Cheguei da fnac. Corram à mais próxima e vão buscar a vossa cópia de Discoteca Ideal Música Clássica. Um livrinho muito bem feito e tentador, com uma selecção de discos escolhidos pelo pessoal da fnac.
Antes de entrarmos nos discos individuais (com códigos de barra para que cada um possa ser ouvido na fnac - incrível esta tecnologia -) uma frase de Aldous Huxley:
Depois do silêncio, a música é o que melhor exprime o inexprimível.
made in eu
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Tudo abaixo
Gostava de ver a Estação do Jardim Zoológico transformada numa pequena Bagdade: tudo partido; se não à bomba, à patada.
Há anos que estão para reparar o túnel do Rossio. Estão-se "CAGANDO" para as milhares de pessoas que penam todos os dias com os atrasos. Podiam ser mais 10 anos, ou 20...
Infelizmente, nunca se entrará no campo da violência para um protesto justo. Por cada homem na estação, vêem-se 4 ou 5 mulheres. E elas não alinham em actos de vandalismo. Têm mais juízo, as mulheres...
Estou cansado das decisões dos homens. Começo, realmente, a pensar que o poder no mundo devia ser dado a elas. Pior não ficaríamos, com certeza.
Nota: Eu numa tomada de posição destas? Quem diria, hem? Vou tomar um cafézinho, para ver se, com cafeína na corrente sanguínea, isto me passa.
made in eu
Há anos que estão para reparar o túnel do Rossio. Estão-se "CAGANDO" para as milhares de pessoas que penam todos os dias com os atrasos. Podiam ser mais 10 anos, ou 20...
Infelizmente, nunca se entrará no campo da violência para um protesto justo. Por cada homem na estação, vêem-se 4 ou 5 mulheres. E elas não alinham em actos de vandalismo. Têm mais juízo, as mulheres...
Estou cansado das decisões dos homens. Começo, realmente, a pensar que o poder no mundo devia ser dado a elas. Pior não ficaríamos, com certeza.
Nota: Eu numa tomada de posição destas? Quem diria, hem? Vou tomar um cafézinho, para ver se, com cafeína na corrente sanguínea, isto me passa.
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terça-feira, 10 de abril de 2007
É verdade, verdadinha!

A receita já é antiga e veio do Oriente! O importante é a precisão do corte e a utilização de bons sabres (vd. Killing Bill)... Temos notícias de que os Escoceses e os Judeus conseguem atingir até a dúzia e meia de melancias. (ingl.-watermelon)
Em Portugal, dá-se o nome de melância a este fruto, mas a origem deste singular nome português permanece um mistério.
Quanto aos cacoalenses, o problema deles parece ser outro:
"Rondônia é actualmente o segundo produtor nacional de Coffea canephora (café robusta), e o município de Cacoal é o principal produtor dessa rubiácea, porém a liderança do município está ameaçada por problemas fitossanitários. A praga principal é a lagarta-dos-cafezais Eacles imperialis, que vem atacando essa cultura desde 1997."
S
é mesmo?
Pergunta à São, que acompanhou o movimento dos Sem-Terra, lá nas (cem) terras de Vera Cruz:
É verdade que há uma cidade chamada Cacoal, no estado de Rondônia, que produz umas melancias tão grandes, que bastam oito para fazer uma dúzia?
made in eu
É verdade que há uma cidade chamada Cacoal, no estado de Rondônia, que produz umas melancias tão grandes, que bastam oito para fazer uma dúzia?
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segunda-feira, 9 de abril de 2007
Dilema de velhos e de quase velhos
Arnaldo Jabor contou que um dia estava numa esplanada em Ipanema, sentado com o avô.
Passavam as cariocas (sempre deslumbrantes) e Jabor, virando-se para o avô, pergunta-lhe:
- Triste, vovô, de já não as comer?
- Não tou triste de não as comer, não. Tou triste de sabê-las mal comidas.
Contei este mesmo diálogo a um amigo de longa data, que logo declarou:
- Pois eu sinto exactamente ao contrário.
Fica aqui o dilema entre o que sentimos e o que esperamos poder vir a sentir.
Nota: Claro que as cariocas (e outras afins) não podem opinar, por não saberem do que se está, sequer, a falar.
made in eu
Passavam as cariocas (sempre deslumbrantes) e Jabor, virando-se para o avô, pergunta-lhe:
- Triste, vovô, de já não as comer?
- Não tou triste de não as comer, não. Tou triste de sabê-las mal comidas.
Contei este mesmo diálogo a um amigo de longa data, que logo declarou:
- Pois eu sinto exactamente ao contrário.
Fica aqui o dilema entre o que sentimos e o que esperamos poder vir a sentir.
Nota: Claro que as cariocas (e outras afins) não podem opinar, por não saberem do que se está, sequer, a falar.
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A Páscoa de Ivan Lessa
Este Ivan Lessa...
Antes da Páscoa
Os dias que antecederam a Páscoa, aqui no Reino Unido, foram pródigos em eventos ardilosos.
Foi como se o coelhinho da Páscoa tivesse tido um troço e saído por aí distribuindo manhosos acontecimentos.
Sucede que o espírito pascal, ou leporídeo, se preferirem, também se apossou de mim e, em minha mente já conturbada e ao longo de meu corpo combalido, deixou seus ovinhos, não de chocolate, conforme o velho protocolo e configuração, mas sim de loucura, de mal entender, de besteirol, para trocarmos em miúdos dois eventos que ainda não consegui decifrar direito.
Ou mesmo esquerdo, central e líbero.
...
A voz do violão
A segunda notícia a captar minha atenção e dos jornais, vocês manjam. O indivíduo Keith Richards, de 63 anos, que se diz músico por profissão (diz que “toca guitarra”), praticando-a em companhia de uma suposta banda intitulada "Rolling Stones", deu uma entrevista a determinada publicação especializada em restos mortais e cinzas (Ashes to Ashes, ou “Do Pó ao Pó”, em tradução semi-literal), afirmando que, em determinada ocasião, sob os efeitos de algo que ele só sabia explicar como “realidade”, injetara os restos mortais de seu pai, Bert, morto em 2002, aos 84 anos, na veia.
Para facilitar sua singela e bizarra homenagem, Keith explicou que, as cinzas do pai, misturadas à água distilada, numa proporção de 7 por cento, dissolviam melhor e “subiam” (assim se expressou, segundo consta) melhor. Com um sorriso roqueiro no rosto mapeado por rugas, Keith comentou para a reportagem: “Foi um tremendo barato, num tá sabendo? Onda maior só mesmo em forma de supositório.”
No que desisti da Páscoa e me armei para receber à bala o primeiro coelhinho que ameaçar romper com a paz de minha casa.
Ivan Lessa
made in eu
Antes da Páscoa
Os dias que antecederam a Páscoa, aqui no Reino Unido, foram pródigos em eventos ardilosos.
Foi como se o coelhinho da Páscoa tivesse tido um troço e saído por aí distribuindo manhosos acontecimentos.
