Das quatro mentiras contadas à mulher, apenas duas eram verdadeiras.
Era verdade que mentira por amor e era verdade que tinha amor à mentira. As outras duas pouco lhe importavam. Uma era sobre as costeletas panadas e a outra sobre o lubrificante colocado no preservativo.
Não lhe importavam a ele mas, pelos vistos, importavam a ela. - Sou alérgica àquela merda, - disse – agora arde-me quando faço. Quando fazia o quê, pensou Tó, pela curiosidade de saber se a alergia provinha do gel ou do pão ralado.
Não dava mais. Também ele era alérgico àquela merda.
made in eu
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
a preto e branco
Nada havia de genético na deformação de Zeferino. Tinha sido acidente. O corte fora directo até 2 cm abaixo da glande. A partir daí, como uma pétala, casca de banana ou asas de frango, a glande abria e acompanhava os dois grandes lábios como se estivessem a fazer amor entre só eles. O resto dos dois corpos faziam outra coisa em nada parecida.
Toda a freguesia de Santa Leocádia de Geraz de Lima sabia de Zeferino. Até Moisés, o angolano mais minhoto de Viana do Castelo.
Numa noite, no café, Zeferino, sentado à mesa, sempre tentanto atrair a atenção dos demais com temas persuasivos, disse que tinha usado shampoo para pontas espigadas, que a sua mulher havia comprado, ou a cabeleireira lhe havia vendido.
- Shampoo para pontas espigadas? – exclama com riso, Moisés, num português arrastado e quase parando a cada sílaba – Para pontas espigadas? Só se for para usares no teu picha.
A bandeiras despegadas foi como todo o café riu. Com ele riram também Zeferino e Moisés. O preto, a pensar que era pela sua graçola. O branco, acreditando que era do género, trocado pelo angolano.
made in eu
Toda a freguesia de Santa Leocádia de Geraz de Lima sabia de Zeferino. Até Moisés, o angolano mais minhoto de Viana do Castelo.
Numa noite, no café, Zeferino, sentado à mesa, sempre tentanto atrair a atenção dos demais com temas persuasivos, disse que tinha usado shampoo para pontas espigadas, que a sua mulher havia comprado, ou a cabeleireira lhe havia vendido.
- Shampoo para pontas espigadas? – exclama com riso, Moisés, num português arrastado e quase parando a cada sílaba – Para pontas espigadas? Só se for para usares no teu picha.
A bandeiras despegadas foi como todo o café riu. Com ele riram também Zeferino e Moisés. O preto, a pensar que era pela sua graçola. O branco, acreditando que era do género, trocado pelo angolano.
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sábado, 30 de agosto de 2008
sei que não bou por aí
É bom realizar sonhos? Desejos é, talvez, uma palavra mais apropriada. Muitos não conseguem o que desejam, ou sonham. O controlo da vontade é o epicentro da felicidade.
Toininho, rapaz minhoto, tido como tolo pela aldeia, julgava-se feliz. – Fui bítima de assédio sexual – dizia – a filha do padeiro chamou-me caveça de caralho. A Zézita, de bestido e pentelhito devaixo do vraço. Tão ‘voua’…
O epicentro para o rapaz era outro. Desconhecido e sobrevalorizado, digo-te eu, Toininho, é melhor pensar nele que conhecê-lo. O mal duma ilusão: depressa nos desilude.
Entre o que pretendo realizar, qualquer intimidade com mulheres do Minho a Trás-os-Montes, passando pelo Algarve, nem à ficcção pertence. Não se trata dum sonho, mas tão só de um desejo de concretização assegurada.
Sou, ao mesmo tempo, a agulha e a linha de Machado de Assis: vou adiante, furando o pano, e vou atrás, obedecendo ao que faço e mando.
made in eu
Toininho, rapaz minhoto, tido como tolo pela aldeia, julgava-se feliz. – Fui bítima de assédio sexual – dizia – a filha do padeiro chamou-me caveça de caralho. A Zézita, de bestido e pentelhito devaixo do vraço. Tão ‘voua’…
O epicentro para o rapaz era outro. Desconhecido e sobrevalorizado, digo-te eu, Toininho, é melhor pensar nele que conhecê-lo. O mal duma ilusão: depressa nos desilude.
Entre o que pretendo realizar, qualquer intimidade com mulheres do Minho a Trás-os-Montes, passando pelo Algarve, nem à ficcção pertence. Não se trata dum sonho, mas tão só de um desejo de concretização assegurada.
Sou, ao mesmo tempo, a agulha e a linha de Machado de Assis: vou adiante, furando o pano, e vou atrás, obedecendo ao que faço e mando.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
meter
Não se sabe o que metem mais os políticos; se nojo, se dinheiro ao bolso.
Cristina, do corpo só vendia as mãos, com o consentimento de Toni. Sebastião, político, vendia a alma. Amália dizia que andava a tentar engravidar. - É assim tão difícil? -Perguntava-lhe Joana, mãe de 6 filhos. Busca-se o prazer, sem alma, mas é a natureza quem se impõe sobre o monte de lixo que é a estupidez humana. Cristina metia mais dinheiro ao bolso que nojo. Usava a boca, e não só, para chegar às mãos, como Sebastião. Joana era natural, sem saber o que era prazer. Não precisava. Amália vivia com nojo de Eugénio, seu marido. Sebastião compra as mãos de Cristina, atadas, ou troca-as pela sua própria alma. A natureza não se enganava com Amália. Nem Eugénio. Era Amália quem se enganava com os homens. No comboio, uma outra Amália, chamada Luísa, vendia o olhar a quem o quisesse comprar. Um Eugénio, de nome Carlos, em tudo diferente de Toni, de mãos atadas, orgástico, havia sido, naturalmente, enganado pela mulher, e seria pai de mais um. Bom seria que a sua fêmea, uma Cristina chamada Isabel, se comportasse como uma Amália, a tentar engravidar. ‘Saiu-lhe’ uma Joana, sem boca, nem mãos, a meter-lhe muito mais nojo que dinheiro ao bolso.
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Cristina, do corpo só vendia as mãos, com o consentimento de Toni. Sebastião, político, vendia a alma. Amália dizia que andava a tentar engravidar. - É assim tão difícil? -Perguntava-lhe Joana, mãe de 6 filhos. Busca-se o prazer, sem alma, mas é a natureza quem se impõe sobre o monte de lixo que é a estupidez humana. Cristina metia mais dinheiro ao bolso que nojo. Usava a boca, e não só, para chegar às mãos, como Sebastião. Joana era natural, sem saber o que era prazer. Não precisava. Amália vivia com nojo de Eugénio, seu marido. Sebastião compra as mãos de Cristina, atadas, ou troca-as pela sua própria alma. A natureza não se enganava com Amália. Nem Eugénio. Era Amália quem se enganava com os homens. No comboio, uma outra Amália, chamada Luísa, vendia o olhar a quem o quisesse comprar. Um Eugénio, de nome Carlos, em tudo diferente de Toni, de mãos atadas, orgástico, havia sido, naturalmente, enganado pela mulher, e seria pai de mais um. Bom seria que a sua fêmea, uma Cristina chamada Isabel, se comportasse como uma Amália, a tentar engravidar. ‘Saiu-lhe’ uma Joana, sem boca, nem mãos, a meter-lhe muito mais nojo que dinheiro ao bolso.
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sábado, 23 de agosto de 2008
marchadoras que não marchavam
Se os medicamentos não produzirem efeitos na disfunção eréctil, não há que desanimar.
Em vez, deve assistir-se a uma prova de marcha feminina. Sorrisos por, afinal, a erecção não fazer falta. Se ainda assim houver sinais de uma excitação menor, aconselho a focar toda a atenção nas atletas portuguesas. Mais que um alívio, é uma cura.
made in eu
Em vez, deve assistir-se a uma prova de marcha feminina. Sorrisos por, afinal, a erecção não fazer falta. Se ainda assim houver sinais de uma excitação menor, aconselho a focar toda a atenção nas atletas portuguesas. Mais que um alívio, é uma cura.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
ACIDENTE DE AVIAÇÃO EM MADRID
Não, prezados leitores, não vou cair na tentação do humor negro fácil de contar o diálogo entre ela e ele, em que ela disse: - Tenho que ir cortar o cabelo, que tem as pontas todas queimadas, da viagem de férias ao Hemisfério Sul, e ele responde: - Tiveste sorte de ser só as pontas, outros passageiros ficaram com o cabelo todo queimado!
