Jay Leno confessou que usa lentes de contacto moles, mas que ficam duras quando se excita.
Uma aldeia espanhola, com 150 solteirões, recebeu 150 solteironas para 24 horas de oportunidade de sedução. Boa ideia. Afinal, não só toda a gente merece o seu minuto de fama, como as suas 24 horas de felicidade.
Passaram imagens. Com elas, duas coisas ficaram demonstradas: porque eles são solteiros e porque são solteiras elas.
Não se sabe as consequências de tal encontro. Talvez não se saiba nunca. Mas se, e quando se soubesse, gostaria de ter a meu lado o meu amigo JMCC. Único em análises de tais acontecimentos. O que tem para dizer é sempre uma surpresa, mas sempre certo, e di-lo da mais deliciosa maneira possível . Eu adianto-me; aposto que comentaria, o que só dele poderia vir , apenas porque já o dissera antes: Deus os fez, Deus os juntou.
Não consta que Jay Leno tenha visto a reportagem, mas se a visse, as suas lentes amoleceriam ainda mais.
made in eu
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Sempre up-dated
O Velho, o Rapaz e o Burro
O Mundo ralha de tudo,
Tenha ou não tenha razão,
Quero contar uma história
Em prova desta asserção.
Partia um velho campónio
Do seu monte ao povoado,
Levava um neto que tinha
No seu burrinho montado:
Encontra uns homens que dizem:
"Olha aquela que tal é!
Montado o rapaz que é forte,
E o velho trôpego a pé."
"Tapemos a boca ao mundo",
O velho disse: "Rapaz,
Desde do burro, qu'eu monto,
E vem caminhando atrás."
Monta-se, mas dizer ouve:
"Que patetice tão rata!
O tamanhão de burrinho,
E o pobre pequeno à pata."
"Eu me apeio", diz prudente
O velho de boa-fé,
"Vá o burro sem carrego,
E vamos ambos a pé."
Apeiam-se, e outros lhe dizem:
"Toleirões, calcando lama!
De que lhes serve o burrinho?
Dormem com ele na cama?"
"Rapaz", diz o bom do velho,
"Se de irmos a pé murmuram,
Ambos no burro montemos,
A ver se inda nos censuram".
Montam, mas ouvem de um lado:
"Apeiem-se, almas de breu,
Querem matar o burrinho?
Aposto que não é seu."
"Vamos ao chão", diz o velho,
"Já não sei qu'ei-de fazer!
O mundo está de tal sorte,
Que se não pode entender.
É mau se monto no burro,
Se o rapaz monta, mau é,
Se ambos montamos, é mau,
E é mau se vamos a pé:
De tudo me têm ralhado,
Agora que mais me resta?
Peguemos no burro às costas,
Façamos inda mais esta."
Pegam no burro: o bom velho
Pelas mãos o ergue do chão,
Pega-lhe o rapaz nas pernas,
E assim caminhando vão.
"Olhem dois loucos varridos!",
Ouvem com grande sussuro,
"Fazendo mundo às avessas,
Tornados burros do burro!"
O velho então pára e exclama:
"Do qu'observo me confundo!
Por mais qu'a gente se mate
Nunca tapa a boca ao mundo.
Rapaz, vamos como dantes,
Sirvam-nos estas lições;
É mais que tolo quem dá
Ao mundo satisfações."
O Mundo ralha de tudo,
Tenha ou não tenha razão,
Quero contar uma história
Em prova desta asserção.
Partia um velho campónio
Do seu monte ao povoado,
Levava um neto que tinha
No seu burrinho montado:
Encontra uns homens que dizem:
"Olha aquela que tal é!
Montado o rapaz que é forte,
E o velho trôpego a pé."
"Tapemos a boca ao mundo",
O velho disse: "Rapaz,
Desde do burro, qu'eu monto,
E vem caminhando atrás."
Monta-se, mas dizer ouve:
"Que patetice tão rata!
O tamanhão de burrinho,
E o pobre pequeno à pata."
"Eu me apeio", diz prudente
O velho de boa-fé,
"Vá o burro sem carrego,
E vamos ambos a pé."
Apeiam-se, e outros lhe dizem:
"Toleirões, calcando lama!
De que lhes serve o burrinho?
Dormem com ele na cama?"
"Rapaz", diz o bom do velho,
"Se de irmos a pé murmuram,
Ambos no burro montemos,
A ver se inda nos censuram".
Montam, mas ouvem de um lado:
"Apeiem-se, almas de breu,
Querem matar o burrinho?
Aposto que não é seu."
"Vamos ao chão", diz o velho,
"Já não sei qu'ei-de fazer!
O mundo está de tal sorte,
Que se não pode entender.
É mau se monto no burro,
Se o rapaz monta, mau é,
Se ambos montamos, é mau,
E é mau se vamos a pé:
De tudo me têm ralhado,
Agora que mais me resta?
Peguemos no burro às costas,
Façamos inda mais esta."
Pegam no burro: o bom velho
Pelas mãos o ergue do chão,
Pega-lhe o rapaz nas pernas,
E assim caminhando vão.
"Olhem dois loucos varridos!",
Ouvem com grande sussuro,
"Fazendo mundo às avessas,
Tornados burros do burro!"
O velho então pára e exclama:
"Do qu'observo me confundo!
Por mais qu'a gente se mate
Nunca tapa a boca ao mundo.
Rapaz, vamos como dantes,
Sirvam-nos estas lições;
É mais que tolo quem dá
Ao mundo satisfações."
Elementary, My Dear Watson.
De tudo o que de mau há no futebol em Portugal, nada é pior que os comentários que se ouvem na TV.
Às vezes é o que sobra de um jogo: dá para rir, quando não dá para chorar.
Que vão buscar mais teoria, numa táctica de futebol, que numa abertura de xadrez, tudo bem. Que consigam, aos 5 segundos de jogo, ver a posição dos jogadores como um número de telefone, não importa. Mas saibam pelo menos as regras mais elementares. Posso assegurar que qualquer miúdo com 10 anos, em 1973, que jogasse à bola na rua - e todos o faziam - sabia que é tão penalty "mão na própria área", como não haver fora-de-jogo num lançamento de linha lateral. Mas isso eram os putos que se assoavam às mangas. Os putos que limpavam as feridas sangrentas com papel de jornal, e completavam o curativo com punhados de terra, para um acabamento perfeito.
No recente FCPorto-Chelsea, o comentador referiu, com algum ênfase, que o jogador se tinha distraído, no lançamento, e não tinha reparado que estava em posição de fora-de-jogo !!!!!!!!!!!!!!
Senhores directores de programas desportivos, procurem "os putos" desse tempo para comentarem jogos. A qualidade subiria a pique. A não ser que, para além de desporto, sejam também directores de comédia. E aí eu entendo...
made in eu
Às vezes é o que sobra de um jogo: dá para rir, quando não dá para chorar.
Que vão buscar mais teoria, numa táctica de futebol, que numa abertura de xadrez, tudo bem. Que consigam, aos 5 segundos de jogo, ver a posição dos jogadores como um número de telefone, não importa. Mas saibam pelo menos as regras mais elementares. Posso assegurar que qualquer miúdo com 10 anos, em 1973, que jogasse à bola na rua - e todos o faziam - sabia que é tão penalty "mão na própria área", como não haver fora-de-jogo num lançamento de linha lateral. Mas isso eram os putos que se assoavam às mangas. Os putos que limpavam as feridas sangrentas com papel de jornal, e completavam o curativo com punhados de terra, para um acabamento perfeito.
No recente FCPorto-Chelsea, o comentador referiu, com algum ênfase, que o jogador se tinha distraído, no lançamento, e não tinha reparado que estava em posição de fora-de-jogo !!!!!!!!!!!!!!
Senhores directores de programas desportivos, procurem "os putos" desse tempo para comentarem jogos. A qualidade subiria a pique. A não ser que, para além de desporto, sejam também directores de comédia. E aí eu entendo...
made in eu
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
o caminho da tragédia
Sejam quais forem os caminhos, o fim de cada vida é trágico. Toda a vida acaba em tragédia. Quer queiramos, ou não. Não depende da vontade, nem de cada um, nem de todos.
Sabemos o fim sem conhecê-lo. Tentamos a melhor, e a mais lenta, maneira de lá chegar.
Era bom que nos pudéssemos desviar o mais possível mas que nunca perdêssemos o fim de vista.
Aceitar as regras do jogo serve de alívio a muita gente. A muita outra não. E outra tanta não as aceita. Fazem mal, suponho.
