terça-feira, 19 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
13 de Junho
Lisboa no meu amor deitada
Cidade por minha mãos despida
Lisboa, menina e moça amada
Cidade mulher da minha vida
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Salada
Pelo menos duas coisas fazem da Grécia objeto do conhecimento de outros: sexo e Sócrates.
E se o sexo grego é o que é, ainda mais nojento do que as famílias que têm governado o país, já Sócrates aparece nos dias de hoje algo misturado com a personagem criada por Carlo Collodi. Se Pinóquio queria ser um menino de verdade, quem poderá dizer quanto de homem queria Sócrates ser? Ou então entendi mal o jornal e a alusão ao velho filósofo grego, que do seu país amaria o sexo mais do que tudo, não deveria ter sido Pinóquio mas finocchio.
made in eu
sábado, 19 de maio de 2012
Não só a idade não perdoa
Em Abril, um homem teve de chamar a polícia, de uma varanda aonde foi fechado, depois de uma mulher de 47 anos lhe exigir mais sexo. O casal conheceu-se num bar e depois de terem ido para casa dela, a senhora não se deu por satisfeita e exigiu mais. O caso passou-se em Munique e a senhora pode agora ser acusada de coação.
Uma mulher de 47 anos! Não seria já idade para ter juízo? Certamente terá um endocrinologista como testemunha de defesa e um padre que a achará digna de compaixão. O juiz rir-se-á "para dentro" e a vítima, essa, desesperada, concluirá que há sempre alguém em pior situação.
A vergonha, ou falta dela, e a incapacidade de ver a realidade, mesmo ao espelho, levará a Mulher quarentona a ser objeto de estudo, se bem que excesso de peso seja o verdadeiro problema que tantas vezes lhe turva a realidade, sem dar conta que o seu cão é, talvez, o único ser que tem prazer em a contemplar.
made in eu
terça-feira, 15 de maio de 2012
só os burros...
Como pode uma mulher ser feliz com um homem que a trata como se ela fosse um ser humano perfeitamente normal?
Nem a política do governo, nem o clima, o deixavam mais ansioso do que a espera do dia em que ela o enganasse e mostrasse ser menos idiota do que parecia.
Mudaram os tempos e com eles, ele, que se acabou por apaixonar pela nova estação e sentir alguma atração pelos novos políticos.
made in eu
Nem a política do governo, nem o clima, o deixavam mais ansioso do que a espera do dia em que ela o enganasse e mostrasse ser menos idiota do que parecia.
Mudaram os tempos e com eles, ele, que se acabou por apaixonar pela nova estação e sentir alguma atração pelos novos políticos.
made in eu
sábado, 5 de maio de 2012
entendido
Tentar entender o amor olhando para uma mulher nua é como tentar entender o tempo desmontando um relógio
- Proust -
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
c'est si bon
Bartolomeu, depois de pensar num vasto espectro de assuntos, desde a modificação genética dos alimentos até à conquista do Espaço, passando pela história militar portuguesa, não encontrou nada, à exceção de gordas, para o qual se estivesse mais "a cagar" do que para as eleições francesas.