Este piquenino texto é só para contar, mais uma vez, daquelas traduções tão idiotas que até dão vontade de rir. Desta feita foi na RTP 1, estava a falar o bombeiro que tinha chegado logo a seguir ao acidente, e ele contava como tinha sido difícil prestar socorro: - Ha sido muy dificil, a causa del fuego, las alambradas, el avión ... etc. A tradução: Foi muito difícil, por causa do fogo, das labaredas, o avião... etc.
Para quem não domina razoavelmente o castelhano, aqui fica a pista para a piadinha de hoje: alambradas vem de alambre, que é nada mais, nada menos, que o nosso arame!!! De aramadas (ou vedações) até labaredas, vai uma grande diferença, mas como as traduções na RTP são feitas em cima do joelho, labareda foi o mais parecido com alambrada, e como tinha havido muitas chamas...
JP+P
Este piquenino texto é só para contar, mais uma vez, daquelas traduções tão idiotas que até dão vontade de rir. Desta feita foi na RTP 1, estava a falar o bombeiro que tinha chegado logo a seguir ao acidente, e ele contava como tinha sido difícil prestar socorro: - Ha sido muy dificil, a causa del fuego, las alambradas, el avión ... etc. A tradução: Foi muito difícil, por causa do fogo, das labaredas, o avião... etc.
Para quem não domina razoavelmente o castelhano, aqui fica a pista para a piadinha de hoje: alambradas vem de alambre, que é nada mais, nada menos, que o nosso arame!!! De aramadas (ou vedações) até labaredas, vai uma grande diferença, mas como as traduções na RTP são feitas em cima do joelho, labareda foi o mais parecido com alambrada, e como tinha havido muitas chamas...
JP+P
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
o silêncio das indecentes
Vês os jogos olímpicos? Sim, entre cliques de Rambo e do Playboy. Tens favoritos? Os gritos do Stallone enervam uma caixa de Valium. Favoritos? Qualquer coisa ao Rambo. Não é isso, favoritos nos jogos. Sim. Quero sempre que ganhem as loiras e percam os pretos. Também gosto muito dos apicultores a lutarem com espadas; ganha sempre o que me parece perder. E a tua vida, vai boa? Sim. Sexualmente? Perfeita. A minha mulher odeia sexo e eu também. Sincronizados como dois saltadores de trampolim. Já ouviste falar no Paulo Francis? Não. Ele dizia – já morreu – que o desporto é das coisas mais chatas que o homem criou. Concordo. Mas vês os jogos… Símbolo máximo da estupidez humana: correr 42 km em agonia. Levantar discos pesadíssimos do chão. Já sem falar da excitação dos tiros e do centésimo com que se ganha e perde. Perder por um centésimo é menos humilhante que ganhar por ele. Um centésimo é pouco. Mais rápido só o Beto, que acabava antes de meter. Um betinho… Talvez odiasse sexo, como tu. Talvez. Mas o desporto é saudável. Sim. E torna as pessoas elegantes. Algumas. As meninas do Playboy deviam lançar pesos ou levantar halteres, para as curvas. Crês que também as lançadoras suspiram? Não creio, e nisso deverão ser melhores que as “coelhinhas”. Eu, ao primeiro arfar ou ‘ah’, dou por concluída a minha participação. Silêncio absoluto? Sim. Hastear a bandeira mas sem hino. Qualquer som delas é o meu Stallone: não os suporto. Como não suporto que se riam num segundo e no seguinte estejam a morder o lábio inferior. Ou num centésimo? Num centésimo. Gostas mais das medalhas de ouro, prata ou bronze? Das medalhas ou dos medalhistas? Dos medalhistas. Desde que sejam loiras e não pretos, tanto me faz. E sem ‘ais’. Nem mais.
made in eu
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008
De Pequim(ninas) é que se torcem
Em vez de medalhas de ouro, deveriam oferecer às ginastas (!?) chinesas, bonecas. Ficariam muito mais felizes.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
TORRADINHAS REQUENTADAS
Como já há pouca gente que consiga ler este blog todo, como quem lê um romance (felizmente há excepções, que nos deixam orgulhosos desta produção escrita, se bem que é na China!), aqui fica a quinta edição neste blog: A TORRADINHA REQUENTADA! É fácil, vai-se um ano para trás e escolhe-se um texto, faz-se um copiar da ligação directa ao texto em causa e cola-se no hiperlink, para ler clicar aqui
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
desgostos e outros gostos
A questão é anti-social? Viver bem com isso apesar das “bocas” dos amigos. Das “bocas”? Tu, que nem para a boca? Nem eu para a boca nem a boca para mim. Só de pensar…Ele nem para a boca nem para mais lado nenhum. Este gajo parece maricas. Como é que acha o sexo feminino repugnante? Nojento, mesmo com pelo. A vida tem melhores diversões que os fluidos femininos, é só o que acho. Que interesse têm mamas e suas formas? Que têm mamas a ver com algo para além do incómodo do toque e de tornar infelizes as que as têm, e as que as não têm? Gajas? Acena-se-lhes com paixão, querem dinheiro. Dá-se-lhes dinheiro, clamam por amor. E depois o cheiro… Servem-nos de veículo para o verdadeiro amor: filhos! Para alguma coisa serviriam. Não só. Na mesa, em frente, descrevia-se o nada e não o ser: E às duas por três, deu às duas por trás. Como um anjinho de anúncio. Uma fortuna, aquelas duas. Ainda manténs a não consideração por quem introduz coisas no cu, sem fins medicinais? Claro! Patética a activista ambiental que se acorrenta, contra a destruição da floresta, e se deixa fotografar completamente depilada. Bela é a quietude de olhar para elas sem as ver. Não é fácil. Ou é, se o lermos de um escritor. Como dizia o americano que morreu há pouco, e que não me lembro o nome. Tu lembras-te? Não, mas sei quem é. Norman Mailer? Esse mesmo: Do mal que podemos fazer a nós próprios, nada é pior que ter sexo sem vontade.
Olhares dispararam sobre o que julgavam louco. Invejosos, como trapaceiros. Atraídos, como seguidores.
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Olhares dispararam sobre o que julgavam louco. Invejosos, como trapaceiros. Atraídos, como seguidores.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Dobram Sinos
19 horas no relógio da torre. À sexta badalada, entre o dobrar dos sinos, o silêncio do pai e os ais da mãe, Tomé foi concebido.
No acto da concepção, como em tudo na vida, as mulheres são mais dadas a gritos que os homens, sem que se saiba por quê.
Cristão, Tomé conheceu Ana. As hormonas e a oportunidade decidiram um namoro de 6 anos. A fé fê-lo comportar como se de um homem não se tratasse. O casamento misturou miséria com náuseas. A infelicidade dividiu-se pelos dois. Ana não queria nem deixava. Tomé podia mas recusava-se.
Interveio o padre. Cedeu Tomé. Ana não queria mas deixou.
19 horas no relógio da torre. Entre o dobrar dos sinos, o silêncio de Tomé e o silêncio de Ana, Sofia foi concebida, à primeira badalada.
made in eu
No acto da concepção, como em tudo na vida, as mulheres são mais dadas a gritos que os homens, sem que se saiba por quê.
Cristão, Tomé conheceu Ana. As hormonas e a oportunidade decidiram um namoro de 6 anos. A fé fê-lo comportar como se de um homem não se tratasse. O casamento misturou miséria com náuseas. A infelicidade dividiu-se pelos dois. Ana não queria nem deixava. Tomé podia mas recusava-se.
Interveio o padre. Cedeu Tomé. Ana não queria mas deixou.
