é que detesto ideias conservadoras e concursos nacionais
S
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
e ponto final

«Devo à Providência a graça de ser pobre; sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, sustentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não pelas ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre.Jamais empregarei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam, esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha a culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano.Penso ter ganho, graças a um trabalho sério, os meus graus académicos e o direito a desempenhar as minhas funções universitárias. Obrigado a perder o contacto com as ciências que cultivava, mas não com os métodos de trabalho, posso dizer que as reencontrei sob o ângulo da sua aplicação prática; e folheando menos os livros, esforcei-me em anos de estudo, de meditação, de acção intensa, por compreender melhor os homens e a vida. Pude esclarecer-me.Não tenho ambições, não desejo subir mais alto e entendo que no momento oportuno deve outrem vir ocupar o meu lugar, para oferecer ao serviço da Nação maior capacidade de trabalho, rasgar novos horizontes e experimentar novas ideias ou métodos. Não posso envaidecer-me, pois que não realizei tudo o que desejava; mas realizei o suficiente para não poder dizer que falhei na minha missão. Não sinto por isso a amargura dos que merecida ou imerecidamente não viram coroados os seus esforços e maldizem dos homens e da sorte. Nem sequer me lembro de Ter recebido ofensas que em desagravo me induzam a ser menos justo ou imparcial. Pelo contrário, neste país, onde tão ligeiramente se apreciam e depreciam os homens públicos, gozo do raro privilégio do respeito geral. Pude servir. »
É por isto que vai ser considerado o maior português de sempre. Ou muito me engano...
terça-feira, 14 de novembro de 2006
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
UM DIA FELIZ PARA OS AMERICANOS
.
Os iraquianos fundamentalistas acharam que o dia da condenação à derrota do Jorge Bush foi de felicidade para os americanos. Custa-me um pouco a entender este afastamento do maometismo, principalmente por parte dos fundamentalistas.
Não sou contra as eleições livres, mas é triste ver o afastamento de um líder que já nos habituou a alguns momentos de gargalhadas sonoras, ainda que com um ou outro momento de estupidez na gestão da hegemonia dos interesses americanos, o que leva à morte de milhares de crianças e outros inocentes, condenados a morrer sem ao menos terem direito à leitura da sua pena de morte. A fome e a violência são tão estúpidas que não sabem escrever!
Discutíamos ontem a questão da violência na família, no curso de Cidadania Activa. Bater nas mulheres, bater nas crianças, uma chapada de um pai não é violência, mas se for a mesma chapada aplicada por um empregado de mesa num café já é violência. Uma das colegas deste curso defendeu que uma chapada ou um açoite aplicados na altura certa fazem parte da educação. E qual o limite entre a chapada educativa e a violência sobre a criança? Disse ela, nesta definição soberba: "uma estalada na cara, desde que a criança não perca o equilíbrio, não é violência".
Outra colega contou como viu um dia um casal à porta de um hipermercado, com uma criança a chorar, e o pai aplica uma chapada na criança, mas a sogra que também ali estava intervém e critica o pai por bater na filha, eis que o senhor, vociferando que ela não tem nada a ver com o assunto da educação da filha, agarra no chapéu de chuva e desata à "bastonada" na sogra, que se agacha protegendo a cabeça e vai levando com o chapéu nas costas. Esta colega que testemunhou a cena desde o início tenta chamar os seguranças, mas estes dizem que apenas podem chamar a polícia, vai ela própria e agarra no chapéu de chuva por trás do agressor, quando este o levantava para desferir mais um golpe na vítima. Uma troca de palavras, chega a polícia e o senhor logo diz à sogra: "lá em casa leva mais!". Ora, se a senhora agredida não perdeu o equilíbrio, e estando em causa uma questão de educação da sogra, este não foi um acto de violência!
JP+P
Os iraquianos fundamentalistas acharam que o dia da condenação à derrota do Jorge Bush foi de felicidade para os americanos. Custa-me um pouco a entender este afastamento do maometismo, principalmente por parte dos fundamentalistas.
Não sou contra as eleições livres, mas é triste ver o afastamento de um líder que já nos habituou a alguns momentos de gargalhadas sonoras, ainda que com um ou outro momento de estupidez na gestão da hegemonia dos interesses americanos, o que leva à morte de milhares de crianças e outros inocentes, condenados a morrer sem ao menos terem direito à leitura da sua pena de morte. A fome e a violência são tão estúpidas que não sabem escrever!
Discutíamos ontem a questão da violência na família, no curso de Cidadania Activa. Bater nas mulheres, bater nas crianças, uma chapada de um pai não é violência, mas se for a mesma chapada aplicada por um empregado de mesa num café já é violência. Uma das colegas deste curso defendeu que uma chapada ou um açoite aplicados na altura certa fazem parte da educação. E qual o limite entre a chapada educativa e a violência sobre a criança? Disse ela, nesta definição soberba: "uma estalada na cara, desde que a criança não perca o equilíbrio, não é violência".
Outra colega contou como viu um dia um casal à porta de um hipermercado, com uma criança a chorar, e o pai aplica uma chapada na criança, mas a sogra que também ali estava intervém e critica o pai por bater na filha, eis que o senhor, vociferando que ela não tem nada a ver com o assunto da educação da filha, agarra no chapéu de chuva e desata à "bastonada" na sogra, que se agacha protegendo a cabeça e vai levando com o chapéu nas costas. Esta colega que testemunhou a cena desde o início tenta chamar os seguranças, mas estes dizem que apenas podem chamar a polícia, vai ela própria e agarra no chapéu de chuva por trás do agressor, quando este o levantava para desferir mais um golpe na vítima. Uma troca de palavras, chega a polícia e o senhor logo diz à sogra: "lá em casa leva mais!". Ora, se a senhora agredida não perdeu o equilíbrio, e estando em causa uma questão de educação da sogra, este não foi um acto de violência!
