sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
CONSULTÓRIO
- Sr. Dr., tenho um problema e gostava que me dissesse se acha que é uma doença rara.
- Conte lá então a sintomatologia.
- Sou um bocado burro, arrogante, irrito-me com facilidade, alinho em esquemas esquisitos e negociatas com amigos, mas sinto também que sei falar bem e inspiro nas pessoas uma grande dose de confiança, mesmo mentindo.
- Hummmmmmmmmm. É grave. E raro, sem dúvida
- Acha que devo pedir a aposentação por possuir doença rara?
- Não, nem pense nisso. Inscreva-se no Partido das Rosas, que a Rainha Santa Isabel ainda faz um milagre dos Rosas, e um dia destes ainda chega ao poder!
JP+P
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
DEPOIS DOS PRIMOS, OS IRMÃOS
O que mais me lixa é estes gajos continuarem a trabalhar, muito para além de uma idade aceitável para a reforma. É por causa de exemplos destes, ainda para mais de gajos que se dizem revolucionários, que depois vemos a idade da reforma a aumentar, em vez de diminuir, para termos tempo de poder fazer um cruzeiro ainda com os membros em bom estado. Quando chegar a idade da reforma, a quem lá chegar, já não vemos a vida com bons olhos (eu falo por mim, porque os meus olhos de bons já têm pouco e ainda estou longe da reforma).
Poder-se-á pensar que existem outros exemplos de longevidade laboral, e logo pensamos no Manoel de Oliveira, mas esse acho que é um caso em que de facto ele está reformado, há muitos e muitos anos, e agora anda aí de um lado para outro a fazer o que lhe dá prazer. E com câmaras de vídeo cada vez mais levezinhas, qualquer velhinho pode andar por aí a realizar filmes. Desde que não trema demais...
JP+P
Enviado especial deste blogue a Cuba, mas recambiado logo no aeroporto por ter sido descoberto com contrabando de 10 pacotes de manteiga Primor, um pãozão alentejano e uma torradeira de viagem
sábado, 23 de fevereiro de 2008
acção
Uma, ou quantas vidas se quiser, passaram-se até que a voltasse a ver.
Emblemática e elitista, não tem seguidoras. A escrita demonstra uma inteligência na razão inversa das inteligências de escrevidoras em blogues, que são mantidas nos seus devidos lugares pelo paradigma que ela é. A mediocridade, os temas, o humor de todas quantas se julgam importantes e que se vendem e se acanalham por um pouco de imerecida atenção, estão longe, muito longe da prima que é minha.
O Piadinhas foi criado por ela, que teve a delicadeza de me dar a entrada para que eu, tal como todos os outros, e outras, provássemos a distância que separa os pobres de espírito e de palavra, dela própria.
O mais interessante é que não o deixa entender. Lá, no mundo dela, não precisa “pisar” ninguém para subir ao topo que lhe pertence.
Pensar nela faz-me sorrir de todas as demais, de todas cuja importância é nenhuma, cuja vaidade não tem fim e cuja escrita demonstra apenas a miséria e a sinceridade de uma falsidade vivida. De todas as que nunca foram nem serão São, nem aqui nem na casa do caralho.
São, devia-te esta. Fica bem.
made in eu
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
há espectáculos assim
made in eu
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
voracidade
Esta é uma confissão do foro pessoal, invulgar, mas difícil resistir.
Comecei pelas pernas, uma à vez. O peito… Esse lambi-o antes de o trincar. O pescoço foi chupado com força e, acredite-se ou não, até o cu "marchou". Mais, era portuguesa!
Dou a mão à palmatória: não tem comparação uma galinha do campo.
made in eu
MESTRE CUCA
JP+P
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
DENÚNCIA
JP+P
domingo, 17 de fevereiro de 2008
talvez seja uma questão de treino
Ele, portanto, falou e explicou. Mas apenas me ficaram a voz aflautada, os gestos amaneirados e o olhar cândido, enfim, coisas que nada corroboram a sua pretensa firmeza máscula. Não sou racista, não sou sexista, não me incomoda a desorientação sexual dos outros. Não separo as pessoas por esses critérios. Apenas não tenho paciência para explicações políticas que metade das vezes não compreendo e na outra metade não acredito. Pago os meus impostos, contribuo para regabofe dos governantes, mas, ao primeiro ministro, não consigo dar mais atenção ao que ele diz do que ao que ele parece.