made in eu
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
Do midi
Persiste a volúpia na latinidade
Esta sensualidade
No grau superlativo
Mesmo do género idílico e contemplativo
Sou um militante activo
E queres ser minha lira
Tal qual és…
Mentira
Como és tão calada
Eu sou tão algarvio
Como és civilizada
Eu sou mesmo gentio
Teu estilo derrama tecnologias
Mas não tem a poesia
Que esta emoção encerra
Também vos falta o que nos sobra lá na terra
Tu és muito ao norte
Eu cá sou do “midi”
Tu és quase distante
E eu quase te esqueci
O teu modo esguio gótico ogival
O meu sentimental
Bucólico e idealista
Prometem terramotos trovões e faíscas
Ó alma renascentista
P’ra além deste chinfrim
Que mais queres tu de mim
Esta sensualidade
No grau superlativo
Mesmo do género idílico e contemplativo
Sou um militante activo
E queres ser minha lira
Tal qual és…
Mentira
Como és tão calada
Eu sou tão algarvio
Como és civilizada
Eu sou mesmo gentio
Teu estilo derrama tecnologias
Mas não tem a poesia
Que esta emoção encerra
Também vos falta o que nos sobra lá na terra
Tu és muito ao norte
Eu cá sou do “midi”
Tu és quase distante
E eu quase te esqueci
O teu modo esguio gótico ogival
O meu sentimental
Bucólico e idealista
Prometem terramotos trovões e faíscas
Ó alma renascentista
P’ra além deste chinfrim
Que mais queres tu de mim
Fausto
sábado, 7 de abril de 2012
PSDasse
O PSD, tal como as pobres mulheres que tomam a pílula, tomou a sua, a pílula anti-constitucional. Muito mais valia a abstinência; pelo menos não 'fecundava' ninguém.
made in eu
sábado, 31 de março de 2012
jeans para eles, emagrecimento para elas
As pesquisas estão a tomar forma.
No Reino Unido, 30% das mulheres preferiam voltar a caber em jeans velhos do que estarem com o Brad Pitt ou o George Clooney.
Só espanta pela baixa percentagem. Com efeito, a comparação é um pouco limitada porque, num espectro maior, será difícil encontrar uma mulher que valha um par de Levi's 501.
made in eu
sábado, 24 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
CRISE
Não há crise!
Esta frase que se repetia nas conversas dos portugueses, caíu a pique na bolsa da linguística!
Em alta está a frase: O último a sair apaga a luz!
A procura desta frase subiu, não só pela tendência do mercado em mandar portugueses trabalhar lá fora, mas também devido ao aumento das contas da luz e pelos dividendos pagos pela EDP aos chineses, num negócio da china. O verdadeiro!
JP+P
sexta-feira, 9 de março de 2012
PIADINHAS E TORRADINHAS EM TRIBUNAL
Posso publicar aqui em rigoroso exclusivo que um outro autor deste blog, que assina Made in EU, foi chamado a tribunal pelo próprio Paco Bandeira, para testemunhar a favor do cantor (que quase celebrizou tanto Elvas com a sua canção, como o processo de pedofilia com as cenas na casa).
Entrevistado por um blog da concorrência, Made in EU declarou que apenas vai dizer a verdade e nada mais do que a verdade, mas que não vai jurar sobre a Bíblia dizer toda a verdade, vai levar a coleção completa dos DVDs do Woody Allen e será no cimo desse monte que pousará a sua mão direita! Ou a esquerda! Ou talvez a direita, sobre isso ainda não decidiu, para dizer a verdade.
Instado a responder se vai fazer alguma declaração contra a mulher de Paco Bandeira, por ser portuguesa, Made in EU foi lacónico: a mulher? a viva ou a morta? É que da morta só posso dizer bem!
JP+P
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Navegar é preciso
Somos um país de navegadores, disse o Sr Silva. Somos? Eram, os desgraçados e corajosos que seguiam a bordo das naus. Que somos? Quem imagina o navegador Cavaco, no cesto da gávea, a olhar a estibordo, sempre confuso entre esquerda e direita. Era a bombordo que estava a conquista. Vasco da Gama, no convés, gritando alto:
- Cavaco, ó Cavaco.
Nem o mar chão silencioso o fazia ouvir a voz do mestre
- Cabrão do Cavaco, nunca responde - resmungava Gama - Cavaco, ó Cavaco.
Se documentários houvesse, ver-se-iam as imagens, captadas pelo câmaramene, de Silva, no cesto com a boca cheia de bolo-rei que levava nos bolsos para as suas horas de vigia. E de boca cheia não se fala, dito que antes dos navegadores já do conquistador vinha.