JP+P
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
um dia feliz para os iraquianos
Os americanos republicanos acharam que o dia da condenação do Sadame Ussein foi de felicidade para os iraquianos.
Custa-me um pouco a entender este afastamento do cristianismo, principalmente por parte dos republicanos.
Sou contra a pena de morte. Por pena, por mais nada. Mas que interessa? Afinal condenados à morte estamos todos e ninguém tem pena de nós.
Sadame foi mau, a julgar pelo que se lê, claro está - a mim nunca me fez mal nenhum -.
Os juizes de Sadame são maus, a julgar pelo que se lê. A mim nunca me fizeram mal nenhum.
O mundo fica melhor ou pior sem Sadame?
O mundo de Sadame é a vida de Sadame, como é o mundo para cada um de nós. Acabando nós, acaba o mundo para nós. Não há mundo fora de nós, nem nós contamos nada para o mundo.
Esse é o mistério, o milagre, a graça e a desgraça de tudo.
Começo a crer na governação feminina. Os homens mostraram já que não servem.
Os nossos primeiros, presidente e ministro, não comentaram o veredicto de Sadame. Estavam no Uruguai e não era o local próprio. Cobardes... Sim, em cobardia ninguém ganha a um político.
Custa-me um pouco a entender este afastamento do cristianismo, principalmente por parte dos republicanos.
Sou contra a pena de morte. Por pena, por mais nada. Mas que interessa? Afinal condenados à morte estamos todos e ninguém tem pena de nós.
Sadame foi mau, a julgar pelo que se lê, claro está - a mim nunca me fez mal nenhum -.
Os juizes de Sadame são maus, a julgar pelo que se lê. A mim nunca me fizeram mal nenhum.
O mundo fica melhor ou pior sem Sadame?
O mundo de Sadame é a vida de Sadame, como é o mundo para cada um de nós. Acabando nós, acaba o mundo para nós. Não há mundo fora de nós, nem nós contamos nada para o mundo.
Esse é o mistério, o milagre, a graça e a desgraça de tudo.
Começo a crer na governação feminina. Os homens mostraram já que não servem.
Os nossos primeiros, presidente e ministro, não comentaram o veredicto de Sadame. Estavam no Uruguai e não era o local próprio. Cobardes... Sim, em cobardia ninguém ganha a um político.
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
domingo, 29 de outubro de 2006
jogos no estádio do dragão
Os grandes vencedores dos jogos no estádio do dragão são sempre o Belenenses, o Sporting e o Benfica, independentemente do resultado. Estranho é ver os adeptos do FCPorto fazerem gestos e gritarem contra os adeptos adversários que se preparam para regressar a casa. Mesmo que a vitória caseira tenha sido esmagadora... Não verão que vale mais digerir uma pesada derrota em Lisboa que festejar uma grande vitória no Porto?
É deixá-los entregue à sua alegria...
E os jogadores lisboetas, mesmo perdendo, saem sempre com um sorriso, deixando os seus vitoriosos adversários a roerem-se de inveja.
Mas vem aí o TGV, por isso animem-se. Podem vir beber uns copos com os jogadores alfacinhas sempre que quiserem. O pior é para quem vai lá... No morrer, no pagar e em chegar ao Porto, quanto mais tarde melhor.
um amante da cidade
É deixá-los entregue à sua alegria...
E os jogadores lisboetas, mesmo perdendo, saem sempre com um sorriso, deixando os seus vitoriosos adversários a roerem-se de inveja.
Mas vem aí o TGV, por isso animem-se. Podem vir beber uns copos com os jogadores alfacinhas sempre que quiserem. O pior é para quem vai lá... No morrer, no pagar e em chegar ao Porto, quanto mais tarde melhor.
um amante da cidade
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
no futuro
No futuro…
O preconceito é, hoje, interpretado como sinal contrário à natural evolução humana. É preconceituoso estar em desacordo com a legalização dos casamentos homosexuais; é preconceituoso não concordar com adopção de crianças por casais homosexuais; é preconceituoso não apoiar o movimento de despenalização do aborto: é preconceituoso não aceitar inverter a base da educação moral nas sociedades modernas.
É necessário combater o preconceito! Dar mais um passo, dar sempre mais um passo! Se antes o casamento entre pessoas do mesmo sexo era um assunto questionável, neste momento (dado mais um passo), o assunto é: Para quando a adopção de crianças por casais homosexuais. Muito bem, vou dar, não um, mais dois passos em frente, saltarei por cima da despenalização da bestialidade e reivindicarei desde já a despenalização da Electrofilia. Sou um homem moderno e tenho um caso com a minha torradeira eléctrica!. O aspirador é um reaccionário, está contra, e por vezes recusa-se a encher o saco, mas não me importo, é uma questão de tempo: ele há-de ter que aceitar! A electrofilia é uma das grandes questões do futuro! E esta, nem o Louçã me há-de roubar.
No futuro, entre outras coisas, quando os nossos electrodomésticos avariarem receberemos todos um subsídio de apoio à família, bastando para isso que vivamos casados, ou, pelo menos, em união de facto, com o electrodoméstico dos nossos olhos.