Enfim, creio na sua mímica amaneirada, na sua voz aflautada e no seu olhar cândido; quanto à sua máscula firmeza, às explicações acerca do desemprego, da sua formatura ou da sua participação em projectos de engenharia, vou esperar que a Angelina Jolie adira à seita dos Joevás e me apareça à porta para falar do pecado da cobiça pela mulher do próximo. Depois, quando lhe estiver a massajar os implantes vou esforçar-me por lhe estar atento ao discurso... uma...duas...três... mil vezes. Talvez seja uma questão de treino.
jc
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Sabia?
Do contentamento ou tristeza das pessoas nada nem ninguém sabe. Nem elas próprias...
A importância de se saber importante parece demasiado importante para a importância que tem ou se julga ter.
Os cliques são o zapping dos computadores. Os blogues, os programas de televisão. Os bloguistas, a perda de sinal.
Há quem goste, e muito, que se saiba de si sem saber que ninguém quer saber de si ou o que de si se saiba.
Vou de férias. Vou de fim de semana. Vou arrumar a vida, a casa, o carro, as cuecas. Vou mas volto.
Voltei. Grandes férias. Grande fim de semana. Grande casa. Grande carro. Grandes cuecas.
Tiveram saudades minhas? Aposto que sim. Mas cá estou eu a dar toda a atenção aos meus leitores, amigos, amigas, admiradores, aos que se riem de mim mas não querem que se saiba e a todos os outros que se dignam comentar as minhas férias, o meu fim de semana, a minha casa, o meu carro, as minhas cuecas.
Quão distante fica Fernanda e o seu ânus-luz, o mais brilhante da freguesia, o qual Ambrósio atravessa e que nos blogues não aparece? A quantos anos-luz?
made in eu
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
uma imagem no perfil
Cada vez mais, deparo-me com bloguistas que fazem questão em mostrar uma fotografia sua no perfil e, consequentemente, nos comentários que espalham pela blogosfera. A avaliar por algumas fotos, elas são reais e pertencem, de facto, à pessoas que as usam, já que ninguém, no seu perfeito juízo, iria colocar uma miserável imagem para… é verdade, para quê?
Eu tenho pudor da minha imagem. Os outros não.
Os outros são para mim um enorme mistério!
Sem quer estar a ser muito preconceituoso, até porque, penso, as pessoas não têm que esconder a sua imagem (como é razoável pensar-se), acredito que também não têm que a expor em cartaz, sobretudo num mundo (blogosférico) já tão saturado de gente feia, imbecis, pedófilos, falsos amigos, génios frustrados e tudo mais que nos vier à cabeça. Não é preconceito, é incapacidade de entender. Só isso.
Há alguns anos, no final dos telejornais, anunciava-se: No passado dia X, desapareceu de casa dos seus filhos, o idoso Fulano de Tal, vestia… e lá vinha a fotografia “a la minuta” que tanto servia para identificar o nosso avô paterno como, já naquela época, o próprio Paulo Bento em plena puberdade. Claro que, até hoje, nunca se encontraram os idosos desaparecidos e os anúncios deixaram de se fazer.O que com isto quero dizer é que o que difere as pessoas umas das outras não é o aspecto; no aspecto somos todos demasiado parecidos uns com os outros, de tal modo que, em qualquer parte, passamos bem por viajantes incógnitos. O que nos difere uns dos outros, é, por exemplo, termos ou não termos consciência de que a nossa imagem no perfil, é, pelo menos, desnecessária. Há mais coisas que diferem as pessoas umas das outras, felizmente que sim. Usemo-las!
Vá, toca a limpar os perfis…
jc
ESTREITO DE GIBRALTAR
Por aqui está vento muito forte de levante na zona do estreito, o que pode deitar abaixo muitas das coisas no largo principal, em Cádiz.
