domingo, 21 de dezembro de 2008

Boas Festas

Mais um aninho que passa por nós, cá estamos nós na quadra do advento, esperando o Natal e mais a entrada de um novo ano. Religiosamente, cá estamos preparados para atacar as doces iguarias que tanto mal fazem, preparados para comentar se este ano estão melhores ou piores do que no ano passado. Nisto da culinária do tempo, espera-se que o ano seja bem passado, porque mal passado, ou em sangue, como por vezes é referido, é sempre muito desagradável.
Aqui ficam os desejos de boas festas, porque o ano novo ainda vem longe, em nome de todos os bandalhos que aqui escrevem (escreveram, se calhar é o mais indicado, com tanta falta de regularidade...). Que tenham muitas prendas, para dar, e muita sorte na hora de receber (de preferência umas boas festas)!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O quê?

No Museu do Espanto, a sala principal era a mais preenchida com espantosas estátuas dos mais espantados pelo “meter no cu”. Quer vender-me a sardinha a quanto? Meta a sardinha no cu. No cu, também se manda meter quase tudo, desde espectáculos a preços impossíveis, a políticas sociais, ajudas financeiras, carros novos dos vizinhos, parlamentos, bónus miseráveis dos patrões e, até, estádios de futebol. A estátua de Belmiro provava-o: espanto de ouvir o vizinho dizer que bem podia o FC Porto meter o Dragão no cu.
Para espantos menores, menores salas. Barão de Alenquer, espantado pelo próprio filho referir que, quanto a orifícios, nenhum pior que o das mulheres, molhado de nojo.
Nenhuma estátua pelo facto do Estado não ajudar o Museu.
A mais pequena da exposição era, contudo, a do chefe de bombeiros de uma aldeia serrana, boquiaberto pelo facto de algumas mulheres terem quem gostasse delas, ou se sentisse atraído por elas, ou lhes jurasse amor eterno.
Sabia pouco sobre desespero, o chefe, e ainda menos de vinho.

made in eu

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

portas, bordas e fobias

“ O mundo está de tal sorte que se não pode entender “ (O Velho, o Rapaz e o Burro)

A estupidez delas é conhecida, tanto quanto a estupidez de outras, mais estúpidas que elas. De portas se trata e de portas me amedronto. Se verdade é que as da morte me esperam no próximo passo, ou assim julgo, não é delas que tenho mais medo. Nem de Portas que se me dão a ouvir, da Direita, nem da Esquerda. O terror apresenta-se-me sobre a forma mecânica: portas de acesso – ou saída - à plataforma do Metropolitano. Uma guilhotina com duas lâminas laterais, como irmãos, de esquerda e direita. A aproximação é pungente. A eficiência do contacto magnético, duvidosa. Fechadas à nossa frente. Vão abrir-se-nos? Nunca se sabe. Umas vezes não abrem, fazendo-nos sentir culpados pela longa fila atrás. Outras, estão abertas e fecham à nossa passagem, contundindo-nos, com a fila atrás. Não há fuga: à frente as portas, atrás a fila. Parecem ter autonomia inteligente para se abrirem e fecharem quando entendem. Afinal, apesar do pavor, não estou tão errado. Alguém (a má da fila), à má fila, quer tentar passar entre mim e a porta. Não deixo. É mais estúpida que ela e não quero saber se, como ela, abre ou fecha quando lhe apetece e com quem. Por ali não passarei nunca, nem ela por mim.
Uma vez por outra há só meia porta à vista. Vai abrir-se a meia fechada ou fechar-se a meia aberta? Essa, nem a minha cefaleia consegue adivinhar.

made in eu

sábado, 13 de dezembro de 2008

preço de línguas

Fyodor Dostoyevsky foi um grande escritor, dizem. Também dizem que os portugueses são ladrões e que os ingleses têm Oxford Street e que os ingleses dizem que o que não há na dita rua, não há em algum outro lugar do mundo.

Os ingleses editam livros, tal como os portugueses. Livros que Fyodor escreveu.
O livro "Crime e Castigo" foi editado no Reino Unido e em Portugal. Nas edições que conheço, a inglesa (Penguins Classics) custa £ 9.00, aproximadamente € 10.00, que é um pouco menos que os € 22.00 marcados na edição portuguesa.

Para o escritor russo é igual. Mas quem, com certeza, se deleitou foram as damas por Camões lambidas. A julgar pelos preços, a língua do poeta deve tê-las levado ao céu, sem passarem por Oxford Street.


made in eu

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

JOÃO E ZÉ

Zé e João viviam juntos, uma existência pacífica num ilhéu no Atlântico. Juntos viviam e não morriam de amores por tanta estupidez neste mundo, tanta falta de solidariedade, tanta discriminação.
À crise financeira global responderam com um simples encolher de ombros, ao ver os ignóbeis gordos a ajudarem os gordos ignóbeis, pois que se espera de gente que professa a religião cristã, como um meio de ajudar os pobres a suportarem o sofrimento, senão que se ajudem uns aos outros a engordarem-se mutuamente, como sendo os nobres das nações, em atitudes que provocam naúseas a quem percebe estas ajudas. Um encolher de ombros por verem que nesta situação de crise poucos foram os que em vez de rezarem, ou de beberem mais uma garrafa, ou de irem ao futebol, ou de irem passar uma semana a Cuba, ou de irem comprar uma hipopotama para ajudar pessoas necessitadas, se aperceberam que esta crise dos gordos não tem importância nenhuma para todos os magros do mundo, que sendo sempre mais do que os gordos, acabam por ser sempre estupidamente crentes, e por isso nunca são a maioria, sendo em maior número. Divididos para serem bem reinados.
João e Zé também gostavam de andar de mão dada nas ruas, de passear e de se deleitarem com a beleza deste mundo, mas pode verdadeiramente ser belo o mundo, povoado por tanta gente horrível, de um lado os gordos gordos, do outro os magros, aos milhares, como manadas de crentes que pisam o verde e esmagam a esperança?
Zé e João não desesperam, mas esperam realmente por dias melhores. E não esperam sentados, apoiados no seu crer de que só em movimentos se pode aguardar uma mudança neste mundo.
Zé muitas vezes lhe diz a ela: - Maria João, tem cuidado, porque cada vez menos as aparências enganam, mas também com a verdade se enganam os tolos, principalmente se acompanhada em evento gourmet com papas e bolos.
Ela sabe-o bem e diz-lhe a ele: - Zé Paulo, tu tem também cuidado com o que escreves, pois nunca se sabe o futuro e a nossa liberdade de hoje pode ser a base de uma prisão amanhã. Pia, mas pia baixinho!

