Nós não queremos realmente visualizar os nossos pais a ter sexo. É demasiado desconfortável.
Sabemos que eles tiveram que ter sexo, pelo menos uma vez, para que nos tivessem a nós, mas ainda assim queremos acreditar na possibilidade: ". Bem, não sei. Não tenho muita certeza. Não posso prová-lo. Na verdade não sei se isso realmente aconteceu". Daí que se descobríssemos que tínhamos sido adoptados, seriam notícias maravilhosas. "Adoptado eu? Fantástico!" Isso quereria dizer que, pelo menos tecnicamente, haveria uma possibilidade de a nossa mãe e o nosso pai serem, afinal, somente grandes amigos.
Não que o sexo não seja uma coisa maravilhosa. É! Mas nós não queremos pensar que toda a nossa vida começou só porque alguém bebeu um pouco mais de vinho ao jantar.
made in eu
sábado, 21 de abril de 2007
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Be happy
Há tantas noites como dias, e tão grandes aquelas como estes, no decorrer do ano. Uma vida não pode ser feliz sem uma dose de malancolia. A palavra "feliz" perderia o seu significado se não fosse equilibrada pela tristeza.
Carl Jung
Ou como as últimas palavras de um anarquista francês, já nas escadas para a guilhotina:
- É bela a agonia dum homem.
Também não é preciso exagerar :-)
made in eu
Carl Jung
Ou como as últimas palavras de um anarquista francês, já nas escadas para a guilhotina:
- É bela a agonia dum homem.
Também não é preciso exagerar :-)
made in eu
Foi bom?
Lucas Mendes - BBC
Foi bom pra você?
Por que sexo é mais importante para os brasileiros do que para o resto do mundo?
Estamos com a medalha de ouro na pesquisa da Edward Laumann: Archives of Sexual Behaviour. Em 2006, ouviu 27.500 pessoas em 29 países, e nós lideramos o item sobre a importância do sexo, seguidos pelos sul-coreanos. Os turcos vêm em terceiro.
Em último lugar aparecem os japoneses e tailandeses. Enquanto 75% dos homens brasileiros dizem que sexo é muito importante, entre os japoneses o número cai para 28% e, entre as mulheres, desaba. Só 12% das japonesas acham que sexo é importante.
Nossos homens não só dão mais importância ao sexo como 59% estão satisfeitos. Nem tanto nossas mulheres: 60% delas estão insatisfeitas nas transas.
Numa pesquisa do Bem-Estar Sexual feita pela camisinha Durex em 26 países, os brasileiros ganharam a medalha de prata em número de vezes por ano (145). Só perdemos para os gregos, 164.
Com uma pesquisa ao lado da outra, fica claro que os brasileiros estão mais satisfeitos na cama do que as brasileiras, e Edward Laumann revela que só 43% delas acham que sexo é importante.
Há outras surpresas: os americanos, os canadenses e os mexicanos, homens e mulheres, são os mais satisfeitos sexualmente e têm os números mais equilibrados.
Será uma questão geográfica? Entre os canadenses, por exemplo, os homens e as mulhers estão quase empatados na felicidade sexual (71% e 68%).
Hoje há um grande investimento no Viagra (Cialis, etc...) para a mulher, e o laboratório Palatin, de Nova Jersey, está na liderança. Eles têm as ratas e ratos mais satisfeitos do pais.
A substância em inglês chama-se bremelanotide, mas não está nos nossos dicionários. Trata-se de uma versão sintética de um hormônio, e a intenção original era criar um bronzeador que protegesse contra câncer de pele.
Entre os homens, provocou ereções espontâneas, e excitou as mulheres. O laboratório esqueceu do câncer e aplicou nos ratos. As fêmeas reagiram sacudindo as orelhas sem parar, com pulos, esfregando os narizes com os machos e outros sinais de desejo sexual.
O laboratório já investiu mais de 150 milhões de dólares na pesquisa, que tem quase sete anos. Será que vai funcionar e conseguir aprovação da FDA, a agência americana que controla remédios e alimentos?
Não recomendo, mas por via das dúvidas comprei 50 ações. Minha amiga Helen, uma corretora, diz que é dinheiro no lixo. Prefere investir na viagem para o Dia Mundial da Masturbação Feminina, 29 de maio, em Chicago.
PS: Esta coluna foi boa para você?
Foi bom pra você?
Por que sexo é mais importante para os brasileiros do que para o resto do mundo?
Estamos com a medalha de ouro na pesquisa da Edward Laumann: Archives of Sexual Behaviour. Em 2006, ouviu 27.500 pessoas em 29 países, e nós lideramos o item sobre a importância do sexo, seguidos pelos sul-coreanos. Os turcos vêm em terceiro.
Em último lugar aparecem os japoneses e tailandeses. Enquanto 75% dos homens brasileiros dizem que sexo é muito importante, entre os japoneses o número cai para 28% e, entre as mulheres, desaba. Só 12% das japonesas acham que sexo é importante.
Nossos homens não só dão mais importância ao sexo como 59% estão satisfeitos. Nem tanto nossas mulheres: 60% delas estão insatisfeitas nas transas.
Numa pesquisa do Bem-Estar Sexual feita pela camisinha Durex em 26 países, os brasileiros ganharam a medalha de prata em número de vezes por ano (145). Só perdemos para os gregos, 164.
Com uma pesquisa ao lado da outra, fica claro que os brasileiros estão mais satisfeitos na cama do que as brasileiras, e Edward Laumann revela que só 43% delas acham que sexo é importante.
Há outras surpresas: os americanos, os canadenses e os mexicanos, homens e mulheres, são os mais satisfeitos sexualmente e têm os números mais equilibrados.
Será uma questão geográfica? Entre os canadenses, por exemplo, os homens e as mulhers estão quase empatados na felicidade sexual (71% e 68%).
Hoje há um grande investimento no Viagra (Cialis, etc...) para a mulher, e o laboratório Palatin, de Nova Jersey, está na liderança. Eles têm as ratas e ratos mais satisfeitos do pais.
A substância em inglês chama-se bremelanotide, mas não está nos nossos dicionários. Trata-se de uma versão sintética de um hormônio, e a intenção original era criar um bronzeador que protegesse contra câncer de pele.
Entre os homens, provocou ereções espontâneas, e excitou as mulheres. O laboratório esqueceu do câncer e aplicou nos ratos. As fêmeas reagiram sacudindo as orelhas sem parar, com pulos, esfregando os narizes com os machos e outros sinais de desejo sexual.