- Estamos phodidos com este - dizia Vasco meneando a cabeça descontente - nunca chegaremos a lugar nenhum.
made in eu
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
αυνανισμός
Honoris Causa apesar de confundir Thomas Moore por Thomas Mann. Cavaquistão é pobre, lamenta-se. Manuel diz que se masturbava numa vagina pensando na sua verdadeira paixão. Os genitais das portuguesas são o esgoto das holandesas. A nossa mesquinhez são os tomates da Margaret Thatcher. Está tudo na mente, dizia Manuel, a única diferença é que depois da masturbação manual fico relaxado e da vaginal sinto-me mal. Thomas Mann dedicaria um romance a cavaquistão e pô-lo-ia a masturbar-se pensando nos tomates da Thatcher. Ou seria nos do Thomas Moore? A Grécia é o berço da nossa civilização? Que civilização? Que nossa? Não somos gregos. Pois não e é pena, porque eles não têm portuguesas, tem gregas. Na costa da Nova Zelândia foi descoberto um crustáceo com 34 cm. Cavaquistão terá pensado que o anfípode pode ter sido alimentado a viagra. Na universidade de Aberystwyth descobriram que na análise à urina pode-se descobrir se a dieta é cumprida ou se se mente sobre a mesma. Os cientistas de outra universidade acreditam que o cérebro começa a deteriorar-se entre os 45 e os 49 anos. Um declínio no raciocínio de 3.6%. Os gregos não querem acreditar nisto e as portuguesas pensam nos tomates de cavaquistão, contrariando assim os cientistas; o seu cérebro declina mais cedo e mais do 3.6%, sendo só batido o declínio mental pelos seus genitais. A canção Everybody Hurts, dos REM, foi eleita, numa pesquisa, a mais deprimente de sempre. Thomas Moore não a ouviu. Margaret Thatcher teria preferido Demis Roussos se ele não fosse grego e Manuel, no seu onanismo, teme pensar em Thomas Mann e mais ainda em cavaquistão.
made in eu
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
subjetividade
Sebastião, sentado ao lado da namorada, ouve-a dizer:
- Ficamos por aqui. A nossa relação tornou-se vazia. Quero mais.
Sebastião olha-a de frente, mede-a, e vendo quão gorda é, pensa "e eu quero menos, muito menos"
made in eu
- Ficamos por aqui. A nossa relação tornou-se vazia. Quero mais.
Sebastião olha-a de frente, mede-a, e vendo quão gorda é, pensa "e eu quero menos, muito menos"
made in eu
sábado, 7 de janeiro de 2012
de Arnaldo Jabor
Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...). Talvez esse artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado , em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil: já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.. O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham...eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..." Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem. Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem. A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. Mas o que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas ferraris, armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens? Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?". Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..." Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. A dificuldade de realizar esse sonho masculino é que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na "Casa dos Artistas", limpando tudo numa faxina compulsiva. Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas "relax for men", essa réplica moderna dos haréns arabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation". Esta é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade. A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionados numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século XXI? Será que fui apenas barrado do baile?
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
softballs, gadgets e outras merdas
A Coreia do Norte é como uma multinacional de gadgets. Ou um fabricante de lava-loiças. O tablet 1 passa à história e já aí está o 2, com mais aplicações. E a malta palpita de contentamento pelo novo, e tristeza pelo velho. Como as donas de casa com novas embalagens e novas cores dum mesmo produto.
A Suécia aguarda que JA chegue para interrogá-lo sobre um comportamento sexual abusivo com as senhoras que o tinham convidado para com elas dormir. Um preservativo rasgado e uma queixa na polícia duas semanas depois. - Foi violento? - Não, foi até muito amável mas não parou quando eu mandei - Caso de polícia e de extradição. Na Suécia. Com suecas.
Há quem se sinta melhor com menos eletrónica. Há quem nem sinta sem eletrónica.
A Coreia do Norte é um preservativo rasgado aonde se vende lava-loiças melhores que donas de casa.
