segunda-feira, 29 de outubro de 2007

vai acima, vai abaixo...

Políticos. Palermas convictos que fazem bem, ou cínicos que mentem com convicção?
Mentirosos ou idiotas, é-me igual.
Continuarei a abrir uma garrafa de espumante barato cada vez que um desaparecer.


made in eu

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

TODOS OS VÍCIOS

A preguiça é a mãe de todos os vícios. Antes de parir um novo vício em alguém, diz-se que se vê passar o ócio pelas frestas das portas ou janelas, que se enrosca na preguiça e é assim o pai de todos os vícios.

Aqueles a quem "cabe a sorte" de nascer o vício do trabalho, é como se ganhassem uma nova vida. Antes sonolentos, agora hiperactivos. Põem a mãe do vício no olho da rua, ingratos! Esquecem-se facilmente de como a preguiça é tão boa.

Outros há a quem lhes nasce o vício do sexo. Segundo um estudo da Universidade de Berkeley, metade destes são como os viciados no trabalho, são hiperactivos e lá se vai a preguiça também para o olho da rua. Dão-se ao trabalho de procurar mais e melhor, assumem um papel activo nos jogos sexuais. Outra metade, são bem mais compreensivos, mantêm a preguiça sempre consigo, a vida sexual fica sempre intimamente ligada a estar deitado, quanto mais vezes melhor, mas sem grandes trabalhos, o que vier à rede deitada ao mar é peixe.

Mas há ainda o vício dos vícios, que é a internet! Para que a preguiça seja recompensada há que desenvolver depressa um sistema de ligação directa do computador aos neurónios, porque isto de teclar é cá uma trabalheira! E assim até a dormir podíamos visitar sites onde o vício e a preguiça são coisas belas e inspiradoras dos sonhos mais lindos.

Fica aqui uma pergunta pertinente:
Para quando uma associação dos trabalhólicos anónimos, para ajudar estes a reencontrarem a preguiça.
- Mãe, és tu???

JP+P

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

É rei?

Terra de cegos, chamavam à aldeia. Desde a libertação de gás da mina que todos os habitantes tinham cegado. Todos menos dois: um perdeu um só olho, o outro nenhum.

Naquela terra de cegos ninguém era rei. Não o era o que tinha um olho. Tampouco era o que tinha dois.

Um dia foram à caça e decidiram vender a todos os restantes, gato por lebre, que o comeram sem pão. Sem voz para apregoar, passou pela aldeia, o padeiro, e os habitantes nem o viram.

Assim reinava a paz, e não um rei, naquela terra de cegos.

Cláudia, essa, a formosura em mulher, permaneceria intocada para todo o sempre. O olho de um só tinha olhos para o de dois e os dois do outro para o de um.

Cláudia, sem ver o único que lhe podia valer, o padeiro, nunca o padeiro viu, e os amantes, por se recusarem a vê-la, eram, entre todos, os piores cegos.


made in eu

anacomia


terça-feira, 23 de outubro de 2007

ANA MALHOA

Parece que anda por aí muita gente a procurar na internet informação sobre a Ana Malhoa, a nº 1 do top das mais procuradas, mais gente ainda do que aquela que procura informação sobre a Maria João e/ou sobre o Mário Laginha. Isto segundo a Marktest, que é uma empresa que faz sondagens e coisas do género que não interessam nada a ninguém, e que por isso dá sempre para desconfiar que é só mais um negócio. Como tal, para dar mais visibilidade ao nosso "piadinhas e torradinhas", aqui ficam umas referências à Ana Malhoa, umas mais abonatórias, outras mais difamatórias, de qualquer maneira sempre quero ver se algum parolo verdadeiro deixa aqui um comentário!

Malha #1 - Ana e Rita, grandes amigas, até que um dia um assunto de calças as fez inimigas. Sem perdas de tempo, um fim de tarde em que Rita saía de sua casa para a habitual sessão de capoeira, apanhando-a a jeito, e munida de um belo cabo de vassoura, Ana Malhoa!