Sucede que o espírito pascal, ou leporídeo, se preferirem, também se apossou de mim e, em minha mente já conturbada e ao longo de meu corpo combalido, deixou seus ovinhos, não de chocolate, conforme o velho protocolo e configuração, mas sim de loucura, de mal entender, de besteirol, para trocarmos em miúdos dois eventos que ainda não consegui decifrar direito.
Ou mesmo esquerdo, central e líbero.
...
A voz do violão
A segunda notícia a captar minha atenção e dos jornais, vocês manjam. O indivíduo Keith Richards, de 63 anos, que se diz músico por profissão (diz que “toca guitarra”), praticando-a em companhia de uma suposta banda intitulada "Rolling Stones", deu uma entrevista a determinada publicação especializada em restos mortais e cinzas (Ashes to Ashes, ou “Do Pó ao Pó”, em tradução semi-literal), afirmando que, em determinada ocasião, sob os efeitos de algo que ele só sabia explicar como “realidade”, injetara os restos mortais de seu pai, Bert, morto em 2002, aos 84 anos, na veia.
Para facilitar sua singela e bizarra homenagem, Keith explicou que, as cinzas do pai, misturadas à água distilada, numa proporção de 7 por cento, dissolviam melhor e “subiam” (assim se expressou, segundo consta) melhor. Com um sorriso roqueiro no rosto mapeado por rugas, Keith comentou para a reportagem: “Foi um tremendo barato, num tá sabendo? Onda maior só mesmo em forma de supositório.”
No que desisti da Páscoa e me armei para receber à bala o primeiro coelhinho que ameaçar romper com a paz de minha casa.
Ivan Lessa
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domingo, 8 de abril de 2007
Fora de questão
Cristianismo e outras religiões. Moral e sociedade. Feminismo e profissões. Ética e fingimento. Machismo e automóveis. Vaidade...
Quando - se alguma vez - pensaremos verdadeiramente nos seres biológicos que somos?
Ultrapassar a biologia com códigos morais e padrões de comportamento socialmente aceites leva à vida que temos mas não queremos reconhecer, ou disso não temos capacidade.
Alberto Moravia, com oitenta anos, dizia que, apesar do seu sucesso com as mulheres, e não só, a sua vida era caótica e que acreditava que a vida de todos era igualmente caótica.
E não é?
Não, dirão alguns, que da sua vida sabem eles. Deixem germinar neles a podridão mas não lhes risquem as jantes dos carros.
Uma paragem respiratória fará - sobre as coisas morais, de amor, de ódio, e outras - o que é socialmente correcto a todos nós. Mas até acreditar nisso parece fora de questão.
made in eu
Quando - se alguma vez - pensaremos verdadeiramente nos seres biológicos que somos?
Ultrapassar a biologia com códigos morais e padrões de comportamento socialmente aceites leva à vida que temos mas não queremos reconhecer, ou disso não temos capacidade.
Alberto Moravia, com oitenta anos, dizia que, apesar do seu sucesso com as mulheres, e não só, a sua vida era caótica e que acreditava que a vida de todos era igualmente caótica.
E não é?
Não, dirão alguns, que da sua vida sabem eles. Deixem germinar neles a podridão mas não lhes risquem as jantes dos carros.
Uma paragem respiratória fará - sobre as coisas morais, de amor, de ódio, e outras - o que é socialmente correcto a todos nós. Mas até acreditar nisso parece fora de questão.
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ZELIG
Acabei de rever "Zelig".
Uma lembrança de todos os "camaleões" que por aí andam.
Mais a confissão da personagem em ter trabalhado em Viena, com Freud, e com ele ter estudado a "inveja do pénis", e como Freud achou por bem limitá-la às mulheres.
É um daquels filmes...
made in eu
Uma lembrança de todos os "camaleões" que por aí andam.
Mais a confissão da personagem em ter trabalhado em Viena, com Freud, e com ele ter estudado a "inveja do pénis", e como Freud achou por bem limitá-la às mulheres.
É um daquels filmes...
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sábado, 7 de abril de 2007
the end
Apaguei todos os links para blogues. E com a minha memória... foi como atirar pedras para o fundo do mar.
Não comentarei mais o que quer que seja. Enough is enough.
Não me interessa o "mundo exterior". Tudo se converte numa medida temporal. Para quê perder tempo a ler o que de mais estúpido há, quando há tanto de importante, no mesmo espaço de tempo?
Cansado de ver gente vender-se por um pouco de atenção.
Sejam felizes, ou não...
made in eu
Não comentarei mais o que quer que seja. Enough is enough.
Não me interessa o "mundo exterior". Tudo se converte numa medida temporal. Para quê perder tempo a ler o que de mais estúpido há, quando há tanto de importante, no mesmo espaço de tempo?
Cansado de ver gente vender-se por um pouco de atenção.
Sejam felizes, ou não...
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e nós por cá
Quando cheguei a Estocolmo fiquei surpreendido com a beleza das suecas. As dinamarquesas, em Copenhaga, estão quase lá.
Na Alemanha, as alemãs pareceram-me, juntamente com a organização, o melhor daquela terra.
As parisienses são um sonho.
Amesterdão... Não, a atracção não é o Red Lights District mas as holandesas comuns que se vêem nas ruas, e nos canais.
Quanto às latinas mais puras; as italianas são obras de arte. As espanholas disfarçam-se muito bem com a maquilhagem.
Mas eu vivo em Portugal, e aqui, por mais que se queira, nenhuma beleza europeia se bate, de igual para igual, com o nosso pastel de bacalhau.
Na Europa, a vista é a primeira a comer. Aqui, a comida é a primeira a sê-lo. Nada mais há que valha a pena ver-se.
Triste sina a nossa.
made in eu
Na Alemanha, as alemãs pareceram-me, juntamente com a organização, o melhor daquela terra.
As parisienses são um sonho.
Amesterdão... Não, a atracção não é o Red Lights District mas as holandesas comuns que se vêem nas ruas, e nos canais.
Quanto às latinas mais puras; as italianas são obras de arte. As espanholas disfarçam-se muito bem com a maquilhagem.
Mas eu vivo em Portugal, e aqui, por mais que se queira, nenhuma beleza europeia se bate, de igual para igual, com o nosso pastel de bacalhau.
Na Europa, a vista é a primeira a comer. Aqui, a comida é a primeira a sê-lo. Nada mais há que valha a pena ver-se.
Triste sina a nossa.
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tubi órnote tubi
Sendo, ou não, engenheiro, não passa de um mentiroso. E isso é o que me interessa nada.
made in eu
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sexta-feira, 6 de abril de 2007
amar
Há cartas de amor musicais. Notas em vez de palavras. A suprema das artes.
Em vez de se escrever uma carta de amor à pessoa amada, pode-se oferecer-lhe uma música. Está lá tudo: toda a paixão, todo o carinho, toda a admiração, todo o sentimento.
