitão chama o Imediato:

- Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa!

Responde o Imediato:
- Aye, Aye, Sir, e parte para reunir os seus homens e diz:

- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa.
- David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan ... e assim prosseguiu.

Quando todos tinham feito as devidas trocas, volta ao Capitão e diz:

- Sir, todos já trocaram de roupa.

O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.


É MAIS OU MENOS ISSO QUE VAI ACONTECER EM PORTUGAL NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.


recebido por e-mail, aqui fica a transcrição


JP+P

domingo, 17 de abril de 2011

marmoto clitoriano

Hojatoleslam Kazem Sedighi, clérico iraniano, declarou que muitas mulheres, ao não se vestirem como devem, levam os homens jovens à excitação, propagando o adultério o que, afirmou, provoca terramotos.

Freud afirmou que a sexualidade do género tem como referência o masculino: um rapaz torna-se normal, uma rapariga falha na medição, o clítoris é um pénis não desenvolvido, o seu superego doente enfraquece, a sua independencia fica comprometida pela “inveja do pénis”, em suma, ela é um macho inferior.

Quer Sedighi, quer Freud, deviam ser propostos como cabeças de lista para presidente do parlamento.

Os três vasos na cozinha de Telmo significavam as três vezes que tinha visto o mar. Na primeira lembrou-se dum livro de Cela e concordou que tanta água junta não podia acabar bem. Na segunda, lembrou-se de Anabela, que parecia detestá-lo mas gostar de todos os outros. Na terceira, ofereceu-lhe o corpo de Anabela.

Talvez se Anabela se vestisse como devia ou tivesse podido medir o seu pénis não desenvolvido, tanta água junta pudesse ter acabado bem.

Anabela, para a comunidade, desapareceu por ter fugido com um alemão por quem, acreditavam, se tinha apaixonado. Ou um espanhol. Ou um marroquino.

Melhor acabou Telmo, um homem normal que não provocava terramotos, proposto como cabeça de lista para presidente do parlamento.


made in eu

quinta-feira, 14 de abril de 2011

AMOR À SEGUNDA VISTA

Recebido por e-mail, aqui estão instruções úteis para quem ainda tem mulher e cão ao mesmo tempo!
As mulheres têm montes de revistas com testes para descobrir quem as ama de verdade, mas os homens não! Daí que este é um teste fácil.:

"Para saberes quem te ama de verdade, faz o seguinte teste:

1 - Tranca o teu cão e a tua mulher na bagageira do carro.
2 - Aguarda exactamente uma hora...
3 - Abre a bagageira...
4 - Vê quem está feliz por te ver novamente.….

...É impressionante!"

quarta-feira, 13 de abril de 2011

cremosa

Quando a quota de deputadas foi aprovada, a ilha Cremosa engrossou o debate.

Uma mulher em cada dez deputados da assembleia. Num total de vinte cinco deputados, teria de haver duas mulheres e meia. Duas mulheres arranjavam-se, não sem discussão: Porque eram inteligentes, porque tinham peitos majestosos, porque tinham peitos pequenos, porque as saias eram curtas, porque os olhos eram de determinada cor, porque os decotes eram desenho de Paris, porque eram solteiras, porque eram casadas, porque eram virgens, porque já por dezenas de vezes tinham deixado de ser virgens, ou centenas, porque queriam poder, porque queriam dinheiro, porque se sacrificavam pelo povo, porque eram menos violentas, porque não se deixavam dominar, porque gostavam de ser dominadas, porque a lingerie era mostrada em festas, etc.

Mas meia mulher? Arrangem só um rabo e ponham-no numa cadeira, dizia alguém. Alguém dizia que um rabo valia, pelo menos, uma mulher e meia. Alguém dizia que a quota era estúpida, que uma mulher só bastava, outros, que as mulheres deviam ser em número ímpar, outros ainda que só era mulher a que tivesse filhos, etc.