A liberdade parece ser o bem supremo, qualquer que seja a forma em que se nos apresente.
Estar convicto da tragédia que nos espera a todos, pode iluminar-nos o caminho com as luzes da comédia. Melhor chegar ao fim da caminhada a rir, que percorrê-la sempre triste. Quando as luzes se apagarem, a escuridão cairá sobre todos sem excepção.
Entretanto, troquem-se os cirurgiões plásticos por psiquiatras e o Botox por Prozac. A vida sorrirá melhor...
made in eu
Sabemos o fim sem conhecê-lo. Tentamos a melhor, e a mais lenta, maneira de lá chegar.
Era bom que nos pudéssemos desviar o mais possível mas que nunca perdêssemos o fim de vista.
Aceitar as regras do jogo serve de alívio a muita gente. A muita outra não. E outra tanta não as aceita. Fazem mal, suponho.
A liberdade parece ser o bem supremo, qualquer que seja a forma em que se nos apresente.
Estar convicto da tragédia que nos espera a todos, pode iluminar-nos o caminho com as luzes da comédia. Melhor chegar ao fim da caminhada a rir, que percorrê-la sempre triste. Quando as luzes se apagarem, a escuridão cairá sobre todos sem excepção.
Entretanto, troquem-se os cirurgiões plásticos por psiquiatras e o Botox por Prozac. A vida sorrirá melhor...
made in eu
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Auden
Auden. Gay e poeta, que chora em verso a morte do amante. O poema é recitado em " Quatro casamentos e um funeral", pela mesma razão. Brilhante.
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone.
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead,
Put crépe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song,
I thought that love would last forever: 'I was wrong'
The stars are not wanted now, put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone.
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead,
Put crépe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song,
I thought that love would last forever: 'I was wrong'
The stars are not wanted now, put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
Wystan Hugh Auden
made in eu
As leoas não pintam os olhos. As zebras não se depilam. As serpentes não utilizam base. Não há hienas de lábios pintados, nem araras a irem a cabeleireiras.
As mulheres ainda não compreenderam que os homens preferem uma mulher bonita a uma estúpida.
E quanto a sexo; os homens têm-no pelo prazer. As mulheres, não se sabe bem por quê.
No fim, porém, todos estão felizes e frustrados. Elas felizes porque julgam que proporcionaram prazer ao homem. E frustradas porque terão de tentar mais uma vez para conseguir lá chegar…
Eles felizes porque mais uma vez chegaram lá. E frustrados porque preferiam ter tido sexo com outra qualquer.
made in eu
As mulheres ainda não compreenderam que os homens preferem uma mulher bonita a uma estúpida.
E quanto a sexo; os homens têm-no pelo prazer. As mulheres, não se sabe bem por quê.
No fim, porém, todos estão felizes e frustrados. Elas felizes porque julgam que proporcionaram prazer ao homem. E frustradas porque terão de tentar mais uma vez para conseguir lá chegar…
Eles felizes porque mais uma vez chegaram lá. E frustrados porque preferiam ter tido sexo com outra qualquer.
made in eu
sábado, 24 de fevereiro de 2007
% de gordura
Atendendo à evolução dos tempos e dos níveis de colestrol, pergunto-me, se fosse hoje o Último Tango em Paris, Bertolucci mandaria Brando espalhar manteiga magra no rabo de Maria Schneider?
Aguardo que se invente manteiga "cortecasp" para combater a caspa com uma torradinha.
made in eu
Aguardo que se invente manteiga "cortecasp" para combater a caspa com uma torradinha.
made in eu
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
A MINHA PRIMEIRA COMUNHÃO
Era eu pequenino fiz a minha primeira comunhão, vestidinho a rigor, camisinha branca, lacinho ao pescoço.
Desde então faço as maiores críticas à igreja, e vou esperando o dia em que vou receber uma cartinha a convocar-me para a minha primeira excomunhão. Até vou alugar um fatinho, para ir todo lavadinho e bonitinho.
JP+P
Desde então faço as maiores críticas à igreja, e vou esperando o dia em que vou receber uma cartinha a convocar-me para a minha primeira excomunhão. Até vou alugar um fatinho, para ir todo lavadinho e bonitinho.
JP+P
GRANDE BANDALHEIRA
Era uma gaja mesmo desmazeladinha, morava num apartamento numa cidade como outra qualquer. De vez em quando lá convidava os amigos para uma visita de convívio, um chá despreocupado ou uma sessão de dvd ou poker de dados. Dizia sempre: moro no último andar, no 9º, não tem nada que enganar na campainha.
Chegavam os amigos, olhavam para as campainhas e o prédio só tinha 6 andares. Quando lá entravam em casa é que percebiam: aquela gaja desmazeladinha tinha a casa toda virada de pernas para o ar!!!!
JP+P
Chegavam os amigos, olhavam para as campainhas e o prédio só tinha 6 andares. Quando lá entravam em casa é que percebiam: aquela gaja desmazeladinha tinha a casa toda virada de pernas para o ar!!!!
JP+P
ALTA TRAIÇÃO
Parece brincadeira de Carnaval: apagaram as tostagens deste blog entre Janeiro e Fevereiro.
Foi traição? Foi descuido?
Cheira-me a alta traição, de algum bandalho que por aqui passou... um dia destes vamos descobrir os mesmos textos num livro, seguramente um best-seller!!!
JP+P
Foi traição? Foi descuido?
Cheira-me a alta traição, de algum bandalho que por aqui passou... um dia destes vamos descobrir os mesmos textos num livro, seguramente um best-seller!!!
JP+P
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Foi um ar que se lhe deu
Animem-se, ou não, as mulheres, ou amantes, dos impotentes (um impotente tem amante?), quero dizer, científica e modernamente, dos sofredores de disfunção eréctil.
A ciência providenciou dois tipos de próteses de pénis: as hidráulicas, funcionam com fluidos de silicone, e as pneumáticas que, como o nome, indica funceminam a ar.
O "pénis" enche-se com uma bomba de ar, do tipo daquelas que se utilizam nos aparelhos para medir a tensão arterial. A bomba, redondinha, coloca-se dentro do escroto e ninguém dirá que não é um testículo que ali está dentro. Uma possível conversa do casal, poderia ser:
- Ó homem, então?
E o homem aperta desalmadamente a bombinha com a rapidez que lhe é possível.
- Não sobe!
- Não me digas que está outra vez a perder ar? Outro furo?
O homem transpira de tanto dar à bomba.
- Pode ser.
- És mesmo um pateta. Não tens cuidado nenhum.
A solução parece ser meter ar mais rapidamente com que este sai, algures do sistema.
- Anda lá, diz a mulher, já com pouca esperança. Já me enchi de gel K-Y. Deve dar para qualquer coisa.
O homem caminha em direcção à cama, sempre apertanto o testículo direito com rapidez. A masturbação requeria muito menos dos músculos da mão. Velhos tempos...
Uma vez em posição, é a mulher que lhe aperta a bomba, mas a posição não favorece a introdução. Ele não sente a mão. Ela não sente a perna direita, de tanto a levantar.
O pior são os danos psicológicos. Ele não entra, ela não se consegue fazer entrar. A única entrada foi a primeira prestação para a compra do pénis colchão de praia. Mais três prestações se seguirão. Saiu furado o investimento.
Até uma iguana, na sua paz solarenta, mostra mais inteligência que os humanos. E muito menos rídicula...
E anda a humanidade preocupada com o buraco do ozono...
made in eu
A ciência providenciou dois tipos de próteses de pénis: as hidráulicas, funcionam com fluidos de silicone, e as pneumáticas que, como o nome, indica funceminam a ar.
O "pénis" enche-se com uma bomba de ar, do tipo daquelas que se utilizam nos aparelhos para medir a tensão arterial. A bomba, redondinha, coloca-se dentro do escroto e ninguém dirá que não é um testículo que ali está dentro. Uma possível conversa do casal, poderia ser:
- Ó homem, então?
E o homem aperta desalmadamente a bombinha com a rapidez que lhe é possível.
- Não sobe!
- Não me digas que está outra vez a perder ar? Outro furo?
O homem transpira de tanto dar à bomba.
- Pode ser.
- És mesmo um pateta. Não tens cuidado nenhum.
A solução parece ser meter ar mais rapidamente com que este sai, algures do sistema.
- Anda lá, diz a mulher, já com pouca esperança. Já me enchi de gel K-Y. Deve dar para qualquer coisa.