Eu proponho o Adagietto da 5ª sinfonia de Mahler. Nunca nenhum poema de amor me "tocou" tanto.
made in eu
Em vez de se escrever uma carta de amor à pessoa amada, pode-se oferecer-lhe uma música. Está lá tudo: toda a paixão, todo o carinho, toda a admiração, todo o sentimento.
Eu proponho o Adagietto da 5ª sinfonia de Mahler. Nunca nenhum poema de amor me "tocou" tanto.
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quinta-feira, 5 de abril de 2007
Mark Twain
Mais uma de um homem admirável:
É melhor manter a boca fechada, e deixar as pessoas pensarem que és um idiota, do que abri-la e lhes tirares todas as dúvidas.
Mark Twain
made in eu
É melhor manter a boca fechada, e deixar as pessoas pensarem que és um idiota, do que abri-la e lhes tirares todas as dúvidas.
Mark Twain
made in eu
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Nunca
Eu nunca esqueço um rosto, mas no seu caso terei todo o prazer em abrir uma excepção.
Groucho Marx
made in eu
Groucho Marx
made in eu
E se...
E se nada existe, e nós não formos mais que o sonho de alguém? Pior ainda; e se só existe aquele gordo na terceira fila?
Woody Allen
made in eu
Woody Allen
made in eu
estudos & estudos
Respirar o ar poluído de grandes cidades como São Paulo e Londres pode ser mais perigoso para a saúde do que ser exposto a altos níveis de radiação, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista científica BMC Public Health.
O estudo concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.
Afinal os americanos não foram assim tão mauzinhos para os japoneses. Se tivessem enchido de fumo de cigarros, Hiroshima e Nagasaki, e dado às suas populações hamburgers e batatas fritas, teriam sido muito mais devastadores ?!?!
Apetece-me dizer, à boa maneira portuga e educadamente: pénis ma fecundem !
made in eu
O estudo concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.
Afinal os americanos não foram assim tão mauzinhos para os japoneses. Se tivessem enchido de fumo de cigarros, Hiroshima e Nagasaki, e dado às suas populações hamburgers e batatas fritas, teriam sido muito mais devastadores ?!?!
Apetece-me dizer, à boa maneira portuga e educadamente: pénis ma fecundem !
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terça-feira, 3 de abril de 2007
...perfume sem rosa sem nada
"Rosa de Hiroxima"Pensem nas crianças mudas telepáticasPensem nas meninas cegas inexatas,Pensem nas mulheres rotas alteradas,Pensem nas feridas como rosas cálidas,Mas não se esqueçam da rosa da rosa,Da rosa de Hiroxima a rosa hereditária,A rosa radioativa estúpida e inválida,A rosa com cirrose a anti-rosa atômica,Sem cor nem perfume sem rosa sem nada.Vinícius de Morais(Ó, meu querido primo! Eu bem digo que gente estúpida não devia...cheirar(breed)!
S
São,
Volto a ti. Preciso de ti, lufada de ar puro.
Tenho "viajado" por blogues que vou achando com click aqui, click ali. É inacreditável a necessidade que se tem de um pouco de atenção. Intimidades, vidas e vias pessoais, tudo é contado para que todos leiam.
Num deles, achei um artigo sobre perfumes. 34 comentários já lá estão. 2 meus, confesso. Marcas que se usam, marcas que se dão ao parceiro(a), pescoços que se cheiram com este ou aquele aroma, que se usa de dia ou de noite, aos sábados ou às terças, inverno ou verão, de tudo um pouco. Eu ainda tentei animar a coisa com Seinfeld. Eis a minha "postagem"
Do livro "SeinLanguage"Qual a verdadeira ideia por trás de usar fragâncias?Será que acreditamos, "talvez as pessoas pensem que eu cheiro mesmo assim".Desodorizante com cheiro a colónia, nas axilas. Porque razão nos queremos perfumar ali? Acredito que uma vez que a mulher ponha o nariz na tua axila, a sedução está terminada; ela gosta mesmo de ti.Somos agora como os cães, que temos de cheirar todos os centímetros quadrados de uma pessoa antes de tomarmos uma decisão?Até mesmo os cães vão pela vista, de vez em quando.
Não resultou! O tema repetiu-se: O meu homem usa X, que eu lhe dei. Esse é dos meus preferidos. Bom gosto. Y dá para mim e para ela. Pa-ta-ti Pa-ta-ta.
Voltei à carga mais sério: Estou boquiaberto. Não. Não pode ser só o cheiro. Este marketing dos perfumes entra no reino do delírio, na pseudo-personalidade, é uma ideia eléctrica nos neurónios, às vezes de carga positiva, outras, negativa.É a ligação a um frasco, a um nome, a um texto de copy, que nos (vos) faz sentir socialmente no topo.Não basta cheirar bem. Há que dizer aos outros o que é, como se chama, quando se usa, se de manhã no Outono, se nas noites de Agosto, etc etc. Para o homem, ou a mulher moderna, anunciam. Ah! É pelo modernismo, não pelo aroma. Pena que os frascos não possam ser facilmente levados e mostrados a todos, por exemplo, à mesa, antes de um jantar.Coisas há que não entendo. nem quero.
made in eu
Esclareceram-me. Disseram-me (em discurso directo): Tem a ver com qualidade e requinte... Esqueçe.
E eu esqueÇi. Que mais podia fazer, adorada São?
Vem-me à memória uma frase que li algures: Meio mundo é dos artistas e outro meio é dos artolas.
Eu acho que os artolas estão a ganhar terreno. E tu?
Vou parar de cheirar o que não me diz respeito. Deixá-los-ei no seu mundo. Fiquemo-nos no nosso. Mais triste, menos aromático, menos vendido, menos requintado, com menos qualidade, mas muito mais nosso.
Um beijão a quem merece toda a admiração, e toda não é suficiente.
made in eu (só e só para made in tu)
Volto a ti. Preciso de ti, lufada de ar puro.
Tenho "viajado" por blogues que vou achando com click aqui, click ali. É inacreditável a necessidade que se tem de um pouco de atenção. Intimidades, vidas e vias pessoais, tudo é contado para que todos leiam.
Num deles, achei um artigo sobre perfumes. 34 comentários já lá estão. 2 meus, confesso. Marcas que se usam, marcas que se dão ao parceiro(a), pescoços que se cheiram com este ou aquele aroma, que se usa de dia ou de noite, aos sábados ou às terças, inverno ou verão, de tudo um pouco. Eu ainda tentei animar a coisa com Seinfeld. Eis a minha "postagem"
Do livro "SeinLanguage"Qual a verdadeira ideia por trás de usar fragâncias?Será que acreditamos, "talvez as pessoas pensem que eu cheiro mesmo assim".Desodorizante com cheiro a colónia, nas axilas. Porque razão nos queremos perfumar ali? Acredito que uma vez que a mulher ponha o nariz na tua axila, a sedução está terminada; ela gosta mesmo de ti.Somos agora como os cães, que temos de cheirar todos os centímetros quadrados de uma pessoa antes de tomarmos uma decisão?Até mesmo os cães vão pela vista, de vez em quando.