Não sejas reaccionário! Não participes apenas em manifestações gay, não te juntes só às barriguinhas liberais, dá mais um passo! Entra no mundo da electrofilia! Se amas o teu televisor, casa com ele! Se te apaixonaste pelo teu computador, assume-te! Se organizas orgias com todos os teus electrodomésticos, ninguém tem nada com isso! Pede mas é a redução das tarifas à EDP; luta pela tua felicidade! Liberta o electrofílico que há em ti!!!
jc
O preconceito é, hoje, interpretado como sinal contrário à natural evolução humana. É preconceituoso estar em desacordo com a legalização dos casamentos homosexuais; é preconceituoso não concordar com adopção de crianças por casais homosexuais; é preconceituoso não apoiar o movimento de despenalização do aborto: é preconceituoso não aceitar inverter a base da educação moral nas sociedades modernas.
É necessário combater o preconceito! Dar mais um passo, dar sempre mais um passo! Se antes o casamento entre pessoas do mesmo sexo era um assunto questionável, neste momento (dado mais um passo), o assunto é: Para quando a adopção de crianças por casais homosexuais. Muito bem, vou dar, não um, mais dois passos em frente, saltarei por cima da despenalização da bestialidade e reivindicarei desde já a despenalização da Electrofilia. Sou um homem moderno e tenho um caso com a minha torradeira eléctrica!. O aspirador é um reaccionário, está contra, e por vezes recusa-se a encher o saco, mas não me importo, é uma questão de tempo: ele há-de ter que aceitar! A electrofilia é uma das grandes questões do futuro! E esta, nem o Louçã me há-de roubar.
No futuro, entre outras coisas, quando os nossos electrodomésticos avariarem receberemos todos um subsídio de apoio à família, bastando para isso que vivamos casados, ou, pelo menos, em união de facto, com o electrodoméstico dos nossos olhos.
Não sejas reaccionário! Não participes apenas em manifestações gay, não te juntes só às barriguinhas liberais, dá mais um passo! Entra no mundo da electrofilia! Se amas o teu televisor, casa com ele! Se te apaixonaste pelo teu computador, assume-te! Se organizas orgias com todos os teus electrodomésticos, ninguém tem nada com isso! Pede mas é a redução das tarifas à EDP; luta pela tua felicidade! Liberta o electrofílico que há em ti!!!
jc
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
España?
Surpreende-me a vida das pessoas perante a inevitabilidade da morte.
É como se não morrêssemos nunca. A economia, o dinheiro para o automóvel, móveis novos para depois da reforma, roupa a condizer com a das celebridades, telemóveis, MP3s, dinheiro, dinheiro e dinheiro.
É o que desta vida se leva, dizemos frequentemente, depois de uma qualquer iguaria, ou depois de outro qualquer prazer. Mentira. Não só não se leva como não se vai a lado algum. Não estamos de passagem, suponho, suponho...
E se não bastasse tudo isto, temos ainda mais a idiotice das pátrias, o orgulho de uma identificação social, a importância de nos sentirmos importantes pela razão histórica, estúpida, e cujo fim a ninguém diz respeito.
Escrevia hoje um jornal que uma percentagem de espanhóis queria que a península fosse um só país chamado Espanha cuja capital seria Madrid. Se de facto houvesse um país ibérico, nada mais claro e lógico que ser todo ele uma, não enorme, Espanha, já que pouco acrescentava com a inclusão do território português.
O que me deixa mais curioso é saber como será a vida dos espanhóis que queriam um único país chamado Espanha, com Madrid como capital, tendo como praias atlânticas a Costa de Caparica.
Se calhar alguns impotentes, outros sofrendo de ejaculação precoce, algumas sonhando com implantação de silicone (ou em castelhano, Silicona) nas mamas. Outras feias que ninguém quer a não ser bêbedo, outros carecas e atraiçoados, outros dependentes de opiáceos, outras a quem o orgasmo já nem sonho é. E mais haverão ou poderão haver...
Ainda assim, muita desta gente ficaria um pouco feliz, ou terá ficado, em poder expressar que gostaria que Portugal pudesse ser parte da Espanha e termos todos como capital Madrid.
Eu gosto da Espanha. Gosto dos espanhóis (e mais ainda das espanholas). Conheci muitos, muitas, e sempre nos démos bem.
Se há coisa que não me interessa minimamente é a história de Portugal e os descobrimentos, que parece tudo o que temos. Orgulharmo-nos disso é tão idiota como querermos Olivença, ou querermos uma união ibérica cujo nome seria Portugal e a capital Lisboa (o Porto como capital não passa pela cabeça nem de um esquizofrénico).
Ou quanto mais não fosse pela fonética lusa. Quando temos que comentar estas estatísticas que contribuem, e muito, para a nossa felicidade, é mais sonoro, ou pelo menos a mim, soa-me melhor um "vai levar na peida" do que o simplista "vete a tomar por culo".
made in eu
É como se não morrêssemos nunca. A economia, o dinheiro para o automóvel, móveis novos para depois da reforma, roupa a condizer com a das celebridades, telemóveis, MP3s, dinheiro, dinheiro e dinheiro.
É o que desta vida se leva, dizemos frequentemente, depois de uma qualquer iguaria, ou depois de outro qualquer prazer. Mentira. Não só não se leva como não se vai a lado algum. Não estamos de passagem, suponho, suponho...
E se não bastasse tudo isto, temos ainda mais a idiotice das pátrias, o orgulho de uma identificação social, a importância de nos sentirmos importantes pela razão histórica, estúpida, e cujo fim a ninguém diz respeito.
Escrevia hoje um jornal que uma percentagem de espanhóis queria que a península fosse um só país chamado Espanha cuja capital seria Madrid. Se de facto houvesse um país ibérico, nada mais claro e lógico que ser todo ele uma, não enorme, Espanha, já que pouco acrescentava com a inclusão do território português.
O que me deixa mais curioso é saber como será a vida dos espanhóis que queriam um único país chamado Espanha, com Madrid como capital, tendo como praias atlânticas a Costa de Caparica.