JP+P

domingo, 7 de dezembro de 2008

TORRADINHAS REQUENTADAS

Como já há pouca gente que consiga ler este blog todo, como quem lê um romance (felizmente há excepções, que nos deixam orgulhosos desta produção escrita, se bem que é na China!), aqui fica a sexta edição neste blog: A TORRADINHA REQUENTADA! É fácil, vai-se um ano para trás e escolhe-se um texto, faz-se um copiar da ligação directa ao texto em causa e cola-se no hiperlink, para ler clicar aqui.

altas terras do norte (?)

Três cientistas encontravam-se na Aldeia dos Mil Caminhos para verificar a teoria da Verosímil Contradição, que julgavam poder ali demonstrar.

Ficaram instalados na Pensão da Serra, no Bairro da Igreja. A aldeia ficava numa planície e não existia igreja alguma.

Também ali as mulheres eram consideradas as mais bonitas da região. No entanto, segundo cartas da época, nem uma única violação ocorreu durante as invasões francesas. Nenhum soldado de Napoleão se mostrou interessado em nenhuma daquelas fêmeas.

Os piercings eram tatuados e a inteligência das mulheres, segundo os homens, era equivalente à de uma Bola de Berlim (se com ou sem creme não foi apurado).

Um só vetusto caminho dava acesso à aldeia. Os aldeães cresciam mas não se multiplicavam - não tinham igreja - nem sabiam que Napoleão não tinha vindo de Berlim.

A triste ‘modernidade’ entristecia os machos. Gostavam das mulheres como das ameijôas; não à Bulhão Pato mas ao Natural. Estas (as mulheres, não os bivalves), em vez de pelos nas axilas e nas pernas, davam-lhes borbulhas nas virilhas. Seria esta a contradição?

Os cientistas retiraram-se pelo 1/1000 dos caminhos imaginados. Um tatuou-se, outro prometeu nunca mais tocar em ameijôas e o terceiro desenvolveu uma paixão por Bolas de Berlim.

Desistiram da teoria que pretendiam demonstrar, mas todos quiseram saber muito mais sobre os valorosos soldados napoleónicos.


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

estrela cadente

Falei com uma Estrela. Só, no firmamento de nós. Só, no seu universo. Sem brilho mas com superfície luzidia, ninguém amava aquele astro. Nem eu. Demasiado feia, gorda e solitária, nada lhe restava para lá da aceitação. Que pretendia? Que me interessa?... Ser admirada, amada, desejada, usada que fosse? Alguém que a admire, ou a ame, ou a deseje, ou a use, ou nem isso?

Pobre, Estrela, cuja escuridão é a minha luz.

Rico, Oscar Wilde, que avisou: "não se deve confiar numa besta vil que sangra sete dias consecutivos sem morrer."

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MacGyver e as colheres de pau

Os jornais de distribuição gratuita (esperemos que paguem, ao menos, aos que os distribuem) continuam a espantar-nos com interessantes notícias: MacGayver é o herói Nº 1 das séries de televisão. Violência doméstica matou 40 mulheres, anunciado pelo Observatório das Mulheres Assassinadas.

Acredito. Lembro-me do herói, com apenas um corta-unhas e uma pastilha-elástica, salvar um super-petroleiro, partido em dois, de se afundar. De outra vez, preso pelo pára-quedas ao assento dum avião em chamas, conseguiu escapar, graças a uma tampa de esferográfica e a um clip. Tivesse ele uma aspirina e nem a aeronave se tinha despenhado.

Lembro-me das nódoas negras da minha vizinha. A assassina violência doméstica. Ao meu lado, dizem que a duplicação das sua vítimas mortais, este ano, prova apenas que 2008 foi um ano em que elas levantaram muito a garupa.

Não consigo ter pena. Nem entendo como se prefere morrer a ficar só. Alguém que intervenha e logo a mulher, vítima, defende o agressor contra tudo e todos.
Sempre desconfiei das hormonas femininas. Nunca fui tão longe ao pensar que lhes afectam tanto a razão. Tanto a paixão. Tanto a pouca dignidade.
Segundo o Observatório, os casos na zona Norte e no Porto, são preocupantes. Para quem?

Proponho que os preocupados peçam ajuda ao MacGayver. Equipem-no com dois aloquetes e meio quilo de magnórios e dêem-lhe 6 dias apenas.
Os maridos, companheiros, namorados ou relações mais antigas, poderão desaparecer sem deixar rasto.

Contudo, o herói que se ponha em acção ao ar livre ou será ele próprio vítima da violência doméstica por mulheres desesperadas que preferem uma colher de pau nas costas a uma na mão.


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terça-feira, 18 de novembro de 2008

zoologia e cromossomas

No reino animal, exceptuando a mulher, o porco é o ser mais porco; o burro, o mais burro e a vaca, a mais vaca.