Malha #2 - Ana vivia bucolicamente na aldeia, sem stress e ocupando-se das tarefas do dia a dia rural, entre a horta e a capoeira. O seu padrinho ofereceu-lhe uma bezerrinha, que cresceu saudável nas pastagens. Mas era toda branca, por isso Ana Malhoa!

Malha #3 - Ana e Rita, grandes amigas, viviam na aldeia, sem stress e ocupando-se de tarefas do lar, entre a culinária e os lavores. A especialidade da Rita eram as carnes, a vitela de Lafões no forno. A especialidade da Ana eram os trabalhos com agulhas de tricotar, fazia botinhas para bebés e casacos. A alcunha da Rita era a "bezerroa", a amiga era a "Ana Malhoa".

JP+P

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ele e ela

Ele não queria casar. Ela quis.

Nunca se apaixonou ele. Ela sim. Ele sentiu-se perdido. Ela triunfante.
Passaram pelo tempo, ele e ela. Ele satisfez-se sempre. Ela nunca.
O casamento pediu voto de fidelidade. Ele aceitou. Ela também. Ele cumpriu. Ela não. Ele ficou triste. Ela feliz. Ele desolado. Ela despedaçada; não a salvaram os médicos, nem Deus.

Ele não queria casar. Ela quis.


made in eu

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

18 de Outubro

Lisboa cheira mal. Há um intenso cheiro a merda generalizado por toda a cidade.

made in eu

É DIFÍCIL RESISTIR

Para quem não tem muito tempo livre, não aconselho a clicar aqui

http://pftv.sapo.pt/showall/2/1/

É que são umas atrás das outras!!!!
Peço desculpa, mas estive a ler o famoso Arcebispo e estava lá a referência a isto, acho que se deve alargar a divulgação.

JP+P

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

17 DE OUTUBRO - LEVANTA-TE CONTRA A POBREZA

É um facto, o fosso entre ricos e pobres aumentou em Portugal. Dizem os estudiosos da economia e vemos nós todos os dias, para confirmar os estudos!

Avisam-se as pessoas mais caridosas, que se depararem com pobres a pedir de mão estendida, resistam ao impulso de lhes darem uma esmolinha, pois podem cair no fosso e as consequências poderão ser trágicas! Aconselham-se os donativos nas caixinhas de esmolas, que existem para o efeito, nas igrejas ou ainda os donativos através de agências bancárias, nomeadamente em bancos que desculpam dívidas aos clientes com problemas financeiros. Isto sim, é caridade segura!

JP+P

zé tó

Zé Tó é um homem de todas as mulheres e de mulher nenhuma.

Um dia, depois de um orgasmo, olhou bem fundo nos olhos da Conceição e emocionado perguntou:
-Queres dar o nó?

Ela, com os olhos molhados e sorriso parvo, acenou feliz que sim.

Então Zé Tó tirou o preservativo usado e passou-o para a mão da Conceição...


Elogre

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

crónicas de turim ou "gritar de fome"

tudo começa por pequenos gestos como

1 Não vivermos com fome
2 Não deitarmos comida fora, mas antes guardar o que se cozinhou em excesso
3 Se não podemos comer ou vender tudo dentro do prazo devemos dar, vender, trocar com quem precisa
4 Precisar de comida é precisar de uma alimentação equilibrada e de comer em paz e de saciar a fome e de nos sentirmos nutridos
5 Não ter fome é não nos conformarmos com o que nos falta e lutarmos para o conseguir
...eu muitas vezes sou a única a jantar na cozinha da residência universitária, e estamos em Itália onde muita gente tem dinheiro para comer, mas preferem ser uns "poucoseres" homogeneamente elegantíssimos e pequeníssimos dentro do n°36 de calças e infalivelmente pitosgas só com 25 anos.
E depois sou a única também a perceber o que o professor diz na aula, ao ponto de conseguir escrever o programa informático que este pediu.
A fome é a guerra interna dentro de cada um e, sem a vencermos, não podemos ser agentes de desenvolvimento, nem de nos próprios
A propósito de fome, na semana passada a universidade gentilmente organizou uma recepção aos estudantes erasmus, com um buffet pequeno, mas que até tinha empregados a servir as bebidas! Logo aí dava para a maioria perceber que devia ter uma atitude delicada na degustação dos aperitivos Piemonteses (região italiana onde Torino se encontra). Mas, para não faltarem cá dignos embaixadores da esperteza saloia, logo cai sobre a mesa, para onde eu me dirigia, um bando de famintos portugueses dos quais o melhor exemplo foi a usurpação de um pires de amendoins por uma conterrânea que os engolia à mão cheia!