A Suécia precisa de novas aplicações e as suecas de mais eletrónica.
E o português, admirador de JA, encolhe os ombros pelo convite aceito para dormir com dois gadgets - Depois de assistir a um jogo de softball, sexo foi a coisa mais chata que fiz até hoje - Foi violento? - O quê? O jogo? Não! Foi até muito amável.
made in eu
A Suécia aguarda que JA chegue para interrogá-lo sobre um comportamento sexual abusivo com as senhoras que o tinham convidado para com elas dormir. Um preservativo rasgado e uma queixa na polícia duas semanas depois. - Foi violento? - Não, foi até muito amável mas não parou quando eu mandei - Caso de polícia e de extradição. Na Suécia. Com suecas.
Há quem se sinta melhor com menos eletrónica. Há quem nem sinta sem eletrónica.
A Coreia do Norte é um preservativo rasgado aonde se vende lava-loiças melhores que donas de casa.
A Suécia precisa de novas aplicações e as suecas de mais eletrónica.
E o português, admirador de JA, encolhe os ombros pelo convite aceito para dormir com dois gadgets - Depois de assistir a um jogo de softball, sexo foi a coisa mais chata que fiz até hoje - Foi violento? - O quê? O jogo? Não! Foi até muito amável.
made in eu
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
PATRIMÓNIO IMATERIAL
O fado da 'esgraçadinha
1 - Porque choras, criancinha
sentada nesse penedo ?
- Quero ir ao cemitério (bis)
mas sózinha tenho medo…
2 -E que vais tu lá fazer,
se lá não mora ninguém ?
- Vou lá para ir chorar (bis)
na campa da minha mãe.
3 - E tu não tens um irmão
que te possa acompanhar ?
- Meu irmão era emigrante (bis)
e morreu a trabalhar.
4 - E não terás uma irmã
mais velha e mais crescida ?
- Minha irmã fugiu de casa (bis)
para ir para a má vida.
5 - E teu pai por onde anda,
porque não te dá a mão ?
- Meu pai matou minha mãe (bis)
e agora está na prisão.
6 - Os teus avós não te ajudam,
inda por pouco que fosse…?
- Meu avô morreu na guerra, (bis)
minha avó suicidou-se.
7 - Não terás tu tios ou primos,
gente de boas maneiras…?
- Eles andam todos na droga (bis)
e elas são alternadeiras…
8 - Mas tens contigo um cãozito
magro. Será que comeu…?
- Pois até este sacana (bis)
várias vezes me mordeu.
9 - E porque vens para aqui,
tão sozinha a esta hora ?
- Estava co’a minha madrinha, (bis)
mas ela mandou-me embora.
10 - Mas assim de mini-saia
já parece vadiagem...
-Credo, no engate, nunca ! (bis)
Sofro, sim, nesta paragem.
11 - Gosto disso que tu dizes,
vejo que tens mente sã...
- Para puta na família (bis)
já bem basta a minha irmã.
12 - Tudo o que há de mau na vida,
tudo isso te acontece...
- Por isso tenho a esp'rança (bis)
de um dia entrar no Guiness.
13 - P'ra que te serve esse saco
que vazio trazes pelas asas ?
- Veio do hipermercado (bis)
onde compro umas migalhas.
14 - Estás tão triste que faz pena
e ninguém fica indif’rente…
- E aqui com este frio (bis)
até me sinto doente…
15 - É melhor ires ao hospital,
ires-te já daqui embora…
- Mas eu não tenho dinheiro (bis)
prá taxa moderadora…
16 - Não sei que faça contigo
nem o que te hei-de dizer…
- E eu nem sei pra onde vá, (bis)
só me apetece morrer !
17 - Mas ind’ és tão pequenina
e tens um olhar tão terno…
- O que eu quero é morrer (bis)
mesmo que vá pró Inferno…
18 - Tu não deves dizer isso,
não deves falar assim…
- Mas eu sou uma ‘esgraçadinha, (bis)
ninguém tem pena de mim…
18 - Que pena tenho de ti,
desinfeliz criatura !.