O homem caminha em direcção à cama, sempre apertanto o testículo direito com rapidez. A masturbação requeria muito menos dos músculos da mão. Velhos tempos...
Uma vez em posição, é a mulher que lhe aperta a bomba, mas a posição não favorece a introdução. Ele não sente a mão. Ela não sente a perna direita, de tanto a levantar.
O pior são os danos psicológicos. Ele não entra, ela não se consegue fazer entrar. A única entrada foi a primeira prestação para a compra do pénis colchão de praia. Mais três prestações se seguirão. Saiu furado o investimento.
Até uma iguana, na sua paz solarenta, mostra mais inteligência que os humanos. E muito menos rídicula...
E anda a humanidade preocupada com o buraco do ozono...
made in eu
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
conhecê-las ?
O lema de sempre dos homens sobre as fêmeas da sua espécie:
Conhecê-las, amá-las e fodê-las.
Aceite por todos: Quer os de coração de pedra, impossibilitados de amar quem seja, quer os pichas moles, incapazes de levantar espuma, num banho de sais.
Felizmente a ordem, tão macho man anunciada, nada significa.
Eu, com todos os anos que já debitei da dívida à cova, desisto. Jamais poderei conhecê-las. Resta-me a esperança de conseguir amá-las...
made in eu
Conhecê-las, amá-las e fodê-las.
Aceite por todos: Quer os de coração de pedra, impossibilitados de amar quem seja, quer os pichas moles, incapazes de levantar espuma, num banho de sais.
Felizmente a ordem, tão macho man anunciada, nada significa.
Eu, com todos os anos que já debitei da dívida à cova, desisto. Jamais poderei conhecê-las. Resta-me a esperança de conseguir amá-las...
made in eu
"O ESCARRO"
Portugal aboliu a pena de morte para crimes políticos em 1852, e para todos os crimes, em 1867 (excepto o de traição - à pátria suponho hehe -).
De todos os feitos da nossa história, que eu me lembre e conheça, é o único que me faz orgulhar deste país.
Aqui não se mata legalmente (congratulo-me imenso), mas mói-se bastante.
Temos que alguns senhores, capazes de se humilharem para nos pedir o voto, servem-se depois do cargo para, exceptuando tirar olhos, de tudo se valerem.
E como fedem, Deus meu! Fedem os amigos dos políticos e os políticos dos amigos. Fedem as cadeiras dos juízes e as salas dos tribunais. Fedem as cadeiras presidenciais e os presidentes. Fedem os ministros, os secretários e os sub-secretários de estado. Fedem os autarcas e as autarcas. Fedem as instituições sindicais e o patronato. Fedem os ricos e os pobres, os feios e as bonitas, os belos e as horríveis. Só as putas não fedem, fodem.
Que punição então se deve dar a crimes políticos? A roubos em cargos políticos? Aos poucos bens de todos nós?
A Espanha tinha o garrote. A França, a guilhotina, os EUA, a cadeira eléctrica, a câmara de gás, o fusilamento e a forca. Agora a injecção letal (como evolui a América!). A Rússia, o tiro atrás da orelha, a China, o tiro na nuca.
Não nós. Nós civilizámo-nos em 1867. Demos uma lição ao mundo. Não precisamos de baptizar a morte com um instrumento, mas precisamos de um nome que faça tremer os ladrões nos cargos públicos.
Meu voto: "o escarro".
Não ao açoite, não à dor física. "O escarro" devia ser aprovado em sessão parlamentar. O vómito é de difícil execução.
O condenado seria colocado num contentor de resíduos sólidos e a execução seria levada a cabo por executores, escolhidos como se um júri de tribunal se tratasse.
Com 15 dias de antecedência saberíamos onde e sobre quem iría ser executada a sentença.
Se um dos escolhidos fosse eu, fumaria 2 maços de tabaco por dia até ao 13º dia e no 14º, tomaria, inteiros, dois frascos de xarope expectorante.
Havia de fazê-lo sentir que o mandamento "não roubarás" não foi escrito em vão.
made in eu
De todos os feitos da nossa história, que eu me lembre e conheça, é o único que me faz orgulhar deste país.
Aqui não se mata legalmente (congratulo-me imenso), mas mói-se bastante.
Temos que alguns senhores, capazes de se humilharem para nos pedir o voto, servem-se depois do cargo para, exceptuando tirar olhos, de tudo se valerem.
E como fedem, Deus meu! Fedem os amigos dos políticos e os políticos dos amigos. Fedem as cadeiras dos juízes e as salas dos tribunais. Fedem as cadeiras presidenciais e os presidentes. Fedem os ministros, os secretários e os sub-secretários de estado. Fedem os autarcas e as autarcas. Fedem as instituições sindicais e o patronato. Fedem os ricos e os pobres, os feios e as bonitas, os belos e as horríveis. Só as putas não fedem, fodem.
Que punição então se deve dar a crimes políticos? A roubos em cargos políticos? Aos poucos bens de todos nós?
A Espanha tinha o garrote. A França, a guilhotina, os EUA, a cadeira eléctrica, a câmara de gás, o fusilamento e a forca. Agora a injecção letal (como evolui a América!). A Rússia, o tiro atrás da orelha, a China, o tiro na nuca.
Não nós. Nós civilizámo-nos em 1867. Demos uma lição ao mundo. Não precisamos de baptizar a morte com um instrumento, mas precisamos de um nome que faça tremer os ladrões nos cargos públicos.
Meu voto: "o escarro".
Não ao açoite, não à dor física. "O escarro" devia ser aprovado em sessão parlamentar. O vómito é de difícil execução.
O condenado seria colocado num contentor de resíduos sólidos e a execução seria levada a cabo por executores, escolhidos como se um júri de tribunal se tratasse.
Com 15 dias de antecedência saberíamos onde e sobre quem iría ser executada a sentença.
Se um dos escolhidos fosse eu, fumaria 2 maços de tabaco por dia até ao 13º dia e no 14º, tomaria, inteiros, dois frascos de xarope expectorante.
Havia de fazê-lo sentir que o mandamento "não roubarás" não foi escrito em vão.
made in eu
breves
Eu não entendo nada de política mas não pressebo para qué que o Escelentícimo Senhor Dr Belmiro de Asevedo quer comprar um éroporto na OPA.
É injusto o que os jornais oge trasem sobre o FCPorto e o Chelcia. Um frente a frente entre o Moirinho e o Jesus Aldo Ferreira. Se fosse ao contrário ganhava o Jesus Aldo, isto é, se fosse ele a treinar o Chelcia e o Moirinho o FCPorto. Não será um embate entre treinadores mas entre cofres. Eu não gosto do FCPorto mas ser campião como eles foram é qué difissil e não como o Chelcia que está recheiado de grandes kracks.
Mas eu vou pelo londreiros. Nem que fosse contra a equipa do 3º Reich... A equipe que joga contra o FCPorto é sempre a minha equipe.
zé da barba feita
É injusto o que os jornais oge trasem sobre o FCPorto e o Chelcia. Um frente a frente entre o Moirinho e o Jesus Aldo Ferreira. Se fosse ao contrário ganhava o Jesus Aldo, isto é, se fosse ele a treinar o Chelcia e o Moirinho o FCPorto. Não será um embate entre treinadores mas entre cofres. Eu não gosto do FCPorto mas ser campião como eles foram é qué difissil e não como o Chelcia que está recheiado de grandes kracks.
Mas eu vou pelo londreiros. Nem que fosse contra a equipa do 3º Reich... A equipe que joga contra o FCPorto é sempre a minha equipe.
zé da barba feita
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Hannah and her sisters
Poema do filme "Ana e suas irmãs" - sublime -
somewhere I have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which I cannot touch because they are too near
your slightest look easily will unclose me
though I have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose
or if your wish be to close me, I and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(I do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands
e. e. cummings
made in eu
somewhere I have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which I cannot touch because they are too near
your slightest look easily will unclose me
though I have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose
or if your wish be to close me, I and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(I do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands
e. e. cummings
made in eu
de "Os Sopranos"
Grupo de amigos sentados à mesa.
- Ainda te lembras do teu primeiro broche?
- Claro! Alguém se esquece de uma coisa dessas?
- Quanto tempo é que o gajo levou a vir-se?
Dois amigos e as prendas de Natal para as mulheres
- Ofereci à minha mulher um colar de pérolas e um Mercedes.
- Logo duas coisas tão caras?
- Sim. Assim, se não gostar do colar, pode ir trocá-lo mas vai de Mercedes. E tu que deste à tua?