JP+P
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
atravessada
Quem não tem do que gosta, gosta do que tem. Toda a infância passada a ouvir isto. Quem? Há quem tenha? Manuel não tinha do que gostava nem gostava do que tinha.
A associação dos Amigos dos Amigos vai encomendar um estudo para uma nova travessia do Tejo.
Manuel não acreditava que um adulto fosse feliz. Impossível, dizia. Manuel gostava do que não tinha.
O bastonário da Ordem dos Surdos vai propor um novo estudo sobre uma nova travessia do Tejo.
Manuel tinha sido acusado de atentado ao pudor. Manuel não sabia do que era acusado e não gostava de não saber. Quem não gosta do que não sabe…
A união das putas pobres, encomendaria, se pudesse, um novo estudo para uma nova travessia do Tejo.
Manuel era casado com uma puta pobre e surda. Manuel não gostava dela por ser pobre. Manuel gostava de putas. Manuel gostava de surdas. A mulher fez queixa dele por atentado ao pudor. A puta não sabia que se chamava assim.
Da reunião dos advogados, habitantes de Grevindo, saiu uma proposta para um estudo de uma nova travessia do Tejo.
Manuel foi ilibado. Não ficou feliz. Nem ficaram a mulher puta, nem todas as putas das mulheres. Nem nenhum dos surdos, nem dos pobres, nem dos bêbados, nem dos amigos, nem dos advogados.
Manuel ia, ele próprio, encomendar um estudo para uma nova travessia do Tejo.
made in eu
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Apesar de...
A sodomia, forte, segundo quem viu, não dá para estragar o extraordinário filme "Caos Calmo".
A ver vamos ou, pelo menos, a ver vou se vou.
Em "Vicky Cristina Barcelona", Woody Allen junta Scarlett Johansson e Penelope Cruz numa cena lésbica de grande intensidade, num quarto escuro e vermelho, de fotografia.
Allen deve sentir-se um pouco como se sentia o avô de Jabor: Não tinha pena de já não as comer, mas de sabê-las mal comidas.
Tentarei ver: Muito por Allen, um pouco por Johansson, nada por Penelope Cruz.
made in eu
domingo, 10 de fevereiro de 2008
o cão que faz ão ão ão
Dejectos caninos requerem que lhes dê alguma atenção, referia, para não os pisar.
Marco podia ser um dos projectos de um engenheiro em voga, ou de um arquitecto do passado que gostava tanto de merda que se enfiava nos seus mais esconsos recantos.
Pobre melhor amigo do homem, envolto em tais comparações, sem nada saber de construção, nem de fezes, e rico por nada saber da mulher e da pobre figura desta para fazer funcionar o seu milagroso aparelho reprodutor. Deste não queria saber o arquitecto supracitado que, consta, passava-lhe ao lado.
made in eu
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
amok
Eles, na esperança de poderem “comprar” mulheres e Viagra, na forma de automóvel. Elas, na orgástica tentação de adquirirem malas e sapatos.
Pudesse, dava o prémio a todos.
Quantas mais mulheres “comprarem” eles e, accessórios de moda, elas, mais em paz e sossego fico eu.
made in eu
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Para todos os professores...
A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte: Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho. Passo a explicar: Pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho.
Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica.
Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas, etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado a fazer em casa. É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho. É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho. No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer.
Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa? Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?
Deixem de ser um BANDO e passem a actuar como um grupo.
TODOS para as escolas desde manhã a cumprirem o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural. Atasquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto. Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal. Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente. Substituam os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os assuntos de forma séria.
Sejam de uma vez por todas PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM.
Filipe Pinheiro de Campos Bragança
Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar. Comecem a divulgar esta ideia e façam entender a este Portugal e ao Ministério da Educação a importância do professor.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
O génio do capitalismo português.
O génio agiota tem na figura de exemplo Jardim Gonçalves. Como investidor, limita-se a emprestar dinheiro e a cobrá-lo a juros. Ele é o grande agiota. E como todos os agiotas, não segue leis, segue o instinto que lhe diz para emprestar aos que pouco têm, para poder dar muito aos que nada necessitam. É muito amigo dos seus filhos e de todos os gestores que o ajudem a ligar o banco a offshores em países que só conhecemos como lugares exóticos para passar férias.