Não resultou! O tema repetiu-se: O meu homem usa X, que eu lhe dei. Esse é dos meus preferidos. Bom gosto. Y dá para mim e para ela. Pa-ta-ti Pa-ta-ta.
Voltei à carga mais sério: Estou boquiaberto. Não. Não pode ser só o cheiro. Este marketing dos perfumes entra no reino do delírio, na pseudo-personalidade, é uma ideia eléctrica nos neurónios, às vezes de carga positiva, outras, negativa.É a ligação a um frasco, a um nome, a um texto de copy, que nos (vos) faz sentir socialmente no topo.Não basta cheirar bem. Há que dizer aos outros o que é, como se chama, quando se usa, se de manhã no Outono, se nas noites de Agosto, etc etc. Para o homem, ou a mulher moderna, anunciam. Ah! É pelo modernismo, não pelo aroma. Pena que os frascos não possam ser facilmente levados e mostrados a todos, por exemplo, à mesa, antes de um jantar.Coisas há que não entendo. nem quero.
made in eu
Esclareceram-me. Disseram-me (em discurso directo): Tem a ver com qualidade e requinte... Esqueçe.
E eu esqueÇi. Que mais podia fazer, adorada São?
Vem-me à memória uma frase que li algures: Meio mundo é dos artistas e outro meio é dos artolas.
Eu acho que os artolas estão a ganhar terreno. E tu?
Vou parar de cheirar o que não me diz respeito. Deixá-los-ei no seu mundo. Fiquemo-nos no nosso. Mais triste, menos aromático, menos vendido, menos requintado, com menos qualidade, mas muito mais nosso.
Um beijão a quem merece toda a admiração, e toda não é suficiente.
made in eu (só e só para made in tu)
Apenas
Voltando a Jerry Seinfeld, diz ele:
Como é que as mulheres deitam cera quente sobre as pernas para arrancar os pelos pela raiz, e ainda assim têm medo de aranhas.
Evidentemente que isto dava pano para mangas. Podíamos falar de pelos, de raízes, de medo e de aranhas. Podíamos até falar de mulheres, mas como dizem os miudos de agora: "Temos pena".
A morte como liberdade até que nem é um mau tema. A morte como mundo já me parece mais ousado. O mundo como liberdade é uma mentira. Resta-nos o espírito, que nem precisa ser O Santo...
Às vezes dou por mim a querer crer no papa. Há alguma lógica - sim lógica - na igreja católica.
Sobre o sexo, o amor, a vida, o materialismo, o modernismo, a ganância. Eles estão certos. A morte para eles é mais que liberdade e mais que o mundo: é a própria vida, ou o melhor dela.
Nós vamo-nos apenas tentando afastar do fim. E quanto mais tentamos mais ele se aproxima de nós.
made in eu
Como é que as mulheres deitam cera quente sobre as pernas para arrancar os pelos pela raiz, e ainda assim têm medo de aranhas.
Evidentemente que isto dava pano para mangas. Podíamos falar de pelos, de raízes, de medo e de aranhas. Podíamos até falar de mulheres, mas como dizem os miudos de agora: "Temos pena".
A morte como liberdade até que nem é um mau tema. A morte como mundo já me parece mais ousado. O mundo como liberdade é uma mentira. Resta-nos o espírito, que nem precisa ser O Santo...
Às vezes dou por mim a querer crer no papa. Há alguma lógica - sim lógica - na igreja católica.
Sobre o sexo, o amor, a vida, o materialismo, o modernismo, a ganância. Eles estão certos. A morte para eles é mais que liberdade e mais que o mundo: é a própria vida, ou o melhor dela.
Nós vamo-nos apenas tentando afastar do fim. E quanto mais tentamos mais ele se aproxima de nós.
made in eu
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Estado
O Estado português mete mais nojo que todos os ladrões do mundo.
Agora é penhoras. Só não tem campos de concentração e câmaras de gás porque não seria possível escondê-los. Na ética, nada devem aos doentes mentais dos nazis.
O governo, que é estado, julga que manda nas pessoas. Julga que é o dono de tudo. É mais controlador do que era o governo da ditadura. Porque rouba infinitamente mais. Gasta infinitamente mais e para isso precisa do seu poço de petróleo que somos nós todos.
Esperam que morram depressa.
Afinal o primeiro-ministro é ou não engenheiro?
Claro que importa. Todos estes anos a chamar-se-lhe "senhor engenheiro", e ele aceitando-o, sem dizer coisa alguma?
Mentiroso eu sei que ele é, agora permitir uma coisa dessas? Que mais aceitará que lhe chamem sem se sentir incomodado?
Eu espero que ele desapareça antes de terminar o mandato. Nada se perderia. Afinal, dizem, parece que ele nem engenheiro é. Ou é? Já lhe chamaram tanta coisa que eu fico na dúvida se será, ou não, tudo aquilo.
estadódio
Agora é penhoras. Só não tem campos de concentração e câmaras de gás porque não seria possível escondê-los. Na ética, nada devem aos doentes mentais dos nazis.
O governo, que é estado, julga que manda nas pessoas. Julga que é o dono de tudo. É mais controlador do que era o governo da ditadura. Porque rouba infinitamente mais. Gasta infinitamente mais e para isso precisa do seu poço de petróleo que somos nós todos.
Esperam que morram depressa.
Afinal o primeiro-ministro é ou não engenheiro?
Claro que importa. Todos estes anos a chamar-se-lhe "senhor engenheiro", e ele aceitando-o, sem dizer coisa alguma?
Mentiroso eu sei que ele é, agora permitir uma coisa dessas? Que mais aceitará que lhe chamem sem se sentir incomodado?
Eu espero que ele desapareça antes de terminar o mandato. Nada se perderia. Afinal, dizem, parece que ele nem engenheiro é. Ou é? Já lhe chamaram tanta coisa que eu fico na dúvida se será, ou não, tudo aquilo.
estadódio
domingo, 1 de abril de 2007
sábado, 31 de março de 2007
Dias mundiais
Escrevi aqui que me parecia indigno que a Mulher tivesse um dia mundial. A importância da Mulher não merecia um dia, como se de qualquer coisa vulgar se tratasse.
Nem a propósito. Sobre dias mundiais, vejamos o que escreveu Ivan Lessa.
Não se pode dizer que o meu texto esteja mais mal escrito que o de Lessa. Isso seria compará-los, o que é impossível. Há coisas que não podem ser comparadas...
made in eu
Dia a dia
Sábado, depois de meus exercícios de fisioterapia, eu fiquei na janela olhando o jardim e dedicando bons pensamentos a todos os tuberculosos deste mundo.
No dia anterior, sexta-feira, 23 de março, eu li com a maior atenção todas as previsões de tempo em todos os jornais existentes aqui da BBC Brasil.