e a quem pergunto em bom português :"olha lá, tu não tens comida em casa?!!"

e ela, sem me olhar nos olhos, responde de costas curvadas e voltadas para a mesa e ao canto da sala, "ahhhh" (tipo: pois...por acaso...)
eu olhei-a com um misto de vergonha e pena já que tb sou portuguesa, e não gosto de passar fome, mas é pouco provável que lhe falte dinheiro para comer, mas deve faltar a consciência que, sem o fazer, não vai conseguir usufruir da viagem, das aulas, dos amigos, dos momentos pois falta a parte física da paz interna e sem a qual somos apenas animais famintos e com o único horizonte de saciar essa privação.
Rosina Ramos

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

disto e daquilo

Cada vez que Fernando pensava naquilo a casa não vinha a baixo. Nem a casa, nem a Trindade, e o Carmo ficava de pé.

Não sabia Fernando que, dois prédios depois da esquina, Amaro pensava o mesmo.

Pensar naquilo, com quem se jurara amor eterno, era odioso, mas deveria ser feito, quer pela não importância matrimonial, quer pelo poder de se ser homem, sem laivos de piedade.

O café da frente tornara-se o epicentro que os transportaria àquilo.

Não sabia Fernando que ela o fazia com Amaro. Mal sonhava Amaro que ela deixava fazê-lo com Fernando.

Aquilo não se fazia, ou devia, mas faziam-no, sem dever.

Cada um tinha pena do outro, sem saber dele, sabendo dela.

Estúpidas mulheres, pensava cada um enquanto naquilo.

Cruzaram-se na farmácia e pagaram o mesmo: sabão anti-bacteriano e um tubo de vaselina esterilizada.

Elas, enquanto não pensavam naquilo, bebiam um café, alguns metros afastadas; uma olhando de lado a saia da outra, a outra sorrindo, antes de chorar, da blusa de alguém.

Até quando se manteriam o Carmo e a Trindade?

made in eu

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Venha a nós o Vosso reino

Vê corações quem caras vê.

As fatiotas do séc XVIII – creio - mostram onde parou o país.
Os aficionados pedem mais, e os imbecis, contentes pelo orgástico ambiente, galopam para espetar mais uma lança no animal.

As televisões, pouco iluministas, têm a sua própria corrida. As imagens mostram “tias” que, com toda a probabilidade, têm cornos maiores que os do animal que gostam de ver sangrar, e brilham pelos anéis e gargantilhas que não valem. Brilho proporcional às pegas que fazem os que lhos deram, com outras chocas.

Um ministro diz ser um orgulho colocar o país na linha da frente em matéria de energias renováveis. Outro, quer fazer chegar a banda larga a todas as escolas. Outro ainda, há-os para todos os gostos, ou desgostos, fala do défice monetário, do alto dum défice mental.

A quem querem passar a ideia de sociedade evoluída? Aos peões de brega? Ou aos grupos dos ridículos forcados que no frente a frente com o animal mostram andar mais sobre quatro patas que este?

Duas espécies de mentecaptos empedernidos glorificam a estupidez humana: os portugueses e as portuguesas.