O génio merceeiro tem como figura de proa Belmiro de Azevedo. Ele é o grande merceeiro. É certo que não usa lápis atrás da orelha, mas usa empregas de caixa pagas mais ou menos a salário mínimo, compra produtos de todo o mundo e revende-os, ajudando assim a globalizar o mundo, mas não a desenvolver o país onde implanta a merceeiria. É arrogante e respeitado; por quê? – Porque é rico e isso chega.
O génio mestre-escola é uma figura estranha, move-se entre a política e a marginalidade. Tem ligações com países que são governados simpaticamente por ditadores (como é o caso de Angola) ou com países cocaínados, como a Colômbia. Possui armazéns onde se vendem cursos, muitos deles sem serventia alguma, mas com a vantagem de conseguir passar diplomas de engenharia civil aos domingos de manhã; disponibilidade esta que os políticos portugueses muito apreciam.
O génio barbeiro da medicina é igualmente uma figura difusa. Movimenta-se entre os bancos e as seguradoras. Compra ou constrói hospitais, contrata médicos palopes pagos a salários equivalentes às notas com que se formam, mistura uns quantos foragidos do leste da Europa e vende os seus serviços a todos os que não tendo saúde, têm mais dinheiro do que bom senso. O génio barbeiro da medicina é capaz de pegar num ex-jogador de futebol e pagar-lhe um jantar bem regado e em troca usá-lo como modelo publicitário para o lançamento de um novo hospital, inaugurado, por exemplo, com uma intervenção cirúrgica às coronárias; usufruindo ainda de uma publicidade televisiva grátis em troca de inacreditáveis boletins clínicos, debitados à média de 1 por cada meia hora.
O génio fura-vidas tem como exemplo todo o chico esperto que tendo dinheiro para fazer qualquer coisa de mais útil, prefere abrir pequenos cafés, croissanterias e pizzarias e bares nocturnos. Abre e fecha estabelecimentos, e tão depressa está hoje a vender: - Uma bica para a mesa do canto!, como amanhã a requisitar moças romenas para o seu bar de alterne.
O génio capitalista, nos dias de hoje, é isto. Faz sentir saudades dos velhos capitalistas que investiam na indústria e produziam alguma coisa em Portugal, não faz? - Que Deus os guarde em boa memória -. O génio capitalista de hoje não inventa, mas também não engana ninguém, por isso continua verdadeira a afirmação:
O verdadeiro génio é aquele que alimentando-se unicamente de pão com manteiga, consegue defecar diamantes lapidados (…mas se o fizesse sem arranhar o cú, então é que era!)
jc
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Farewell Mr Fields
Congratulo-me sempre que alguém dá mostras de alguma inteligência ao reconhecer que é estúpido.
made in eu
palhaçal
O palhaço rico julga-se bom e diz que os espectadores, há já 30 anos, que conhecem muito bem quem os artistas são e que por isso não se intimida. Só quando tem que limpar a jaula da feras, a cada 4 anos. Depois, é vê-lo de volta à pista, fazendo, quando não chorar, gargalhar espectadores, artistas e feras (mas isto ele não sabe).
Tão bom se julga, este palhaço, que pensa poder ficar dono de todo o circo.
Alguém que o leve ao trapézio e desenhe uma rede no chão.
made in eu
domingo, 27 de janeiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
Hoje tratamos do génio blogueiro.
Confesso que sinto um enorme fascínio pelo génio português. O génio português inventa quase tudo, e quase tudo o que inventa não serve para mais nada. O génio do povo português é melhor que o génio dos povos bárbaros porque tem um modo, de aplicar o que inventa, muito próprio: o modo errado. O génio português é o único génio que se pode encontrar em todos os cantos do mundo, em todos os refegos da vida (mesmo na virtual).
1. O génio blogueiro.
O génio blogueiro posta. Posta e vai a correr comentar os postes dos outros blogues. Posta, comenta os postes dos outros blogues e fica à espera que os outros génios retribuam vindo comentar os seus postes.