O laboratório já investiu mais de 150 milhões de dólares na pesquisa, que tem quase sete anos. Será que vai funcionar e conseguir aprovação da FDA, a agência americana que controla remédios e alimentos?
Não recomendo, mas por via das dúvidas comprei 50 ações. Minha amiga Helen, uma corretora, diz que é dinheiro no lixo. Prefere investir na viagem para o Dia Mundial da Masturbação Feminina, 29 de maio, em Chicago.
PS: Esta coluna foi boa para você?
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Jerry Seinfeld - O presente da amizade
Peço desde já desculpa pela tradução.
Made in eu
Um casal meu amigo teve um bebé. Há demasiada pressão para ver este bebé. Cada vez que falo com eles, dizem, "Tens de ir ver o bebé. Quando é que vais ver o bebé? Ver o bebé. Ver o bebé."
Nunca ninguém quer que vás ver o avô. "Tens de o ver. Está tão giiiiiro. 97 quilos. Adoro-os quando têm esta idade. Mil meses. Os oitenta anos são uma idade tão gira nos adultos. Tens de ir vê-lo. Hoje foi à casa-de-banho sózinho"
O difícil na visita, quando eles têm um bebé é o esforço que se tem de fazer para ter o mesmo entusiasmo que eles. Estão sempre tão excitados. "O que é que achas dele? O que é que achas?"
Por uma vez só, gostava de encontrar um casal que dissesse, "Sabes uma coisa? Sinceramente, não estamos muito satisfeitos com ele. Penso que cometemos um grande erro. Devíamos antes ter arranjado um aquário. Quere-lo? De facto estamos pelos cabelos".
Jerry Seinfeld (SeinLanguage)
Made in eu
Um casal meu amigo teve um bebé. Há demasiada pressão para ver este bebé. Cada vez que falo com eles, dizem, "Tens de ir ver o bebé. Quando é que vais ver o bebé? Ver o bebé. Ver o bebé."
Nunca ninguém quer que vás ver o avô. "Tens de o ver. Está tão giiiiiro. 97 quilos. Adoro-os quando têm esta idade. Mil meses. Os oitenta anos são uma idade tão gira nos adultos. Tens de ir vê-lo. Hoje foi à casa-de-banho sózinho"
O difícil na visita, quando eles têm um bebé é o esforço que se tem de fazer para ter o mesmo entusiasmo que eles. Estão sempre tão excitados. "O que é que achas dele? O que é que achas?"
Por uma vez só, gostava de encontrar um casal que dissesse, "Sabes uma coisa? Sinceramente, não estamos muito satisfeitos com ele. Penso que cometemos um grande erro. Devíamos antes ter arranjado um aquário. Quere-lo? De facto estamos pelos cabelos".
Jerry Seinfeld (SeinLanguage)
a natureza e nós
O Homem não se quis adaptar à natureza. Antes, quis adaptá-la a si. Com isso vai destruí-la e destruindo-a destrói-se a si. Nós, os inteligentes, confundimos inteligência com estupidez, mais que devíamos.
Parece o início do estudo da lógica. Comigo foi assim:
Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal.
Claro que havia sempre quem não se entendesse com a lógica e para esses: Todos os homens são mortais. Sócrates é mortal, logo, todos os homens são Sócrates. (Nota: Não confundir mortal com engenheiro!)
Um óvulo mensal para milhões de espermatozóides diários. Seria preciso algo mais para explicar a diferença de comportamento entre homens e mulheres?
Não, digo eu. Mas com a entrada de um novo elemento - a cultura judaico-cristã - desviámo-nos da natureza e com o desvio vieram as neuroses, os "pesos na consciência", as "traições", as "infidelidades", o sofrimento, o "pecado", que todos, ou quase todos, conhecem.
Mais não digo. Não quero culpar os cristãos. E muito menos os judeus...
made in eu
Parece o início do estudo da lógica. Comigo foi assim:
Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal.
Claro que havia sempre quem não se entendesse com a lógica e para esses: Todos os homens são mortais. Sócrates é mortal, logo, todos os homens são Sócrates. (Nota: Não confundir mortal com engenheiro!)
Um óvulo mensal para milhões de espermatozóides diários. Seria preciso algo mais para explicar a diferença de comportamento entre homens e mulheres?
Não, digo eu. Mas com a entrada de um novo elemento - a cultura judaico-cristã - desviámo-nos da natureza e com o desvio vieram as neuroses, os "pesos na consciência", as "traições", as "infidelidades", o sofrimento, o "pecado", que todos, ou quase todos, conhecem.
Mais não digo. Não quero culpar os cristãos. E muito menos os judeus...
made in eu
terça-feira, 17 de abril de 2007
ao JP+P
Dedicada ao grande chefe de cozinha italiana, JP+P, meu primo (felicidade minha, infelicidade dele)
Diz a massa ao queijo:
- Que maçada...
Responde o queijo:
- E eu ralado.
made in eu
Diz a massa ao queijo:
- Que maçada...
Responde o queijo:
- E eu ralado.
made in eu
Escoceses
Porque rir faz falta (a quem achar graça, claro está), uma que me lembrei, de escoceses:
Dois amigos encontram-se numa feira.
- Vamos ali comprar umas rifas.
- Rifas? Que é isso?
- É um papel que tem escrito um prémio surpresa. Sai sempre, ou quase.
Ao primeiro escocês, que sabia o que eram rifas, não saiu nada. Mas o segundo foi contemplado com um piaçaba.
- Que é isto?
- É um piaçaba.
- Um piaçaba? O que é um piaçaba?
- Ora! É para quando fores à casa de banho, depois limpares...
- Ahh! OK!
Tempos depois encontram-se e a pergunta sai:
- Então o piaçaba? Está a dar resultado?
- Nem te conto. Não me dei nada bem com aquilo. Voltei ao papel higiénico.
made in eu
Dois amigos encontram-se numa feira.
- Vamos ali comprar umas rifas.
- Rifas? Que é isso?
- É um papel que tem escrito um prémio surpresa. Sai sempre, ou quase.
Ao primeiro escocês, que sabia o que eram rifas, não saiu nada. Mas o segundo foi contemplado com um piaçaba.
- Que é isto?
- É um piaçaba.
- Um piaçaba? O que é um piaçaba?
- Ora! É para quando fores à casa de banho, depois limpares...
- Ahh! OK!
Tempos depois encontram-se e a pergunta sai:
- Então o piaçaba? Está a dar resultado?