Se calhar alguns impotentes, outros sofrendo de ejaculação precoce, algumas sonhando com implantação de silicone (ou em castelhano, Silicona) nas mamas. Outras feias que ninguém quer a não ser bêbedo, outros carecas e atraiçoados, outros dependentes de opiáceos, outras a quem o orgasmo já nem sonho é. E mais haverão ou poderão haver...
Ainda assim, muita desta gente ficaria um pouco feliz, ou terá ficado, em poder expressar que gostaria que Portugal pudesse ser parte da Espanha e termos todos como capital Madrid.
Eu gosto da Espanha. Gosto dos espanhóis (e mais ainda das espanholas). Conheci muitos, muitas, e sempre nos démos bem.
Se há coisa que não me interessa minimamente é a história de Portugal e os descobrimentos, que parece tudo o que temos. Orgulharmo-nos disso é tão idiota como querermos Olivença, ou querermos uma união ibérica cujo nome seria Portugal e a capital Lisboa (o Porto como capital não passa pela cabeça nem de um esquizofrénico).
Ou quanto mais não fosse pela fonética lusa. Quando temos que comentar estas estatísticas que contribuem, e muito, para a nossa felicidade, é mais sonoro, ou pelo menos a mim, soa-me melhor um "vai levar na peida" do que o simplista "vete a tomar por culo".
made in eu
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Ravioli à portuense
Não sei se os sequestrados do Rivoli estão fechados porque não querem sair, ou se julgam que aquilo é deles e não deixam mais ninguém entrar.
Não li nem aprofundei as suas razões. Ouvi apenas que o Rui Rio quer privatizar a gestão do teatro, ou cinema, ou lá o que seja o Rivoli. A ser verdade, acho muito bem. Há muito que tenho esta ideia que o estado devia parar de subsidiar arte e espectáculos a que assistem meia dúzia de pessoas.
Esta ideia que os artistas e os encenadores e os realizadores são intelectuais, e como tal são um bem para a evolução do país, não me "entra cá". Sejam intelectuais mas ganhem o seu próprio dinheiro. Montem a peça plástica que quiserem. Vão ao banco pedir dinheiro e depois de terem o lucro justo, entre os bilhetes que vendem e as despesas, gastem-no como bem entenderem.
Mas não querem isso. Ou pelo menos parece-me que não querem. Querem gastá-lo como bem entenderem, o lucro que provém, certo, do estado. Mesmo que a peça seja de fugir e que assistam apenas os familiares e amigos.
Intelectuais desses podem ir pregar para outra freguesia. A mim não me oferecem bilhetes, nem têm que fazê-lo, por isso não tenho nada que estar a pagar com dinheiro dos impostos, as ideias cretinas postas em cena para alimentar o ego de quem ganha dinheiro sem responsabilidade e ainda se julga merecedor disso, em nome da arte e da cultura.
Fora de cena quem não é de cena.
Viva o Rui Rio!
made in eu
Não li nem aprofundei as suas razões. Ouvi apenas que o Rui Rio quer privatizar a gestão do teatro, ou cinema, ou lá o que seja o Rivoli. A ser verdade, acho muito bem. Há muito que tenho esta ideia que o estado devia parar de subsidiar arte e espectáculos a que assistem meia dúzia de pessoas.
Esta ideia que os artistas e os encenadores e os realizadores são intelectuais, e como tal são um bem para a evolução do país, não me "entra cá". Sejam intelectuais mas ganhem o seu próprio dinheiro. Montem a peça plástica que quiserem. Vão ao banco pedir dinheiro e depois de terem o lucro justo, entre os bilhetes que vendem e as despesas, gastem-no como bem entenderem.
Mas não querem isso. Ou pelo menos parece-me que não querem. Querem gastá-lo como bem entenderem, o lucro que provém, certo, do estado. Mesmo que a peça seja de fugir e que assistam apenas os familiares e amigos.
Intelectuais desses podem ir pregar para outra freguesia. A mim não me oferecem bilhetes, nem têm que fazê-lo, por isso não tenho nada que estar a pagar com dinheiro dos impostos, as ideias cretinas postas em cena para alimentar o ego de quem ganha dinheiro sem responsabilidade e ainda se julga merecedor disso, em nome da arte e da cultura.
Fora de cena quem não é de cena.
Viva o Rui Rio!
made in eu
ORA BOLAS
Em que é que ficamos? O futebol é o desporto nacional ou é a estupidez de perder tantas horas a ver gajos a jogar à bola e a ganhar tanto dinheiro, em simultâneo a emborcar cervejas, que é o verdadeiro desporto nacional? Sim, qual das modalidades tem mais praticantes??? E qual das modalidades é mais saudável, sendo certo que o descanso e a cerveja são benéficos para a saúde, bem como só pode ser saudável uma sessão de massagens (portuguesas), quer nas mulheres em casa quer nos desportistas que vestem com outras cores, aquando de encontros desportivos?
JP+P
JP+P
sábado, 14 de outubro de 2006
O velho, o rapaz e a cãmara municipal de Almada
A câmara municipal de Almada é incapaz de modernizar o concelho. Ter uma câmara incompetente tantos anos é culpa dos almadenses. Habituaram-se a uma gestão miserável e parecem gostar. A câmara habituou-se aos seu votos e isso basta para não sentir necessidade de mudar o que quer que seja.
Almada deve ter a maior percentagem de automóveis, estacionados em cima dos passeios, de todos os concelhos europeus. As mães conduzem os carrinhos-de-bebé pela estrada. As cadeiras-de-rodas seguem o mesmo caminho. É horrível já para não falar da estética. Interditar tal estacionamento com blocos de cimento, pedra ou outro qualquer parece estar fora de questão. A câmara deve pensar que não compensaria os votos que, eventualmente, viessem a perder.