O génio blogueiro comenta elogiosamente os postes enfadonhos dos outros, para que eles comentem elogiosamente os seus postes. O génio blogueiro respeita a mediocridade dos outros e exige que os outros respeitem a sua. O génio blogueiro vai aos arames quando alguém não o comenta elogiosamente, e tem razão para isso.A blogosfera está repleta de génios, e eles andam todos a acariciar-se uns aos outros, sem qualquer pudor. Não há pudor entre génios. Não tem que haver. São todos tão originais, tão diferentes uns dos outros que só os génios se conseguem comparar (para chegarem à inevitável conclusão de que são, de facto, geniais).
O génio blogueiro faz imensas alusões ao sexo, faz imensas críticas aos políticos, imensas comparações com os países bárbaros, imensos poemas (dos que não rimam, claro), e, resumindo, faz imenso sono (… mas, em compensação, deita-se tarde).
O génio blogueiro detesta que os outros se escondam por detrás de nomes falsos e de imagens que não são deles; e, entre esses, os mais detestados são os comentadores que não têm blogue e escrevem sob os seus postes sem respeitarem a mediocridade e, sobretudo, sem usarem termos elogiosos. Tem razão.O génio blogueiro não se sente só, não copula pouco, nem tem pouca auto-estima (isso é tudo má-língua), simplesmente gosta de dizer o que ainda não foi dito (milhões de) vezes suficientes; trocar ideias politico-geni(t)ais; exprimir-se na língua de Camões recorrendo ao imaginário de Abrunhosa.
Só que, no fundo, o génio blogueiro sabe que:
O verdadeiro génio é aquele que alimentando-se unicamente de pão com manteiga, consegue defecar diamantes lapidados (…mas se o fizesse sem arranhar o cú, então é que era!).
jcsexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quando
Mulheres, gordas ou magras, louras ou morenas, feias ou bonitas, que lêem (ou leem (brevemente)) a “maria” e outras que tais, são um tipo de aterro sanitário com que vincam, injustamente, o lado feminino da mulher (que o masculino também existe).
Do lado do homem há, igualmente, os que travam semelhante combate: Não é a corrida aos saldos, mas quem aprofunda mais os mistérios da debilidade mental.
Intelectualmente falando, alguns homens atraem-me e algumas mulheres repugnam-me.
Elas passam. Eu também. Afastados, que proximidade de “marias” é-me demasiado asqueroso.
Quando não tenho vontade, ou quando tenho, geralmente...
made in eu
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
alguma pica para dar?
A ideia de sexo com portuguesas não me dá pica. JC nunca me mostrou que elas fossem iguais a outras.
Alta-fidelidade dá-me pica. Música e filmes, também.
De tudo, nada me dá menos pica que bolsas e mercados de capitais. Nem o Phode23 de Londres, nem o Fesses14 de Paris, nem o TwoUptheAss de New York.
Enojam-me as acções e os futuros, a agitação, os gritos, a figura daquela gente de aventais, a ganância do lucro.
As bolsas precisavam de uma depilação total.
Posições sexuais são como a ganância do lucro. Púbis depiladas não me dão pica. Por depilar, pouco mais que bolsas.
made in eu
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Olha que dois
Que nem bons ventos, nem bons casamentos, já nós sabíamos que de lá não vinham, mas informações sobre ataques “terroristas”?
Aos senhores dois paquistaneses, procurados, queiram saber, no caso da vossa geografia ser fraca, que isto não é a Espanha, nem o Reino Unido, nem, tão pouco, os Estados Unidos.
Bem vindo seja quem vier por bem, diz-se nesta terra. É conversa fiada a de que os senhores não afectam a vida dos ‘democratas’: A ansiedade provoca-lhes diarreia. Assim andam, todos "diarreiadinhos" de medo de vossemecês. Se for para aumentar os tremores àqueles cuja ante-câmara da morte parece não ter fim, então os senhores vêm por bem.
Aqui, nós, os comuns mortais e ainda mais comuns viventes, recebemos muitas cartas: Dos bancos, das companhias de águas, das companhias de seguros, das de gás, das de electricidade, das finanças, et cetera.