A girafa, essa, agradece todos os dias o longo pescoço que tem para chegar às folhas e poder alimentar-se. – Que seria de mim se fosse um boi? – questiona.


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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

na saga dos dejectos

No Bairro do Cagalhão, havia apenas uma casa. Dela saía o senhor Germano. Num carro de luxo, pelo único caminho num raio de 20 quilómetros. Se aumentasse os operários da sua fábrica, em um café por dia, não resistiria, dizia. O carro tinha GPS, para o trajecto que fazia, entre a fábrica e a casa. O único caminho, num raio de 20 quilómetros.

Que se quebrem as muralhas e se partam as algemas
o que temos para gritar não cabe nos poemas.

Não gosto do PSD. Deviam construir mais casas no Bairro, para que os (que se dizem) sociais-democratas portugueses pudessem para lá ir. O sítio certo para viverem. Pó ao pó…
E que é o Estado, afinal? Um imenso bairro? Ladrão que ladra a ladrão? Ladrões que roubam operários?
Nas novas casas deviam construir anexos para os socialistas. Um deles que os desenhasse. Um deles que os aprovasse. Um deles que recebesse o que um deles pagasse. Não gosto do PS. Acho-os um bocado larilas.

O Estado são eles. Todos. Os que roubam e os que ladram. E uns ladrões ladrariam aos outros para que não os roubassem. E haveria quem abocanhasse, com gosto, o senhor Germano, no banco traseiro do seu carro. E quem oferecesse o traseiro, num anexo duma nova casa. E todas seriam pilhadas, e roubadas, pelo estado em que o Estado as deixava. E ninguém teria direito a um café por dia. Nem por noite. Nem num raio de 20 quilómetros.

Que se rasguem os caminhos e se repartam as terras
o que temos para fazer não dá lugar a guerras.

Depois de se afundarem no bairro e de desaparecerem, e de se não encontrarem, porque algum larilas roubara o GPS, ou ficara com ele, a troco de um favor no banco traseiro ou num anexo, restaria apenas o senhor Germano.

Em 1814, no senado, Napoleão declarou a frase atribuída a Luis XIV : o Estado sou eu.

Também o senhor Germano, que neles vota para lhes pagar, para que lhe ladrem para que roube, é o Bairro do Cagalhão.

A vitória é difícil mas é nossa.


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terça-feira, 11 de novembro de 2008

merda

Há merda meus senhores. Esqueçam o “às armas”. À merda, meus senhores!

À merda, vítimas da fome! À merda, oh produtores! Há merda no Jardim, nos descobrimentos. Há merda nos socialistas. Nos não socialistas há merda. À merda, feministas e machistas! Há merda na psicologia, no sexo e na cidade. À merda, cientistas! Há merda nos casos X e merda nos casos amorosos. À merda, senhores professores! Há merda no ensino. Há merda na merda da política. À merda, políticos de merda! À merda, religiões! Há merda na utopia. À merda as feias! À merda, bonitas! Há merda em todas elas. Há merda em todos nós. À merda, bem unidos! À merda a vida e à merda a morte!
Há merda em tudo o resto e à merda, tudo o que sobra!

Todos juntos ao Rossio, exigir a merda que é nossa, até que a merda, da merda que nos une, nos separe.

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domingo, 9 de novembro de 2008

a triste alegria do negro fado

Pela mesma razão de não querer Obama, por ser preto, salta champanhe, pelo facto de o novo presidente americano o ser.
Por que razão as portuguesas se exibem nos centros comerciais, com o ar saloio que as caracteriza, não se sabe. Não tento adivinhar.
A curiosidade é tão absurda, entre nós, que demonstra a falta de educação das mais insuportáveis mulheres e dos homens mais idiotas.
Nos comboios ingleses não se desembaciam vidros para espreitar para fora.
Em Portugal, basta olhar para cima para fazer olhar quem passa.
JC, apela a um cigano à presidência. Aguardemos que nos EUA, depois de um preto, venha, brevemente, um índio ocupar a Casa Branca. Se for um Cherokee, tanto melhor.
O champanhe já está reservado, comprado na inglesa loja da esquina, longe das portuguesas, não fosse, por casualidade, 'dar de caras' com alguma.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

independentemente

Independentemente do perdedor das eleições, os Estados Unidos vão continuar a apoiar Israel.
Independentemente de quem ganhar as eleições americanas, Obama e McCain vão continuar a ser canalhas, para uns, e heróis, para outros.
Independentemente das eleições presidenciais estado-unidenses, nós teremos as nossas, sem Democratas e Republicanos, com os nossos nauseabundos partidos e políticos enfadonhos.
Independentemente dos resultados na Florida, Carolina do Norte, Missouri, Indiana e Ohio, prefiro mulheres com ‘burka’. Para além de bem feitas, as burkas tornam cada mulher na nossa melhor imaginação, deixando ver a mais bela presença do mistério: o olhar.
A atracção da “burka” vexa a deprimente vista de calções que, distando de botas altas o suficiente, mostram as rótulas e todo o horror da gordura circundante. Sentem-se bem assim, algumas mulheres, e julgar-se-ão mesmo elegantes, independentemente de quem seja o próximo presidente americano.


made in eu

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A propósito de uma polémica sobre as últimas piadas dos Gato Fedorento, com cristãos a enviarem queixas à entidade reguladora, apeteceu-me também comentar num blogue de notícias, e comentei:

A entidade reguladora devia ter no seu estatuto que não perderia tempo a analisar queixas de pessoas baseadas nas suas crenças religiosas. Eu vi e ri-me à gargalhada, principalmente com o cd de instalação, pela ideia e pelas caras deles, uns cómicos! Acho que na entidade reguladora deviam responder a todas as queixas com um texto comum: "recebemos a sua queixa e reencaminámos para a Santa Sé, pois em caso de possível futura beatificação passará a constar nos registos biográficos. De resto, por não ter havido ofensa aos símbolos religiosos, arquivamos a sua queixa, deixando-o à vontade para demonstrar a sua indignação por outros meios (rezas, promessas, auto-flagelação, imolação de cordeiros ou fogueira com materiais editados pelos Gato Fedorento)"

terça-feira, 21 de outubro de 2008

What'll you do when you get lonely

Na terceira quinta-feira de Novembro, o Beaujolais Nouveau é posto à venda. Um vinho novo, leve, fermentado em poucas semanas.