E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando…


Olha que não, Luís Vaz, olha que não.


made in eu

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

a sorte do mundo

O galo é o dono da casa
a galinha, da cozinha
ou se porta direitinha
ou apanha com a asa
que o galo é o dono da casa

Sérgio Godinho

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

CRIMINOSOS

Desde pequenos que os pais ensinam a importância de ser organizado.
Vamos para a escola e os professores premeiam os mais organizados, incutindo em toda a criançada a importância da organização.
Diz-se que Portugal teria a ganhar se fosse mais organizado, o caos é sempre referido com uma conotação negativa.
Mas o pior é quando as forças policiais perseguem o crime organizado. Tanta pedagogia, e quando os criminosos se esforçam por fazer uma coisa digna de se ver, são perseguidos impiedosamente.
Não é muito, mas muito pior o crime desorganizado? Porque é que esse nunca aparece nas notícias?
Um dia o respeito será prestado a estes criminosos organizados, quando interromperem uma entrevista em directo ao Santana Lopes para mostrarem, bem em cima do acontecimento, uma rede de crime desorganizado a ser desmantelada!

JP+P

domingo, 30 de setembro de 2007

caminhando contra o vento

São uma tristeza os blogues. A imaginação evitava que a escala se tornasse realidade. Sim, pensava o Castelo de Cartas, em cujo blogue se escrevia tudo o necessário contra a importação de bananas.
A vida pessoal era exposta por tristes. Tristes a liam. Tristes a comentavam.
Importavam-se que soubessem o que pensam e o que fazem, e não se importavam quem.
Fora com a psicanálise e com a confissão católica.
O meu amante e eu, escreveu Castelo de Cartas, na esperança que todos, menos o amante, o lesse.
Paneleiro, comentou uma. Fazes bem, comentou outro, ciumento. O teu blogue ganhou um prémio, atribuído por mim. Senti-me na obrigação; também o meu foi premiado. E agora um desafio: descreve-te a ti próprio quando estás no banho. Depois passa este dasafio a mais 5. Nasceu o meu segundo filho, comenta outro, mas a minha mulher não sabe.
Esparguete Azul diz ao mundo dos tristes que a sua maior alegria é sair de casa lavado e que sem tomar banho não consegue. Eu também não, que horror. Quem consegue, comentam 43 tristes.
Este mesmo blogue. Atente-se na quantidade de merda que aqui está escrita e comentada. Torram-se demais as piadinhas, mas nem isso faz com que esconda a todos os tristes aonde fui de férias e com quem, e o que comi, e o que vesti, e o que fiz na intimidade ou fora dela. E fotos não faltarão, que eu não minto.
Nenhum blogue, nem os deprimidos, nem as insatisfeitas, nem os celibatários, nenhum nem nenhuma triste, que somos todos, nos farão parar, nem nos fazer ver a triste alegria que é sentir que somos alegremente tristes.


made in eu

sábado, 29 de setembro de 2007

felicidade é...

A TV faz-nos saber que 500.000 portugueses sofrem de disfunção eréctil. Vulgo impotência?
Pressupondo que 500 sejam casados com estrangeiras e os restantes com portuguesas, acredito que 499.500 portugueses não podiam estar mais satisfeitos com a sua vida sexual.

made in eu

Dura Lex Sed Lex

Uma mulher vai ao médico para aconselhamento. Diz-lhe que o seu marido tinha desenvolvido uma tara por sexo anal e ela não tinha a certeza disso ser uma boa ideia.
O médico pergunta-lhe:
- Você tem prazer nisso?
Ela disse que sim.
Ele pergunta-lhe se sente desconforto. Ela diz que não.
O médico diz-lhe então:
- Não vejo razão para que não o faça, se é isso que gosta, desde que tenha cuidado para não ficar grávida.
A mulher ficou boquiaberta, e pergunta-lhe:
- Pode-se engravidar com sexo anal?
Responde o médico:
- Com certeza! Donde é que você pensa que vêm os advogados?

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

batem leve, leve, dentes

Complicamos tudo.

Com quantos tem na boca, em vez de, todos. Porquê?

Um político mente com quantos dentes tem na boca. Não são todos? Onde esconderá, então, o político, outros dentes?

O inspector Anastácio é chamado a investigar. Especialista em "desaparecimento dental", o inspector segue atentamente o discurso, não que lhe interesse o tema, mas para a observação cuidadosa dos movimentos da língua e nalguma saída de ar ou saliva da boca do orador.

Um molar falta. Um terceiro molar inferior, visto em outras ocasiões, não está presente no discurso sobre a economia familiar dos ciganos.