Foi Maoui Vatan a eleita pelo partido das ondas que ganhou direito a um dos lugares. Maoui Vatan era mulher há dois anos. Antes tinha sido homem. Foi operada em França com sucesso, ou sussexo, como ela, ou ele, dizia.

Novo “tsunami” na Cremosa. Que deveria mostrar o sexo para se saber quão mulher era, que devia mostrar os seios, que devia mostrar os pelos das pernas, das axilas e até uma radiografia foi pedida para se saber se havia ovários.

Entre Maouti, ex-Truquino, e as duas e meia, anulou-se a quota. Apelando-se ao lado espiritual e religioso, ainda foi levantada a hipótese de em vez de mulheres haver vacas no parlamento mas como a diferença só foi reconhecida por dois, dos vinte cinco deputados, ganhou a proposta de deixar a quota para a nova legislatura, daí a quatro anos.


made in eu

domingo, 10 de abril de 2011

JANTAR DE ANIVERSÁRIO

É já amanhã que se comemora o aniversário deste blog, o quinto aniversário, com um jantar gratuito, para quem se inscreveu (vide tosta de 4 de Março), no restaurante Eleven, em Lisboa. Temos já cerca de 20 pessoas inscritas, entre as quais se contam todos os que contribuiram com os seus textos para que este blog seja hoje um dos mais lidos no sector da blogosfera dedicado à maledicência.
A todos os leitores aqui ficam os agradecimentos por nos acompanharem ao longo destes 5 anos, e aos novos leitores uma palavra especial de encorajamento para a leitura integral dos textos aqui tostados.

Os Bandalhos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

É FABULOSO

Num país em que os animais governavam, havia um primeiro-pinóquio, perdão, um primeiro-ministro, que tudo o que dizia que não fazia, afinal fazia, e tudo o que dizia que fazia, afinal não fazia. Vem esta fábula, muito antiga, a propósito do pedido de ajuda de Portugal ao FMI, para pagar as dívidas enormes contraídas pelos políticos nos últimos 20 anos. Dizia então a fábula que esse primeiro-ministro dizia que conseguia evitar as dívidas tomando as medidas necessárias, que de ano para ano eram cada vez piores. E que não pediria mais dinheiro emprestado. Não pedia, pronto, ponto final. Não pedia, não pedia, não pedia! Não podia pedir até porque já se tinha entretanto demitido. Como tal não podia pedir. Não podia, não podia, mas uns dias depois podiu!
Moral da Fábula: cuidado com os animais que se deixam governar por quem diz que não vai fazer o que faz depois, sempre a bem de todos os animais!

JP+P

sábado, 2 de abril de 2011

A fingir é que a gente se entende

- OH OH OH, conta lá isso, tu finges uma ereção?

Na aldeia do Cuco Negro, Teodoro Malaquias trabalhava no minimercado de José Salomão, o emigrante regressado e divorciado de Maria Josefa, mãe de 2 filhos, nenhum de José.

- A mulher era um desastre – dizia José Salomão à mesa do café - Nem um estufado de cabra sabia fazer. Em França só se comia enlatados e já aqui era eu que cozinhava. Ela dizia que não queria engordar. Engordar, aquele pote de banhas.

Na aldeia do Cuco Negro, Teodoro era casado com Elisa Tomé, uma minhota que, por um problema fisiológico, não podia ter filhos.

- Que sorte – dizia José Salomão – pelo menos não usas preservativos.

- Não uso uma ova – respondeu Teodoro – eu conseguia lá entrar naquilo sem proteção. Seria como meter as mãos no esgoto sem luvas.

- E como finges tu uma ereção? Essa é para os cientistas estudarem.

- Não tem nada de estudo. Enquanto ela finge, e não sei para quê, para ela, suponho, para que se engane a si própria, como se eu me importasse, eu finjo e é impercetível.

- Mas como?