“Layla” a canção escrita por Eric Clapton, foi considerada uma das 500 melhores de sempre, pela Rolling Stones.
Nunca ouvi 500 canções, mas creio que “Layla” é uma das melhores, não de sempre, mas desde 1972, quando a ouvi pela primeira vez.

Muitos críticos consideram o Beaujolais como simples e imaturo. Muitos homens são celibatários. Muitos outros nunca ouviram “Layla”.

O vinho supracitado deve ser bebido imediatamente.
"Layla” foi composta por amor a Pattie Boyd, mulher de George Harrison. Pattie tinha 21 anos quando casou com o Beatle. O seu amigo apaixonou-se pela sua mulher. Pattie era o Beaujolais deles: nova, imatura, frutada.
Foi Clapton quem a amou mais tarde. Como um bom Beaujolais Nouveau que se aguenta 1 ano.
George Harrison esteve presente no casamento. Sem mágoas. Talvez ainda com os sabores dominantes a pêra e banana da sua ex-mulher.

As mulheres são "Nouveaus" que devem ser consumidas novas. Até aos 23. Se duma boa colheita, até aos 29. Nenhum crítico vai mais longe, nem nenhum apaixonado.

Se na terceira quinta-feira de Novembro não arranjar uma garrafa de Beaujolais, tornar-me-ei abstémio e, calmamente, beberei “Layla” pelos ouvidos.

made in eu

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Chega. Zap...

Para tentar fugir às notícias das bolsas, e do mendigar à confiança, decido ver um filme gay.
Um homem (?) com umas correias nas costas, deita-se na cama. Zap, mudo de canal. Não há fuga. Um ministro diz que os portugueses podem estar descansados com a solidez dos bancos. Zap, aproxima-se um outro homem (?), musculoso, sem correias. Beijam-se. Zap, o ministro, antes do segundo, está algures na Europa numa reunião. Diz que… Zap, as pernas nos ombros do parceiro… Zap, as famílias portuguesas… Zap, o ritmo da penetração aumenta. A cama chia. Zap, imagino os políticos a querem beijar-se. Zap, a quietude regressa aos gays. Não estou com vontade de pensar em pernas nos ombros de governantes, ou pernas de governantes levados aos ombros por gays. Um frasco de lubrificante jaz sobre a cama. Mais dois parceiros, desta vez noutra posição. Mais dois ministros na mesma. Parecem penetrar-se. Querem penetrar-nos. Já não se importam que os penetremos. Desisto. Ainda penso em novo zap. Páro. Tenho medo de cair num canal feminino e preferir qualquer dos outros. Chega de tentar estimular a disfunção eréctil. Chega de castigo para uma noite só.


made in eu

sábado, 11 de outubro de 2008

noivas, noivos e outras putas

- Irritação é uma corrente eléctrica, provocada por um deslizamento de ideias, que chega aos neurónios, sem que se saiba aonde é o epicentro - declarou com firmeza, Augusto. Na mesma mesa, um homem e duas mulheres acompanhavam-no num café curto. Ao lado, Manuel disse claramente a Francisco, que, no saber popular, uma boa mulher deve ser uma puta na cama. Pois – respondeu Francisco – esse é o único local onde a minha não é puta. - Todos os que acham que devem decidir o que outros podem fazer na vida, sem que se comprometam terceiros, como nas touradas e nas adopções, são vistos como figurantes circenses que em vez de riso, causam irritação – discursou Paulo. Nem a tua, nem a minha - acrescentou Manuel - nem queria que fosse. Já tiveste uma puta na cama? - Não. E tu? - Também não, mas conheço muito bem uma fora dela, tal como tu. - A proposta era sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo? Parece-me ter ouvido casamento homossexual - disse Luisa - um casamento entre um gay e uma lésbica é um casamento homossexual, não é? - Um casamento homossexual é entre homossexuais, suponho - atreveu-se a dizer Juliana - a lésbica é homem e o gay, mulher. Está certo, então.
- Ouviste aquelas, Manuel? - Ouvi. - São daquelas fufas que se querem casar. - Coisas de paneleiros. Esses gajos deviam ir todos levar no cu. - Mas isso deixa-os felizes. - Porra, então não sei o que hei-de dizer.


made in eu

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

tédio assexual

Os jornais "à borla" que nos metem nas mãos, tal qual faziam os vendedores de "time-sharing", em plena Rua Augusta, são repulsivos. As notícias ainda mais:

Assédio no emprego é fenómeno a crescer. As vítimas podem ser uma em cada quatro mulheres. No desenvolvimento diz: Quatro em cada dez mulheres são assediadas no emprego.
Regra de três simples, à parte, dá noves fora nada? Uma está para quatro assim com quatro estão para dez? Ou será que é uma igual a todas e todas valem nenhuma? Quem acredita que aquelas senhoras que se vêem sentadas às portas das fábricas, vigilantes por ordem dos sindicatos, que berram em vez de falarem e repelentes em vez de atraentes, são assediadas? Pelas máquinas de costura, talvez, ou pelos seguranças com taxas de alcoolemia nunca vistas. As mulheres portuguesas, muito à frente das suas congéneres europeias, quer em parvoíce, quer em falta de beleza, sonham de noite para contar de dia. Uma em quatro ou quatro em dez? Quem adivinhará a próxima sequência lógica?