19 horas no relógio da torre. Entre o dobrar dos sinos, o silêncio de Tomé e o silêncio de Ana, Sofia foi concebida, à primeira badalada.
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
o sorriso da aceitação
De todas as paródias da igreja católica, nada me diverte mais que o casamento. Noivos que, perante Deus, juram cuidar-se até que a morte os separe. A morte, essa puta, como lhe chama Lobo Antunes.
Difícil encontrar maior hipocrisia. O casamento católico é insolúvel, transformado numa sanita onde quase todos obram - Sim, aceito – com a mesma displicência com se batem com a consciência de trair o “aceitado”. - Não dá mais. Nunca deu! - Nunca Deus, digo eu. Até que a morte…
Menos engraçado, e hipócrita, era Fernando. À pergunta de Gomes, se gostava mais de gordas ou magras, 'fernandeia' prontamente com a mentira verdadeira : - É me igual. Fodo sempre de olhos fechados.
Não precisavas, Fernando. Toda a vida de casado só cuidaste da tua mulher, na doença e no dever conjugal. Mesmo de olhos fechados tremes, como tremerás perante a “puta” do escritor, acreditando que um dia Deus te levará para junto de Si. Aceitas? - Sim, aceito -.
made in eu
Difícil encontrar maior hipocrisia. O casamento católico é insolúvel, transformado numa sanita onde quase todos obram - Sim, aceito – com a mesma displicência com se batem com a consciência de trair o “aceitado”. - Não dá mais. Nunca deu! - Nunca Deus, digo eu. Até que a morte…
Menos engraçado, e hipócrita, era Fernando. À pergunta de Gomes, se gostava mais de gordas ou magras, 'fernandeia' prontamente com a mentira verdadeira : - É me igual. Fodo sempre de olhos fechados.
Não precisavas, Fernando. Toda a vida de casado só cuidaste da tua mulher, na doença e no dever conjugal. Mesmo de olhos fechados tremes, como tremerás perante a “puta” do escritor, acreditando que um dia Deus te levará para junto de Si. Aceitas? - Sim, aceito -.
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LAMAS
Reportagem na TV (não digam que os jornalistas não se divertem a seleccionar as declarações):
A propósito de um proprietário rural utilizar as lamas provenientes de uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), e com isso impestar uma zona urbana, depois de uma médica afirmar que não sabia se era por causa disso, mas que lhe parecia que existiam mais casos de problemas gastrológicos, aparece o Presidente da Junta, que no seu melhor fala dos problemas ligados à poluição, dizendo que ninguém vai ali "medir os níveis de ferro e assim"!
Para ele, que é o Presidente da Junta (e a quem alguém falou de poluentes como os metais pesados), é importante traduzir para aquilo que conhece bem, e, lá está, o ferro é um metal, sem dúvida, e dos mais pesados que ele conhece. O "e assim" é relativo a outros metais pesados que ele possa desconhecer, se bem que ele não esteja bem a ver quais são.
JP+P
A propósito de um proprietário rural utilizar as lamas provenientes de uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), e com isso impestar uma zona urbana, depois de uma médica afirmar que não sabia se era por causa disso, mas que lhe parecia que existiam mais casos de problemas gastrológicos, aparece o Presidente da Junta, que no seu melhor fala dos problemas ligados à poluição, dizendo que ninguém vai ali "medir os níveis de ferro e assim"!
Para ele, que é o Presidente da Junta (e a quem alguém falou de poluentes como os metais pesados), é importante traduzir para aquilo que conhece bem, e, lá está, o ferro é um metal, sem dúvida, e dos mais pesados que ele conhece. O "e assim" é relativo a outros metais pesados que ele possa desconhecer, se bem que ele não esteja bem a ver quais são.
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
vizinhança aos saltos
A vizinha de baixo atirou-se de cima da ponte. Ainda pior que sexo, com elas, é suportá-las. A vizinha de cima atirou-se para debaixo de um comboio. Em 1931, John Martin engravidou a mulher de Jim Hale. Jim Hale engravidou a mulher de John Martin. Quando soube, John Martin matou ambas as mulheres. A vizinha do lado não tem beleza, posto que é portuguesa. Jim Hale perdoou John Martin. No dia da inauguração da ponte, a cunhada saltou da janela. Sempre estúpida - diz o cunhado – a ponte em vez da janela, e ficava para a história, como a outra. A mulher surpreendeu o marido ao aparecer no leito conjugal de botas e roupa interior. O marido surpreendeu a mulher com dois sopapos e uma faca com que inutilizou as botas. A vizinha do terraço, em frente, não surpreende nem se deixa surpreender. Desde os 17 anos que Inácio não calça botas. Na ponte não passam comboios. As mulheres não se engravidam nem se matam à janela. John Martin e Jim Hale, não só se suportavam, como tinham sexo, os dois.
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
gatos pretos, pedras e calhaus
Freud nunca iria entender o que queriam as mulheres. Artur perguntava para que serviria se entendesse. Valentim não entendia para que serviam as perguntas. Ele não suportava mulheres, nem sabia quem era Freud.
Artur, ao invés, tinha lido textos do psicanalista e suportava as mulheres, à distância, sendo muito mais alegre longe delas.
As mulheres, cuja vontade, nunca fora entendida pelo austríaco, não se suportavam a si próprias e, longe ou perto, nunca estavam felizes. São elas a verdadeira árvore das neuroses. O seu fruto era um gato preto que se atravessava na vida de Artur.
- É isso, uma gato preto que se me atravessa à frente. Que significado terá?
- Significa que o animal se dirige a qualquer lado, responde Valentim, citando Groucho Marx.
A impossibilidade freudiana de entender as mulheres é tão absurda quanto a possibilidade de alguém imaginar a vontade dum gato preto?
E as pedras? Por que querem as mulheres possuí-las? Admirá-las-ão pela sua inteligência mineral?
Longe delas. Longe delas.
made in eu
Artur, ao invés, tinha lido textos do psicanalista e suportava as mulheres, à distância, sendo muito mais alegre longe delas.
As mulheres, cuja vontade, nunca fora entendida pelo austríaco, não se suportavam a si próprias e, longe ou perto, nunca estavam felizes. São elas a verdadeira árvore das neuroses. O seu fruto era um gato preto que se atravessava na vida de Artur.
- É isso, uma gato preto que se me atravessa à frente. Que significado terá?
- Significa que o animal se dirige a qualquer lado, responde Valentim, citando Groucho Marx.
A impossibilidade freudiana de entender as mulheres é tão absurda quanto a possibilidade de alguém imaginar a vontade dum gato preto?
E as pedras? Por que querem as mulheres possuí-las? Admirá-las-ão pela sua inteligência mineral?
Longe delas. Longe delas.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
outnumbered
A ti, São, como tudo o que escrevi aqui (sempre a pensar que bastava que fosses tu a lê-lo).
Mesmo que o não leias, eu vou fingir que sim.
Há poucos minutos, mastigava um singelo almoço, à sombra de um vetusto pinheiro, no Parque, quando me vejo "engolido" como que por fagocitose, por centenas de t-shirts brancas e bandeiras, assinalando a luta dos enfermeiros, e enfermeiras, pelo sabe-se lá o quê.
Todos, superaram, seguramente, em número, os próprios habitantes do Parque e circundantes, a saber: advogados, pombos e putas.
Se alguma diferença se podia notar entre eles, só nos pombos, que voam alto.
made in eu
Mesmo que o não leias, eu vou fingir que sim.
Há poucos minutos, mastigava um singelo almoço, à sombra de um vetusto pinheiro, no Parque, quando me vejo "engolido" como que por fagocitose, por centenas de t-shirts brancas e bandeiras, assinalando a luta dos enfermeiros, e enfermeiras, pelo sabe-se lá o quê.
Todos, superaram, seguramente, em número, os próprios habitantes do Parque e circundantes, a saber: advogados, pombos e putas.
Se alguma diferença se podia notar entre eles, só nos pombos, que voam alto.
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
GRANDE PESAR
A nossa musa deixou o último palco.