- Uma pantufas e um vibrador.
- ????
- Se não gostar das pantufas, vá levar no cu.
made in eu
- Ainda te lembras do teu primeiro broche?
- Claro! Alguém se esquece de uma coisa dessas?
- Quanto tempo é que o gajo levou a vir-se?
Dois amigos e as prendas de Natal para as mulheres
- Ofereci à minha mulher um colar de pérolas e um Mercedes.
- Logo duas coisas tão caras?
- Sim. Assim, se não gostar do colar, pode ir trocá-lo mas vai de Mercedes. E tu que deste à tua?
- Uma pantufas e um vibrador.
- ????
- Se não gostar das pantufas, vá levar no cu.
made in eu
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
too old to rock n roll, too young to die
Meteu a pata na poça. E a pata nadou. Era grande a poça. Ficava em frente à casa. Em frente à casa ficava também a árvore para onde a pata subiu depois de sair da poça.
Para além da pata, Alfredo tinha uma mulher, Antónia, e um filho, Abreu.
Mas era a pata que retinha as maiores atenções de Alfredo. Antónia cuidava de Abreu, e Abreu adorava assustar a pata.
Um dia tudo mudou. A pata levou um tiro na pata e não conseguia fugir às investidas de Abreu. Duas palmadas preparava Alfredo para lhe dar quando Antónia roga perdão pelo filho.
O pequeno assustou-se e pisou a pata na pata aleijada. O homem perdeu a cabeça e esbofeteou a mulher. Logo ali o sonho de uma família feliz ficou desfeito...
No dia seguinte, à farmácia da povoação, chegaram as primeiras embalagens de preservativos. Demasiado tarde para o casal. Demasiado tarde para a pata coxa.
made in eu
Para além da pata, Alfredo tinha uma mulher, Antónia, e um filho, Abreu.
Mas era a pata que retinha as maiores atenções de Alfredo. Antónia cuidava de Abreu, e Abreu adorava assustar a pata.
Um dia tudo mudou. A pata levou um tiro na pata e não conseguia fugir às investidas de Abreu. Duas palmadas preparava Alfredo para lhe dar quando Antónia roga perdão pelo filho.
O pequeno assustou-se e pisou a pata na pata aleijada. O homem perdeu a cabeça e esbofeteou a mulher. Logo ali o sonho de uma família feliz ficou desfeito...
No dia seguinte, à farmácia da povoação, chegaram as primeiras embalagens de preservativos. Demasiado tarde para o casal. Demasiado tarde para a pata coxa.
made in eu
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
ACABARAM-SE AS POSTAGENS NESTE BLOG
Fica decretado que a partir de hoje se acabam as postagens neste blog. Era só posta aqui, posta ali, outros postavam aqui e ali!!! A partir de agora neste blog só se colocam fatiagens. Cada fatia (slice, no original da linguagem técnica informática) aqui colocada deve ser fina, para depois ser mais facilmente barrada commenteiga pelos leitores.
Aqui ficam os desejos de um ano 2007 com muita ironia e muito riso, pouco siso e pouca monotonia, de forma abandalhada para todos os bandalhos que aqui escrevem e fazem rir.
JP+P
Aqui ficam os desejos de um ano 2007 com muita ironia e muito riso, pouco siso e pouca monotonia, de forma abandalhada para todos os bandalhos que aqui escrevem e fazem rir.
JP+P
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Notícia de última hora (altamente confidencial)

Anúncio certo na keynote pelo Steve Jobs:
Apple Computer reported today that it has developed computer chips that can store and play music inside women's breasts . This is considered to be a major breakthrough because women are always complaining about men staring at their breasts and not listening to them.
comprimentos
maria gustava dos prazeres e morais
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
sempre a saírem novas piadinhas
A sra. dona Carolina Salgado também tem um site novo, mas está em segredo de justiça e de Alcova!
A claque dos Dragõezinhos dantes cantava:
- A saia da Carolina tem um dragão bem pintado, que lhe deu o Jorge Nuno quando andava enrabichado....
Agora foi o Coral acrescentado:
- tem cuidado oh Carolina não vá alguém ir-te ao Rabo!
Cuidado com estes gajos do Norte ,carago!!!
Como é possivel uma ordinarice destas no Natal?
A claque dos Dragõezinhos dantes cantava:
- A saia da Carolina tem um dragão bem pintado, que lhe deu o Jorge Nuno quando andava enrabichado....
Agora foi o Coral acrescentado:
- tem cuidado oh Carolina não vá alguém ir-te ao Rabo!
Cuidado com estes gajos do Norte ,carago!!!
Como é possivel uma ordinarice destas no Natal?
torradinha fresquinha, acabadinha de sair do mail
cara senhora,
venho em nome da Associação das Mães de Bragança acusar a recepção da sua missiva electrónica e desejar-lhe continuação do excelente trabalho missionário que tem vindo a desenvolver em prol da cultura e dos bons costumes. é de facto com grande agrado que vemos neste ameaçado recanto, despontar um bastião de resistência, um estandarte de moral, um farol nas trevas desta nossa abençoada pátria. aproveito para lhe lembrar que as nossas mais directas inimigas, essa corja infame da LAMMB-OS (Liga das Amigas dos Maridos das Mães de Bragança - OrgaSnismo Sindical), continua a sua vil labuta todas as noites, excepto domingos, tornando-se cada vez mais difícil para os nossos pobres e indefesos homens regressar ao bem-amado lar a horas decentes e com o justo ganha-pão. agradeço que divulgue e previna a sua extensa lista de valerosos homens e mulheres que resistam corajosamente a esta praga que assola a nossa ditosa nação. bem-haja minha senhora
Maria Gustava dos Prazeres e Morais
venho em nome da Associação das Mães de Bragança acusar a recepção da sua missiva electrónica e desejar-lhe continuação do excelente trabalho missionário que tem vindo a desenvolver em prol da cultura e dos bons costumes. é de facto com grande agrado que vemos neste ameaçado recanto, despontar um bastião de resistência, um estandarte de moral, um farol nas trevas desta nossa abençoada pátria. aproveito para lhe lembrar que as nossas mais directas inimigas, essa corja infame da LAMMB-OS (Liga das Amigas dos Maridos das Mães de Bragança - OrgaSnismo Sindical), continua a sua vil labuta todas as noites, excepto domingos, tornando-se cada vez mais difícil para os nossos pobres e indefesos homens regressar ao bem-amado lar a horas decentes e com o justo ganha-pão. agradeço que divulgue e previna a sua extensa lista de valerosos homens e mulheres que resistam corajosamente a esta praga que assola a nossa ditosa nação. bem-haja minha senhora
Maria Gustava dos Prazeres e Morais
sábado, 23 de dezembro de 2006
AS PALAVRAS DO SENHOR
Nesta quadra natalícia aconselho a leitura das palavras deste senhor.
Boas festas, mas não abusem, que podem ficar excitados e esta é uma quadra de castidade, pois Maria pariu sem ter sido fecundada por José. O José é que ficou todo fecundado com esta história, mas na altura o divórcio era ilegal!!!
JP+P
Boas festas, mas não abusem, que podem ficar excitados e esta é uma quadra de castidade, pois Maria pariu sem ter sido fecundada por José. O José é que ficou todo fecundado com esta história, mas na altura o divórcio era ilegal!!!
JP+P
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
OS AMERICANOS ESTÃO TRAMADOS
Pois é, depois da guerra no Vietname, não houve realizador americano que não tentasse ter êxito com umas filmagens de episódios da guerra. Foi de tal maneira que já deu para enjoar este tipo de filmes, até nós que não somos americanos. Agora a levarem uma tareia como vencedores da Guerra do Iraque, já posso imaginar o que aí vem. Os americanos estão tramados.
Em Portugal, já muitos filmes foram feitos onde se foca a guerra colonial, seja na Guiné, Angola ou Moçambique. Mas esta semana estreia mais um. Na falta de uma guerra mais recente lá teremos que levar com mais do mesmo. Os portugueses estão ultramados.
JP+P
Em Portugal, já muitos filmes foram feitos onde se foca a guerra colonial, seja na Guiné, Angola ou Moçambique. Mas esta semana estreia mais um. Na falta de uma guerra mais recente lá teremos que levar com mais do mesmo. Os portugueses estão ultramados.
JP+P
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Que merda!
Acho que m'enganaram e eu caí que nem uma parva!