A Estrada Nacional 10 foi reduzida a uma faixa em cada sentido para que o chamado "metro de superfície" pudesse circular. Óptimo. Uma obra excelente, se não fosse pelo facto da circulação do dito metro não existir. A obra parou, já com a estrada reduzida. Não circula o metro e circulam mal os autocarros e os automóveis. Se isto não é incompetência... Aposto que tudo estará terminado em ano de eleições. Se isto não é descaramento...
O acesso às prais da Caparica é o mesmo, há pelos menos 36 anos, que é o passado que posso testemunhar.
Proponho que se faça com a câmara municipal de Almada o que NY fez com as escolas primárias. Entregue-se o orçamento a uma gestão privada. Gasta-se menos e tudo melhora.
Quem tem carros deve pagar pela sua circulação e pelo seu estacionamento. Quem não tem deve, pelo menos, poder caminhar pelos passeios como fazem os que vivem em municípios evoluídos de qualquer país europeu.
made in eu
Almada deve ter a maior percentagem de automóveis, estacionados em cima dos passeios, de todos os concelhos europeus. As mães conduzem os carrinhos-de-bebé pela estrada. As cadeiras-de-rodas seguem o mesmo caminho. É horrível já para não falar da estética. Interditar tal estacionamento com blocos de cimento, pedra ou outro qualquer parece estar fora de questão. A câmara deve pensar que não compensaria os votos que, eventualmente, viessem a perder.
A Estrada Nacional 10 foi reduzida a uma faixa em cada sentido para que o chamado "metro de superfície" pudesse circular. Óptimo. Uma obra excelente, se não fosse pelo facto da circulação do dito metro não existir. A obra parou, já com a estrada reduzida. Não circula o metro e circulam mal os autocarros e os automóveis. Se isto não é incompetência... Aposto que tudo estará terminado em ano de eleições. Se isto não é descaramento...
O acesso às prais da Caparica é o mesmo, há pelos menos 36 anos, que é o passado que posso testemunhar.
Proponho que se faça com a câmara municipal de Almada o que NY fez com as escolas primárias. Entregue-se o orçamento a uma gestão privada. Gasta-se menos e tudo melhora.
Quem tem carros deve pagar pela sua circulação e pelo seu estacionamento. Quem não tem deve, pelo menos, poder caminhar pelos passeios como fazem os que vivem em municípios evoluídos de qualquer país europeu.
made in eu
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
tristes?
A selecção russa perdeu com a portuguesa e foi eliminada.
Se fosse russo não ficaria triste. No regresso espera-os russas.
Antes perder e ter russas que ser campeão europeu com portuguesas.
Eu, se fosse russo, nunca andava triste. Mas como sou português...
Se fosse russo não ficaria triste. No regresso espera-os russas.
Antes perder e ter russas que ser campeão europeu com portuguesas.
Eu, se fosse russo, nunca andava triste. Mas como sou português...
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Sexo, Plutão e o Referendo
Quem pode negar a influência dos astros no comportamento sexual dos humanos?
Se a Lua controla as marés do mar salgado - do Morto nada controla -, Marte deve controlar os fluidos femininos e Vénus os masculinos (se não a sua massa planetária, pelo menos as suas camisas).
Sexo é para procriar e é um assunto sério. Acontece que é bom. A tosse, para limpar. Acontece ser má.
No entanto busca-se sexo só pelo prazer. Os homens têm-no sempre. As mulheres nem por isso. Os elefantes têm-no por 5 segundos; não têm paciência para mais. Não os censuro. Não serão tão infelizes na sua sexualidade quanto os humanos. Diria que são mais espertos do que nós.
Plutão passou, por decisão dos homens, a planeta anão tal como, por decisão dos homens, tinha sido planeta.
Poderia citar a anedota do anão, contudo Plutão não tem sexualidade, pelo menos que se saiba. Existe, sem nome ou definição.
Daqui a uns anos saberemos o que mudou na nossa sexualidade, por definirem Plutão como um membro menor do sistema solar. Veremos que influência tinha, de facto, noutros membros.
É preciso não conhecer o sistema solar para se engravidar sem querer. Nem sequer todo. Basta saber de Vénus e da vida na Terra.
Só engravida quem quer, e quem pode. Pelo menos assim deveria ser. Gravidez não é doença. Façam-se abortos, sim, mas em hospitais privados. Não temos todos que pagar para que se aborte às custas do Sistema Nacional de Saúde. Não temos todos que pagar pela busca de prazer de algumas idiotas.
Os homens não engravidam. Se o fazem as mulheres é porque querem. Marte pode controlar-lhes os fluidos, não a vontade. Engravidar na tentativa vã de um orgasmo é demasiado estúpido. Os outros animais não o fazem. É coisa exclusiva da fêmea humana.
Pode ser que a despromoção de Plutão influencie de alguma maneira a corrente de neurónios femininos, para bem do sistema solar e de todo o universo.
made in eu
Se a Lua controla as marés do mar salgado - do Morto nada controla -, Marte deve controlar os fluidos femininos e Vénus os masculinos (se não a sua massa planetária, pelo menos as suas camisas).
Sexo é para procriar e é um assunto sério. Acontece que é bom. A tosse, para limpar. Acontece ser má.
No entanto busca-se sexo só pelo prazer. Os homens têm-no sempre. As mulheres nem por isso. Os elefantes têm-no por 5 segundos; não têm paciência para mais. Não os censuro. Não serão tão infelizes na sua sexualidade quanto os humanos. Diria que são mais espertos do que nós.
Plutão passou, por decisão dos homens, a planeta anão tal como, por decisão dos homens, tinha sido planeta.