E continua: Deco recebeu 700 queixas sobre gestão de condomínios. Ora francamente! Só podem ser adeptos do Cristiano Ronaldo e do Man United a tentarem destabilizar o Chelsea. Por que importunam o futebolista sobre condomínios e sua gestão? Que saberá ele disso? E logo 700 queixas! Terão sido enviadas para a sede do clube londrino à atenção do jogador?

Uma revista noticiava, na capa, que Cristiano Ronaldo, depois de sexo, fazia gelo. Quem não for desportista, não estiver atento ao fenómeno desportivo ou à industria do futebol, não imagine que o rapaz vai a correr encher de água as formas para gelo e pô-las no congelador. Ou será que vai?

Quatro em cada dez Ronaldos serão assediados, continuamente, por dois em cada seis meses, e as portuguesas terão tanta razão de queixa sobre gestão de condomínios, como dos níveis de alcoolemia, no local de trabalho?

Só o álcool mantém a continuação da "raça lusa". Sem ele, não seriam as mulheres, mas as amendoeiras em flor, a serem assediadas. Três em cada cinco?

made in eu

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

ela

Heisenberg; Bohr; Houtermans; Schrödinger e outros. Para além da mecânica quântica, em que mais pensaria tal gente?
Físicos. Insistem que tudo começou num ponto que explodiu. O Big Bang deu origem ao universo. Falta prová-lo. Lá chegarão.

Outra coisa que começou e parece não acabar mais é ela. Tal como o universo, está em expansão. Provada há muito, não lhe dei a importância devida, difícil de acreditar.
Julguei que fosse o salazarismo. Depois de uns anos de democracia parlamentar, soube que não era pelo Salazar. Acreditei que fosse a corrupção. O Apito Dourado. Como se compra um árbitro, com putas? Um bom broche vale um penalty e um mau, um livre indirecto? Os partidos chegam lá quase. A vaidade? Ajuda, e muito. Tantas equações, tantos gráficos, tantas estatísticas.


Afinal, qual o mal deste país, desde o seu Big Bang até ao segundo mais actual? A estupidez! É uma bolha que rebenta e se forma ao mesmo tempo. Que cobre tudo e todos e da qual se não foge. Não há partidos que valham. Nem ditadura. Nem parlamento. Nem mecânica quântica. Nem corrupção. Nem broche, bom ou mau.

A estupidez parece parada, como uma mulher estática que espera do homem aquilo que ele dela não espera. E contudo, como diria Galileo Galilei, ela move-se.


made in eu

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

TENS MAIS DE 40 ANOS E A QUARTA CLASSE?

Com as rugas e os cabelos brancos já se sabe que nasceste antes de Maio de 68, por isso, quando te perguntarem a idade, e para não parecer muito mal, basta responderes:
Tenho uma cotaidade de anos...
Se te perguntarem quantos anos tens (relativamente à idade), basta responderes:
Uma cotaidade deles.....

JP+P

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

é uma nação


Conhecidos pares de inimigos enchem as nossas histórias e as dos outros: Sylvester e Tweety; Tom e Jerry; Coiote e Bip-Bip; Montecchio e Capuletos, Cão e Gato, et cetera.

Mas há um par, desconhecido, do qual faço parte: o Porto e eu.

O Porto não gosta de mim. Eu não gosto do Porto. A cidade sabe-o e trata-me mal. Recebe-me com frio, com chuva, com fealdade, com atrasos, parece trocar-me as ruas, baralhando-me e rindo-se de mim.

Não sei porque abomino aquela terra. Talvez pela masculinização do nome. Vai-se a Londres; a Nova York; a Paris; a Lisboa; a Amesterdão; a Estocolmo mas falando do Porto, “vamos ao”. E “ir ao” tem uma conotação contra-natura que, por aberrante, me enoja mais que tudo. Talvez por isso...

Os meus desembarques no Porto são como um mergulho da plataforma de 10 metros. Só que em vez da piscina, de água morna e transparente, afundo-me num tanque de merda.


made in eu

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

and the moon rose over an open field



27 anos num só dia. Como se tivesse sido ontem...

made in eu

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

o fiel e amoroso amigo

As roupas de mulher são tão ridículas como as mulheres sem roupa. Quem outra coisa esperaria?
Darwin estudou a evolução das espécies. Quem estuda a evolução da Mulher? Não é objecto de estudo porque não se pode estudar o inexistente?
Deus não fez a Mulher. Quem faz o mar e o céu não pode fazer aquilo. São tão humanamente irracionais, tão estupidamente idiotas, tão naturalmente irascíveis, que... que é por isso que, não gostando delas, as acho insuportáveis.

A sala quedou-se em silêncio. Alguém que fosse chamar um médico. Ou a polícia. Um encontro de moda e aquele imbecil diz uma coisa daquelas? E quem era ele afinal?

Cresceu o zunzum. Alguém subiu ao palco. Rindo, disse: Após o momento de humor, venho falar um pouco de amor. Afinal, para que serve a moda feminina senão para trair o amor? Atrair o amor, quero dizer. Um filósofo minhoto disse que há mais amor, ou pode haver, num prato de batatas com bacalhau que num beijo. Também o sol influencia muito a paixão e a forma de amar. Enquanto os homens do sul encontram algo erótico nos frutos secos, os do norte, mais nublados, sentem-se atraídos pela pilosidade das suas mulheres.