Já vêem vocês, senhores dois paquistaneses, que temos aqui terror que chegue e terroristas que bastem.
Assim, metam o rabo entre as pernas e estas ao caminho, porque nesta terra de heróis à força de merda, muitos há que se estão cagando, com calma, para um par de singelos paquistaneses.
made in eu
domingo, 20 de janeiro de 2008
HOJE É DOMINGO
As notícias na TV continuam a ser grande fonte de inspiração para as piadas mais negras. Mas estas coisas só têm piada ali no momento, a verem-se as imagens e as caras de comentadores ou populares. Um dia virá em que teremos na net uma versão comentada das notícias, em que ficará disponível 30 minutos depois da sua edição normal. Para quem quer morrer a rir com tanta estupidez por este mundo fora.
É pena a estupidez não fazer fim-de-semana, assim tinha um Domingo em que nas notícias falariam apenas de cultura, de blogues, de receitas da semana, e até de iniciativas positivas.
Valham-me as pessoas que me vão reenviando essas coisas positivas pela net!
No outro dia, no período da operação Natal da BT, um carro saíu da estrada e caíu por uma ribanceira abaixo e estatelou-se numa ribeira. 4 mortos! Dramático! Morreram afogados. Por uma questão estatística foram incluídos nas mortes da época balnear de 2007!
JP+P
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
de JC
Penso que a nossa vida, o nosso dia a dia, tem muito a ver com as técnicas de espionagem. A sedução é o que mais me intriga na espionagem, é pela sedução que se recrutam pessoas, é pela sedução que damos quecas, é pela sedução que cativamos a atenção dos outros... Etc, etc. A sedução é um poder enorme. Acho que no fundo, ninguém se apaixona por ninguém, (sexualmente, amorosamente), não passa tudo de sedução. Uma pessoa quer seduzir outra e leva isso a um estado de quase obsessão, ou mesmo obsessão. As pessoas não são seduzidas pelos outros, mas pela ideia de conseguírem seduzir os outros, de exercer algum poder sobre eles. Posse. É isso que o amor é. De resto, somos tão parecidos uns com os outros que o nível de consciência é que nos separa verdadeiramente como pessoas.
Quem perde a consciência de si mesmo deixa de ter noção da realidade, perde o equilíbrio, transforma-se numa caricatura.
As pessoas são interessantes, mesmo aquelas que não têm interesse algum.
JC
aurea mediocritas
A mão de obra barata é a nossa competitividade, dizem os empresários. Desde sempre o dizem. Desde sempre Portugal é Portugal. Maior prova da debilidade mental que os afecta? Uma debilidade mental que não pagam e que lhes enche os bolsos. Felizmente a morte tem uma chave que abre todos os cofres. Dou uma vista de olhos no desporto. As perguntas dos jornalistas portugueses ultrapassam o admíssivel da imbecilidade. Espero pelos 22 minutos de Seinfeld, para ganhar o dia.
O aeroporto, os consultores, os estádios do euro, os empreendimentos de luxo ou de lixo, os discursos, os acordos da capital, os acordos na capital, a palhaçada, as autarquias, as populações, as desculpas, o cuspir, o miserável aumento dos gozados, pago em 12 meses, as propostas, o absurdo, o ridículo, a falta de vergonha, o desejo que morram, os olhares opostos entre putas de oposição... a merda. Esta infinita montanha de merda que somos nós, vós e eles.
Quem descobrirá o gene da maldição lusa? Muitos prémios Nobel, de uma vez só, para o descobridor dos tempos modernos.
A mim resta-me querer que os políticos se vão sodomizar.
Atendendo ao que para aí se ouve, alguns agradecem-me o desejo, do fundo do curação.
made in eu
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
odores de amor e ódio
A Clara, não só incomodava o fumo, como não havia desodorizante eficaz. Sofria de hiperidrose. Parecia não dar por isso, ou não querer. Uma tortura para quem com ela compartilhava a carruagem do metropolitano, o escritório, o restaurante, mas não a cama.