- Nem te conto. Não me dei nada bem com aquilo. Voltei ao papel higiénico.
made in eu
COM LICENÇA (E ATURA!!!)
Hoje foi dia de ouvir muita rádio. A Universidade Independente, que não está a conseguir ter todos os documentos exigidos pelo Ministério do Ensino Superior para que seja mantido o reconhecimento e autorização de funcionamento, promete que amanhã vai revelar coisas irregulares sobre a licenciatura do Sócrates. Imagino o que se vai passar esta noite e amanhã de manhã, altas negociações, para depois a UnI vir a público dizer que descobriu que os diplomas do Sócrates têm várias versões porque alguns deles foram emitidos sem autorização do então reitor (AAAAAAHHHHHHHHH, grande novidade!!!). Findo o prazo dado pelo Ministério do Ensino Superior, este vai dizer que recebeu vários elementos e que agora se vão debruçar sobre eles, para passados uns 15 dias, quando as coisas em relação ao Sócrataes estiverem mais calmas, dizer que a Uni pode prosseguir o seu trabalho. Não vão mostrar as conclusões, mas deverá ser algo assim do género: dado que foi esta universidade que vendeu um licenciamento ao primeiro ministro, só é de esperar que continuem com o bom trabalho. Afinal que outra universidade se pode gabar de ter dado um primeiro ministro que fala tão bem?
Mas se uns falam bem e enganam a malta, outros há que tentam enganar, ou enganam-se a si próprios, utilizando os microfones das rádios.
Na Antena 1, na tarde passada falava-se da associação de apoio à vítima de violência doméstica. A entrevistada concluia: para mais informações podem ver na internet a nossa página, em www, ponto, violenquia doméstica, ponto org, escrito assim, violenquiadomestica, tudo pegadinho, sem cedilhas e sem assentos. Ora, ao ouvir tal barbaridade, acabámos por ser vítimas de um ataque de burrice. Ninguém cria uma associação para as vítimas da associação de apoio à vítima de violência doméstica? Ou será que não basta sermos agredidos intelectualmente por esta gente burra? Será preciso chegarmos às vias de facto (porradinha) para que depois se faça alguma coisa?
Ou será que o Sócrates também tirou uma liquenciatura, sem cedilhas nem assentos? Se assim foi, como conseguiu ele um assento no Parlamento? Algum deputado reformado se esqueceu de levar o assento para casa e o Sócrates mais não fez que o reutilizar, pondo em prática a segunda regra da gestão de resíduos sólidos?
Ficamos à espera de esclarecimentos do gabinete do próprio!
JP+P
Mas se uns falam bem e enganam a malta, outros há que tentam enganar, ou enganam-se a si próprios, utilizando os microfones das rádios.
Na Antena 1, na tarde passada falava-se da associação de apoio à vítima de violência doméstica. A entrevistada concluia: para mais informações podem ver na internet a nossa página, em www, ponto, violenquia doméstica, ponto org, escrito assim, violenquiadomestica, tudo pegadinho, sem cedilhas e sem assentos. Ora, ao ouvir tal barbaridade, acabámos por ser vítimas de um ataque de burrice. Ninguém cria uma associação para as vítimas da associação de apoio à vítima de violência doméstica? Ou será que não basta sermos agredidos intelectualmente por esta gente burra? Será preciso chegarmos às vias de facto (porradinha) para que depois se faça alguma coisa?
Ou será que o Sócrates também tirou uma liquenciatura, sem cedilhas nem assentos? Se assim foi, como conseguiu ele um assento no Parlamento? Algum deputado reformado se esqueceu de levar o assento para casa e o Sócrates mais não fez que o reutilizar, pondo em prática a segunda regra da gestão de resíduos sólidos?
Ficamos à espera de esclarecimentos do gabinete do próprio!
JP+P
O QUE FAZ FALTA
O que faz falta ao Benfica, conforme se perguntava aqui um dia destes, é uma táctica de jogo, que a meu ver devia ser assim:
Canalizar o jogo pelas pontas, pontapear para os pontas de lança, que apontam e peimba! pontapé certeiro, apontando mais um ponto no marcador. E ponto! Final!
Desculpem lá os leitores deste blog, principalmente os que ainda se dão ao trabalho de ler os comentários, as nossas brincadeirinhas de fazermo-nos passar por anónimos, eu e a S, mas foi para chatear o Made in EU, aliás R, que foi muito perspicaz (foi, não, é sempre!!!), e viu logo quem era!
JP+P
Canalizar o jogo pelas pontas, pontapear para os pontas de lança, que apontam e peimba! pontapé certeiro, apontando mais um ponto no marcador. E ponto! Final!
Desculpem lá os leitores deste blog, principalmente os que ainda se dão ao trabalho de ler os comentários, as nossas brincadeirinhas de fazermo-nos passar por anónimos, eu e a S, mas foi para chatear o Made in EU, aliás R, que foi muito perspicaz (foi, não, é sempre!!!), e viu logo quem era!
JP+P
segunda-feira, 16 de abril de 2007
e PP, Cuba! e PP, Cuba! e PP, Cuba!
Pela "enésima" vez, uma reportagem da TV dizendo-nos o quanto pobres são os cubanos.
Não têm isto, não têm aquilo, os táxis são do estado, pesos convertíveis, restaurantes para turistas, pobres, pobres pobres.
Já sabemos que os cubanos são pobres relativamente aos portugueses, assim como os portugueses são pobres em relação aos mais civilizados.
Mas creio que há mais dignidade nos cubanos que nos portugueses. A pobreza cubana tem algo de digno que na ostentação portuguesa não existe. Os portugueses são, no entanto, mais dignos de pena.
Mas de tudo o que os cubanos se podem queixar de não ter, e que nós temos, nada lhes fará menos falta que o CDS-PP.
É um circo. Como não sabem fazer mais nada que truques e malabarismos políticos, inventaram agora umas eleições entre eles. E é vê-los percorrer o país cantando vitória para as suas cores. As mesmas cores dos dois lados. A mesma desgraça moral. A mesma tristeza lusa da mais lusa tristeza.
Já nem vergonha na cara podem ter, porque não têm já cara para a vergonha.
Como num jogo de crianças, imagino alguém fazendo-me esta pergunta? Cuba ou PP? Não demoro tempo a responder. Antes a pobreza dos cubanos, que a miséria dos centristas.
E mais; em Cuba há cubanas...
made in eu
Não têm isto, não têm aquilo, os táxis são do estado, pesos convertíveis, restaurantes para turistas, pobres, pobres pobres.