Espero que a sua força se mantenha em nós muito tempo, para trazer o bom humor de volta às nossas vidas, tão depressa quanto possível.
A São será sempre o nosso património!
JP+P
Espero que a sua força se mantenha em nós muito tempo, para trazer o bom humor de volta às nossas vidas, tão depressa quanto possível.
A São será sempre o nosso património!
JP+P
segunda-feira, 16 de junho de 2008
que dia
Sua Excelência, o Senhor Presidente da Républica, Cavaco Silva, teve a boa ideia de dizer que 10 de Junho, dia de Portugal e das comunidades portuguesas, é o dia da raça.
Pena que não haja coragem para, oficialmente, ser assim designado. Pena para Portugal, e pena para o mundo, que poderia incluí-lo no conjunto dos seus dias dedicados, passando a ser o Dia Mundial da Merda.
made in eu
Pena que não haja coragem para, oficialmente, ser assim designado. Pena para Portugal, e pena para o mundo, que poderia incluí-lo no conjunto dos seus dias dedicados, passando a ser o Dia Mundial da Merda.
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
VALHA-NOS O SANT'ANTÓNIO
É tão bonito o casamento. Dois seres que decidem viver juntos perante as leis do senhor. O senhor, por seu lado, é que agradece, pois estas festas são um bom incremento nas receitas do IVA.
O senhor é o mesmo que conseguiu enrolar os camionistas, depois dos pescadores. E, com o seu discurso, vai enrolando ainda muitos portugueses.
Já a grande vantagem do Santo António é ser padroeiro de algumas terras, onde todos os anos fazem um feriado municipal no dia do mesmo. Tudo o mais ou é IVA ou qualquer coisa parecida.
JP+P
O senhor é o mesmo que conseguiu enrolar os camionistas, depois dos pescadores. E, com o seu discurso, vai enrolando ainda muitos portugueses.
Já a grande vantagem do Santo António é ser padroeiro de algumas terras, onde todos os anos fazem um feriado municipal no dia do mesmo. Tudo o mais ou é IVA ou qualquer coisa parecida.
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segunda-feira, 2 de junho de 2008
SÓCRATES É VENCEDOR
Este fim-de-semana que passou foi decisivo para as próximas eleições legislativas em Portugal, já em 2009.
De facto, o resultado das eleições partidárias no PSD, ditaram que finalmente tivessemos um partido presidido por uma mulher.
Mas, o que se anuncia como uma vantagem eleitoral, uma nova dinâmica na oposição laranja, deverá ser contrariada por um facto que todos conhecemos, e que trará bons resultados ao actual primeiro ministro: laranjas com Leite nunca deram bons resultados. Normalmente acabam em cagada... e da ralinha!
JP+P
De facto, o resultado das eleições partidárias no PSD, ditaram que finalmente tivessemos um partido presidido por uma mulher.
Mas, o que se anuncia como uma vantagem eleitoral, uma nova dinâmica na oposição laranja, deverá ser contrariada por um facto que todos conhecemos, e que trará bons resultados ao actual primeiro ministro: laranjas com Leite nunca deram bons resultados. Normalmente acabam em cagada... e da ralinha!
JP+P
domingo, 1 de junho de 2008
SÓCRATES É ESDRÚXULO
No Campeonato da Língua Portuguesa afirmaram que Sócrates é esdrúxulo.
Ora bem! Se queriam fazer um programa realmente pedagógico deveriam explicar o significado. O que quer dizer o radical esdru? Porque xulo cada vez mais gente percebe bem o significado semântico.
Ora bem! Se queriam fazer um programa realmente pedagógico deveriam explicar o significado. O que quer dizer o radical esdru? Porque xulo cada vez mais gente percebe bem o significado semântico.
JP+P
segunda-feira, 26 de maio de 2008
JARDINAGEM DESTRUTIVA
Não, não é como o título indica um artigo técnico-científico sobre como eliminar as trutas fazendo jardins.
É tão só uma piadinha relacionada com esta nobre arte de decoração de exteriores, que é a jardinagem, neste caso com alguma violência.
O jardineiro tinha recebido ordens expressas: eliminar aquela planta que tinha crescido junto ao muro, mas que com o passar dos anos se agarrara à parede e agora ameaçava entrar já pelas janelas. As pessoas plantam trepadeiras, e depois pensam que elas ficam sempre acanhadas num seu recanto, pensou para consigo o jardineiro, enquanto puxava pelos caules e a planta ia vindo abaixo, deixando na parede e no muro aqueles bocadinhos de raízes que a agarravam à vida.
Mais difícil foi eliminar as raízes na terra, mas nada que este homem tisnado pelo Sol de longas jornadas de trabalho não fosse capaz de fazer. Suou bastante, mas conseguiu eliminar aquela trepadeira. Por completo! E, ao olhar para o local vazio e para a planta a morrer sem sustento, soltou, entre o embargado e a satisfação do dever cumprido, uma exclamação: - Esta já hera!
JP+P
É tão só uma piadinha relacionada com esta nobre arte de decoração de exteriores, que é a jardinagem, neste caso com alguma violência.
O jardineiro tinha recebido ordens expressas: eliminar aquela planta que tinha crescido junto ao muro, mas que com o passar dos anos se agarrara à parede e agora ameaçava entrar já pelas janelas. As pessoas plantam trepadeiras, e depois pensam que elas ficam sempre acanhadas num seu recanto, pensou para consigo o jardineiro, enquanto puxava pelos caules e a planta ia vindo abaixo, deixando na parede e no muro aqueles bocadinhos de raízes que a agarravam à vida.
Mais difícil foi eliminar as raízes na terra, mas nada que este homem tisnado pelo Sol de longas jornadas de trabalho não fosse capaz de fazer. Suou bastante, mas conseguiu eliminar aquela trepadeira. Por completo! E, ao olhar para o local vazio e para a planta a morrer sem sustento, soltou, entre o embargado e a satisfação do dever cumprido, uma exclamação: - Esta já hera!
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sábado, 24 de maio de 2008
sonhos húmidos (úmidos, para adiantar serviço)
Atendendo à reserva com que os homens falam de si, sempre vou ouvindo falar de sonhos eróticos à medida de cada um: loiras, mamas fabulosas, orgias a dois, nórdicas, etc.
Meu erotismo não é atracção mas claramente o oposto: detesto automóveis e esse ódio é minha maior erecção. O barril de petróleo, orgástico, quase infalível em mim.
Muitas vezes acordo excitado. Pouco mais tempo terei disso. O sonho é sempre o mesmo: gasolina a cinco euros o litro.
made in eu
Meu erotismo não é atracção mas claramente o oposto: detesto automóveis e esse ódio é minha maior erecção. O barril de petróleo, orgástico, quase infalível em mim.
Muitas vezes acordo excitado. Pouco mais tempo terei disso. O sonho é sempre o mesmo: gasolina a cinco euros o litro.
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terça-feira, 20 de maio de 2008
chorões
Por causa do futebol, dizem eles.
Com mulheres portuguesas, como evitar chorar? Mais não seja, por mágoa, e inveja de todos os outros.
Estas estatísticas são a mais pura verdade, e a prova provada, como sói dizer-se, deste monte de merda que é o jornalismo moderno.
made in eu
Seis de cada dez europeus preferem futebol a sexo, diz pesquisa
Anelise Infante De Madri para a BBC Brasil
Torcedor de Portugal, de Cristiano Ronaldo, é o mais 'chorão'
A chegada de dois grandes eventos esportivos do ano – a Eurocopa em junho e as Olimpíadas em agosto – pode ser motivo de preocupação entre namoradas de torcedores na Europa.
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira indica que seis de cada dez europeus preferem ver um jogo de futebol a ter relações sexuais.
Os suecos foram os que confessaram mais fanatismo pelo esporte e menos interesse pelo sexo: 95% dos entrevistados responderam nunca ou quase nunca trocariam uma partida de futebol por uma relação sexual.
Os espanhóis aparecem em segundo lugar na lista dos que deixam o sexo para mais tarde: 72% admitiram que entre o futebol e as relações sexuais, preferem ver os jogos mesmo que seja pela televisão.