O seu marido, feroz anti-tabagista, pelo desconforto que o cheiro do fumo lhe causava em qualquer lado, suportava com estoicismo os odores emanados pela mulher, desde que não fosse a fumo, com que as roupas costumavam vir impregnadas, no dizer dele, do escritório. Tanto, que nem sexo anal o perturbava - nem a ela - desde que ninguém estivesse a fumar nos apartamentos circundantes.
made in eu
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Le jour de gloire est arrivé
Alguém nota alguma diferença?
E o burro sou eu?
made in eu
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
estudar, estudar, estudar sempre.
Um jornal, desses oferecidos à borla, noticiava que um estudo previa que o aeroporto de Alcochete faria diminuir o número de mortos nas estradas. 6 de Janeiro, dia internacional dos orfãos da guerra. Um estudo de uma universidade inglesa chegava à conclusão que as mulheres com as pernas mais compridas estariam menos sujeitas a sofrerem doenças hepáticas. 21 de Fevereiro, dia internacional da língua mãe. O instituto para a constipação, em Gales, após 50 anos de estudos, concluiu que evitar o frio confere alguma protecção contra constipações. 23 de Março, dia mundial da metereologia. Pesquisa inglesa diz que uma dieta rica em carne e pobre em hidratos de carbono, durante a gravidez, pode deixar o bebé stressado. 2008, ano internacional da batata. Saravá, batata.
Quero mais estudos sobre estudos. Quero saber qual a localização da nova ponte que dá mais hipóteses ao Benfica de ganhar e lá se faça a travessia. Quero saber qual o gene que afecta os cientistas e em que testículo, ou ovário, se apresenta em maior percentagem. Quero saber, porque tenho direito ao conhecimento, qual o estudo que provoca maior vómito e qual o que provoca o vómito mais azedo. Qual o que faz defecar em maior quantidade sem comprometer as veias ano-rectais e, finalmente, não um dia, porque é pouco, mas um ano, bissexto, se possível, internacional da peida, aonde todos os estudos e estudiosos deveriam ser metidos e levados a levar.
Alguém para estudar o assunto?
made in eu
domingo, 13 de janeiro de 2008
ELE, ELA E ESTE BLOG
Ela: - Nem imaginas o que me disse a Luisa, ontem no ginásio. Queres tu acreditar que lhe disseram que o chefe da Rita afinal não é como todos pensavam?
Ele: - ...
Ela: - Quer dizer, o homem não é como todos pensam que é, mas na verdade, como nunca se vai saber se é verdade, o homem continua a ser como todos pensam que é!
Ele: - ...
Ela: - Ainda para mais, quando ele fala com a gente, é tão encantador que não custa a acreditar que ele é como afinal parece que não é.
Ele: - ...
Ela: - Parece que não é, quer dizer, parece mas é que a Luisa tem razão, e ele afinal é mesmo aquilo que não parece.
Ele: - ...
Ela: - E o que é que isto tem a ver contigo, sempre aí no teu cantinho?
Ele: - ...
Ela: - É que isto é tal e qual o jogo do gato e do rato, como dizia Marx. Basta acenar com um queijinho ao rato e ele vem logo a correr. Qual banana a escorregar na sua própria casca, parece que é patinagem, mas depois no fim vê-se que é apenas um trambolhão.
Ele: - ...
Ela: - Podias ao menos vir aqui ajudar a tirar os lençóis da corda e dobrá-los...
Ele: - ...
Ela: - E no outro dia? Viste o que a Lurdes trazia vestido por cima daquela blusa ridícula?
Ele: - ...
Ela: - Pronto, lá que não saias daí e que não me ajudes, até já estou habituada, mas podias ao menos responder-me...
Ele: - ....
Ela: - Enfim, de ti pou...
Ele interrompe o discurso dela de forma abrupta, virando-se para ela e deixando o computador, mas sem se levantar da cadeira comprada na promoção do mês: - Porra, pá! Estou aqui na blogosfera, a tentar produzir alguma coisa, e com essas conversas não me consigo concentrar, agora até fiz quatro pontinhos, em vez de reticências! Vou ter que recomeçar tudo de novo, se há coisa de que gosto é de apresentar textos correctamente escritos!