Mudei esta merda para Beta, tinha que dar um e-mail! Dei o meu, que depois mudaria. Criei piadinhasetorradinhas@gmail.com, com password: loucos, mas agora só aceita o meu, e a password do meu mail!!! Foda-se! Não me deixa mudar, nada! Ficou acoplado ao meu gmail! Foda-se! Não quero! E se mudo password aqui, muda também a do meu mail!!! Não quero! Se tento criar um blog novinho do piadinhas, diz que já existe! AJUDEM-ME!
Juro que nunca mais me porto mal! Juro que estou arrependida e que fui precipitada!
Vou ler, outra vez, as instruções! Mas desistir do nosso Torradinhas é que...nunca!
Rezem por mim!
S
Mudei esta merda para Beta, tinha que dar um e-mail! Dei o meu, que depois mudaria. Criei piadinhasetorradinhas@gmail.com, com password: loucos, mas agora só aceita o meu, e a password do meu mail!!! Foda-se! Não me deixa mudar, nada! Ficou acoplado ao meu gmail! Foda-se! Não quero! E se mudo password aqui, muda também a do meu mail!!! Não quero! Se tento criar um blog novinho do piadinhas, diz que já existe! AJUDEM-ME!
Juro que nunca mais me porto mal! Juro que estou arrependida e que fui precipitada!
Vou ler, outra vez, as instruções! Mas desistir do nosso Torradinhas é que...nunca!
Rezem por mim!
S
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Ao prof Marcelo já tudo lhe parece um sonho
Ouvi o prof Marcelo dizer, no seguimento da polémica levantada por um pretenso aviso de alguém da "judite" ao Bimbo da Costa, que se não forem tomadas todas as acções, até às últimas consequências, para se aprovar a verdade, então vamos mesmo pensar que afinal nesta democracia há uma justiça para os pequenos e uma justiça para os poderosos.
Vamos pensar, Prof Marcelo? Então o senhor ainda não tinha pensado nisso?!
Usando uma sua expressão: Que diabo! O homem já pensa em tanta coisa que não pode pensar em tudo.
made in eu
Vamos pensar, Prof Marcelo? Então o senhor ainda não tinha pensado nisso?!
Usando uma sua expressão: Que diabo! O homem já pensa em tanta coisa que não pode pensar em tudo.
made in eu
domingo, 10 de dezembro de 2006
Ivan Lessa
Palavras, palavras, palavras...
Uma psiquiatra norte-americana, e ainda por cima Estado-unidense, afirmou, em livro, que as mulheres falam muito mais que os homens.
Envolveu-se pois a distinta em um sem-fim de velhas piadas, lendas urbanas e rurais e toda uma nova geração de ferozes e aborrecidas feministas. O nome da psiquiatra e autora é Louann Brizendine e ela ensina psiquiatria clínica na Universidade da Califórnia, em São Francisco.
O livro é “O Cérebro Feminino” e, nele, em essência, mas muita essência, ela alega que os cérebros masculinos e femininos são, assim como seus respectivos troncos e membros, completamente diferentes um do outro.
Se é para botar pra quebrar em matéria de lugar-comum, eu ajeito a boina, cofio o bigodinho e, do fundo de minha camisa listrada, coberta por um colar de cebolas, afirmo como se eu me chamasse Marcel, André ou Jean-Pierre: “Et vive la différence!”
Antes de entrar nos méritos dos cérebros dos outros, que desconheço como a palma da mão de quem me lê, gostaria de fazer um ou dois comentários a respeito da professora, de quem eu nunca ouvira falar, nem mais magra nem mais gorda.
Vejamos: Louann é nome de quem nasceu e cresceu em “trailer park” no estado de Mississippi, nos EUA. Brizendine, eu costumava tomar umas duas ou três antes de ir às buates na década de 60 no Rio. Quatro comprimidos então e uma garrafa de uísque descia redondo e com a maior facilidade.
Sem falar no fato, ou muito falando do fato, de que a gente falava a mais não poder, amanhecendo no dia seguinte sem ressaca mas com o queixo doendo para valer. Brizendine a gente comprava sem receita até 1962. Depois, os enxeridos responsáveis pela saúde do país proibiram: só com receita.
Felizmente, cá entre nós, havia sempre, num grupo, um médico que sabia das coisas da vida.
Papo firme numa boa
Levanto-me da mesa da casa noturna, deixo com pesar a década perdida como a de Scott Fitzgerald, e volto à nua e crua realidade do livro e da disciplina médica da Ilma. Sra. Dra. Louann Brizendine.
Em “O Cérebro Feminino”, a autora-psiquiatra, entre outras afirmações, deixa bem claro que as mulheres falam mais do que os homens. Segundo ela, uma mulher deve ser sonhadora, coquete e ardente… Não, não. Estou confundindo alhos com boleros. Segundo ela, deveria ter dito eu, as mulheres falam muito, mas muito mais mesmo, que os homens.
Brizendine é precisa: 20 mil palavras por dia. Os homens? Apenas 7 mil. Baixinho e sem interromper a interlocutora, concluo eu. Brizendine vai mais longe: as mulheres falam duas vezes mais rápido e mais rápidas que os homens.
Brizendine fica distante porém de alguns detalhes a meu ver importantes: essa falação toda não será apenas na cidade de São Francisco ou no estado da Califórnia? Não será por estarem na presença da Brizendine, que dá-lhes um bicho-carpinteiro na língua e, muito exibidas, postam-se a falar a 1000 quilômetros por hora?
Não estarão as mulheres de São Francisco ou da Califórnia perdidas no tempo tomando superdoses de psicotrópicos ou estupefacientes? Dexamil, Benzedrina, Estenamina, Pervitin. Brizendine, por aí? Isso sem falar em como conseguiu medir as palavras de umas e de outros.
Ou na parte mais interessante da história: elas falam 20 mil palavras por dia, mas sobre o quê? Alguma coisa que valha a pena no meio? E as 7 mil palavras dos homens? Pode ser menos, mas vai ver é tudo sensacional e saboroso ou então muito mais ou tão idiota quanto as 20 mil das moças.
Enfim, eu estou, para variar, escrevendo demais besteira muita. Paro por aqui, vou para casa. Antes passo pelo pianista, peço que toque o fox-trot que me serve de tema e por aqui encerro – sempre de dentes cerrados – a noitada que blablablá, blablablá, blablablá…
Uma psiquiatra norte-americana, e ainda por cima Estado-unidense, afirmou, em livro, que as mulheres falam muito mais que os homens.
Envolveu-se pois a distinta em um sem-fim de velhas piadas, lendas urbanas e rurais e toda uma nova geração de ferozes e aborrecidas feministas. O nome da psiquiatra e autora é Louann Brizendine e ela ensina psiquiatria clínica na Universidade da Califórnia, em São Francisco.
O livro é “O Cérebro Feminino” e, nele, em essência, mas muita essência, ela alega que os cérebros masculinos e femininos são, assim como seus respectivos troncos e membros, completamente diferentes um do outro.
Se é para botar pra quebrar em matéria de lugar-comum, eu ajeito a boina, cofio o bigodinho e, do fundo de minha camisa listrada, coberta por um colar de cebolas, afirmo como se eu me chamasse Marcel, André ou Jean-Pierre: “Et vive la différence!”
Antes de entrar nos méritos dos cérebros dos outros, que desconheço como a palma da mão de quem me lê, gostaria de fazer um ou dois comentários a respeito da professora, de quem eu nunca ouvira falar, nem mais magra nem mais gorda.
Vejamos: Louann é nome de quem nasceu e cresceu em “trailer park” no estado de Mississippi, nos EUA. Brizendine, eu costumava tomar umas duas ou três antes de ir às buates na década de 60 no Rio. Quatro comprimidos então e uma garrafa de uísque descia redondo e com a maior facilidade.
Sem falar no fato, ou muito falando do fato, de que a gente falava a mais não poder, amanhecendo no dia seguinte sem ressaca mas com o queixo doendo para valer. Brizendine a gente comprava sem receita até 1962. Depois, os enxeridos responsáveis pela saúde do país proibiram: só com receita.
Felizmente, cá entre nós, havia sempre, num grupo, um médico que sabia das coisas da vida.
Papo firme numa boa
Levanto-me da mesa da casa noturna, deixo com pesar a década perdida como a de Scott Fitzgerald, e volto à nua e crua realidade do livro e da disciplina médica da Ilma. Sra. Dra. Louann Brizendine.