Desnecessário dizer, para os entendidos, que, na quinta-feira, 22, eu tomei o máximo que pude de água (4 garrafas de 1 litro, sem gás) e, em casa, cuidei de não deixar torneira alguma aberta por muito tempo.
Terça-feira, 27 de março, irei ao teatro ver “The lady from Dubuque”, do Edward Albee, com a Maggie Smith. Quinta, 29 de março, abrirei o álbum de fotografias e observarei com a devida atenção e respeito velhos instantâneos que me captaram moço e despreocupado com a passagem dos dias, e quando for à rua, tirarei um chapéu figurado da cabeça em sinal de respeito a todo jovem que passar por mim.
Sim, eu danço a dança não das horas, de Ponchielli, mas do calendário. Eu observo não o horóscopo mas o passar de dias mundiais especiais. E a coisa é para praticamente todos os dias do ano.
Difícil dar um passo, ir à rua ou mesmo ficar em casa e não ser Dia Mundial de alguma coisa. Um calendário complexo que me deixa sem saber direito o que fazer, como respeitar a nobre passagem das 24 horas em questão, decididas ou não pelas Nações Unidas.
Quando eu era garoto, todos os dias eram mais fáceis. De letras maiúsculas mesmo, tinha: o Carnaval, o Sete de Setembro, o Quinze de Novembro e o Natal. Que eu me lembre, só este último não tinha parada com soldado desfilando.
O dia no mundo
Agora a vida é mais difícil. Complicaram-se os dias. Ou Dias. Desde o primeiro dia do ano, 1 de janeiro, claro, que é o Dia Mundial da Paz (nunca esquecer que esses dias especiais são todos escritos e vividos em maiúsculas).
Não sei o que fazer pela paz, não sei o que meio mundo de ressaca possa fazer.Talvez já estejam fazendo algo pela paz no simples ato, com a “alcacelça”, de tentar fazer passar a dor de cabeça e o enjoo da ressaca provocada pela carraspana do “réveillon”.
Depois temos quase 28 dias para nos prepararmos para um dia terrível: o 29 de janeiro, que é o Dia Mundial dos Leprosos, ou Sofredores do Mal de Hansen, conforme querem os politicamente corretos (qual será o dia deles?).
Março é esse desfile que eu já cobri em parte. Ficaram faltando os seguintes dias: Internacional da Mulher, dos Direitos do Consumidor, da Floresta e da Árvore (21 de março, começo da primavera no hemisfério norte, né?) que entra em choque direto com o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.
Quer dizer: a gente deve sair pela rua distribuindo flores para aqueles que pertencem às minorias raciais e sopapo naqueles que contra eles discriminam.
Nesse passo, passamos por um abril com seu Dia Internacional do Livro Infantil, da Saúde, da Juventude (uai, de novo? Ser jovem é bom, hem?), da Doença de Parkinson, do Hemofílico, dos Sítios e Monumentos, da Sensibilização para o Ruído, da Terra, do Livro e dos Direitos do Autor, do Escutismo (Escutismo? Por que não do Escoteiro?), da Liberdade, da Prevenção e Segurança no Trabalho e, finalmente, a 29 de abril, o Dia Mundial da Dança.
Não vou enumerar os Dias Especiais dos meses de maio a dezembro, mas posso garantir que, além do Dia do Cigano e do Dia do Relógio do Sol, quase nada mais escapa. Só não se sabe duas coisas: quem decide essas coisas e o que exatamente querem que a gente faça nos Dias com D maiúsculo?
Sugiro criarem logo o Dia Mundial dos Dias Mundiais para esclarecer essas coisas.
Ivan Lessa
Nem a propósito. Sobre dias mundiais, vejamos o que escreveu Ivan Lessa.
Não se pode dizer que o meu texto esteja mais mal escrito que o de Lessa. Isso seria compará-los, o que é impossível. Há coisas que não podem ser comparadas...
made in eu
Dia a dia
Sábado, depois de meus exercícios de fisioterapia, eu fiquei na janela olhando o jardim e dedicando bons pensamentos a todos os tuberculosos deste mundo.
No dia anterior, sexta-feira, 23 de março, eu li com a maior atenção todas as previsões de tempo em todos os jornais existentes aqui da BBC Brasil.
Desnecessário dizer, para os entendidos, que, na quinta-feira, 22, eu tomei o máximo que pude de água (4 garrafas de 1 litro, sem gás) e, em casa, cuidei de não deixar torneira alguma aberta por muito tempo.
Terça-feira, 27 de março, irei ao teatro ver “The lady from Dubuque”, do Edward Albee, com a Maggie Smith. Quinta, 29 de março, abrirei o álbum de fotografias e observarei com a devida atenção e respeito velhos instantâneos que me captaram moço e despreocupado com a passagem dos dias, e quando for à rua, tirarei um chapéu figurado da cabeça em sinal de respeito a todo jovem que passar por mim.
Sim, eu danço a dança não das horas, de Ponchielli, mas do calendário. Eu observo não o horóscopo mas o passar de dias mundiais especiais. E a coisa é para praticamente todos os dias do ano.
Difícil dar um passo, ir à rua ou mesmo ficar em casa e não ser Dia Mundial de alguma coisa. Um calendário complexo que me deixa sem saber direito o que fazer, como respeitar a nobre passagem das 24 horas em questão, decididas ou não pelas Nações Unidas.
Quando eu era garoto, todos os dias eram mais fáceis. De letras maiúsculas mesmo, tinha: o Carnaval, o Sete de Setembro, o Quinze de Novembro e o Natal. Que eu me lembre, só este último não tinha parada com soldado desfilando.
O dia no mundo
Agora a vida é mais difícil. Complicaram-se os dias. Ou Dias. Desde o primeiro dia do ano, 1 de janeiro, claro, que é o Dia Mundial da Paz (nunca esquecer que esses dias especiais são todos escritos e vividos em maiúsculas).
Não sei o que fazer pela paz, não sei o que meio mundo de ressaca possa fazer.Talvez já estejam fazendo algo pela paz no simples ato, com a “alcacelça”, de tentar fazer passar a dor de cabeça e o enjoo da ressaca provocada pela carraspana do “réveillon”.
Depois temos quase 28 dias para nos prepararmos para um dia terrível: o 29 de janeiro, que é o Dia Mundial dos Leprosos, ou Sofredores do Mal de Hansen, conforme querem os politicamente corretos (qual será o dia deles?).
Março é esse desfile que eu já cobri em parte. Ficaram faltando os seguintes dias: Internacional da Mulher, dos Direitos do Consumidor, da Floresta e da Árvore (21 de março, começo da primavera no hemisfério norte, né?) que entra em choque direto com o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.
Quer dizer: a gente deve sair pela rua distribuindo flores para aqueles que pertencem às minorias raciais e sopapo naqueles que contra eles discriminam.