Poderia citar a anedota do anão, contudo Plutão não tem sexualidade, pelo menos que se saiba. Existe, sem nome ou definição.
Daqui a uns anos saberemos o que mudou na nossa sexualidade, por definirem Plutão como um membro menor do sistema solar. Veremos que influência tinha, de facto, noutros membros.
É preciso não conhecer o sistema solar para se engravidar sem querer. Nem sequer todo. Basta saber de Vénus e da vida na Terra.
Só engravida quem quer, e quem pode. Pelo menos assim deveria ser. Gravidez não é doença. Façam-se abortos, sim, mas em hospitais privados. Não temos todos que pagar para que se aborte às custas do Sistema Nacional de Saúde. Não temos todos que pagar pela busca de prazer de algumas idiotas.
Os homens não engravidam. Se o fazem as mulheres é porque querem. Marte pode controlar-lhes os fluidos, não a vontade. Engravidar na tentativa vã de um orgasmo é demasiado estúpido. Os outros animais não o fazem. É coisa exclusiva da fêmea humana.
Pode ser que a despromoção de Plutão influencie de alguma maneira a corrente de neurónios femininos, para bem do sistema solar e de todo o universo.
made in eu
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
Socorro! Estou grávida!
E não sei como!
Só bebi cerveja e identifiquei-me como Quiduxa!
E olha, foi facílimo:
http://www.thepregnancytester.com/
S
Só bebi cerveja e identifiquei-me como Quiduxa!
E olha, foi facílimo:
http://www.thepregnancytester.com/
S
coisas do arco da velha
A minha grande questão não é por que tantas mulheres não engravidam, mas sim por que tantas mulheres engravidam? Será por causa do álcool? Ou do LSD? Só pode.
made in eu
made in eu
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
ah pois não...
Estou convicto que os homens portugueses masturbam-se a pensar em jantes e aillerons, e não em mulheres.
domingo, 1 de outubro de 2006
Sol de pouca dura
Saiu um novo semanário. Muito se falou, pouco se disse.
Eu nunca li semanários. Lia, há muito tempo, a coluna do Abelaira, no "Jornal". Era a minha leitura semanal.
Há demasiada gente a opinar sobre tudo e todos.
Nunca comprei o Expresso. Nunca comprarei o Sol.
Não quero ler Portas a escrever sobre cinema. Não quero ler Pinto a escrever sobre o que quer que seja. Não quero ler Sousa, e ouvir Sousa, e ver Sousa. Outros ter-se-ão esquecido, eu não, que Marcelo Rebelo de Sousa concorreu à CMLisboa contra Jorge Sampaio. E ele, MRSousa foi taxista, e andou a recolher lixo, e nadou nas águas "podres" do Tejo. O Tal & Qual escreveu na altura, e bem, que só faltou atirar-se da ponte Salazar, então já, e lamentavelmente, baptizada 25 de Abril. O Super-Marcelo não nos larga, duma forma ou outra.
Mas não é (só) por ele que não gasto um cêntimo no Sol.
O NYTimes está disponível, gratuitamente, na net. Gosto mais de política internacional que da nossa. Gosto mais de ver os accionistas da roubalheira estrangeira. Têm mais "pinta" que os nossos. No entanto o acesso ao NYTimes é gratuito. O Expresso, não sei. Do Sol, nem quero saber.
Agora, manhã de 1 de Outubro, vejo o astro rei sair de entre nuvens. Este é para todos, quando nasce. O outro é para quem o quiser pagar. Eu não quero
Made in eu
Eu nunca li semanários. Lia, há muito tempo, a coluna do Abelaira, no "Jornal". Era a minha leitura semanal.
Há demasiada gente a opinar sobre tudo e todos.
Nunca comprei o Expresso. Nunca comprarei o Sol.
Não quero ler Portas a escrever sobre cinema. Não quero ler Pinto a escrever sobre o que quer que seja. Não quero ler Sousa, e ouvir Sousa, e ver Sousa. Outros ter-se-ão esquecido, eu não, que Marcelo Rebelo de Sousa concorreu à CMLisboa contra Jorge Sampaio. E ele, MRSousa foi taxista, e andou a recolher lixo, e nadou nas águas "podres" do Tejo. O Tal & Qual escreveu na altura, e bem, que só faltou atirar-se da ponte Salazar, então já, e lamentavelmente, baptizada 25 de Abril. O Super-Marcelo não nos larga, duma forma ou outra.
Mas não é (só) por ele que não gasto um cêntimo no Sol.
O NYTimes está disponível, gratuitamente, na net. Gosto mais de política internacional que da nossa. Gosto mais de ver os accionistas da roubalheira estrangeira. Têm mais "pinta" que os nossos. No entanto o acesso ao NYTimes é gratuito. O Expresso, não sei. Do Sol, nem quero saber.
Agora, manhã de 1 de Outubro, vejo o astro rei sair de entre nuvens. Este é para todos, quando nasce. O outro é para quem o quiser pagar. Eu não quero
Made in eu
sábado, 23 de setembro de 2006
piadinhas e torradinhas
Um dos títulos de primeira página no Público de 22 de Setembro:
COMBATE À CORRUPÇÃO DIVIDE DEPUTADOS DO PS
Deduz-se, portanto, que uns estão de um lado e outros doutro. Ainda há esperança!
COMBATE À CORRUPÇÃO DIVIDE DEPUTADOS DO PS
Deduz-se, portanto, que uns estão de um lado e outros doutro. Ainda há esperança!
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Acabou o Verão
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
CRIANÇAS
Dizem que o melhor do Mundo são as crianças...
Não consigo imaginar algo que seja pior!!!
JP+P
Não consigo imaginar algo que seja pior!!!
JP+P
DESPORTO OU COMPETIÇÃO ?