Era uma catástrofe para o marketing da empresa; para os produtos; para toda a equipa de produção; para o seu prémio anual. Jorge Pimenta desapareceu entre a multidão. Já na rua ponderou regressar a casa naquela noite. Lembrou-se de 'Quem faz o mar e o céu não pode fazer aquilo...'. Pensou nas suas três mulheres: a sua, usando a mini-saia verde que o modelo loiro, de pernas sem carne e peito sem mamas, tinha vestido; na de Pedro e na namorada de Tiago. Caminhou pelo passeio. Viu a ementa à porta, escrita numa toalha de papel. Entrou. E sózinho, numa mesa para dois, sem saber se estava carente ou apaixonado, pediu um prato de batatas com bacalhau.

made in eu

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

sem compromisso

Em duas ocasiões, Mirita viu-se bem fodida: quando Marco se enfiou nela e quando foi à livraria comprar os livros para o filho levar para a escola.

Os comunistas e os bloquistas (ou seriam bloguistas?) não têm vocação para governo, disse o presidente duma câmara. Só o PS e o PSD.

Há muitas Miritas por aí que, como ela, também se vêem fodidas duas vezes na vida: quando governam os socialistas e quando governam os sociais-democratas.

Os administradores do metropolitano de Hamburgo parecem ser uns idiotas. Em hora de ponta, as composições circulam de minuto a minuto. Aprendam com os de Lisboa. Seis minutos. A merda é proporcional ao tempo e começa a escorrer-lhes por todos os poros, contada ao segundo, a partir do primeiro minuto. Ou serão os dos telelés?

Nos paralímpicos, a demonstração de ser verdadeiro português: no que a coxos diz respeito, poucos nos ganham. Aos atletas, parabéns. Esses não têm nacionalidade.

O presidente duma câmara não é atleta mas idiota, quer em Lisboa, quer em Hamburgo.

Marco enfiou-se no Metro errado, por engano, e também ele ficou fodido.

Os bloquistas prefeririam enfiar-se em Marco do que em Mirita e os comunistas, quais atletas, também não têm nacionalidade, fodem-se mais que duas vezes na vida.

A homossexualidade não se limita a bloguistas e parece ter chegado ao topo. O chefe do governo casou com o país, na esperança de levar com ele.

No que me toca, quero o divórcio. Sem veto presidencial.


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terça-feira, 9 de setembro de 2008

CHAMEM O JORNALISTA, E ENSINEM-NO A CONTAR ATE TRES

RETIRADO DAS NOTICIAS DO SAPO:

"Um homem de 31 anos foi baleado, esta terça-feira, dentro da esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portimão, quando estava a apresentar queixa naquela força de segurança.
O atirador disparou três tiros, um na boca e outro no tórax da vítima e depois de encetar a fuga foi detido ainda na escadaria da PSP de Portimão."

Na verdade tambem nao me interessa onde foi parar o terceiro tiro, mas é irritante ler noticias tao mal escritas.

JP+P aka GP

PS (uns dias depoist) - Fui ler este blogue e vejo um comentario a este meu texto, e nao resisto a cola-lo aqui, bem visivel, porque é normal a malta nao ler os commenteigas, mas neste caso ficavam a perder a piada do ano, e isso é uma coisa que nao gostaria que acontecesse aos nossos fiéis leitores. Aqui vai a colagem:
osbandalhos disse...
Ó JP+P aka GP, parece até que estás a fazer de propósito e que algo te move contra os jornalistas. Uma notícia assim é um tiro no pé. Aí tens para onde foi o terceiro.

domingo, 7 de setembro de 2008

chamem a política, que eu não pago

É impressão minha ou os participantes da Universidade de Verão do PSD ainda se "estão a cagar" mais para aquilo do que eu?

E a festa do Avante? Tenho que apelar ao meu sentimento religioso. É bom ou mau ter pena?
Paulo Francis disse que a melhor propaganda anti-comunista que se pode fazer é deixar um comunista falar.

made in eu

sábado, 6 de setembro de 2008

amuo celular

Reza que, Woody Allen, em filmagens em Paris, comeu, durante 2 meses, sempre o mesmo prato: linguado.

Woody Allen mostrou ser fiel e isso, de acordo com estudos recentes, deve-se ao facto de não possuir um determinado gene: o gene da infidelidade.

Este pode ser um pequeno passo para a humanidade mas é um grande passo para todos os homens.

- É genético, que queres que te diga?

À mulher, para não parecer ignorante e pateta, nada mais lhe resta, por agora, que aceitar os avanços da ciência.

Um dia chegará a vez delas. Vão poder ripostar, contrapor e não aceitarem os ‘cornos’ que a natureza lhes impõe, sem se preocuparem em negar a evidência científica, porque algum cientista irá descobrir que a burrice nas mulheres é também coisa genética.

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

o que arde, cura

Das quatro mentiras contadas à mulher, apenas duas eram verdadeiras.

Era verdade que mentira por amor e era verdade que tinha amor à mentira. As outras duas pouco lhe importavam. Uma era sobre as costeletas panadas e a outra sobre o lubrificante colocado no preservativo.

Não lhe importavam a ele mas, pelos vistos, importavam a ela. - Sou alérgica àquela merda, - disse – agora arde-me quando faço. Quando fazia o quê, pensou Tó, pela curiosidade de saber se a alergia provinha do gel ou do pão ralado.

Não dava mais. Também ele era alérgico àquela merda.