Nesse passo, passamos por um abril com seu Dia Internacional do Livro Infantil, da Saúde, da Juventude (uai, de novo? Ser jovem é bom, hem?), da Doença de Parkinson, do Hemofílico, dos Sítios e Monumentos, da Sensibilização para o Ruído, da Terra, do Livro e dos Direitos do Autor, do Escutismo (Escutismo? Por que não do Escoteiro?), da Liberdade, da Prevenção e Segurança no Trabalho e, finalmente, a 29 de abril, o Dia Mundial da Dança.
Não vou enumerar os Dias Especiais dos meses de maio a dezembro, mas posso garantir que, além do Dia do Cigano e do Dia do Relógio do Sol, quase nada mais escapa. Só não se sabe duas coisas: quem decide essas coisas e o que exatamente querem que a gente faça nos Dias com D maiúsculo?
Sugiro criarem logo o Dia Mundial dos Dias Mundiais para esclarecer essas coisas.
Ivan Lessa
verdade vs burrice
"Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem"
Robert Musil em O Homem sem Qualidades
Robert Musil em O Homem sem Qualidades
sexta-feira, 30 de março de 2007
recado da Prazeres
já o Cesariny escrevia algo sobre "eshe shenhoure":
VOTA POR SALAZAR
Paro. Paro de novo. Pararei sempre enquanto
afixarem cartazes deste género.
Curioso, curiosíssimo este género.
Um chefe não é grande pelo nome que arranjou.
Salazar Xavier Francisco da Cunha Altinho isso que importa.
Um chefe é grande pelas suas obras, pelo amor que inspira.
Pois os fascistas os nossos bons fascistas
querem que a gente vote por um nome
por um nome calcula essa coisa qualquer que qualquer fulano tem!
Vota por Salazar ora pois ó meu povo
vota por sete letras muito bem arrumadas em três sílabas.
Deito a cabeça para trás para deixar sair a gargalhada
e aproximo-me do homem em cima do escadote
aproximo-me tanto que ele nota
alguém que se aproxima
e o braço cai-lhe, grosso, pingando água num balde
............................................................
... Dá os bons dias a este irmão, a este bom irmão
que anda a colar cartazes para não morrer de fome!...
............................................................
mcv-um grotesco em terra de brutos
ou
Maria dos Prazeres e Morais
VOTA POR SALAZAR
Paro. Paro de novo. Pararei sempre enquanto
afixarem cartazes deste género.
Curioso, curiosíssimo este género.
Um chefe não é grande pelo nome que arranjou.
Salazar Xavier Francisco da Cunha Altinho isso que importa.
Um chefe é grande pelas suas obras, pelo amor que inspira.
Pois os fascistas os nossos bons fascistas
querem que a gente vote por um nome
por um nome calcula essa coisa qualquer que qualquer fulano tem!
Vota por Salazar ora pois ó meu povo
vota por sete letras muito bem arrumadas em três sílabas.
Deito a cabeça para trás para deixar sair a gargalhada
e aproximo-me do homem em cima do escadote
aproximo-me tanto que ele nota
alguém que se aproxima
e o braço cai-lhe, grosso, pingando água num balde
............................................................
... Dá os bons dias a este irmão, a este bom irmão
que anda a colar cartazes para não morrer de fome!...
............................................................
mcv-um grotesco em terra de brutos
ou
Maria dos Prazeres e Morais
fobias
Segundo Jerry Seinfeld, de acordo com vários estudos, o principal medo da generalidade das pessoas é falar em público. O medo da morte vem em segundo. A morte vem em segundo! Parece bem? Isso significa que a maioria das pessoas, presentes num funeral, preferiam ir no caixão que ler o elogio fúnebre.
made in eu
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apaixonadamente
Os homens precisam de ter sexo para se sentirem amados e as mulheres precisam de se sentir amadas para terem sexo.
Isto é do conhecimento comum, ou julga-se que seja.
A mulher precisa de carinho, luz de velas, passeios ao luar, flores, etc...
Para confirmar esta ideia não é necessário procurar livros, nem relatórios, nem estudos profundos. Uma imagem vale mil palavras. Para se provar a feminidade da necessidade de ternura, veja-se o clip dum famoso arquitecto e de como as mulheres têm de se sentir amadas, apesar da sua forte personalidade, independência, e da moda com que se vestem, para se envolverem sexualmente com alguém.
Duas coisas ninguém lhes pode tirar: as imagens para a posteridade, e o seu contributo para um melhor conhecimento do comportamento sexual da mulher.
made in eu
Isto é do conhecimento comum, ou julga-se que seja.
A mulher precisa de carinho, luz de velas, passeios ao luar, flores, etc...
Para confirmar esta ideia não é necessário procurar livros, nem relatórios, nem estudos profundos. Uma imagem vale mil palavras. Para se provar a feminidade da necessidade de ternura, veja-se o clip dum famoso arquitecto e de como as mulheres têm de se sentir amadas, apesar da sua forte personalidade, independência, e da moda com que se vestem, para se envolverem sexualmente com alguém.
Duas coisas ninguém lhes pode tirar: as imagens para a posteridade, e o seu contributo para um melhor conhecimento do comportamento sexual da mulher.
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quarta-feira, 28 de março de 2007
mas quando...
Estamos sempre a falar em Espanha para comparações económicas.
- Ah pois, mas quanto é o ordenado mínimo em Espanha?
- Ah pois, mas quanto é que se ganha em Espanha?
- Ah pois...
Ah pois, digo eu. Quando os espanhóis chegaram a ter 20% de desemprego, para limparem toda a merda que havia e corrigir o que estava errado, aqui diziam os nosso políticos:
Ah pois ! Mas aqui ao lado o desemprego é 20% e nós mantemos um desemprego baixo. Nós é que somos bons. Os portugueses devem estar contentes, orgulhosos e aliviados por terem um governo assim.
O Aznar foi um grande primeiro-ministro que a Espanha teve.
Nada "enterra" mais um país, economicamente, que ter empresas estatais. São uma desgraça, no que não ganham e no que gastam.
Os conselhos de administração estão cheios de clientela política. De amigos que não fazem ideia do que ali estão a fazer mas que não têm tomates, nem dignidade, para renunciar aos cargos que lhes são oferecidos. Eu quero que esta gentinha "morra" e desapareça. Não nos fazem falta nenhuma. A sua existência política só serve para, numa legalidade criada por eles e para eles, levar o dinheiro que produzimos. Sem esta escumalha, tudo seria melhor.
Agora, exportemos galinhos de Barcelos e deixemos "nuestros hermanos" cantarem de galo.
Não merece mais este povo!
E só não mando os políticos meterem o 25 de Abril no cu, porque tenho a certeza que nem a imaginação disso teria qualquer utilidade. De cu cheio já estão eles todos, e não é de liberdade...
made in eu
- Ah pois, mas quanto é o ordenado mínimo em Espanha?
- Ah pois, mas quanto é que se ganha em Espanha?
- Ah pois...