Certo o povo, errado eu.
Com quantos tem na boca, sim, todos não.

Anastácio, cigano ele próprio, come com os dentes que tem na boca mas não fala dos roubados, de ouro, que possui em casa num cofre.

Ainda um dia chegará a político...


made in eu

A embalagem e o trigo moído

Ausentou-se por algumas horas. Quando regressou não encontrou ninguém. Era o pesadelo tornado realidade. Não é possível, disse. Mas era.
Quando regressou, a realidade tinha-se tornado em algumas horas. Não encontrou qualquer pesadelo. Não é possível, disse ninguém. Mas era.
Era por algumas horas ninguém. O pesadelo regressou. Não encontrou o que era realidade, mas encontrou o tornado possível, disse.

E se não disse, não importa. Eu ouvi e também fiquei na dúvida. Que prefiro, a globeleza ou a Michelle Pfeiffer?

É tempo das TVs só poderem melhorar, arranjando novas repórteres, uma vez que, mais feias parece impossível, e mais estúpidas também.

Não era possível, disse. Mas foi.


made in eu


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

eu expli-cu, eu expli-cu


A nossa amiga Rosina foi com o Erasmus, pra Itália, saber tudo sobre sexo taurino (ou torino, como lá se diz).
Eis a primeira foto, que nos enviou pelo Emílio, e que amorosamente aqui guardamos, ao lado da torradeira.
S

Cuidado com o porco voador

Aqui em frente à residência univrsitária de grugliasco existe uma quinta que tem dois porcos enormes mas mesmo gigantes, aquilo se calha a cair em cima de uma pessoa que và a passar na rua é uma desgraça mas dava um geitão poder ir de porco voador até à cidade de Torino a 5 kms daqui sim que um porco quando vai na gaspia quase voa, quase deslisa sobre o asfalto por entre os carros.
Só é presiso ter atenção para não deixar o porco no parque para bicicletas a comer as cadernagens às scooters como no filme do kusturica "Gato preto Gato branco" em que o porco recicla deliciado os cartões de revestimento dos carros construidos à pressa que em vez de lata eram de cartão.


Beijinhos roncos e lambidelas minhas do cão e do porco
Rosina Ramos

constataCão

se uma pessoa está constipada e com tosse de cão isso não é constipação mas sim Cãostipação!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

o jp+p tem estado doentinho


por isso, não temos vindo ao jardim
S

Q'est-ce que c'est

Os japoneses elegem o Fukuda e nós é que estamos fukudidos kákunosso.