Em “O Cérebro Feminino”, a autora-psiquiatra, entre outras afirmações, deixa bem claro que as mulheres falam mais do que os homens. Segundo ela, uma mulher deve ser sonhadora, coquete e ardente… Não, não. Estou confundindo alhos com boleros. Segundo ela, deveria ter dito eu, as mulheres falam muito, mas muito mais mesmo, que os homens.
Brizendine é precisa: 20 mil palavras por dia. Os homens? Apenas 7 mil. Baixinho e sem interromper a interlocutora, concluo eu. Brizendine vai mais longe: as mulheres falam duas vezes mais rápido e mais rápidas que os homens.
Brizendine fica distante porém de alguns detalhes a meu ver importantes: essa falação toda não será apenas na cidade de São Francisco ou no estado da Califórnia? Não será por estarem na presença da Brizendine, que dá-lhes um bicho-carpinteiro na língua e, muito exibidas, postam-se a falar a 1000 quilômetros por hora?
Não estarão as mulheres de São Francisco ou da Califórnia perdidas no tempo tomando superdoses de psicotrópicos ou estupefacientes? Dexamil, Benzedrina, Estenamina, Pervitin. Brizendine, por aí? Isso sem falar em como conseguiu medir as palavras de umas e de outros.
Ou na parte mais interessante da história: elas falam 20 mil palavras por dia, mas sobre o quê? Alguma coisa que valha a pena no meio? E as 7 mil palavras dos homens? Pode ser menos, mas vai ver é tudo sensacional e saboroso ou então muito mais ou tão idiota quanto as 20 mil das moças.
Enfim, eu estou, para variar, escrevendo demais besteira muita. Paro por aqui, vou para casa. Antes passo pelo pianista, peço que toque o fox-trot que me serve de tema e por aqui encerro – sempre de dentes cerrados – a noitada que blablablá, blablablá, blablablá…
sábado, 9 de dezembro de 2006
GRANDE SALSADA
A Catarina Salgado lança um livro com pormenores picantes sobre assuntos escaldantes. É um doce! Mas que vai deixar uns amargos de boca, ai isso vai!!! É o que dá deixar azedar as coisas... isto ainda vai dar molho.
S
S
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
Estória do Arco da Velha
Marta era sobrinha do chefe dos correios da pacata e pequena aldeia do Bilgão.
Marta era conhecida, e merecidamente, por ter um espírito livre e um corpo muito ocupado.
É verdade que nem todos os rapazes do Bilgão "lá" tinham ido, mas poucos.
Marta teria muito menos deles do que se poderia pensar. 8 segundos era o recorde do maior machão da aldeia. A performance standard daqueles homens era baixa para padrões de outras freguesias. Mas isso não se sabia no Bilgão.
Até que Zeferino, vindo de outras paragens, se encantou com Marta.
Na entrada da aldeia havia um arco, que tinha, em tempos, tido uma porta, que isolava a aldeia de outros conquistadores. A porta era a segurança dos homens e a infelicidade das mulheres. Há muito que a porta não existia. Nem por isso os homens se tornaram mais seguros. Nem por isso ficaram mais felizes as mulheres. Debaixo do arco havia uma casa de uma divisão, onde tinha vivido o guarda, ou o porteiro, como cada um quiser imaginar.
Zeferino levou Marta até ao arco e, encostado à parede, abriu novos horizontes a Marta: 16 segundos !! Homens daqueles não havia em Bilgão. Sofreu Marta na dúvida se deveria contar, ou não, a outras tantas Martas de tão poucos segundos. Se um homem vindo do concelho vizinho durava o dobro, imagine-se o que deveria ser lá para Lisboa. Um minuto seria, pelo menos. Como estava certa Marta do Bilgão, mas não mais que isso.
E assim foi que, a partir de então, o arco era o sorriso, a luz, e o sonho de todas as mulheres bilganianas.
Já não havia guarda na casa do arco. Lá, vivia agora Geralda, de 90 anos, com muitos, muitos segundos de falsa alegria.
Dezasseis foram quantos bastaram para que Marta e Zeferino transformassem o acto numa estória do Arco da Velha.
made in eu
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
a maioria da malta está-se nas tintas
Tirado dum livro de Phillip Roth (os nomes foram trocados para portugueses)
...As notícias não lhe diziam nada. As notícias serviam para as pessoas terem assunto de conversa, e ele, indiferente ao rumo não transgressivo das actividades normalizadas, não desejava conversar com ninguém. Não lhe interessava quem estava em guerra com quem, nem onde um avião caíra, nem o que acontecera em Baghdad. Não queria sequer saber quem era o presidente da república. Preferia foder Zulmira, preferia foder fosse lá quem fosse a ver o ministro da defesa. O espectro dos seus prazeres era estreito e nunca se alongava até ao noticiário da noite. Edmundo reduzia-se do mesmo modo que se reduz um molho, deixando-se espessar pelos próprios fogos para melhor concentrar a sua essência e ser desafiadoramente ele mesmo. ...
made in eu
...As notícias não lhe diziam nada. As notícias serviam para as pessoas terem assunto de conversa, e ele, indiferente ao rumo não transgressivo das actividades normalizadas, não desejava conversar com ninguém. Não lhe interessava quem estava em guerra com quem, nem onde um avião caíra, nem o que acontecera em Baghdad. Não queria sequer saber quem era o presidente da república. Preferia foder Zulmira, preferia foder fosse lá quem fosse a ver o ministro da defesa. O espectro dos seus prazeres era estreito e nunca se alongava até ao noticiário da noite. Edmundo reduzia-se do mesmo modo que se reduz um molho, deixando-se espessar pelos próprios fogos para melhor concentrar a sua essência e ser desafiadoramente ele mesmo. ...
made in eu
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
A ESPERANÇA É A ÚLTIMA
Lá diz o povo que a esperança é a última coisa a morrer!... mas também morre!!!
Avisam-se todos os portugueses (mesmo os que votaram no PS) que o funeral foi marcado para o próximo dia 11 de Fevereiro, dia em que mais de 50% dos portugueses não vão sair de casa, deitando assim uma valente porção de terra sobre a esperança, já de si tão definhada, de um dia vermos os portugueses a fazer alguma coisa de positivo para a modernização deste País.
A partir do dia 12 de Fevereiro o governo sabe que pode continuar a fazer o que lhe der na gana, mesmo que indo contra todas as promessas eleitorais, porque a maioria da malta está-se nas tintas... e serão facilmente enganados de novo com a treta da estabilidade. Para mais quando já nem existe a esperança de termos um País como deve ser!
JP+P
Avisam-se todos os portugueses (mesmo os que votaram no PS) que o funeral foi marcado para o próximo dia 11 de Fevereiro, dia em que mais de 50% dos portugueses não vão sair de casa, deitando assim uma valente porção de terra sobre a esperança, já de si tão definhada, de um dia vermos os portugueses a fazer alguma coisa de positivo para a modernização deste País.
A partir do dia 12 de Fevereiro o governo sabe que pode continuar a fazer o que lhe der na gana, mesmo que indo contra todas as promessas eleitorais, porque a maioria da malta está-se nas tintas... e serão facilmente enganados de novo com a treta da estabilidade. Para mais quando já nem existe a esperança de termos um País como deve ser!
JP+P
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
"Arre!! Estou farto de semi-deuses!"
"Arre!! Estou farto de semi-deuses!" - como desabafou Fernando Pessoa perante um conjunto de obtusidades, como as que encontrei ontem na casa Fernando Pessoa.
Ontem, celebrou-se na casa Fernando Pessoa, na R. Coelho da Rocha, em Lisboa, o 13º aniversário da dita casa e, como o meu pai me informou desse evento, e que iam ter uma tertúlia para leitura de textos, lembrei-me que seria uma homenagem bonita ler lá o texto da Omeleta Transcendente, que só um muito digno e restrito grupo conhece.
Lá chego às 22:30 junto dos ilustres, e pergunto a um, que me diz para perguntar a outro, que ainda me manda para o do lado, a quem pergunto:
-Olhe! Eu queria ler um pequeno texto.
-Não pode ser! Não temos tempo! É que depois têm de fechar isto, mas fica para outro dia, pode ser?
-Não devo querer voltar cá tão cedo!!
Portanto, às 23h ia ser dstribuída uma ceia. Por isso, o valor mais alto do canapé se levantara impetuoso contra a omeleta!!
Bem! Escusado será dizer que, às 23:30, a dita ceia ainda estava por servir...
Viemos embora...
E o meu Fernando, bem mais pessoa, apesar de nem apreciar poemas, disse:
-A censura já terminou hás uns anos atrás! Não sei é se eles foram informados!