Se tivesse aqui um sacho (bis)
abria-te a sepultura…
20 - Muito obrigada, mas não
dou p'ra esse peditório.
Morro bem mais confortada (bis)
se for para o crematório.
E pronto, eis um texto original, publicado pela primeira vez neste blog, dedicado à UNESCO e ao nosso destino desgraçado, que até património mundial estragamos, como a barragem no Tua...
O texto não é meu, a ideia foi de um amigo que o abriu à colaboração dos amigos, e que até ver está sob anonimato.
JP+P
1 - Porque choras, criancinha
sentada nesse penedo ?
- Quero ir ao cemitério (bis)
mas sózinha tenho medo…
2 -E que vais tu lá fazer,
se lá não mora ninguém ?
- Vou lá para ir chorar (bis)
na campa da minha mãe.
3 - E tu não tens um irmão
que te possa acompanhar ?
- Meu irmão era emigrante (bis)
e morreu a trabalhar.
4 - E não terás uma irmã
mais velha e mais crescida ?
- Minha irmã fugiu de casa (bis)
para ir para a má vida.
5 - E teu pai por onde anda,
porque não te dá a mão ?
- Meu pai matou minha mãe (bis)
e agora está na prisão.
6 - Os teus avós não te ajudam,
inda por pouco que fosse…?
- Meu avô morreu na guerra, (bis)
minha avó suicidou-se.
7 - Não terás tu tios ou primos,
gente de boas maneiras…?
- Eles andam todos na droga (bis)
e elas são alternadeiras…
8 - Mas tens contigo um cãozito
magro. Será que comeu…?
- Pois até este sacana (bis)
várias vezes me mordeu.
9 - E porque vens para aqui,
tão sozinha a esta hora ?
- Estava co’a minha madrinha, (bis)
mas ela mandou-me embora.
10 - Mas assim de mini-saia
já parece vadiagem...
-Credo, no engate, nunca ! (bis)
Sofro, sim, nesta paragem.
11 - Gosto disso que tu dizes,
vejo que tens mente sã...
- Para puta na família (bis)
já bem basta a minha irmã.
12 - Tudo o que há de mau na vida,
tudo isso te acontece...
- Por isso tenho a esp'rança (bis)
de um dia entrar no Guiness.
13 - P'ra que te serve esse saco
que vazio trazes pelas asas ?
- Veio do hipermercado (bis)
onde compro umas migalhas.
14 - Estás tão triste que faz pena
e ninguém fica indif’rente…
- E aqui com este frio (bis)
até me sinto doente…
15 - É melhor ires ao hospital,
ires-te já daqui embora…
- Mas eu não tenho dinheiro (bis)
prá taxa moderadora…
16 - Não sei que faça contigo
nem o que te hei-de dizer…
- E eu nem sei pra onde vá, (bis)
só me apetece morrer !
17 - Mas ind’ és tão pequenina
e tens um olhar tão terno…
- O que eu quero é morrer (bis)
mesmo que vá pró Inferno…
18 - Tu não deves dizer isso,
não deves falar assim…
- Mas eu sou uma ‘esgraçadinha, (bis)
ninguém tem pena de mim…
18 - Que pena tenho de ti,
desinfeliz criatura !.
Se tivesse aqui um sacho (bis)
abria-te a sepultura…
20 - Muito obrigada, mas não
dou p'ra esse peditório.
Morro bem mais confortada (bis)
se for para o crematório.
E pronto, eis um texto original, publicado pela primeira vez neste blog, dedicado à UNESCO e ao nosso destino desgraçado, que até património mundial estragamos, como a barragem no Tua...
O texto não é meu, a ideia foi de um amigo que o abriu à colaboração dos amigos, e que até ver está sob anonimato.
JP+P
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