Já sabemos que os cubanos são pobres relativamente aos portugueses, assim como os portugueses são pobres em relação aos mais civilizados.
Mas creio que há mais dignidade nos cubanos que nos portugueses. A pobreza cubana tem algo de digno que na ostentação portuguesa não existe. Os portugueses são, no entanto, mais dignos de pena.
Mas de tudo o que os cubanos se podem queixar de não ter, e que nós temos, nada lhes fará menos falta que o CDS-PP.
É um circo. Como não sabem fazer mais nada que truques e malabarismos políticos, inventaram agora umas eleições entre eles. E é vê-los percorrer o país cantando vitória para as suas cores. As mesmas cores dos dois lados. A mesma desgraça moral. A mesma tristeza lusa da mais lusa tristeza.
Já nem vergonha na cara podem ter, porque não têm já cara para a vergonha.
Como num jogo de crianças, imagino alguém fazendo-me esta pergunta? Cuba ou PP? Não demoro tempo a responder. Antes a pobreza dos cubanos, que a miséria dos centristas.
E mais; em Cuba há cubanas...
made in eu
sábado, 14 de abril de 2007
BACH
Variações Goldberg
Depois de muitos anos, consegui um ficheiro MP3 com as Variações Goldberg pelo Glenn Gould. Fica a nota que o senhor era um pianista canadense, neurótico e fascinante. Já li a biografia dele e diria mesmo que mais fascinante que neurótico.
Variações Goldberg. Ouve-se a "ária" no Silêncio dos Inocentes. Em "As Faces de Harry", a personagem de Woody Allen, Harry, diz que pensou sempre que as Variações Goldberg eram as diferentes posições sexuais que o casal Goldberg tinha na cama.
Se alguém quiser, deixe um contacto para que eu possa enviar o dito por email. As Variações claro, não o casal Goldberg.
Senão: A obra é contínua, sem divisão de faixas.
made in eu
Depois de muitos anos, consegui um ficheiro MP3 com as Variações Goldberg pelo Glenn Gould. Fica a nota que o senhor era um pianista canadense, neurótico e fascinante. Já li a biografia dele e diria mesmo que mais fascinante que neurótico.
Variações Goldberg. Ouve-se a "ária" no Silêncio dos Inocentes. Em "As Faces de Harry", a personagem de Woody Allen, Harry, diz que pensou sempre que as Variações Goldberg eram as diferentes posições sexuais que o casal Goldberg tinha na cama.
Se alguém quiser, deixe um contacto para que eu possa enviar o dito por email. As Variações claro, não o casal Goldberg.
Senão: A obra é contínua, sem divisão de faixas.
made in eu
sexta-feira, 13 de abril de 2007
PNR "ó mocidade que passa"
Novo cartaz do PNR, ali no Marquês.
As ideias não se apagam, discutem-se.
Aonde foram eles buscar tal ideia? Certamente discutiram-na primeiro.
Parece que haverá uma vigília para protecção do cartaz. Espero que seja feita por skinheads. Nada poderá ligar melhor.
Como se não bastassem já a estupidez e o atraso desta nacionalidade...
Um skinhead português deverá ser, concentrado, o equivalente a duas descargas diárias dos esgotos de Paris e Londres.
made in eu
As ideias não se apagam, discutem-se.
Aonde foram eles buscar tal ideia? Certamente discutiram-na primeiro.
Parece que haverá uma vigília para protecção do cartaz. Espero que seja feita por skinheads. Nada poderá ligar melhor.
Como se não bastassem já a estupidez e o atraso desta nacionalidade...
Um skinhead português deverá ser, concentrado, o equivalente a duas descargas diárias dos esgotos de Paris e Londres.
made in eu
Sósseicrates
Só sei que nada sei, porque nada vi nem ouvi.
Sei só que falou de blogo-esfera porque meu pai perguntou-me o que era. É a esfera dos blogues, respondi. Espero tê-lo elucidado. Pelo menos estou convencido que esfera ele sabe o que é.
Einstein disse um dia:
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana; sobre o universo não tenho a certeza.
E não conhecia ele o primeiro-ministro...
made in eu
Sei só que falou de blogo-esfera porque meu pai perguntou-me o que era. É a esfera dos blogues, respondi. Espero tê-lo elucidado. Pelo menos estou convencido que esfera ele sabe o que é.
Einstein disse um dia:
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana; sobre o universo não tenho a certeza.
E não conhecia ele o primeiro-ministro...
made in eu
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Porquê
À face do existencialismo, ou da dialéctica de Hegel, ou de qualquer outro sistema filosófico, dizei-me, se encontrardes, a razão de o Benfica jogar tão mal.
E querem fazer-me crer que vivemos num mundo perfeito...
made in eu
E querem fazer-me crer que vivemos num mundo perfeito...
made in eu
orientação e "orientar-se"
Sobre a orientação sexual de cada um, há os com sorte. Woody Allen declarou que ser bissexual duplica, imediatamente, as hipóteses de um encontro bem sucedido, num Sábado à noite.
made in eu
made in eu
quarta-feira, 11 de abril de 2007
discoteca ideal
Cheguei da fnac. Corram à mais próxima e vão buscar a vossa cópia de Discoteca Ideal Música Clássica. Um livrinho muito bem feito e tentador, com uma selecção de discos escolhidos pelo pessoal da fnac.
Antes de entrarmos nos discos individuais (com códigos de barra para que cada um possa ser ouvido na fnac - incrível esta tecnologia -) uma frase de Aldous Huxley:
Depois do silêncio, a música é o que melhor exprime o inexprimível.
made in eu
Antes de entrarmos nos discos individuais (com códigos de barra para que cada um possa ser ouvido na fnac - incrível esta tecnologia -) uma frase de Aldous Huxley:
Depois do silêncio, a música é o que melhor exprime o inexprimível.
made in eu
Tudo abaixo
Gostava de ver a Estação do Jardim Zoológico transformada numa pequena Bagdade: tudo partido; se não à bomba, à patada.
Há anos que estão para reparar o túnel do Rossio. Estão-se "CAGANDO" para as milhares de pessoas que penam todos os dias com os atrasos. Podiam ser mais 10 anos, ou 20...
Infelizmente, nunca se entrará no campo da violência para um protesto justo. Por cada homem na estação, vêem-se 4 ou 5 mulheres. E elas não alinham em actos de vandalismo. Têm mais juízo, as mulheres...