made in eu

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

IVAN LESSA

Um vibrante companheiro

O nome da escritora é Patricia McCormick e seu livro The Honeymoon's Over (A lua-de-mel acabou), editado pela Little, Brown, custa 11 libras e 99 pence.
Não li todo, apenas o capítulo vital que deram no jornal. Patrícia escreve direitinho. Não é nenhuma Virgínia Woolf ou Simone de Beauvoir, mas tudo com o estilo de beletrista despachada.
Estou sendo condescendente, é verdade. Culpa dela. No trecho publicado sob o título “O marido eletrônico”, Patricia vai contando coisas de sua vida doméstica.
Diz que, quando as coisas não iam lá muito bem entre ela e o marido, gostava de passar as tardes sentadinha, lendo, com o gato no colo. Isso a divertia.
Nem gato nem livro ganham nome. Marido ganha: Paul. Patricia, embora fraca em dar nome aos bichos e livros, é boa de prosa descritiva. Tento dar uma deixa e já vou me desculpando pela tradução.
As delícias de um gato
"De vez em quando, o gato erguia seus olhos sonolentos em minha direção. Daí ele me fuçava e pressionava o cocuruto à parte debaixo de meu queixo. Outras vezes, ele ficava de pé, nas patas traseiras, punha as dianteiras nos meus ombros e me fitava com seus profundos olhos dourados. Meu coração se derretia ao contato com seu focinho molhado.”
Ligeira desconstrução
Eu avisei que a moça não era bem uma Clarice Lispector, para ficarmos em nossas letras, enquanto a reforma ortográfica (afinal, é ou não obrigatória? Tem multa? Pena de prisão?) não vem.
Tudo bem. Ou tudo mal. Patricia conta como, ocasionalmente, gostaria que o gato fosse o marido dela. Fazia até graça, chamando o bichano de “meu marido felpudo”.
Nessa linha, a coisa começou a me deixar meio preocupado. Patricia explica que havia algo instintivamente afetuoso e nada complicado na relação entre ela e o gato. Um pouco mais além, diz que mais de uma vez pensou em como tudo seria mais simples se ela fosse casada com o gato.
Hmm. Hmm. E mais hmm
Em poucas linhas, logo a seguir, Patricia narra os seus problemas domésticos. Briga aqui, briga ali, desentendimentos com Paul. Patricia e Paul, dois nomes bonitos, ela até que passável, a se julgar pela foto a cores que ilustra o texto, brigando à toa, como é sempre o caso.
Estão um pouco velhinhos para isso, quero crer. Mas ainda jovens suficiente para esperar uma vida toda pela frente. Parem com isso, gente! Disse eu para meu jornal, sentado na poltrona, sem nenhum gato – nem no meu colo, nem a meu lado, nem em lugar nenhum a vinte metros de mim.
Encurtando a história, Patricia se separou de Paul e foi morar sozinha num apartamento pequeno, não muito distante de seu “antigo lar”.
Segundo o arranjo do ex-casal, ela teria acesso uma vez por semana ao filho de 13 anos (que até agora não surgira na história e que também permanece anônimo) e, atenção, acesso também ao Gato, que eu taco em maiúsculos, como se fosse gente, que o bicho merece.
Patricia narra com tintas fortes sua ansiedade à espera do dia em que veria e ficaria por 24 horas com o Gato. Comprou casinha nova para ele, sua comida predileta, brinquedinhos.
O garoto de 13 anos sem nome? Sei lá. Sei que fazia parte do acordo entre ela e Paul (lembram quem é?) nenhum dos dois entrar num relacionamento com outra pessoa após a separação.
Depois de alguns meses, segundo a “patriciana” narrativa, ela começou a sentir uma forte necessidade de afeto. No que encurto a história e vou direto aos fundamentais da questão.
Tremendas vibrações
Patricia entrou numa loja especializada em artigos sexuais e começou a mexer em tudo, como criança com brinquedo novo. Eram vibradores pra cá e pra lá, chicotes, roupinhas de couro, calcinhas comestíveis (teriam com sabor de água de coco ou groselha?), todos essas coisas de que entendo muito pouco. Juro.
Patricia fala da vendedora auxiliando-a a escolher um consolador, conforme já foram chamados. Adianta que pegou um tamanho família, talvez, suponho, em memória da família que deixara de existir. As baterias vinham com o bichão.
A seguir, Patricia fala do novo romance. Não há outra palavra para o que se seguiu. Conta como preparava o jantar, acendia velas, tomava vinho e, depois, dirigia-se para o leito na companhia de “Big G”, pois esse era o nome, ao menos genérico, industrial, do novo companheiro eletrônico de nossa querida amiga.
Patricia entra, ou passa, pelos detalhes. Eu, não. Fala dos resultados. Como tudo mudou. Da felicidade reencontrada. Não fala uma palavra sobre o “Gato”, o que me parece ingratidão.
Quer dizer, acho, praticamente esquecido. Assim como filho e marido. Lua-de-mel, primeiros namoros, é sempre a mesma história.
No final das contas, Patrícia acabou se abrindo com o marido e contou tudo sobre ela e “Big G”. Paul foi compreensivo. Entraram num acordo, o casamento parcialmente reatado. Talvez até salvo. Todos vivendo felizes para sempre.
Menos o “Big G”, que não liga para essas coisas. Com as baterias em ponto zero, é uma nulidade em campo.
O que eu queria saber mesmo, Patricia não conta: e o Gato, hein? E o Gato?