'Chorões'
A pesquisa foi feita em 17 países da Europa. O questionário com 18 perguntas relacionadas com a paixão e emoção dos torcedores às vésperas dos grandes eventos esportivos de 2008 foi preparado pelo Centro Europeu de Investigação de Assuntos Sociais.
Nas respostas, os torcedores definiram até que ponto o esporte influi em decisões básicas como planejar um fim-de-semana ou escolher namorados.
A maioria (63%) disse que planeja seu tempo livre em função do calendário de competições esportivas. Só marca programas se não tiver que perder a transmissão de alguma partida.
O time ou seleção também conta como quesito na hora de encontrar uma namorada. Quatro de cada dez entrevistados preferem que a parceira torça pela mesma equipe.
A pesquisa ainda revelou dados sobre o comportamento dos torcedores na hora do gol e da vitória ou derrota de seu time.
A maior parte dos torcedores (88%) respondeu que já abraçou ou beijou a um desconhecido durante a celebração de um evento esportivo.
Na hora de soltar a emoção, 66% admitiram chorar habitualmente nas vitórias ou derrotas de seus times ou atletas favoritos.
Os portugueses são os mais "chorões" do ranking. Oito de cada dez confessaram que já choraram muito ou bastante por culpa do futebol. Os portugueses são seguidos na lista de "chorões" por belgas, alemães e britânicos.
Para liberar a emoção do esporte o melhor remédio é berrar. Essa foi a opção mais votada pelos entrevistados: 95% responderam que gritam muito quando assistem a alguma competição e se sentem aliviados por essa atitude.
Quanto às crendices, 40% disseram que repetem os mesmos rituais nos dias de finais ou eliminatórias. Os espanhóis são os que mais acreditam na influência da sorte e do azar - 69% afirmaram que são influenciados pela superstição no esporte.
As competições, especialmente o futebol, estão tão presentes no inconsciente dos torcedores europeus que, segundo a pesquisa, seis de cada dez chegam a sonhar com a vitória de seus times.
Com mulheres portuguesas, como evitar chorar? Mais não seja, por mágoa, e inveja de todos os outros.
Estas estatísticas são a mais pura verdade, e a prova provada, como sói dizer-se, deste monte de merda que é o jornalismo moderno.
made in eu
Seis de cada dez europeus preferem futebol a sexo, diz pesquisa
Anelise Infante De Madri para a BBC Brasil
Torcedor de Portugal, de Cristiano Ronaldo, é o mais 'chorão'
A chegada de dois grandes eventos esportivos do ano – a Eurocopa em junho e as Olimpíadas em agosto – pode ser motivo de preocupação entre namoradas de torcedores na Europa.
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira indica que seis de cada dez europeus preferem ver um jogo de futebol a ter relações sexuais.
Os suecos foram os que confessaram mais fanatismo pelo esporte e menos interesse pelo sexo: 95% dos entrevistados responderam nunca ou quase nunca trocariam uma partida de futebol por uma relação sexual.
Os espanhóis aparecem em segundo lugar na lista dos que deixam o sexo para mais tarde: 72% admitiram que entre o futebol e as relações sexuais, preferem ver os jogos mesmo que seja pela televisão.
'Chorões'
A pesquisa foi feita em 17 países da Europa. O questionário com 18 perguntas relacionadas com a paixão e emoção dos torcedores às vésperas dos grandes eventos esportivos de 2008 foi preparado pelo Centro Europeu de Investigação de Assuntos Sociais.
Nas respostas, os torcedores definiram até que ponto o esporte influi em decisões básicas como planejar um fim-de-semana ou escolher namorados.
A maioria (63%) disse que planeja seu tempo livre em função do calendário de competições esportivas. Só marca programas se não tiver que perder a transmissão de alguma partida.
O time ou seleção também conta como quesito na hora de encontrar uma namorada. Quatro de cada dez entrevistados preferem que a parceira torça pela mesma equipe.
A pesquisa ainda revelou dados sobre o comportamento dos torcedores na hora do gol e da vitória ou derrota de seu time.
A maior parte dos torcedores (88%) respondeu que já abraçou ou beijou a um desconhecido durante a celebração de um evento esportivo.
Na hora de soltar a emoção, 66% admitiram chorar habitualmente nas vitórias ou derrotas de seus times ou atletas favoritos.
Os portugueses são os mais "chorões" do ranking. Oito de cada dez confessaram que já choraram muito ou bastante por culpa do futebol. Os portugueses são seguidos na lista de "chorões" por belgas, alemães e britânicos.
Para liberar a emoção do esporte o melhor remédio é berrar. Essa foi a opção mais votada pelos entrevistados: 95% responderam que gritam muito quando assistem a alguma competição e se sentem aliviados por essa atitude.
Quanto às crendices, 40% disseram que repetem os mesmos rituais nos dias de finais ou eliminatórias. Os espanhóis são os que mais acreditam na influência da sorte e do azar - 69% afirmaram que são influenciados pela superstição no esporte.
As competições, especialmente o futebol, estão tão presentes no inconsciente dos torcedores europeus que, segundo a pesquisa, seis de cada dez chegam a sonhar com a vitória de seus times.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
deste tempo
No tempo do novo tempo ordena quem mais apodrece. O pus da mentira escorre-lhes pelos ouvidos, o sangue da sem-vergonha pinga-lhes dos olhos, somente a dignidade lhes sai pelo cu.
Nas ondas de espanto pela capacidade de dizerem tudo, sem que saibam nada, prometem deixar de fumar.
E ao chamamento de filhos-da-puta, só as putas se ofendem.
made in eu
Nas ondas de espanto pela capacidade de dizerem tudo, sem que saibam nada, prometem deixar de fumar.
E ao chamamento de filhos-da-puta, só as putas se ofendem.
made in eu
quinta-feira, 15 de maio de 2008
VÃO ACABAR AS MULTAS
Por ordem de José Sócrates, a partir de agora, quem fôr apanhado a prevaricar, apenas terá que fazer uma curta declaração pública, via TV e/ou blogosfera, dizendo: peço desculpa, mas não sabia que não se podia, e a partir de hoje vou deixar de o fazer.
Esta decisão foi muito aplaudida pelo Ministro da Justiça, pois poderá aliviar o trabalho dos tribunais.
Em vez do programa "O Juiz Decide", as televisões públicas vão ter um programa dedicado aos arrependidos, cujo título poderá ser "Não voltarei a fazer o mesmo", ou mesmo "Estou decidido", sendo que as privadas estão já a estudar um formato tipo Reality Show, em que põem os prevaricadores todos numa casa e depois filmam tudo para confirmar que eles não voltam mesmo a desrespeitar as leis.
Claro está que este tipo de multa não se aplica a crimes passiveis de prisão (podendo estender-se em casos em que os criminosos aceitem ser enclausurados num espectáculo de realidade), e, por razões óbvias, muito menos a homicídios, pois de nada serviria um qualquer psicopata vir declarar que não voltaria a matar o Sr. José Coelho, da Rebordeirosa, ou a menina Martinha, de Capotes de Cima, pois que como todos sabemos é impossível matar a mesma pessoa duas vezes.
Já o Sindicato da Polícia, e o próprio Ministro da Ministração Interna, mostraram algum mau estar, pois este sistema pode pôr em causa todo o actual sistema, bem lucrativo, das multas pecuniárias, o que segundo o gabinete do Primeiro Ministro (um gajo ter um gabinete que emite opiniões é mesmo uma coisa futurista) está planeado ser ultrapassado com as receitas geradas pela publicidade, uma vez que tudo acontecerá como numa conferência de imprensa de clubes de futebol, com os nomes dos patrocinadores atrás, à frente, e até poderão passar em rodapé.
Quem for à televisão, ou aqui na blogosfera, e disser que não volta a fazer o mesmo, e for apanhado a prevaricar na mesma coisa, terá um castigo exemplar: 72 horas numa sala branquinha de manicómio, com uma instalação sonora a passar repetidamente a voz do primeiro ministro a dizer, na última campanha eleitoral: "Não vou aumentar os impostos".