Todos os dias temos que ouvir na TV ou rádio, ou ver aqui na NET, referências ao desporto, tipo "as notícias do desporto". Mas depois só dão notícias sobre competições desportivas, nomeadamente as competições onde os atletas ganham pipas de massa. Mais dia menos dia, quando eu disser que faço qualquer coisa por desporto, ou na desportiva, toda a gente vai olhar para mim e pensar que o que faço é muito bem pago. Assim evolui a nossa língua, só porque os jornalistas não a sabem usar com propriedade: uma coisa é o desporto, outra coisa são as modalidades competitivas profissionais, e toda a cáfila de loureiros e más companhias que as envolve!
Eu sou contra o dopping, melhor dizendo, contra as substâncias químicas ilegais usadas para fortalecer os atletas e o seu desempenho! Tenho dito!!!
JP+P
Eu sou contra o dopping, melhor dizendo, contra as substâncias químicas ilegais usadas para fortalecer os atletas e o seu desempenho! Tenho dito!!!
JP+P
Nada de novo !
Tudo velho!
Velho, velho, mesmo velho!
É só trapos, cacos e contradições.
Os gregos já escreveram tudo!
S
Velho, velho, mesmo velho!
É só trapos, cacos e contradições.
Os gregos já escreveram tudo!
S
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
não há machado que corte a raiz ao pinsamento
Há quem diga que os americanos arranjaram o 11 de Setembro. Claro. E achar que um 757 não caiu no pentágono é mais estúpido que quem fez cair um 757 sobre o pentágono.
Os "terroristas" que fizeram os 767 chocar contra o WTC fizeram-no pelos Estados Unidos da América - Oh say can you see... - Tudo foi combinado só para que se invadissem o Afeganistão e o Iraque. Tudo pela ópio e pelo petróleo.
Eu sou do tempo (gosto disto de se dizer: no meu tempo) das Doce e do Reinaldo. Sim que foi verdade. Eu conheci alguém que sabia de um amigo de alguém amigo cujo amigo tinha um amigo médico no Sta Maria e que viu, com os dois que a terra há-de comer, se não comeu já, um ânus dilacerado de uma cantora, vítima de um jogador de futebol.
Como se alguma vez, alguma se queixasse de tal coisa. Isso é coisa de imaginação masculina. Coisa de se achar másculo e de dar na mulher até ela não poder mais. Homens burros e estúpidos. Elas podem sempre mais, eles é que não. Elas nunca se queixam, eles pensam que sim. Deixá-los pensar. Lembremos a canção: Não há machado que corte a raiz ao pensamento.
made in eu
Os "terroristas" que fizeram os 767 chocar contra o WTC fizeram-no pelos Estados Unidos da América - Oh say can you see... - Tudo foi combinado só para que se invadissem o Afeganistão e o Iraque. Tudo pela ópio e pelo petróleo.
Eu sou do tempo (gosto disto de se dizer: no meu tempo) das Doce e do Reinaldo. Sim que foi verdade. Eu conheci alguém que sabia de um amigo de alguém amigo cujo amigo tinha um amigo médico no Sta Maria e que viu, com os dois que a terra há-de comer, se não comeu já, um ânus dilacerado de uma cantora, vítima de um jogador de futebol.
Como se alguma vez, alguma se queixasse de tal coisa. Isso é coisa de imaginação masculina. Coisa de se achar másculo e de dar na mulher até ela não poder mais. Homens burros e estúpidos. Elas podem sempre mais, eles é que não. Elas nunca se queixam, eles pensam que sim. Deixá-los pensar. Lembremos a canção: Não há machado que corte a raiz ao pensamento.
made in eu
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Loureiro? Qual Loureiro?
Ah! O Loureiro!
Já sei, já sei!
Foi julgado e condenado em tribunal militar por andar a vender munições ao PAIGC que matavam os nossos soldados na Guiné. Foi também condenado por roubar as rações do Exército para lucro próprio.
Foi desgraduado de capitão para soldado e expulso, com desonra, do Exército.
Foi, depois do golpe 25 de Abril, readmitido e promovido a major pelo famigerado Conselho da Revolução.
É cônsul honorário da Guiné-Bissau e usa esse título para falsificar certidões de nascimento de jogadores de futebol que compra e vende como escravos.
Roubou 40.000 contos ao BCP com uma transacção com um cheque em USD sacado sobre um banco que não existia.
E isto dos programas para os reformados na "sua" câmara pagos por todos nós?
Inacreditável é o apoio explícito (embora embaraçado) de Sócrates.
Inacreditável é o processo Apito Dourado demorar tanto tempo.
Inacreditável é receber uma pensão do Exército, como major na reserva.
Inacreditável é não estar na prisão.
Inacreditável, mas é a realidade.
S
Já sei, já sei!
Foi julgado e condenado em tribunal militar por andar a vender munições ao PAIGC que matavam os nossos soldados na Guiné. Foi também condenado por roubar as rações do Exército para lucro próprio.
Foi desgraduado de capitão para soldado e expulso, com desonra, do Exército.
Foi, depois do golpe 25 de Abril, readmitido e promovido a major pelo famigerado Conselho da Revolução.
É cônsul honorário da Guiné-Bissau e usa esse título para falsificar certidões de nascimento de jogadores de futebol que compra e vende como escravos.
Roubou 40.000 contos ao BCP com uma transacção com um cheque em USD sacado sobre um banco que não existia.
E isto dos programas para os reformados na "sua" câmara pagos por todos nós?
Inacreditável é o apoio explícito (embora embaraçado) de Sócrates.
Inacreditável é o processo Apito Dourado demorar tanto tempo.
Inacreditável é receber uma pensão do Exército, como major na reserva.