Encerrada a sessão

Ivan Lessa:

O mundo é para aqueles que sabem conquistá-lo e, se a vida nos deu um limão, façamos uma limonada e não um frappé de coco, que esse não dá, mas não dá mesmo, meus queridos, embora seja muito mais gostoso.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A música

São,

Uma homenagem a ti: a "minha" canção de sempre.

made in eu


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domingo, 16 de setembro de 2007

Cruzada contra a anatomia

The word for the day is legs. Spread the word.

Um fotógrafo disse que as mulheres eram o que mais bonito havia no mundo e que os gatos empatavam.
O senhor fotografava centerfolds – nenhuma portuguesa, que se saiba -.

Quais mulheres? Qual mundo?

A mulher ou é atraente ou repelente. As repelentes são de oportunidade. Os homens ficam com as repelentes quando as atraentes estão fora de alcance. O contrário aplica-se. As atraentes não querem homens repelentes, i.e. homens que não lhes ofereçam segurança . Por segurança entenda-se dinheiro. Assim, restos com restos ou últimas escolhas com últimas escolhas, parece-me correcta a teoria. Há demasiada gente descontente, ou parece haver, ou há só demasiada gente.

Amor têm-se aos filhos. A paixão dura pouco.

Atendendo a que a vaidade, a timidez, o amor-próprio , etc. derivam todos de uma sexualidade mais, ou menos, reprimida, segundo Freud, ou outro qualquer, a que propósito nos vendemos? Por um pouco de atenção. Por um pouco de farinha de trigo, diria alguém. Por um simples bilhete de comboio, acrescentaria outro mais atrás. Creio até ter ouvido, por um sorriso.

A consolação de não se ser infeliz para sempre serve de consolação por não se ser feliz nunca.

Até lá, as atraentes vão continuar a atrair todos os homens que não vão ter mais que mulheres repelentes, que por sê-lo, homens repelentes terão, numa cruzada contra a anatomia, até que separe a morte o que a vida separadamente juntou.

made in eu

entre as brumas

Um peixe nada melhor do que um pássaro voa?

A selecção portuguesa de rugby canta o hino com maior “cagança” que a de futebol.

As prima donnas do futebol não dão importância ao hino nacional. Eu também.

Os jogadores de rugby são muito mais honestos, tenazes e valentes que os do futebol. E muitíssimo mais pobres. Gosto mais deles.

Mas os campeonatos, sejam deste mundo ou de qualquer outro, não são só para fazer figura de corpo presente. Por analogia, lembro-me de Vinicius: que me perdoem as feias…

Navratilova comentou: quem disse que perder ou ganhar, tudo é desporto, perdeu com certeza.

Os portugueses jogam melhor futebol que rugby. Muito melhor.

Do ponto de vista desportivo, acho uma fraude que uma selecção como a portuguesa possa participar num mundial de rugby. O interesse é o mesmo quando, em hóquei patins, ganhávamos a selecções por 50 golos.

Com a demonstração de que “os lobos” são, de facto, uma espécie em perigo de extinção no ecosistema da bola oval, a entoação de “a portuguesa” parece ser o seu último refúgio.

made in eu

sábado, 15 de setembro de 2007

Larry

Sexo era um problema para Larry. Não por não tê-lo, mas por tê-lo.
Era-lhe quase insurportável tê-lo com a sua mulher. Sem ela, impensável.
Os gemidos, como se a magoassem, e os gritos, como se a matassem, eram uma tortura para Larry.
Os odores pareciam-lhe nauseabundos e o gosto dava-lhe vómitos.
As posições em que a mulher se punha, ou queria pôr, eram indecorosas e Larry mostrava sinais de um quase ataque de pânico durante o coito.

Porque não desistia de tal atrocidade?

Porque Larry amava, e o amor era mais forte que o ódio. Larry não tinha força, nem vontade, para desistir do fabuloso arroz de manteiga que a sua mulher cozinhava. Era um vício, uma dependência tão forte que, para não perder o cereal, perdia-se a si.

Não escondia o problema. A mulher deixava-o utilizar tudo o que precisasse para diminuir o asco; tampões no nariz, nos ouvidos, e uma venda nos olhos.