E nessa sala imaculadamente branquinha será também proibido fumar!
JP+P
Esta decisão foi muito aplaudida pelo Ministro da Justiça, pois poderá aliviar o trabalho dos tribunais.
Em vez do programa "O Juiz Decide", as televisões públicas vão ter um programa dedicado aos arrependidos, cujo título poderá ser "Não voltarei a fazer o mesmo", ou mesmo "Estou decidido", sendo que as privadas estão já a estudar um formato tipo Reality Show, em que põem os prevaricadores todos numa casa e depois filmam tudo para confirmar que eles não voltam mesmo a desrespeitar as leis.
Claro está que este tipo de multa não se aplica a crimes passiveis de prisão (podendo estender-se em casos em que os criminosos aceitem ser enclausurados num espectáculo de realidade), e, por razões óbvias, muito menos a homicídios, pois de nada serviria um qualquer psicopata vir declarar que não voltaria a matar o Sr. José Coelho, da Rebordeirosa, ou a menina Martinha, de Capotes de Cima, pois que como todos sabemos é impossível matar a mesma pessoa duas vezes.
Já o Sindicato da Polícia, e o próprio Ministro da Ministração Interna, mostraram algum mau estar, pois este sistema pode pôr em causa todo o actual sistema, bem lucrativo, das multas pecuniárias, o que segundo o gabinete do Primeiro Ministro (um gajo ter um gabinete que emite opiniões é mesmo uma coisa futurista) está planeado ser ultrapassado com as receitas geradas pela publicidade, uma vez que tudo acontecerá como numa conferência de imprensa de clubes de futebol, com os nomes dos patrocinadores atrás, à frente, e até poderão passar em rodapé.
Quem for à televisão, ou aqui na blogosfera, e disser que não volta a fazer o mesmo, e for apanhado a prevaricar na mesma coisa, terá um castigo exemplar: 72 horas numa sala branquinha de manicómio, com uma instalação sonora a passar repetidamente a voz do primeiro ministro a dizer, na última campanha eleitoral: "Não vou aumentar os impostos".
E nessa sala imaculadamente branquinha será também proibido fumar!
JP+P
quarta-feira, 14 de maio de 2008
PUBLICIDADE
Este blog é patrocinado pela manteiga PRIMOR, a manteiga que se põe primeiro, a manteiguinha que se põe na torradinha, a manteiga que unta, besunta e dá prazer, a manteiguinha que até dá pra fazer piadinha. Com PRIMOR coma bem, coma tudo, coma com ganas e coma sem dor.
JP+P
JP+P
terça-feira, 13 de maio de 2008
VIVER DEBAIXO DA PONTE
Numa época em que a nossa sociedade vai gerando cada vez mais situações de pobreza extrema, muitos são os que, a nível mundial, não têm um tecto onde se abrigar.
É um facto que a expressão "ir viver para debaixo da ponte" é bastante antiga, aplicando-se aos casos das pessoas que eram postas fora de casa, ou que por qualquer razão ficavam sem casa.
A Universidade de Berkeley, preocupada com o número crescente de pessoas que vivem na rua (homeless, em inglês), decidiu fazer um estudo, com inquérito aos homelesses incluído, tendo em vista proporcionar o melhor conforto possível a quem não tem outra escolha que não seja viver debaixo da ponte.
Assim, pelo correio, conseguiu enviar um inquérito que teve exactamente 100 respostas, de homelesses de todo o mundo, tendo em vista esclarecer qual o tipo de ponte preferido.
O estudo, abrangente, concluiu que 98% preferem pontes pedonais, devido aos níveis de ruído serem bastante mais reduzidos. 1,5% preferem pontes ferroviárias, pois lembram os seus tempos de criança e os comboios de brincar. 0,5% não sabiam responder ou não responderam.
Daí que a conclusão do estudo seja a de que, nas cidades, os responsáveis autárquicos devem preferir a construção de pontes pedonais, preterindo os túneis, de modo a dar um abrigo confortável ao número crescente de indigentes.
Em relação às pontes, foi ainda perguntado se os homelesses aproveitavam os dias entre os feriados nacionais e os fins-de-semana, para se abrigarem, pergunta que teve um não como resposta quase unânime. A razão apontada foi a de que nesses dias é quando a cidade está mais sossegada.
A Universidade de Berkeley concluiu então que os homelesses são pessoas que têm uma preocupação fundamental em relação à poluição sonora, de um modo geral, e à qualidade de vida e do vinho, de um modo particular.
Na sequência deste estudo, em Lisboa e no Porto, está a decorrer já um peditório para a construção de novas pontes pedonais, sob o lema: no próximo Natal dê um tecto aos sem abrigo.
JP+P
É um facto que a expressão "ir viver para debaixo da ponte" é bastante antiga, aplicando-se aos casos das pessoas que eram postas fora de casa, ou que por qualquer razão ficavam sem casa.
A Universidade de Berkeley, preocupada com o número crescente de pessoas que vivem na rua (homeless, em inglês), decidiu fazer um estudo, com inquérito aos homelesses incluído, tendo em vista proporcionar o melhor conforto possível a quem não tem outra escolha que não seja viver debaixo da ponte.
Assim, pelo correio, conseguiu enviar um inquérito que teve exactamente 100 respostas, de homelesses de todo o mundo, tendo em vista esclarecer qual o tipo de ponte preferido.
O estudo, abrangente, concluiu que 98% preferem pontes pedonais, devido aos níveis de ruído serem bastante mais reduzidos. 1,5% preferem pontes ferroviárias, pois lembram os seus tempos de criança e os comboios de brincar. 0,5% não sabiam responder ou não responderam.
Daí que a conclusão do estudo seja a de que, nas cidades, os responsáveis autárquicos devem preferir a construção de pontes pedonais, preterindo os túneis, de modo a dar um abrigo confortável ao número crescente de indigentes.
Em relação às pontes, foi ainda perguntado se os homelesses aproveitavam os dias entre os feriados nacionais e os fins-de-semana, para se abrigarem, pergunta que teve um não como resposta quase unânime. A razão apontada foi a de que nesses dias é quando a cidade está mais sossegada.
A Universidade de Berkeley concluiu então que os homelesses são pessoas que têm uma preocupação fundamental em relação à poluição sonora, de um modo geral, e à qualidade de vida e do vinho, de um modo particular.
Na sequência deste estudo, em Lisboa e no Porto, está a decorrer já um peditório para a construção de novas pontes pedonais, sob o lema: no próximo Natal dê um tecto aos sem abrigo.
JP+P
segunda-feira, 12 de maio de 2008
TORRADINHAS REQUENTADAS
Como já há pouca gente que consiga ler este blog todo, como quem lê um romance (felizmente há excepções, que nos deixam orgulhosos desta produção escrita, se bem que é na China!), aqui fica a quarta edição neste blog: A TORRADINHA REQUENTADA! É fácil, vai-se um ano para trás e escolhe-se um texto, faz-se um copiar da ligação directa ao texto em causa e cola-se aqui, para ler basta clicar!
domingo, 11 de maio de 2008
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO OFTALMOLÓGICA
I
É assim, se houver mais hospitais como o do Barreiro a contratarem espanhóis para porem os portugueses a ver como deve ser, se houver mais autarcas a mandar portugueses a Cuba para saírem de lá a ver como deve ser, quantos meses vão passar até a maioria dos portugueses verem as mentiras socráticas e vermos as sondagens a castigar o PS como merece?
II
Não há pior cego que aquele que não quer ver. Falam muito dos que foram operados pelo espanhóis e cubanos, e voltaram a ver, mas não falam daqueles que por mais enganados que sejam pelas promessas eleitorais, e pelo cinismo das justificações socráticas para estar tudo cada vez pior, nunca mais abrirem os olhinhos. A esses nem os melhores médicos podem ajudar...