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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

a preto e branco

Nada havia de genético na deformação de Zeferino. Tinha sido acidente. O corte fora directo até 2 cm abaixo da glande. A partir daí, como uma pétala, casca de banana ou asas de frango, a glande abria e acompanhava os dois grandes lábios como se estivessem a fazer amor entre só eles. O resto dos dois corpos faziam outra coisa em nada parecida.
Toda a freguesia de Santa Leocádia de Geraz de Lima sabia de Zeferino. Até Moisés, o angolano mais minhoto de Viana do Castelo.
Numa noite, no café, Zeferino, sentado à mesa, sempre tentanto atrair a atenção dos demais com temas persuasivos, disse que tinha usado shampoo para pontas espigadas, que a sua mulher havia comprado, ou a cabeleireira lhe havia vendido.
- Shampoo para pontas espigadas? – exclama com riso, Moisés, num português arrastado e quase parando a cada sílaba – Para pontas espigadas? Só se for para usares no teu picha.
A bandeiras despegadas foi como todo o café riu. Com ele riram também Zeferino e Moisés. O preto, a pensar que era pela sua graçola. O branco, acreditando que era do género, trocado pelo angolano.


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sábado, 30 de agosto de 2008

sei que não bou por aí

É bom realizar sonhos? Desejos é, talvez, uma palavra mais apropriada. Muitos não conseguem o que desejam, ou sonham. O controlo da vontade é o epicentro da felicidade.

Toininho, rapaz minhoto, tido como tolo pela aldeia, julgava-se feliz. – Fui bítima de assédio sexual – dizia – a filha do padeiro chamou-me caveça de caralho. A Zézita, de bestido e pentelhito devaixo do vraço. Tão ‘voua’…

O epicentro para o rapaz era outro. Desconhecido e sobrevalorizado, digo-te eu, Toininho, é melhor pensar nele que conhecê-lo. O mal duma ilusão: depressa nos desilude.

Entre o que pretendo realizar, qualquer intimidade com mulheres do Minho a Trás-os-Montes, passando pelo Algarve, nem à ficcção pertence. Não se trata dum sonho, mas tão só de um desejo de concretização assegurada.

Sou, ao mesmo tempo, a agulha e a linha de Machado de Assis: vou adiante, furando o pano, e vou atrás, obedecendo ao que faço e mando.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

meter

Não se sabe o que metem mais os políticos; se nojo, se dinheiro ao bolso.

Cristina, do corpo só vendia as mãos, com o consentimento de Toni. Sebastião, político, vendia a alma. Amália dizia que andava a tentar engravidar. - É assim tão difícil? -Perguntava-lhe Joana, mãe de 6 filhos. Busca-se o prazer, sem alma, mas é a natureza quem se impõe sobre o monte de lixo que é a estupidez humana. Cristina metia mais dinheiro ao bolso que nojo. Usava a boca, e não só, para chegar às mãos, como Sebastião. Joana era natural, sem saber o que era prazer. Não precisava. Amália vivia com nojo de Eugénio, seu marido. Sebastião compra as mãos de Cristina, atadas, ou troca-as pela sua própria alma. A natureza não se enganava com Amália. Nem Eugénio. Era Amália quem se enganava com os homens. No comboio, uma outra Amália, chamada Luísa, vendia o olhar a quem o quisesse comprar. Um Eugénio, de nome Carlos, em tudo diferente de Toni, de mãos atadas, orgástico, havia sido, naturalmente, enganado pela mulher, e seria pai de mais um. Bom seria que a sua fêmea, uma Cristina chamada Isabel, se comportasse como uma Amália, a tentar engravidar. ‘Saiu-lhe’ uma Joana, sem boca, nem mãos, a meter-lhe muito mais nojo que dinheiro ao bolso.

made in eu

sábado, 23 de agosto de 2008

marchadoras que não marchavam

Se os medicamentos não produzirem efeitos na disfunção eréctil, não há que desanimar.
Em vez, deve assistir-se a uma prova de marcha feminina. Sorrisos por, afinal, a erecção não fazer falta. Se ainda assim houver sinais de uma excitação menor, aconselho a focar toda a atenção nas atletas portuguesas. Mais que um alívio, é uma cura.


made in eu

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ACIDENTE DE AVIAÇÃO EM MADRID

Não, prezados leitores, não vou cair na tentação do humor negro fácil de contar o diálogo entre ela e ele, em que ela disse: - Tenho que ir cortar o cabelo, que tem as pontas todas queimadas, da viagem de férias ao Hemisfério Sul, e ele responde: - Tiveste sorte de ser só as pontas, outros passageiros ficaram com o cabelo todo queimado!

Este piquenino texto é só para contar, mais uma vez, daquelas traduções tão idiotas que até dão vontade de rir. Desta feita foi na RTP 1, estava a falar o bombeiro que tinha chegado logo a seguir ao acidente, e ele contava como tinha sido difícil prestar socorro: - Ha sido muy dificil, a causa del fuego, las alambradas, el avión ... etc. A tradução: Foi muito difícil, por causa do fogo, das labaredas, o avião... etc.

Para quem não domina razoavelmente o castelhano, aqui fica a pista para a piadinha de hoje: alambradas vem de alambre, que é nada mais, nada menos, que o nosso arame!!! De aramadas (ou vedações) até labaredas, vai uma grande diferença, mas como as traduções na RTP são feitas em cima do joelho, labareda foi o mais parecido com alambrada, e como tinha havido muitas chamas...