Como é que não tinham tempo, se 6ªf. é feriado?
Já sei! Ninguém tem o Tempo, por isso deve-se é aproveitar as cerimónias em memória do falecimento de Fernando Pessoa para promover os livros de outros autores, ainda vivos, que ali foram ler os seus textos, já que, para recriar Pessoa desinteressadamente, não há tempo!
Arre!! E eu é que sou de Gestão!
Beijos
Rosina Ramos
Ontem, celebrou-se na casa Fernando Pessoa, na R. Coelho da Rocha, em Lisboa, o 13º aniversário da dita casa e, como o meu pai me informou desse evento, e que iam ter uma tertúlia para leitura de textos, lembrei-me que seria uma homenagem bonita ler lá o texto da Omeleta Transcendente, que só um muito digno e restrito grupo conhece.
Lá chego às 22:30 junto dos ilustres, e pergunto a um, que me diz para perguntar a outro, que ainda me manda para o do lado, a quem pergunto:
-Olhe! Eu queria ler um pequeno texto.
-Não pode ser! Não temos tempo! É que depois têm de fechar isto, mas fica para outro dia, pode ser?
-Não devo querer voltar cá tão cedo!!
Portanto, às 23h ia ser dstribuída uma ceia. Por isso, o valor mais alto do canapé se levantara impetuoso contra a omeleta!!
Bem! Escusado será dizer que, às 23:30, a dita ceia ainda estava por servir...
Viemos embora...
E o meu Fernando, bem mais pessoa, apesar de nem apreciar poemas, disse:
-A censura já terminou hás uns anos atrás! Não sei é se eles foram informados!
Como é que não tinham tempo, se 6ªf. é feriado?
Já sei! Ninguém tem o Tempo, por isso deve-se é aproveitar as cerimónias em memória do falecimento de Fernando Pessoa para promover os livros de outros autores, ainda vivos, que ali foram ler os seus textos, já que, para recriar Pessoa desinteressadamente, não há tempo!
Arre!! E eu é que sou de Gestão!
Beijos
Rosina Ramos
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
QUENTES E BOAS
Acho que pelo menos uma vez por ano devemos parar junto a um vendedor de castanhas, sentir aquele aroma característico, parar um pouco de uma correria qualquer, e pedir uma dose, um pacotinho artesanal de páginas amarelas elaborado. Antes de começar a descascá-las, convém sentir o calor entre as mãos, depois parar num parque já com as cores do Outono e saborear. São mesmo caras, as castanhas, mas uma vez por ano vale a pena o esforço.
É como comer qualquer tipo de fruta, se enchermos a barriga de uma variedade qualquer, mas que seja mesmo boa, ficamos com uma satisfação que dá para o ano todo. Ainda se pode comer outra vez, mas aquela barrigada é a que vai durar mais de 300 dias na memória.
Uma coisa eu faço sempre, passear num azinhal e ir provando as bolotas. Não é lá grande fruto, mas de vez em quando lá sai uma boazinha, e sabe tão bem.
Deus tenha piedade daqueles que só comem fruta de hipermercado...
JP+P
É como comer qualquer tipo de fruta, se enchermos a barriga de uma variedade qualquer, mas que seja mesmo boa, ficamos com uma satisfação que dá para o ano todo. Ainda se pode comer outra vez, mas aquela barrigada é a que vai durar mais de 300 dias na memória.
Uma coisa eu faço sempre, passear num azinhal e ir provando as bolotas. Não é lá grande fruto, mas de vez em quando lá sai uma boazinha, e sabe tão bem.
Deus tenha piedade daqueles que só comem fruta de hipermercado...
JP+P
terça-feira, 28 de novembro de 2006
MARCAR A AGENDA
Pois quem viu a espécie de magazine ficou mais uma vez bem impressionado. Não é que aquela equipa descobriu que agora marca a agenda do que está para acontecer? Eles mostraram a foto daquele estudante com o cartaz : "queremos coisas tipo boas", quando eles próprios tinham inventado uma manif com um cartaz idêntico: "keremos cenas tipo boas".
Mas no Domingo inventaram uma cena sobre aquela cretinice de espécie de programa da TVI (que depois dos Dizârte inventaram outro fenómeno idiotizante que nos vai aturdir: os Forteiste), o Canta por Mim, em que a familia de um desgraçadinho estava à porta da TVI a protestar e a ameaçar por considerarem injusta uma escolha de outro desgraçadinho para passar à final dos desgraçadinhos, e logo a seguir (sim, eu confesso que estive a ver a TVI, mas foi só para me deleitar com a Maria João) a Júlia Pinheiro, ao falar com uma desgraçadinha, refere, em jeito de graçola, que se o resultado não for bom para esta, os seus pais já estão preparados para vir a Lisboa armados com cacetes, etc. Os gato fedorento, uma vez mais, a marcarem a actualidade!!!
Mas no Domingo inventaram uma cena sobre aquela cretinice de espécie de programa da TVI (que depois dos Dizârte inventaram outro fenómeno idiotizante que nos vai aturdir: os Forteiste), o Canta por Mim, em que a familia de um desgraçadinho estava à porta da TVI a protestar e a ameaçar por considerarem injusta uma escolha de outro desgraçadinho para passar à final dos desgraçadinhos, e logo a seguir (sim, eu confesso que estive a ver a TVI, mas foi só para me deleitar com a Maria João) a Júlia Pinheiro, ao falar com uma desgraçadinha, refere, em jeito de graçola, que se o resultado não for bom para esta, os seus pais já estão preparados para vir a Lisboa armados com cacetes, etc. Os gato fedorento, uma vez mais, a marcarem a actualidade!!!
sábado, 25 de novembro de 2006
E eu trago L.F.V. (vivam os cronistas brasileiros)
Simplicidade
Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!
Brigar, me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago!
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano...
E telejornais... Os médicos deveriam proibir... como doem!
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou mozzarela que previna!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!
Luís Fernando Veríssimo
S
Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!
Brigar, me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago!
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano...
E telejornais... Os médicos deveriam proibir... como doem!
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou mozzarela que previna!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!
Luís Fernando Veríssimo
S
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
mas eu gosto dela mesmo assim...
A protecção civil avisa que perante uma frente fria devemo-nos agasalhar. Que perante chuva forte e rajadas de vento, devemos fechar portas e janelas.
E eu que nunca tinha pensado nisso...
Que seria da nossa vida sem os conselhos da protecção civil?
Serão patetas ao ponto de se acharem,de facto, importantes e de grande ajuda na vida de alguém?
Só por isso, e só mesmo por isso, valia a pena ser militar. Supondo que não existe uma protecção militar, claro está. A haver uma, imagino que conselhos daria...
made in eu
E eu que nunca tinha pensado nisso...
Que seria da nossa vida sem os conselhos da protecção civil?
Serão patetas ao ponto de se acharem,de facto, importantes e de grande ajuda na vida de alguém?
Só por isso, e só mesmo por isso, valia a pena ser militar. Supondo que não existe uma protecção militar, claro está. A haver uma, imagino que conselhos daria...
made in eu
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Ivan Lessa
Sempre que puder tentarei trazer para aqui Ivan Lessa. Vale a pena, eu acho.
Ivan Lessa: Ao vencedor, as trufas!
Eu ando falando, ou escrevendo, um pouco demais sobre os prazeres da mesa. Sobre comida, sobre bebida.
Outro dia, aqui mesmo, neste espaço, estava eu às voltas com água de coco, derramando um copázio ou copão cheio bem em cima do colo do leitor, que nada tem a ver com minhas comilanças ou bebericagens.
Pois, chato que sou, continuo sentadão aqui esperando que me sirvam. Ou que pelo menos me tragam a nota.
Tenho também passado por uma fase confessional. Junto a fome com a vontade de abrir o jogo e vou logo me sentando à mesa.
Eu nunca comi trufa. Aquele bombom, sim. Agora, trufa mesmo, daquelas sérias, para valer, nunca. Nem sei de que se trata.
Sei que, como o caviar, trata-se de algo requintadíssimo, coisa de rico, ou riquérrimo, e só pode ser uma delícia. Caviar, eu já provei. Muito. Adoro, inclusive.
Mesmo não sendo Beluga ou Seruga, tidas como os tipos mais saborosos, mas achei bom demais no biscoitinho salgado e acabou-se o que não era nada doce.
Lembro que parecia, o caviar, ova de peixe metida a besta, mas eu achei sensacional.