III
Ora, se há médicos portugueses que atrasam as operações, se é o próprio Ministério da Saúde que não contrata com os Hospitais das Misericórdias, ou que não contrata mais médicos espanhóis ou cubanos para virem cá, é fácil concluir que é do interesse dos governantes que os portugueses não consigam ver com nitidez. Assim até este País da peta, da teta e da treta, parece um País de ponta, da técnica e de valores.
IV
Também é verdade que nas clínicas privadas portuguesas, as mesmas operações oftalmológicas podem custar mais do dobro do preço das mesmas intervenções feitas em Espanha, um país onde o nível de vida é muito mais alto, pelo que não será difícil concluir que aqui os lucros das empresas da saúde, neste campo, podem atingir mais de 120% em relação ao outro lado da fronteira. Esta treta das listas de espera, ainda dá teta a muita gentinha...
JP+P
É assim, se houver mais hospitais como o do Barreiro a contratarem espanhóis para porem os portugueses a ver como deve ser, se houver mais autarcas a mandar portugueses a Cuba para saírem de lá a ver como deve ser, quantos meses vão passar até a maioria dos portugueses verem as mentiras socráticas e vermos as sondagens a castigar o PS como merece?
II
Não há pior cego que aquele que não quer ver. Falam muito dos que foram operados pelo espanhóis e cubanos, e voltaram a ver, mas não falam daqueles que por mais enganados que sejam pelas promessas eleitorais, e pelo cinismo das justificações socráticas para estar tudo cada vez pior, nunca mais abrirem os olhinhos. A esses nem os melhores médicos podem ajudar...
III
Ora, se há médicos portugueses que atrasam as operações, se é o próprio Ministério da Saúde que não contrata com os Hospitais das Misericórdias, ou que não contrata mais médicos espanhóis ou cubanos para virem cá, é fácil concluir que é do interesse dos governantes que os portugueses não consigam ver com nitidez. Assim até este País da peta, da teta e da treta, parece um País de ponta, da técnica e de valores.
IV
Também é verdade que nas clínicas privadas portuguesas, as mesmas operações oftalmológicas podem custar mais do dobro do preço das mesmas intervenções feitas em Espanha, um país onde o nível de vida é muito mais alto, pelo que não será difícil concluir que aqui os lucros das empresas da saúde, neste campo, podem atingir mais de 120% em relação ao outro lado da fronteira. Esta treta das listas de espera, ainda dá teta a muita gentinha...
JP+P
sábado, 10 de maio de 2008
CARRAÇAS DO CAMPO
No tempo dos meus avós apanhavam-se montes de carraças nos campos. Mas agora é comum ouvir dizer-se: o meu filho tinha febres altas, fui com ele às Urgências e zás, apanharam uma carraça.
Ou seja, agora é mais fácil apanhar carraças nos Hospitais!
JP+P
Ou seja, agora é mais fácil apanhar carraças nos Hospitais!
JP+P
quarta-feira, 7 de maio de 2008
In the wind
Nunca tanta Pescada foi cagada em postas como no “caso Maddie McCann”.
Ele eram criminologistas, pedopsiquiatras, especialistas em pais, especialistas em filhos, especialistas em cães, jornalistas, psicólogos, psicólogas, alentejanos, pretos e putas, entre muitos outros. Cada um disse o que bem quis e o que à cabeça lhe vinha.
- Senhor Director uma palavrinha para a TVK.
- Toda a confiança na Polícia Judiciária.
"A nossa grande Polícia, a nossa Judite. Ó, Ó, a Polícia Judiciária? Das melhores do mundo. Eles sabem bem o que fazem. Eles não são parvos. Não é como a psp, nem como a gnr, a Judiciária? Das melhores do mundo. Quem é que pensam os ingleses que são para virem aqui dizer mal da nossa enorme Polícia? Tratam-nos como saloios, julgam que isto aqui é a parvónia mas enganam-se. Mais não tivéssemos, tínhamos a Polícia Judiciária. Das melhores do mundo."
Um ano mais tarde, mais não tivéssemos...
Quanta mais merda será necessária abater-se sobre nós? Quanto mais provincianismo temos que demonstrar? Até aonde nos levará a estupidez imensa que é este país a transbordar de pacovice, antes de acordarmos para a realidade?
The answer is blowin’ in the wind.
Ele eram criminologistas, pedopsiquiatras, especialistas em pais, especialistas em filhos, especialistas em cães, jornalistas, psicólogos, psicólogas, alentejanos, pretos e putas, entre muitos outros. Cada um disse o que bem quis e o que à cabeça lhe vinha.
- Senhor Director uma palavrinha para a TVK.
- Toda a confiança na Polícia Judiciária.
"A nossa grande Polícia, a nossa Judite. Ó, Ó, a Polícia Judiciária? Das melhores do mundo. Eles sabem bem o que fazem. Eles não são parvos. Não é como a psp, nem como a gnr, a Judiciária? Das melhores do mundo. Quem é que pensam os ingleses que são para virem aqui dizer mal da nossa enorme Polícia? Tratam-nos como saloios, julgam que isto aqui é a parvónia mas enganam-se. Mais não tivéssemos, tínhamos a Polícia Judiciária. Das melhores do mundo."
Um ano mais tarde, mais não tivéssemos...
Quanta mais merda será necessária abater-se sobre nós? Quanto mais provincianismo temos que demonstrar? Até aonde nos levará a estupidez imensa que é este país a transbordar de pacovice, antes de acordarmos para a realidade?
The answer is blowin’ in the wind.
made in eu
quinta-feira, 1 de maio de 2008
eu, tu, ele, nós, vós, eles
A pergunta atingiu o alvo. - Como seria a nossa vida com alguém diferente? - Os casais riram. Todos eles. – Não venham dizer que nada seria diferente, ou que nada melhoraria – acrescentou Tobias - Temos o parceiro certo? Duvido. Era uma questão que incomodava todos. Ninguém se atrevia a dizer algo. - As coisas são como são – disse Marta, por fim – Claro que em alguma parte do mundo deve haver o ser perfeito para nós… Era o reconhecimento de que tudo é uma questão de oportunidade, ideia antiga de JC que implicava, a ver de Pedro, de que as coisas só não eram diferentes porque não era possível que fossem. A ideia que controlamos a nossa vida de forma independente é tão falsa que vamos deprimindo em banho-maria sem sabermos. – adiantou Hélder – A verdade de não haver caminho e de fazê-lo a andar é óbvia. Pois é – acrescentou Tobias – mas a direcção, se de todo desconhecida, podia levar-nos para pior. Não é assim, amor da minha vida? - oferecendo os lábios a Rute, para um beijo, e imaginando-o vir de outra qualquer parte do mundo.
made in eu
made in eu
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Inácio
Naturalmente, Inácio entrou num café, de mal com o mundo. Tão mal, que ao tirar a carteira do bolso deixou cair o telefone no chão. Apanhou-o. Ao balcão, pediu o que queria. Uma mão pousou, como todos os dias, uma chávena perto de si. Dedos cheios. Unhas pintadas de rosa. Inácio, por acaso, olhou para o lado e viu-a sorrir. É fácil distinguir um sorriso sincero de um falso. Era franco, este, e ainda assim pensou – gorda nojenta – enquanto ela saía para o escritório, roliça, com roupas modernas, cabelo curto, carente e feliz pelo olhar dele. Inácio prolongou na ideia a fala sem voz e, ainda a vê-la – se me dizes o que quer que seja mando-te para a puta que te pariu, monte de banhas -.
Naturalmente.
made in eu
Naturalmente.
made in eu
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
ler JC sempre
uma imagem no perfil
Cada vez mais, deparo-me com bloguistas que fazem questão em mostrar uma fotografia sua no perfil e, consequentemente, nos comentários que espalham pela blogosfera. A avaliar por algumas fotos, elas são reais e pertencem, de facto, à pessoas que as usam, já que ninguém, no seu perfeito juízo, iria colocar uma miserável imagem para… é verdade, para quê?
Eu tenho pudor da minha imagem. Os outros não.
Os outros são para mim um enorme mistério!