JP+P

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

o silêncio das indecentes

Vês os jogos olímpicos? Sim, entre cliques de Rambo e do Playboy. Tens favoritos? Os gritos do Stallone enervam uma caixa de Valium. Favoritos? Qualquer coisa ao Rambo. Não é isso, favoritos nos jogos. Sim. Quero sempre que ganhem as loiras e percam os pretos. Também gosto muito dos apicultores a lutarem com espadas; ganha sempre o que me parece perder. E a tua vida, vai boa? Sim. Sexualmente? Perfeita. A minha mulher odeia sexo e eu também. Sincronizados como dois saltadores de trampolim. Já ouviste falar no Paulo Francis? Não. Ele dizia – já morreu – que o desporto é das coisas mais chatas que o homem criou. Concordo. Mas vês os jogos… Símbolo máximo da estupidez humana: correr 42 km em agonia. Levantar discos pesadíssimos do chão. Já sem falar da excitação dos tiros e do centésimo com que se ganha e perde. Perder por um centésimo é menos humilhante que ganhar por ele. Um centésimo é pouco. Mais rápido só o Beto, que acabava antes de meter. Um betinho… Talvez odiasse sexo, como tu. Talvez. Mas o desporto é saudável. Sim. E torna as pessoas elegantes. Algumas. As meninas do Playboy deviam lançar pesos ou levantar halteres, para as curvas. Crês que também as lançadoras suspiram? Não creio, e nisso deverão ser melhores que as “coelhinhas”. Eu, ao primeiro arfar ou ‘ah’, dou por concluída a minha participação. Silêncio absoluto? Sim. Hastear a bandeira mas sem hino. Qualquer som delas é o meu Stallone: não os suporto. Como não suporto que se riam num segundo e no seguinte estejam a morder o lábio inferior. Ou num centésimo? Num centésimo. Gostas mais das medalhas de ouro, prata ou bronze? Das medalhas ou dos medalhistas? Dos medalhistas. Desde que sejam loiras e não pretos, tanto me faz. E sem ‘ais’. Nem mais.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

De Pequim(ninas) é que se torcem

Em vez de medalhas de ouro, deveriam oferecer às ginastas (!?) chinesas, bonecas. Ficariam muito mais felizes.

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

TORRADINHAS REQUENTADAS

Como já há pouca gente que consiga ler este blog todo, como quem lê um romance (felizmente há excepções, que nos deixam orgulhosos desta produção escrita, se bem que é na China!), aqui fica a quinta edição neste blog: A TORRADINHA REQUENTADA! É fácil, vai-se um ano para trás e escolhe-se um texto, faz-se um copiar da ligação directa ao texto em causa e cola-se no hiperlink, para ler clicar aqui

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

desgostos e outros gostos

A questão é anti-social? Viver bem com isso apesar das “bocas” dos amigos. Das “bocas”? Tu, que nem para a boca? Nem eu para a boca nem a boca para mim. Só de pensar…Ele nem para a boca nem para mais lado nenhum. Este gajo parece maricas. Como é que acha o sexo feminino repugnante? Nojento, mesmo com pelo. A vida tem melhores diversões que os fluidos femininos, é só o que acho. Que interesse têm mamas e suas formas? Que têm mamas a ver com algo para além do incómodo do toque e de tornar infelizes as que as têm, e as que as não têm? Gajas? Acena-se-lhes com paixão, querem dinheiro. Dá-se-lhes dinheiro, clamam por amor. E depois o cheiro… Servem-nos de veículo para o verdadeiro amor: filhos! Para alguma coisa serviriam. Não só. Na mesa, em frente, descrevia-se o nada e não o ser: E às duas por três, deu às duas por trás. Como um anjinho de anúncio. Uma fortuna, aquelas duas. Ainda manténs a não consideração por quem introduz coisas no cu, sem fins medicinais? Claro! Patética a activista ambiental que se acorrenta, contra a destruição da floresta, e se deixa fotografar completamente depilada. Bela é a quietude de olhar para elas sem as ver. Não é fácil. Ou é, se o lermos de um escritor. Como dizia o americano que morreu há pouco, e que não me lembro o nome. Tu lembras-te? Não, mas sei quem é. Norman Mailer? Esse mesmo: Do mal que podemos fazer a nós próprios, nada é pior que ter sexo sem vontade.
Olhares dispararam sobre o que julgavam louco. Invejosos, como trapaceiros. Atraídos, como seguidores.


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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Dobram Sinos

19 horas no relógio da torre. À sexta badalada, entre o dobrar dos sinos, o silêncio do pai e os ais da mãe, Tomé foi concebido.

No acto da concepção, como em tudo na vida, as mulheres são mais dadas a gritos que os homens, sem que se saiba por quê.

Cristão, Tomé conheceu Ana. As hormonas e a oportunidade decidiram um namoro de 6 anos. A fé fê-lo comportar como se de um homem não se tratasse. O casamento misturou miséria com náuseas. A infelicidade dividiu-se pelos dois. Ana não queria nem deixava. Tomé podia mas recusava-se.

Interveio o padre. Cedeu Tomé. Ana não queria mas deixou.

19 horas no relógio da torre. Entre o dobrar dos sinos, o silêncio de Tomé e o silêncio de Ana, Sofia foi concebida, à primeira badalada.


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quarta-feira, 30 de julho de 2008

o sorriso da aceitação

De todas as paródias da igreja católica, nada me diverte mais que o casamento. Noivos que, perante Deus, juram cuidar-se até que a morte os separe. A morte, essa puta, como lhe chama Lobo Antunes.

Difícil encontrar maior hipocrisia. O casamento católico é insolúvel, transformado numa sanita onde quase todos obram - Sim, aceito – com a mesma displicência com se batem com a consciência de trair o “aceitado”. - Não dá mais. Nunca deu! - Nunca Deus, digo eu. Até que a morte…

Menos engraçado, e hipócrita, era Fernando. À pergunta de Gomes, se gostava mais de gordas ou magras, 'fernandeia' prontamente com a mentira verdadeira : - É me igual. Fodo sempre de olhos fechados.

Não precisavas, Fernando. Toda a vida de casado só cuidaste da tua mulher, na doença e no dever conjugal. Mesmo de olhos fechados tremes, como tremerás perante a “puta” do escritor, acreditando que um dia Deus te levará para junto de Si. Aceitas? - Sim, aceito -.

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