JP+P
sábado, 12 de janeiro de 2008
TORRADINHAS REQUENTADAS
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
ESTE BLOGUE ACOMPANHA A ACTUALIDADE AEROPORTUÁRIA
JP+P
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Tive um educação terrível. Frequentei uma escola especial para professores com distúrbios emocionais WA
Uma velha anedota diz-nos que os serões do menino pobre em nada eram piores que os do menino rico. O avô dava peidos, os outros acompanhavam e, no fim, riam todos muito.
Não há cura para a euforia e tristeza não tem fim.
Que fazer a quem, sendo triste, se julga bom? Nada. Absolutamente nada. Nem nada comentar, porque, como disse Bertrand Russell: O que um triste idiota transcreve, de alguém não tão pateta, nunca é muito preciso porque, inconscientemente, traduz o que ouve em algo que pode entender.
Ele há gente assim, que julga que sabe que é bom sem saber que triste é.
Deixe que digam, que pensem, que falem…
made in eu
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
bond(age)
A nova Bond Girl é Olga e da Ucrânia.
Os "00 setes" devem andar ceguinhos, ou então andamos nós, os nó(ve)s fora nada: cada ucraniana é mais bonita que a outra e cada outra, só, mais que todas as senhoras juntas, de Trás-os-Montes ao Algarve. Das ilhas nem falo. Os governadores, ou lá quem seja que as chefiam, que tratem disso.
Pobre governo o nosso, tão excitado com o défice, que deixou a "diplomacia" ucraniana vencer a portuguesa.
Andam as senhoras de cá, inutilmente, a "plastificarem-se", e a depilarem-se a laser. Alguém lhes explique o limite da tecnologia.
Porque vendo com olhos de ver, ou sem eles, desde 1143 que esperamos, ou sonhamos, por uma Olga.
E o Senhor, nem o D Sebastião nos dá...
made in eu
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
LISBOA - DAKAR, EDIÇÃO 2009
As etapas passariam por: S. Martinho do Porto, sorteando os carros que se atirariam a rebolar do alto das Dunas, para se captarem imagens impressionantes; Bairro Alto, à noite, sem ajuda de GPS, para ver a malta perder-se na noite de boémia; Musgueira e Chelas, para atropelar alguns nativos africanos ou luso-africanos ou afro-portugueses; Herdades de Beja, para atropelar algum gado ovino; Margem Sul, para aquelas impressionantes imagens da caravana a passar pelo deserto; E já agora, à porta da Assembleia da República e Palácios de S. Bento e de Belém, porque um rallye destes a sério sem camelos não tem graça; Dunas de S. Jacinto, pineleiradas para poderem ser transformadas em troço do Rali, aproveitando para destruir algum arvoredo; Acampamentos no Parque de Campismo da Costa da Caparica, e nos Estádios do Euro, para rentabilizar as estruturas, e também em Faro, para os Motards matarem saudades do Verão! E para testar a dureza de máquinas e pilotos, bastava andar nas estradas nacionais e obrigá-los também a fazer percursos nas horas de ponta de Lisboa e Porto.
JP+P
TERRORISMO NO LISBOA - DAKAR
JP+P
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
neuroses com e sem bananas
As portuguesas são minhas bananas de Woody Allen, com a diferença que não as "como" inteiras, nem às rodelas, não importa em quantas estejam cortadas.
Magnífica escolha. Elas nada deixam de ganhar. Eu nada perco.
Não há cura para as neuroses. Ainda bem.
made in eu
sábado, 5 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
to the top
Insurgiram-se os espanhóis. A espanhola não tinha peitos. Nenhum. Ambos amputados.
Protestaram os chineses. Um braço e uma perna a menos não foram suficientes para a sua representante.
Incrédulos os australianos. Dois braços decepados e nem nos três primeiros lugares ficou.
À portuguesa nada faltava. Não precisou. Dois seios bateram a falta deles. Dois braços peludos e duas pernas amorfas elevaram-na ao topo da imperfeição.
Foi renhida a luta, mas se a beleza contasse para a deformidade, a vitória seria bem mais clara.
made in eu