Ah pois, digo eu. Quando os espanhóis chegaram a ter 20% de desemprego, para limparem toda a merda que havia e corrigir o que estava errado, aqui diziam os nosso políticos:
Ah pois ! Mas aqui ao lado o desemprego é 20% e nós mantemos um desemprego baixo. Nós é que somos bons. Os portugueses devem estar contentes, orgulhosos e aliviados por terem um governo assim.
O Aznar foi um grande primeiro-ministro que a Espanha teve.
Nada "enterra" mais um país, economicamente, que ter empresas estatais. São uma desgraça, no que não ganham e no que gastam.
Os conselhos de administração estão cheios de clientela política. De amigos que não fazem ideia do que ali estão a fazer mas que não têm tomates, nem dignidade, para renunciar aos cargos que lhes são oferecidos. Eu quero que esta gentinha "morra" e desapareça. Não nos fazem falta nenhuma. A sua existência política só serve para, numa legalidade criada por eles e para eles, levar o dinheiro que produzimos. Sem esta escumalha, tudo seria melhor.
Agora, exportemos galinhos de Barcelos e deixemos "nuestros hermanos" cantarem de galo.
Não merece mais este povo!
E só não mando os políticos meterem o 25 de Abril no cu, porque tenho a certeza que nem a imaginação disso teria qualquer utilidade. De cu cheio já estão eles todos, e não é de liberdade...
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terça-feira, 27 de março de 2007
A SORTE BATE À PORTA
estava eu sentadinho a ver a RTP2, quando interrompem a programação normal para dar a extracção demorada da lotaria nacional.
acho eu, que muita gente joga na lotaria nacional, à cautela...
JP+P
acho eu, que muita gente joga na lotaria nacional, à cautela...
JP+P
TEMA DO DIA: CORRUPÇÃO
Desculpem os mais bandalhos, mas fui tostar um comentário sobre o Salazar no nosso inteligente e hilariante arcebispo de cantuária. Uma pequena traição, mas enfim, apeteceu-me e é isto mesmo a democracia.
Importante mesmo é a corrupção na classe política, um tema relembrado pela Maria José Morgado. Dizem que não há estudos sobre o fenómeno. E que não está ninguém na prisão por esse delito. Pois bem, ofereço-me desde já para usar a minha facilidade de escrita e elaborar o referido estudo e consequente relatório. Claro está que serei capaz de alterar as conclusões do relatório, consoante os políticos paguem alguma coisinha, para além do preço da minha tabela, pagamento esse sem recibo e portanto não sujeito a IVA e a IRS, o que será portanto muito vantajoso. Melhor seria eu ter amigos junto do governo, que os influenciassem de alguma forma, de modo a convencê-los de que o meu trabalho seria muito importante e isento, e assim faria um relatório de pelo menos 500 páginas, com gráficos e tudo, concluindo aquilo que já toda a gente sabe. Para isso fazem falta os estudos e os relatórios! Pelo menos para mim seria um importante factor de crescimento económico.
JP+P
Importante mesmo é a corrupção na classe política, um tema relembrado pela Maria José Morgado. Dizem que não há estudos sobre o fenómeno. E que não está ninguém na prisão por esse delito. Pois bem, ofereço-me desde já para usar a minha facilidade de escrita e elaborar o referido estudo e consequente relatório. Claro está que serei capaz de alterar as conclusões do relatório, consoante os políticos paguem alguma coisinha, para além do preço da minha tabela, pagamento esse sem recibo e portanto não sujeito a IVA e a IRS, o que será portanto muito vantajoso. Melhor seria eu ter amigos junto do governo, que os influenciassem de alguma forma, de modo a convencê-los de que o meu trabalho seria muito importante e isento, e assim faria um relatório de pelo menos 500 páginas, com gráficos e tudo, concluindo aquilo que já toda a gente sabe. Para isso fazem falta os estudos e os relatórios! Pelo menos para mim seria um importante factor de crescimento económico.
JP+P
Desculpe a ignorância do macaco
Alguém, por favor, me explica porque razão os donos das roulotes e das tendas, no parque da Caparica, que sabiam antecipadamente o que ia acontecer, não as retiraram para local seguro?
Ou muito me engano, ou devem estar por aí a aparecer uns quaisquer pedidos de indemnizações. Se for o caso, há que clicar, mais abaixo, e ouvir Paulo Francis dizer:
- Mas só quebrando à porrada esta merda desta gente que não tem nem o direito de viver.
made in eu
Ou muito me engano, ou devem estar por aí a aparecer uns quaisquer pedidos de indemnizações. Se for o caso, há que clicar, mais abaixo, e ouvir Paulo Francis dizer:
- Mas só quebrando à porrada esta merda desta gente que não tem nem o direito de viver.
made in eu
segunda-feira, 26 de março de 2007
e ponto final PARÁGRAFO
Postei isto a 15 de Novembro do ano passado. Parece que sou bruxo.
made in eu
Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006
e ponto final
«Devo à Providência a graça de ser pobre; sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, sustentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não pelas ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre.Jamais empregarei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam, esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha a culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano.Penso ter ganho, graças a um trabalho sério, os meus graus académicos e o direito a desempenhar as minhas funções universitárias. Obrigado a perder o contacto com as ciências que cultivava, mas não com os métodos de trabalho, posso dizer que as reencontrei sob o ângulo da sua aplicação prática; e folheando menos os livros, esforcei-me em anos de estudo, de meditação, de acção intensa, por compreender melhor os homens e a vida. Pude esclarecer-me.Não tenho ambições, não desejo subir mais alto e entendo que no momento oportuno deve outrem vir ocupar o meu lugar, para oferecer ao serviço da Nação maior capacidade de trabalho, rasgar novos horizontes e experimentar novas ideias ou métodos. Não posso envaidecer-me, pois que não realizei tudo o que desejava; mas realizei o suficiente para não poder dizer que falhei na minha missão. Não sinto por isso a amargura dos que merecida ou imerecidamente não viram coroados os seus esforços e maldizem dos homens e da sorte. Nem sequer me lembro de Ter recebido ofensas que em desagravo me induzam a ser menos justo ou imparcial. Pelo contrário, neste país, onde tão ligeiramente se apreciam e depreciam os homens públicos, gozo do raro privilégio do respeito geral. Pude servir. »
É por isto que vai ser considerado o maior português de sempre. Ou muito me engano...
barradas por osbandalhos às 16:07 6 commenteiga
made in eu
Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006
e ponto final
«Devo à Providência a graça de ser pobre; sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, sustentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não pelas ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre.Jamais empregarei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam, esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha a culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano.Penso ter ganho, graças a um trabalho sério, os meus graus académicos e o direito a desempenhar as minhas funções universitárias. Obrigado a perder o contacto com as ciências que cultivava, mas não com os métodos de trabalho, posso dizer que as reencontrei sob o ângulo da sua aplicação prática; e folheando menos os livros, esforcei-me em anos de estudo, de meditação, de acção intensa, por compreender melhor os homens e a vida. Pude esclarecer-me.Não tenho ambições, não desejo subir mais alto e entendo que no momento oportuno deve outrem vir ocupar o meu lugar, para oferecer ao serviço da Nação maior capacidade de trabalho, rasgar novos horizontes e experimentar novas ideias ou métodos. Não posso envaidecer-me, pois que não realizei tudo o que desejava; mas realizei o suficiente para não poder dizer que falhei na minha missão. Não sinto por isso a amargura dos que merecida ou imerecidamente não viram coroados os seus esforços e maldizem dos homens e da sorte. Nem sequer me lembro de Ter recebido ofensas que em desagravo me induzam a ser menos justo ou imparcial. Pelo contrário, neste país, onde tão ligeiramente se apreciam e depreciam os homens públicos, gozo do raro privilégio do respeito geral. Pude servir. »
É por isto que vai ser considerado o maior português de sempre. Ou muito me engano...
barradas por osbandalhos às 16:07 6 commenteiga
fio dental de fibra natural
sábado, 24 de março de 2007
Kamasutra para quê?