Estou cansado das decisões dos homens. Começo, realmente, a pensar que o poder no mundo devia ser dado a elas. Pior não ficaríamos, com certeza.
Nota: Eu numa tomada de posição destas? Quem diria, hem? Vou tomar um cafézinho, para ver se, com cafeína na corrente sanguínea, isto me passa.
made in eu
Há anos que estão para reparar o túnel do Rossio. Estão-se "CAGANDO" para as milhares de pessoas que penam todos os dias com os atrasos. Podiam ser mais 10 anos, ou 20...
Infelizmente, nunca se entrará no campo da violência para um protesto justo. Por cada homem na estação, vêem-se 4 ou 5 mulheres. E elas não alinham em actos de vandalismo. Têm mais juízo, as mulheres...
Estou cansado das decisões dos homens. Começo, realmente, a pensar que o poder no mundo devia ser dado a elas. Pior não ficaríamos, com certeza.
Nota: Eu numa tomada de posição destas? Quem diria, hem? Vou tomar um cafézinho, para ver se, com cafeína na corrente sanguínea, isto me passa.
made in eu
terça-feira, 10 de abril de 2007
É verdade, verdadinha!

A receita já é antiga e veio do Oriente! O importante é a precisão do corte e a utilização de bons sabres (vd. Killing Bill)... Temos notícias de que os Escoceses e os Judeus conseguem atingir até a dúzia e meia de melancias. (ingl.-watermelon)
Em Portugal, dá-se o nome de melância a este fruto, mas a origem deste singular nome português permanece um mistério.
Quanto aos cacoalenses, o problema deles parece ser outro:
"Rondônia é actualmente o segundo produtor nacional de Coffea canephora (café robusta), e o município de Cacoal é o principal produtor dessa rubiácea, porém a liderança do município está ameaçada por problemas fitossanitários. A praga principal é a lagarta-dos-cafezais Eacles imperialis, que vem atacando essa cultura desde 1997."
S
é mesmo?
Pergunta à São, que acompanhou o movimento dos Sem-Terra, lá nas (cem) terras de Vera Cruz:
É verdade que há uma cidade chamada Cacoal, no estado de Rondônia, que produz umas melancias tão grandes, que bastam oito para fazer uma dúzia?
made in eu
É verdade que há uma cidade chamada Cacoal, no estado de Rondônia, que produz umas melancias tão grandes, que bastam oito para fazer uma dúzia?
made in eu
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Dilema de velhos e de quase velhos
Arnaldo Jabor contou que um dia estava numa esplanada em Ipanema, sentado com o avô.
Passavam as cariocas (sempre deslumbrantes) e Jabor, virando-se para o avô, pergunta-lhe:
- Triste, vovô, de já não as comer?
- Não tou triste de não as comer, não. Tou triste de sabê-las mal comidas.
Contei este mesmo diálogo a um amigo de longa data, que logo declarou:
- Pois eu sinto exactamente ao contrário.
Fica aqui o dilema entre o que sentimos e o que esperamos poder vir a sentir.
Nota: Claro que as cariocas (e outras afins) não podem opinar, por não saberem do que se está, sequer, a falar.
made in eu
Passavam as cariocas (sempre deslumbrantes) e Jabor, virando-se para o avô, pergunta-lhe:
- Triste, vovô, de já não as comer?
- Não tou triste de não as comer, não. Tou triste de sabê-las mal comidas.
Contei este mesmo diálogo a um amigo de longa data, que logo declarou:
- Pois eu sinto exactamente ao contrário.
Fica aqui o dilema entre o que sentimos e o que esperamos poder vir a sentir.
Nota: Claro que as cariocas (e outras afins) não podem opinar, por não saberem do que se está, sequer, a falar.
made in eu
A Páscoa de Ivan Lessa
Este Ivan Lessa...
Antes da Páscoa
Os dias que antecederam a Páscoa, aqui no Reino Unido, foram pródigos em eventos ardilosos.
Foi como se o coelhinho da Páscoa tivesse tido um troço e saído por aí distribuindo manhosos acontecimentos.
Sucede que o espírito pascal, ou leporídeo, se preferirem, também se apossou de mim e, em minha mente já conturbada e ao longo de meu corpo combalido, deixou seus ovinhos, não de chocolate, conforme o velho protocolo e configuração, mas sim de loucura, de mal entender, de besteirol, para trocarmos em miúdos dois eventos que ainda não consegui decifrar direito.
Ou mesmo esquerdo, central e líbero.
...
A voz do violão
A segunda notícia a captar minha atenção e dos jornais, vocês manjam. O indivíduo Keith Richards, de 63 anos, que se diz músico por profissão (diz que “toca guitarra”), praticando-a em companhia de uma suposta banda intitulada "Rolling Stones", deu uma entrevista a determinada publicação especializada em restos mortais e cinzas (Ashes to Ashes, ou “Do Pó ao Pó”, em tradução semi-literal), afirmando que, em determinada ocasião, sob os efeitos de algo que ele só sabia explicar como “realidade”, injetara os restos mortais de seu pai, Bert, morto em 2002, aos 84 anos, na veia.
Para facilitar sua singela e bizarra homenagem, Keith explicou que, as cinzas do pai, misturadas à água distilada, numa proporção de 7 por cento, dissolviam melhor e “subiam” (assim se expressou, segundo consta) melhor. Com um sorriso roqueiro no rosto mapeado por rugas, Keith comentou para a reportagem: “Foi um tremendo barato, num tá sabendo? Onda maior só mesmo em forma de supositório.”
No que desisti da Páscoa e me armei para receber à bala o primeiro coelhinho que ameaçar romper com a paz de minha casa.
Ivan Lessa
made in eu
Antes da Páscoa
Os dias que antecederam a Páscoa, aqui no Reino Unido, foram pródigos em eventos ardilosos.
Foi como se o coelhinho da Páscoa tivesse tido um troço e saído por aí distribuindo manhosos acontecimentos.
Sucede que o espírito pascal, ou leporídeo, se preferirem, também se apossou de mim e, em minha mente já conturbada e ao longo de meu corpo combalido, deixou seus ovinhos, não de chocolate, conforme o velho protocolo e configuração, mas sim de loucura, de mal entender, de besteirol, para trocarmos em miúdos dois eventos que ainda não consegui decifrar direito.
Ou mesmo esquerdo, central e líbero.
...