O desespero em não conseguir desistir do arroz de manteiga levou-o a prometer a Deus que, se algum dia o conseguisse, agradeceria da forma que julgava mais justa, e tornaria o sexo no seu Dia de Acção de Graças, i.e. na quarta quinta-feira de cada Novembro.


made in eu

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

tpm

Porque é que se lhe chamou TPM? Porque Doença das Vacas Loucas já existia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

isto vai meus amigos, isto vai

Hvala Sérvia.

Quanto menos Portugal, melhor o mundo.

made in eu

Bamos lá, primo!

Tu não achas que as pessoas se vendem por um pouco de atenção? Os blogues metem nojo. Ele é os divórcios, e as traições, e as não-ajudas-em-casa, e os filhos sem pai (isto porque como sabes e reconheces, é escrita de mulheres), e malandros, e férias, e todos os acontecimentos das férias, e o peido que saiu sem querer já dentro do avião em pleno vôo, e a solidão de se ser evoluído(a), em férias longínquas, e o malandro... dá-me uma dica, São. Vamos avacalhar mais e para todo o sempre as piadinhas? Vamos esmigalhar as torradinhas e misturá-las com Pau de Caneças, que é muito mais eficaz que o de Cabinda?
Vamos gozar com os divórcios, as divorciadas e os divorciados? Os encornados e as encornadas? As que se fodem e as que se deixam foder? Os "artistas", como eu, que de segunda a domingo, das 7:30 às 24:00 não vão ao cu, nem por nada?

Eu alinho. E tu?

hehehe beijões acelerados e fodidos de raiva e carinho, a caminho.

made in nozes

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A (quase) divina comédia

Os video clips, disponíveis algures na net, mostram um senhor, cuja profissão se dizia ser desenhador de edifícios, a ter sexo – as imagens não são explícitas – com diferentes senhoras, uma de cada vez. Delas nada se disse, relativamente de onde vinham ou o que faziam.

O palco da actuação é sempre o mesmo: um sofá. A posição, assumida pelos participantes, também: o homem vê tudo e a mulher nada.

Mas a "delícia" dos clips está no som. A conversação entre os intervenientes é hilariante. Transcrição pura de ridícula comédia.
O homem mostra-se muito compenetrado na acção. As mulheres parecem não dar qualquer importância ao acto, como, aliás, fazem quase sempre.

Os elefantes, quando querem acasalar, procuram o interior da selva. Os humanos deviam fazer o mesmo.



made in eu

domingo, 9 de setembro de 2007

ó rico primo do meu cú-ração!

deixo aqui a certidão:
"o post que meteste aqui, dois números abaixo, o de todas as Amélias, foi dos textos mais inspirados, bonitos e suculentos que já li na blogosfera! obrigada!
da tua sempre
rica prima
S

Grazie, ragazza

Há mais beleza e sensualidade femininas numa italiana em cima duma Piaggio, que em todas as portuguesas que circulam no Metro, em Lisboa.

made in eu

Dziekuje

Fez-se "Luz" sobre a Polónia. Ainda bem. Quanto menos Portugal, melhor o mundo.

made in eu

sábado, 8 de setembro de 2007

Amélia do(s) olho(s) doce(s)

Amélia queria descansar de corpo e alma. Tinha ouvido dizer que lá era um descanso. O problema era a entrada. Não era fácil entrar, tinham-lhe dito. Ainda assim Amélia não desistiu. Se naquele sítio era um descanso, naquele sítio seria.

Amélia preparou-se. Ultrapassar a fronteira do medo sem medo só porque ali era um descanso. E se não fosse? Amélia estaria na posição que mais gosta; a de descobrir prazeres novos, novas sensações, mesmo que a isso dedicasse algum esforço.

Decidida, Amélia partiu ao encontro do que mais procurava: descanso. E em busca do paraíso, entregou-se ao sonho e foi, sem esquecer o passaporte.


made in eu

Eu, sagitariana me confesso...

"You and your 'Just a little bit more'! Now we've missed Noah's Ark!"
("Tu e o teu 'Só mais um bocadinho'! Agora perdemos a Arca de Noé!")
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