Ofereceram-me um Kamasutra ilustrado. Hipocritamente agradeci a oferta.
Folheei o livro e enviei-o para a prateleira, onde restará até ao fim, dele ou de mim.
Nada mais inútil. O livro é um vómito; com texto e desenhos.
Ninguém tem sexo pelo conselhos de um livro. É absurdo!
Ninguém se coloca naquelas posições desenhadas. Cansam em vez de dar prazer. Enojam em vez de agradar.
Os humanos são tristes e a sua actividade sexual hilariante. As mulheres fingem orgasmos. Eu nunca o consegui fazer... As mulheres são sexualmente mais barulhentas que os homens, sem se saber por quê.
Não sei as origens do livro. Não quero saber. O Kamasutra não especifica idades e devia fazê-lo. As mulheres deviam parar de ter relações sexuais após a menopausa: a natureza lembra-lhes isso. Os homens, esses pobre coitados, deviam tê-las até morrer. Imagine-se...
Resta-nos a arte para nos dar prazer. O homem é capaz de ouvir Beethoven e visualizar quadros de Monet durante o sexo. A mulher pode sempre folhear um Kamasutra ilustrado, e ver o quanto está a ser ridícula.
made in eu
Folheei o livro e enviei-o para a prateleira, onde restará até ao fim, dele ou de mim.
Nada mais inútil. O livro é um vómito; com texto e desenhos.
Ninguém tem sexo pelo conselhos de um livro. É absurdo!
Ninguém se coloca naquelas posições desenhadas. Cansam em vez de dar prazer. Enojam em vez de agradar.
Os humanos são tristes e a sua actividade sexual hilariante. As mulheres fingem orgasmos. Eu nunca o consegui fazer... As mulheres são sexualmente mais barulhentas que os homens, sem se saber por quê.
Não sei as origens do livro. Não quero saber. O Kamasutra não especifica idades e devia fazê-lo. As mulheres deviam parar de ter relações sexuais após a menopausa: a natureza lembra-lhes isso. Os homens, esses pobre coitados, deviam tê-las até morrer. Imagine-se...
Resta-nos a arte para nos dar prazer. O homem é capaz de ouvir Beethoven e visualizar quadros de Monet durante o sexo. A mulher pode sempre folhear um Kamasutra ilustrado, e ver o quanto está a ser ridícula.
made in eu
E quem não sabe?
Do fado "Ironia" de Alfredo Marceneiro:
Embora terna e amante
Jurando amar um só homem
A mulher não é constante
Por muito séria que a tomem
E alguém tem dúvidas?
made in eu
Embora terna e amante
Jurando amar um só homem
A mulher não é constante
Por muito séria que a tomem
E alguém tem dúvidas?
made in eu
natureza e filhos
Tratamos mal a natureza. Fizemos do céu um chouriço no fumeiro. Não nos quisemos adaptar a ela, mas adaptá-la às nossas conveniências. Ela esperneia, resmunga, agita-se na ânsia do protesto.
E nós conhecemos, e sentimos, o seu grito de alerta.
Hoje, parecemos surpreendidos pela crescente violência de filhos contra pais, de acordo com estatísticas e explicações psicológicas, que só têm razão de ser pelo prémio pecuniário atribuído.
Eu não me surpreendo.
As crianças são a natureza dos pais.
A violência contra elas é brutal. Somos a única espécie que abandona os filhos enquanto precisam de nós. Acordar um bebé com meses para o levar à creche é inanarrável. O bebé quer a mãe. Sente-se protegido junto a ela e ela passa-o para os braços de outrém. A criança é levada para o frio, com sono, numa violência absurda. Não se queixa, evidentemente; nem com meses, nem com 1 ano, nem com 2, nem com 3...
A criança está doente e ainda assim vai para a creche. A paciência e o carinho da mãe para dar-lhe uma colher de xarope, faltam. Em vez, a assistente enfia-lha pela boca abaixo.
O dinheiro está primeiro. Só o ordenado do marido não dá para as botas da moda. A independência da mulher moderna está antes dos filhos. Um fim-de-semana numa estância de férias não inclui o bebé, que atrapalha, e os pais precisam de um tempo só para eles.
Tal como a natureza, chega o dia em que os filhos esperneiam, resmungam, agitam-se na ânsia do protesto. Com toda a razão.
Não nos adaptámos aos filhos e causámos-lhes sofrimento, pelos nossos caprichos.
Soubemos concebê-los mas não soubemos cuidar deles.
Não nos queixemos agora.
made in eu
E nós conhecemos, e sentimos, o seu grito de alerta.
Hoje, parecemos surpreendidos pela crescente violência de filhos contra pais, de acordo com estatísticas e explicações psicológicas, que só têm razão de ser pelo prémio pecuniário atribuído.
Eu não me surpreendo.
As crianças são a natureza dos pais.
A violência contra elas é brutal. Somos a única espécie que abandona os filhos enquanto precisam de nós. Acordar um bebé com meses para o levar à creche é inanarrável. O bebé quer a mãe. Sente-se protegido junto a ela e ela passa-o para os braços de outrém. A criança é levada para o frio, com sono, numa violência absurda. Não se queixa, evidentemente; nem com meses, nem com 1 ano, nem com 2, nem com 3...
A criança está doente e ainda assim vai para a creche. A paciência e o carinho da mãe para dar-lhe uma colher de xarope, faltam. Em vez, a assistente enfia-lha pela boca abaixo.
O dinheiro está primeiro. Só o ordenado do marido não dá para as botas da moda. A independência da mulher moderna está antes dos filhos. Um fim-de-semana numa estância de férias não inclui o bebé, que atrapalha, e os pais precisam de um tempo só para eles.
Tal como a natureza, chega o dia em que os filhos esperneiam, resmungam, agitam-se na ânsia do protesto. Com toda a razão.
Não nos adaptámos aos filhos e causámos-lhes sofrimento, pelos nossos caprichos.
Soubemos concebê-los mas não soubemos cuidar deles.
Não nos queixemos agora.
made in eu
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