A voz do violão
A segunda notícia a captar minha atenção e dos jornais, vocês manjam. O indivíduo Keith Richards, de 63 anos, que se diz músico por profissão (diz que “toca guitarra”), praticando-a em companhia de uma suposta banda intitulada "Rolling Stones", deu uma entrevista a determinada publicação especializada em restos mortais e cinzas (Ashes to Ashes, ou “Do Pó ao Pó”, em tradução semi-literal), afirmando que, em determinada ocasião, sob os efeitos de algo que ele só sabia explicar como “realidade”, injetara os restos mortais de seu pai, Bert, morto em 2002, aos 84 anos, na veia.
Para facilitar sua singela e bizarra homenagem, Keith explicou que, as cinzas do pai, misturadas à água distilada, numa proporção de 7 por cento, dissolviam melhor e “subiam” (assim se expressou, segundo consta) melhor. Com um sorriso roqueiro no rosto mapeado por rugas, Keith comentou para a reportagem: “Foi um tremendo barato, num tá sabendo? Onda maior só mesmo em forma de supositório.”
No que desisti da Páscoa e me armei para receber à bala o primeiro coelhinho que ameaçar romper com a paz de minha casa.
Ivan Lessa
made in eu
domingo, 8 de abril de 2007
Fora de questão
Cristianismo e outras religiões. Moral e sociedade. Feminismo e profissões. Ética e fingimento. Machismo e automóveis. Vaidade...
Quando - se alguma vez - pensaremos verdadeiramente nos seres biológicos que somos?
Ultrapassar a biologia com códigos morais e padrões de comportamento socialmente aceites leva à vida que temos mas não queremos reconhecer, ou disso não temos capacidade.
Alberto Moravia, com oitenta anos, dizia que, apesar do seu sucesso com as mulheres, e não só, a sua vida era caótica e que acreditava que a vida de todos era igualmente caótica.
E não é?
Não, dirão alguns, que da sua vida sabem eles. Deixem germinar neles a podridão mas não lhes risquem as jantes dos carros.
Uma paragem respiratória fará - sobre as coisas morais, de amor, de ódio, e outras - o que é socialmente correcto a todos nós. Mas até acreditar nisso parece fora de questão.
made in eu
Quando - se alguma vez - pensaremos verdadeiramente nos seres biológicos que somos?
Ultrapassar a biologia com códigos morais e padrões de comportamento socialmente aceites leva à vida que temos mas não queremos reconhecer, ou disso não temos capacidade.
Alberto Moravia, com oitenta anos, dizia que, apesar do seu sucesso com as mulheres, e não só, a sua vida era caótica e que acreditava que a vida de todos era igualmente caótica.
E não é?
Não, dirão alguns, que da sua vida sabem eles. Deixem germinar neles a podridão mas não lhes risquem as jantes dos carros.
Uma paragem respiratória fará - sobre as coisas morais, de amor, de ódio, e outras - o que é socialmente correcto a todos nós. Mas até acreditar nisso parece fora de questão.
made in eu
ZELIG
Acabei de rever "Zelig".
Uma lembrança de todos os "camaleões" que por aí andam.
Mais a confissão da personagem em ter trabalhado em Viena, com Freud, e com ele ter estudado a "inveja do pénis", e como Freud achou por bem limitá-la às mulheres.
É um daquels filmes...
made in eu
Uma lembrança de todos os "camaleões" que por aí andam.
Mais a confissão da personagem em ter trabalhado em Viena, com Freud, e com ele ter estudado a "inveja do pénis", e como Freud achou por bem limitá-la às mulheres.
É um daquels filmes...
made in eu
sábado, 7 de abril de 2007
the end
Apaguei todos os links para blogues. E com a minha memória... foi como atirar pedras para o fundo do mar.
Não comentarei mais o que quer que seja. Enough is enough.
Não me interessa o "mundo exterior". Tudo se converte numa medida temporal. Para quê perder tempo a ler o que de mais estúpido há, quando há tanto de importante, no mesmo espaço de tempo?
Cansado de ver gente vender-se por um pouco de atenção.
Sejam felizes, ou não...
made in eu
Não comentarei mais o que quer que seja. Enough is enough.
Não me interessa o "mundo exterior". Tudo se converte numa medida temporal. Para quê perder tempo a ler o que de mais estúpido há, quando há tanto de importante, no mesmo espaço de tempo?
Cansado de ver gente vender-se por um pouco de atenção.
Sejam felizes, ou não...
made in eu
e nós por cá
Quando cheguei a Estocolmo fiquei surpreendido com a beleza das suecas. As dinamarquesas, em Copenhaga, estão quase lá.
Na Alemanha, as alemãs pareceram-me, juntamente com a organização, o melhor daquela terra.
As parisienses são um sonho.
Amesterdão... Não, a atracção não é o Red Lights District mas as holandesas comuns que se vêem nas ruas, e nos canais.
Quanto às latinas mais puras; as italianas são obras de arte. As espanholas disfarçam-se muito bem com a maquilhagem.
Mas eu vivo em Portugal, e aqui, por mais que se queira, nenhuma beleza europeia se bate, de igual para igual, com o nosso pastel de bacalhau.
Na Europa, a vista é a primeira a comer. Aqui, a comida é a primeira a sê-lo. Nada mais há que valha a pena ver-se.
Triste sina a nossa.
made in eu
Na Alemanha, as alemãs pareceram-me, juntamente com a organização, o melhor daquela terra.
As parisienses são um sonho.
Amesterdão... Não, a atracção não é o Red Lights District mas as holandesas comuns que se vêem nas ruas, e nos canais.
Quanto às latinas mais puras; as italianas são obras de arte. As espanholas disfarçam-se muito bem com a maquilhagem.
Mas eu vivo em Portugal, e aqui, por mais que se queira, nenhuma beleza europeia se bate, de igual para igual, com o nosso pastel de bacalhau.
Na Europa, a vista é a primeira a comer. Aqui, a comida é a primeira a sê-lo. Nada mais há que valha a pena ver-se.
Triste sina a nossa.
made in eu
tubi órnote tubi
Sendo, ou não, engenheiro, não passa de um mentiroso. E isso é o que me interessa nada.
made in eu
made in eu
sexta-feira, 6 de abril de 2007
amar
Há cartas de amor musicais. Notas em vez de palavras. A suprema das artes.
Em vez de se escrever uma carta de amor à pessoa amada, pode-se oferecer-lhe uma música. Está lá tudo: toda a paixão, todo o carinho, toda a admiração, todo o sentimento.