Como dizem os pobres e perdedores, um dia minha sorte vai mudar, ficarei rico e, então, vai ser Beluga e Seruga dia sim, dia não.
Uma explicação: a rigor os dois tipos de caviar dispensam as maiúsculas. Mas tudo que eu prezo na vida vem em letras maiúsculas. Inclusive o Aforismo. Mesmo caindo aos pedaços, mas Aforismo, conquanto que seja meu.
À mesa como convém
Deu nos jornais e espero que não tenha passado despercebido aí: foi encontrada a maior trufa branca da história. Daquelas de pegar o Livro Guinness de Recordes: 1 quilo e 500 gramas.
A primeirona, antes dessa, pesava apenas 1 quilo e 200 gramas. Esses 300 gramas é que fizeram toda a diferença do mundo.
Isso porque um magnata comprou o raio da gordota trufona pelo módico preço (para magnatas) de perto de 170 mil dólares. A trufa em questão, a biguana, era de origem italiana.
O magnata que agora é o feliz possuidor da maior trufa branca do mundo tem nacionalidade japonesa e prefere quedar no anonimato, pois aos magnatas não é dado “ficar” mas sim “quedar”.
Nosso amigo, e das grandes trufas, venceu franceses e italianos no leilão gastronômico.
Curioso. Não tinha nenhum gastrônomo americano na jogada. Manjo. Eles preferem se guardar para telas renascentistas ou impressionistas.
Parece que um Van Eyk ou um Manet vão que é uma beleza com um bom bife mal passado a cavalo.
Heróis desconhecidos
Nem eu e certamente nem você que me lê, amigo leitor, já provamos trufa.
Sabemos, pois vimos foto, ou desenho, das raridades, mesmo que em tamanho médio ou pequeno, que as bichinhas são danadas de feias.
A natureza primeiro esconde e depois compensa. Sim, pois as trufas, esses tubérculos fungosos, são dificílimas de se achar.
Crescem à beira de árvores, próximas às suas raízes e, não bastasse essa peça da natureza, quem melhor as fareja são porcos e cães. Não comem, mas farejam que é uma beleza.
Como os cães delatam latindo com fúria para cima do malfeitor, nas aduanas da vida, portando drogas ou bombas. Como os porcos… bem, os porcos sendo porcos.
Comida de porco e cachorro, portanto. Mas que encanta, dizem, pratos de massa, omeletes e risotos.
Seu aroma picante e delicado compensa tudo, afirmam os entendidos. A trufa é conhecida como “o diamante da cozinha”.
Tudo bem. Eles lá, com elas, eu cá. Prefiro sal grosso e pimenta malagueta apenas. Temperos básicos que não violentam a natureza contemplativa de nossos irmãos irracionais.
Ivan Lessa: Ao vencedor, as trufas!
Eu ando falando, ou escrevendo, um pouco demais sobre os prazeres da mesa. Sobre comida, sobre bebida.
Outro dia, aqui mesmo, neste espaço, estava eu às voltas com água de coco, derramando um copázio ou copão cheio bem em cima do colo do leitor, que nada tem a ver com minhas comilanças ou bebericagens.
Pois, chato que sou, continuo sentadão aqui esperando que me sirvam. Ou que pelo menos me tragam a nota.
Tenho também passado por uma fase confessional. Junto a fome com a vontade de abrir o jogo e vou logo me sentando à mesa.
Eu nunca comi trufa. Aquele bombom, sim. Agora, trufa mesmo, daquelas sérias, para valer, nunca. Nem sei de que se trata.
Sei que, como o caviar, trata-se de algo requintadíssimo, coisa de rico, ou riquérrimo, e só pode ser uma delícia. Caviar, eu já provei. Muito. Adoro, inclusive.
Mesmo não sendo Beluga ou Seruga, tidas como os tipos mais saborosos, mas achei bom demais no biscoitinho salgado e acabou-se o que não era nada doce.
Lembro que parecia, o caviar, ova de peixe metida a besta, mas eu achei sensacional.
Como dizem os pobres e perdedores, um dia minha sorte vai mudar, ficarei rico e, então, vai ser Beluga e Seruga dia sim, dia não.
Uma explicação: a rigor os dois tipos de caviar dispensam as maiúsculas. Mas tudo que eu prezo na vida vem em letras maiúsculas. Inclusive o Aforismo. Mesmo caindo aos pedaços, mas Aforismo, conquanto que seja meu.
À mesa como convém
Deu nos jornais e espero que não tenha passado despercebido aí: foi encontrada a maior trufa branca da história. Daquelas de pegar o Livro Guinness de Recordes: 1 quilo e 500 gramas.
A primeirona, antes dessa, pesava apenas 1 quilo e 200 gramas. Esses 300 gramas é que fizeram toda a diferença do mundo.
Isso porque um magnata comprou o raio da gordota trufona pelo módico preço (para magnatas) de perto de 170 mil dólares. A trufa em questão, a biguana, era de origem italiana.
O magnata que agora é o feliz possuidor da maior trufa branca do mundo tem nacionalidade japonesa e prefere quedar no anonimato, pois aos magnatas não é dado “ficar” mas sim “quedar”.
Nosso amigo, e das grandes trufas, venceu franceses e italianos no leilão gastronômico.
Curioso. Não tinha nenhum gastrônomo americano na jogada. Manjo. Eles preferem se guardar para telas renascentistas ou impressionistas.
Parece que um Van Eyk ou um Manet vão que é uma beleza com um bom bife mal passado a cavalo.
Heróis desconhecidos
Nem eu e certamente nem você que me lê, amigo leitor, já provamos trufa.
Sabemos, pois vimos foto, ou desenho, das raridades, mesmo que em tamanho médio ou pequeno, que as bichinhas são danadas de feias.
A natureza primeiro esconde e depois compensa. Sim, pois as trufas, esses tubérculos fungosos, são dificílimas de se achar.
Crescem à beira de árvores, próximas às suas raízes e, não bastasse essa peça da natureza, quem melhor as fareja são porcos e cães. Não comem, mas farejam que é uma beleza.
Como os cães delatam latindo com fúria para cima do malfeitor, nas aduanas da vida, portando drogas ou bombas. Como os porcos… bem, os porcos sendo porcos.
Comida de porco e cachorro, portanto. Mas que encanta, dizem, pratos de massa, omeletes e risotos.
Seu aroma picante e delicado compensa tudo, afirmam os entendidos. A trufa é conhecida como “o diamante da cozinha”.
Tudo bem. Eles lá, com elas, eu cá. Prefiro sal grosso e pimenta malagueta apenas. Temperos básicos que não violentam a natureza contemplativa de nossos irmãos irracionais.
sábado, 18 de novembro de 2006
DESLIALDADE E PRETENÇÃO
.
Já aqui se falou da tristeza cultural das nossas TVs, mas ontem à noite na TVI quiseram concorrer com as gargalhadas dos espectadores da espécie de magazine, na RTP1, e no Jornal das 20 horas legendaram umas declarações telefónicas do Carlos Queirós, para darem seguimento a uma polémica inventada no mundo do futebol (que vive de polémicas inventadas para distrair as pessoas dos escândalos sucessivos e permanentes). E nessa mesma legendagem, em pouco mais de 30 segundos, escreveram DESL I ALDADE e PRETEN Ç ÃO. Foi de chorar, tão estúpidos e tão bem pagos, com tanta gente no desemprego que poderia fazer a correcção antes de emitirem para todo o País. Claro está que este canal é dedicado às pessoas que vêem telenovelas, pessoas pouco exigentes, quem me manda a mim ter a TV ligada naquele canal?
JP+P
Já aqui se falou da tristeza cultural das nossas TVs, mas ontem à noite na TVI quiseram concorrer com as gargalhadas dos espectadores da espécie de magazine, na RTP1, e no Jornal das 20 horas legendaram umas declarações telefónicas do Carlos Queirós, para darem seguimento a uma polémica inventada no mundo do futebol (que vive de polémicas inventadas para distrair as pessoas dos escândalos sucessivos e permanentes). E nessa mesma legendagem, em pouco mais de 30 segundos, escreveram DESL I ALDADE e PRETEN Ç ÃO. Foi de chorar, tão estúpidos e tão bem pagos, com tanta gente no desemprego que poderia fazer a correcção antes de emitirem para todo o País. Claro está que este canal é dedicado às pessoas que vêem telenovelas, pessoas pouco exigentes, quem me manda a mim ter a TV ligada naquele canal?
JP+P
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Isto está a ir!