Sem quer estar a ser muito preconceituoso, até porque, penso, as pessoas não têm que esconder a sua imagem (como é razoável pensar-se), acredito que também não têm que a expor em cartaz, sobretudo num mundo (blogosférico) já tão saturado de gente feia, imbecis, pedófilos, falsos amigos, génios frustrados e tudo mais que nos vier à cabeça. Não é preconceito, é incapacidade de entender. Só isso.Há alguns anos, no final dos telejornais, anunciava-se: No passado dia X, desapareceu de casa dos seus filhos, o idoso Fulano de Tal, vestia… e lá vinha a fotografia “a la minuta” que tanto servia para identificar o nosso avô paterno como, já naquela época, o próprio Paulo Bento em plena puberdade. Claro que, até hoje, nunca se encontraram os idosos desaparecidos e os anúncios deixaram de se fazer.
O que com isto quero dizer é que o que difere as pessoas umas das outras não é o aspecto; no aspecto somos todos demasiado parecidos uns com os outros, de tal modo que, em qualquer parte, passamos bem por viajantes incógnitos. O que nos difere uns dos outros, é, por exemplo, termos ou não termos consciência de que a nossa imagem no perfil, é, pelo menos, desnecessária. Há mais coisas que diferem as pessoas umas das outras, felizmente que sim. Usemo-las!
Vá, toca a limpar os perfis…
jc
Cada vez mais, deparo-me com bloguistas que fazem questão em mostrar uma fotografia sua no perfil e, consequentemente, nos comentários que espalham pela blogosfera. A avaliar por algumas fotos, elas são reais e pertencem, de facto, à pessoas que as usam, já que ninguém, no seu perfeito juízo, iria colocar uma miserável imagem para… é verdade, para quê?
Eu tenho pudor da minha imagem. Os outros não.
Os outros são para mim um enorme mistério!
Sem quer estar a ser muito preconceituoso, até porque, penso, as pessoas não têm que esconder a sua imagem (como é razoável pensar-se), acredito que também não têm que a expor em cartaz, sobretudo num mundo (blogosférico) já tão saturado de gente feia, imbecis, pedófilos, falsos amigos, génios frustrados e tudo mais que nos vier à cabeça. Não é preconceito, é incapacidade de entender. Só isso.Há alguns anos, no final dos telejornais, anunciava-se: No passado dia X, desapareceu de casa dos seus filhos, o idoso Fulano de Tal, vestia… e lá vinha a fotografia “a la minuta” que tanto servia para identificar o nosso avô paterno como, já naquela época, o próprio Paulo Bento em plena puberdade. Claro que, até hoje, nunca se encontraram os idosos desaparecidos e os anúncios deixaram de se fazer.
O que com isto quero dizer é que o que difere as pessoas umas das outras não é o aspecto; no aspecto somos todos demasiado parecidos uns com os outros, de tal modo que, em qualquer parte, passamos bem por viajantes incógnitos. O que nos difere uns dos outros, é, por exemplo, termos ou não termos consciência de que a nossa imagem no perfil, é, pelo menos, desnecessária. Há mais coisas que diferem as pessoas umas das outras, felizmente que sim. Usemo-las!
Vá, toca a limpar os perfis…
jc
sábado, 26 de abril de 2008
25 dabril sempre, fascismo nunca mais.
Nunca mais acaba a treta de sempre.
Até quando se terá de ouvir a mesma cantilena ano após ano?
A esquerda é de uma inovação assustadoramente burra.
Que a 5 de Outubro se grite: República sempre, monarquia nunca mais, e a 1 de Dezembro: Portugal sempre, castelhanos nunca mais. (Mas castelhanas sim. Apesar de não estarem no topo são infinitamente melhores que as portuguesas, desde sempre. E sem gritos, claro está).
made in eu
Nunca mais acaba a treta de sempre.
Até quando se terá de ouvir a mesma cantilena ano após ano?
A esquerda é de uma inovação assustadoramente burra.
Que a 5 de Outubro se grite: República sempre, monarquia nunca mais, e a 1 de Dezembro: Portugal sempre, castelhanos nunca mais. (Mas castelhanas sim. Apesar de não estarem no topo são infinitamente melhores que as portuguesas, desde sempre. E sem gritos, claro está).
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Ataíde
Ataíde apareceu à hora combinada. Calças de bombazine, t-shirt preta, sapatos de ténis e meias brancas. – Com ténis, sempre meias brancas - dizia. - É a idiota obsessão pelas meias brancas que faz de nós uns provincianos. Não os que as usam mas os que se preocupam com o que os outros vestem, ou calçam.
- Estás vermelhinho - disse-lhe, sabendo o quase ódio que tinha a benfiquistas e comunistas.
- Praia, amigo. Primeiro dia, hoje, na Caparica. A sight for sore eyes - Ataíde utilizava frases idiomáticas inglesas com frequência.
- Sério? Estão melhores as portuguesas?
Sorriu.
- Brincos nos umbigos e tatuagens com fartura. Minhas queridas inglesas que, ridiculamente, apanhavam banhos de sol em Hyde Park. Na Caparica, só as velhas, que poderíamos pensar serem as mais estúpidas, não são. Se algo há que vale a pena observar são os cães. São eles a atracção viva da praia.
Sorri eu. Este Ataíde...
– Os cães?
- Sempre gostei de pêlo e de olhares sinceros. Trocar pêlos por borbulhas, e olhares de vaidade escusada, não ficam bem a nenhuma mulher. Se for bonita ainda escapa, mas bonitas não existem na Caparica, ou não foram hoje à praia. What do I care.
Saímos depois de bebermos o chá. Ataíde, a olhar para um Vacheron Constantin numa montra, choca contra uma mulher que vinha a passar.
- Peço desculpa.
- Caramba! - disse ela. E seguiu.
- Aposto que tem brinco no umbigo e tatuagem na perna – segredou-me ele, e sorriu.
made in eu
- Estás vermelhinho - disse-lhe, sabendo o quase ódio que tinha a benfiquistas e comunistas.
- Praia, amigo. Primeiro dia, hoje, na Caparica. A sight for sore eyes - Ataíde utilizava frases idiomáticas inglesas com frequência.
- Sério? Estão melhores as portuguesas?
Sorriu.
- Brincos nos umbigos e tatuagens com fartura. Minhas queridas inglesas que, ridiculamente, apanhavam banhos de sol em Hyde Park. Na Caparica, só as velhas, que poderíamos pensar serem as mais estúpidas, não são. Se algo há que vale a pena observar são os cães. São eles a atracção viva da praia.
Sorri eu. Este Ataíde...
– Os cães?
- Sempre gostei de pêlo e de olhares sinceros. Trocar pêlos por borbulhas, e olhares de vaidade escusada, não ficam bem a nenhuma mulher. Se for bonita ainda escapa, mas bonitas não existem na Caparica, ou não foram hoje à praia. What do I care.
Saímos depois de bebermos o chá. Ataíde, a olhar para um Vacheron Constantin numa montra, choca contra uma mulher que vinha a passar.
- Peço desculpa.
- Caramba! - disse ela. E seguiu.
- Aposto que tem brinco no umbigo e tatuagem na perna – segredou-me ele, e sorriu.
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Não é fácil
Irvine Welsh, 'LIXO', uma questão: como distinguir uma 'vaca' de uma puta?
Não é fácil, não é fácil.
made in eu
Não é fácil, não é fácil.
made in eu
domingo, 20 de abril de 2008
ADIVINHA DE DOMINGO
Tenho aqui no computador uma pasta que ainda não sei se lhe chamo SAGRES, HEINEKEN ou PROMESSA EM FÁTIMA.
Nesta pasta colecciono fotos ou pequenos vídeos.
Quem adivinha qual o motivo dos ficheiros guardados?
A resposta será aqui colocada em breve, no máximo até ao próximo dia 30 de Abril de 2010.
Uma ajudinha: não é uma modalidade olímpica!
Nesta pasta colecciono fotos ou pequenos vídeos.
Quem adivinha qual o motivo dos ficheiros guardados?
A resposta será aqui colocada em breve, no máximo até ao próximo dia 30 de Abril de 2010.
Uma ajudinha: não é uma modalidade olímpica!
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