Eu proponho o Adagietto da 5ª sinfonia de Mahler. Nunca nenhum poema de amor me "tocou" tanto.
made in eu
Em vez de se escrever uma carta de amor à pessoa amada, pode-se oferecer-lhe uma música. Está lá tudo: toda a paixão, todo o carinho, toda a admiração, todo o sentimento.
Eu proponho o Adagietto da 5ª sinfonia de Mahler. Nunca nenhum poema de amor me "tocou" tanto.
made in eu
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Mark Twain
Mais uma de um homem admirável:
É melhor manter a boca fechada, e deixar as pessoas pensarem que és um idiota, do que abri-la e lhes tirares todas as dúvidas.
Mark Twain
made in eu
É melhor manter a boca fechada, e deixar as pessoas pensarem que és um idiota, do que abri-la e lhes tirares todas as dúvidas.
Mark Twain
made in eu
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Nunca
Eu nunca esqueço um rosto, mas no seu caso terei todo o prazer em abrir uma excepção.
Groucho Marx
made in eu
Groucho Marx
made in eu
E se...
E se nada existe, e nós não formos mais que o sonho de alguém? Pior ainda; e se só existe aquele gordo na terceira fila?
Woody Allen
made in eu
Woody Allen
made in eu
estudos & estudos
Respirar o ar poluído de grandes cidades como São Paulo e Londres pode ser mais perigoso para a saúde do que ser exposto a altos níveis de radiação, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista científica BMC Public Health.
O estudo concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.
Afinal os americanos não foram assim tão mauzinhos para os japoneses. Se tivessem enchido de fumo de cigarros, Hiroshima e Nagasaki, e dado às suas populações hamburgers e batatas fritas, teriam sido muito mais devastadores ?!?!
Apetece-me dizer, à boa maneira portuga e educadamente: pénis ma fecundem !
made in eu
O estudo concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.
Afinal os americanos não foram assim tão mauzinhos para os japoneses. Se tivessem enchido de fumo de cigarros, Hiroshima e Nagasaki, e dado às suas populações hamburgers e batatas fritas, teriam sido muito mais devastadores ?!?!
Apetece-me dizer, à boa maneira portuga e educadamente: pénis ma fecundem !
made in eu
terça-feira, 3 de abril de 2007
...perfume sem rosa sem nada
"Rosa de Hiroxima"Pensem nas crianças mudas telepáticasPensem nas meninas cegas inexatas,Pensem nas mulheres rotas alteradas,Pensem nas feridas como rosas cálidas,Mas não se esqueçam da rosa da rosa,Da rosa de Hiroxima a rosa hereditária,A rosa radioativa estúpida e inválida,A rosa com cirrose a anti-rosa atômica,Sem cor nem perfume sem rosa sem nada.Vinícius de Morais(Ó, meu querido primo! Eu bem digo que gente estúpida não devia...cheirar(breed)!
S
São,
Volto a ti. Preciso de ti, lufada de ar puro.
Tenho "viajado" por blogues que vou achando com click aqui, click ali. É inacreditável a necessidade que se tem de um pouco de atenção. Intimidades, vidas e vias pessoais, tudo é contado para que todos leiam.
Num deles, achei um artigo sobre perfumes. 34 comentários já lá estão. 2 meus, confesso. Marcas que se usam, marcas que se dão ao parceiro(a), pescoços que se cheiram com este ou aquele aroma, que se usa de dia ou de noite, aos sábados ou às terças, inverno ou verão, de tudo um pouco. Eu ainda tentei animar a coisa com Seinfeld. Eis a minha "postagem"
Do livro "SeinLanguage"Qual a verdadeira ideia por trás de usar fragâncias?Será que acreditamos, "talvez as pessoas pensem que eu cheiro mesmo assim".Desodorizante com cheiro a colónia, nas axilas. Porque razão nos queremos perfumar ali? Acredito que uma vez que a mulher ponha o nariz na tua axila, a sedução está terminada; ela gosta mesmo de ti.Somos agora como os cães, que temos de cheirar todos os centímetros quadrados de uma pessoa antes de tomarmos uma decisão?Até mesmo os cães vão pela vista, de vez em quando.
Não resultou! O tema repetiu-se: O meu homem usa X, que eu lhe dei. Esse é dos meus preferidos. Bom gosto. Y dá para mim e para ela. Pa-ta-ti Pa-ta-ta.
Voltei à carga mais sério: Estou boquiaberto. Não. Não pode ser só o cheiro. Este marketing dos perfumes entra no reino do delírio, na pseudo-personalidade, é uma ideia eléctrica nos neurónios, às vezes de carga positiva, outras, negativa.É a ligação a um frasco, a um nome, a um texto de copy, que nos (vos) faz sentir socialmente no topo.Não basta cheirar bem. Há que dizer aos outros o que é, como se chama, quando se usa, se de manhã no Outono, se nas noites de Agosto, etc etc. Para o homem, ou a mulher moderna, anunciam. Ah! É pelo modernismo, não pelo aroma. Pena que os frascos não possam ser facilmente levados e mostrados a todos, por exemplo, à mesa, antes de um jantar.Coisas há que não entendo. nem quero.
made in eu
Esclareceram-me. Disseram-me (em discurso directo): Tem a ver com qualidade e requinte... Esqueçe.
E eu esqueÇi. Que mais podia fazer, adorada São?
Vem-me à memória uma frase que li algures: Meio mundo é dos artistas e outro meio é dos artolas.
Eu acho que os artolas estão a ganhar terreno. E tu?
Vou parar de cheirar o que não me diz respeito. Deixá-los-ei no seu mundo. Fiquemo-nos no nosso. Mais triste, menos aromático, menos vendido, menos requintado, com menos qualidade, mas muito mais nosso.
Um beijão a quem merece toda a admiração, e toda não é suficiente.
made in eu (só e só para made in tu)
Volto a ti. Preciso de ti, lufada de ar puro.
Tenho "viajado" por blogues que vou achando com click aqui, click ali. É inacreditável a necessidade que se tem de um pouco de atenção. Intimidades, vidas e vias pessoais, tudo é contado para que todos leiam.