- Penso que estou com outra. Requer alguma concentração mas a nível físico não se consegue notar. Tudo se passa aqui dentro da cabeça. Não acha que é fingimento suficiente? Não acha que é uma ereção a fingir, consegui-la só porque me abstenho de pensar que estou com quem estou e imaginar estar com alguém que não ela?

- Eu não conseguiria. A imagem e o sentimento da gordura não me largariam.

- Pois treine-se. Concentre-se. Comece a fazer uns sudokus. É um bom princípio – disse Teodoro, acabando de beber o seu licor de figo e saindo ainda a tempo de ver José Salomão pegar no jornal e pedir se alguém tinha uma caneta que lhe emprestasse.


made in eu

domingo, 27 de março de 2011

SERVIÇOS DE SAÚDE GRÁTIS

Esta veio da minha caixa de correio de e-mail, o remetente pediu anonimato, estamos a analisar o pedido...
O original deve ser americano:

If you can't afford a doctor, go to an airport - you'll get a
free x-ray and a breast exam, and; if you mention Al Qaeda, you'll get a
free colonoscopy.

Cá em Portugal deveria ser: Se não podes esperar pelos serviços públicos de saúde, etc, etc"

JP+P

sexta-feira, 25 de março de 2011

666

O texto anterior foi a entrada 666 neste blog! Uma tostada infernal!!!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

liberdade

Pela sanita do 7º andar tinham já descido: a ilusão de uma gorda, a falsidade de uma morena, as lágrimas de uma loura, o dedo indicador direito de uma magra estrábica, dois preservativos usados, um roto, um anel de noivado e toda a merda de 3 anos de aluguer.

Nem Daniel era socialista, nem o seu cão gostava de leite. A televisão mostrava guerra ao ligar e, num clique, umas mamas mais nojentas do que o contentor do lixo, há 3 dias por despejar.

O dia afigurava-se-lhe difícil: era preciso votar, ou assim julgava.

Olga esperava-o e ele rezava para que ela fosse vestida de escafandro.

Entraram no café sob olhares gulosos dos bolos da montra e olhares apetecíveis dos homens velhos, que os novos estavam sobre os telemóveis, fixos nas calças de Olga. Se eles soubessem o que as calças escondiam, pensou Daniel, pagavam-me a bica.

Ao ver o boletim de voto lembrou-se da sanita do 7º andar, de Olga, da gorda, da morena, da loura, da magra estrábica, dos dois preservativos usados, um roto, do anel de noivado, de toda a merda de 3 anos de aluguer e desenhou um grande pénis de baleia azul.


made in eu

quarta-feira, 16 de março de 2011

do sol nascente

Joana vestia minissaia. Júlio ria. Joana julgava que Júlio ria da minissaia mas Júlio ria de Joana e do que a minissaia tapava.
Albertina fritava rins de porco em manteiga sem se importar com tsunamis. Albertina fazia hemodiálise por não ter rins e nem porca podia ser.
As mulheres no Japão calam mais do que em Portugal. Também são mais dóceis e atraentes, talvez por se importarem com tsunamis.
Há políticos incontinentes e cheiram aos rins que Albertina frita em manteiga.
- Tens mais nojo de mulheres com axilas depiladas ou por depilar?
- Das duas. Ambas me dão vómitos.
Júlio teria desejado ir com Albertina ao Japão, se ela tivesse rins. Queria mostrar ao japoneses como se fritam rins em manteiga.
Joana queria ir a todo o lado. Não se importava que se rissem dela, nem dela de minissaia.
Sexo com Joana era como um tsunami: as carnes iam e vinham como uma grande massa de água e, invariavelmente, terminava em enjoo.
- Os japoneses comerão rins de porco?
- Não sei. Mas comem peixe cru.
- Isso é melhor ou pior?
- Não sei. Ambos me dão vómitos.

made in eu

terça-feira, 15 de março de 2011

QUEM DISSE?

Amanhã vamos ter chatices, mas hoje somos amigos, venha daí mais um copo.
Porreiro pá?

JP+P