Num deles, achei um artigo sobre perfumes. 34 comentários já lá estão. 2 meus, confesso. Marcas que se usam, marcas que se dão ao parceiro(a), pescoços que se cheiram com este ou aquele aroma, que se usa de dia ou de noite, aos sábados ou às terças, inverno ou verão, de tudo um pouco. Eu ainda tentei animar a coisa com Seinfeld. Eis a minha "postagem"
Do livro "SeinLanguage"Qual a verdadeira ideia por trás de usar fragâncias?Será que acreditamos, "talvez as pessoas pensem que eu cheiro mesmo assim".Desodorizante com cheiro a colónia, nas axilas. Porque razão nos queremos perfumar ali? Acredito que uma vez que a mulher ponha o nariz na tua axila, a sedução está terminada; ela gosta mesmo de ti.Somos agora como os cães, que temos de cheirar todos os centímetros quadrados de uma pessoa antes de tomarmos uma decisão?Até mesmo os cães vão pela vista, de vez em quando.
Não resultou! O tema repetiu-se: O meu homem usa X, que eu lhe dei. Esse é dos meus preferidos. Bom gosto. Y dá para mim e para ela. Pa-ta-ti Pa-ta-ta.
Voltei à carga mais sério: Estou boquiaberto. Não. Não pode ser só o cheiro. Este marketing dos perfumes entra no reino do delírio, na pseudo-personalidade, é uma ideia eléctrica nos neurónios, às vezes de carga positiva, outras, negativa.É a ligação a um frasco, a um nome, a um texto de copy, que nos (vos) faz sentir socialmente no topo.Não basta cheirar bem. Há que dizer aos outros o que é, como se chama, quando se usa, se de manhã no Outono, se nas noites de Agosto, etc etc. Para o homem, ou a mulher moderna, anunciam. Ah! É pelo modernismo, não pelo aroma. Pena que os frascos não possam ser facilmente levados e mostrados a todos, por exemplo, à mesa, antes de um jantar.Coisas há que não entendo. nem quero.
made in eu
Esclareceram-me. Disseram-me (em discurso directo): Tem a ver com qualidade e requinte... Esqueçe.
E eu esqueÇi. Que mais podia fazer, adorada São?
Vem-me à memória uma frase que li algures: Meio mundo é dos artistas e outro meio é dos artolas.
Eu acho que os artolas estão a ganhar terreno. E tu?
Vou parar de cheirar o que não me diz respeito. Deixá-los-ei no seu mundo. Fiquemo-nos no nosso. Mais triste, menos aromático, menos vendido, menos requintado, com menos qualidade, mas muito mais nosso.
Um beijão a quem merece toda a admiração, e toda não é suficiente.
made in eu (só e só para made in tu)
Apenas
Voltando a Jerry Seinfeld, diz ele:
Como é que as mulheres deitam cera quente sobre as pernas para arrancar os pelos pela raiz, e ainda assim têm medo de aranhas.
Evidentemente que isto dava pano para mangas. Podíamos falar de pelos, de raízes, de medo e de aranhas. Podíamos até falar de mulheres, mas como dizem os miudos de agora: "Temos pena".
A morte como liberdade até que nem é um mau tema. A morte como mundo já me parece mais ousado. O mundo como liberdade é uma mentira. Resta-nos o espírito, que nem precisa ser O Santo...
Às vezes dou por mim a querer crer no papa. Há alguma lógica - sim lógica - na igreja católica.
Sobre o sexo, o amor, a vida, o materialismo, o modernismo, a ganância. Eles estão certos. A morte para eles é mais que liberdade e mais que o mundo: é a própria vida, ou o melhor dela.
Nós vamo-nos apenas tentando afastar do fim. E quanto mais tentamos mais ele se aproxima de nós.
made in eu
Como é que as mulheres deitam cera quente sobre as pernas para arrancar os pelos pela raiz, e ainda assim têm medo de aranhas.
Evidentemente que isto dava pano para mangas. Podíamos falar de pelos, de raízes, de medo e de aranhas. Podíamos até falar de mulheres, mas como dizem os miudos de agora: "Temos pena".
A morte como liberdade até que nem é um mau tema. A morte como mundo já me parece mais ousado. O mundo como liberdade é uma mentira. Resta-nos o espírito, que nem precisa ser O Santo...
Às vezes dou por mim a querer crer no papa. Há alguma lógica - sim lógica - na igreja católica.
Sobre o sexo, o amor, a vida, o materialismo, o modernismo, a ganância. Eles estão certos. A morte para eles é mais que liberdade e mais que o mundo: é a própria vida, ou o melhor dela.
Nós vamo-nos apenas tentando afastar do fim. E quanto mais tentamos mais ele se aproxima de nós.
made in eu
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Estado
O Estado português mete mais nojo que todos os ladrões do mundo.
Agora é penhoras. Só não tem campos de concentração e câmaras de gás porque não seria possível escondê-los. Na ética, nada devem aos doentes mentais dos nazis.
O governo, que é estado, julga que manda nas pessoas. Julga que é o dono de tudo. É mais controlador do que era o governo da ditadura. Porque rouba infinitamente mais. Gasta infinitamente mais e para isso precisa do seu poço de petróleo que somos nós todos.
Esperam que morram depressa.
Afinal o primeiro-ministro é ou não engenheiro?
Claro que importa. Todos estes anos a chamar-se-lhe "senhor engenheiro", e ele aceitando-o, sem dizer coisa alguma?
Mentiroso eu sei que ele é, agora permitir uma coisa dessas? Que mais aceitará que lhe chamem sem se sentir incomodado?
Eu espero que ele desapareça antes de terminar o mandato. Nada se perderia. Afinal, dizem, parece que ele nem engenheiro é. Ou é? Já lhe chamaram tanta coisa que eu fico na dúvida se será, ou não, tudo aquilo.
estadódio
Agora é penhoras. Só não tem campos de concentração e câmaras de gás porque não seria possível escondê-los. Na ética, nada devem aos doentes mentais dos nazis.
O governo, que é estado, julga que manda nas pessoas. Julga que é o dono de tudo. É mais controlador do que era o governo da ditadura. Porque rouba infinitamente mais. Gasta infinitamente mais e para isso precisa do seu poço de petróleo que somos nós todos.
Esperam que morram depressa.
Afinal o primeiro-ministro é ou não engenheiro?
Claro que importa. Todos estes anos a chamar-se-lhe "senhor engenheiro", e ele aceitando-o, sem dizer coisa alguma?
Mentiroso eu sei que ele é, agora permitir uma coisa dessas? Que mais aceitará que lhe chamem sem se sentir incomodado?
Eu espero que ele desapareça antes de terminar o mandato. Nada se perderia. Afinal, dizem, parece que ele nem engenheiro é. Ou é? Já lhe chamaram tanta coisa que eu fico na dúvida se será, ou não, tudo aquilo.
estadódio
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