Inacreditável é não estar na prisão.
Inacreditável, mas é a realidade.
S
terça-feira, 12 de setembro de 2006
UM HOMEM DE TRABALHO
Ele sim, era um homem trabalhador, um patrão responsável.
Todos os dias era vê-lo no escritório, debruçado sobre a secretária.
Se bem que às vezes, um homem não é de ferro, o patrão estava visivelmente cansado.
Nesses dias era vê-lo, afincadamente, a sua secretária debruçada sobre ele.
Todos os dias era vê-lo no escritório, debruçado sobre a secretária.
Se bem que às vezes, um homem não é de ferro, o patrão estava visivelmente cansado.
Nesses dias era vê-lo, afincadamente, a sua secretária debruçada sobre ele.
domingo, 10 de setembro de 2006
mas salvem o vinho
Nunca fui a Monsaraz. Falando verdade, nem sei exactamente onde fica. Tentarei não saber, nem ir nunca.
Monsaraz defende que tem uma tradição: matar um touro na praça de armas do castelo.
Em Portugal muitas tradições estão ligadas a mortes de animais. Os defensores dessas tradições sentem-se ofendidos, na sua dignidade, pela lei proibir a sua barbárie.
Mas a lei em Portugal também é bárbara. O estado português só olha a dinheiro. Os assassinos de animais escapam com uma multa, como um condutor em excesso de velocidade, ou um contribuinte que se atrasa na entrega da declaração de rendimentos.
Não conheço as leis dos outros países europeus mas não me custa imaginar o que aconteceria se alguém em Londres, ou Paris, ou Estocolmo, ou em qualquer outro lugar, decidisse esfaquear um cão, ou gato, ou touro, ou outro qualquer animal, em nome de uma tradição.
Portugal é um país horrível, quer para pessoas, quer para animais. Os portugueses são demasiado estúpidos e incapazes de evoluirem e se modernizarem.
Não mascaremos a (não) evolução nacional com estatísticas económicas, com investimentos em TGV, auto-estradas ou geradores eólicos.
Não sei quantos anos terá uma tradição para ser considerada como tal. Gostaria de ver começar uma: arrasar a praça de armas do castelo, com bombas inteligentes, apesar de paradoxal. Acredito que aos olhos da lei não fosse crime assim tão grave. Pergunto-me qual seria o valor da multa a pagar.
made in eu
Monsaraz defende que tem uma tradição: matar um touro na praça de armas do castelo.
Em Portugal muitas tradições estão ligadas a mortes de animais. Os defensores dessas tradições sentem-se ofendidos, na sua dignidade, pela lei proibir a sua barbárie.
Mas a lei em Portugal também é bárbara. O estado português só olha a dinheiro. Os assassinos de animais escapam com uma multa, como um condutor em excesso de velocidade, ou um contribuinte que se atrasa na entrega da declaração de rendimentos.
Não conheço as leis dos outros países europeus mas não me custa imaginar o que aconteceria se alguém em Londres, ou Paris, ou Estocolmo, ou em qualquer outro lugar, decidisse esfaquear um cão, ou gato, ou touro, ou outro qualquer animal, em nome de uma tradição.
Portugal é um país horrível, quer para pessoas, quer para animais. Os portugueses são demasiado estúpidos e incapazes de evoluirem e se modernizarem.
Não mascaremos a (não) evolução nacional com estatísticas económicas, com investimentos em TGV, auto-estradas ou geradores eólicos.
Não sei quantos anos terá uma tradição para ser considerada como tal. Gostaria de ver começar uma: arrasar a praça de armas do castelo, com bombas inteligentes, apesar de paradoxal. Acredito que aos olhos da lei não fosse crime assim tão grave. Pergunto-me qual seria o valor da multa a pagar.
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quinta-feira, 7 de setembro de 2006
não é só o amor...
O PS e o PSD querem fazer uma pacto para a justiça.
Um, à vez, têm vindo a tornar a justiça num descalabro, desde há muito tempo. A justiça e todo o país. E tem sido à vez. Imaginem agora juntos...
Eu acrescento algo mais ao livro do MEC e digo: não é só o amor que é fodido.
made in eu
Um, à vez, têm vindo a tornar a justiça num descalabro, desde há muito tempo. A justiça e todo o país. E tem sido à vez. Imaginem agora juntos...
Eu acrescento algo mais ao livro do MEC e digo: não é só o amor que é fodido.
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Omnipresente
Dificuldades na linha do metro do Porto. Valentim Loureiro aparece na TV explicando oqual é o problema.
Mais problemas em Gondomar. Valentim Loureiro, aperece na TV, como presidente da câmara, relatando tudo, tim-tim por tim-tim.
Liga de futebol. O Mateus era amador e passou a profissional no mesmo ano. Não podia. Quem deveria saber que não podia, não sabia. Confusão. Na TV aparece Valentim Loureiro, jurando a pés juntos que não é jurista, mas que ouve os juristas falar e também dá a sua opinião.
Congresso do PSD. Moção para aqui, moção para ali, e entre congressistas e câmaras de TV, aparece Valentim Loureiro a dizer de sua justiça.
Apito Dourado. Preferências por uns árbitros. Preferências por uns fiscais de linha. Na TV passa a foto de Valentim Loureiro como tendo dito (via telefónica, a um fiscal-de-linha, árbitro assistente, como agora se lhe chama. Eu fico pelo velhinho "liner"): Puxo-lhe as orelhas.
Tenho a ideia que Valentim Loureiro é como uma criança hiperactiva. Como o "Super-Homem" que está em todo o lado quase ao mesmo tempo.
É uma figura nacional, sem qualquer dúvida. Mais conhecido que Mouzinho de Albuquerque, que o Santo Condestável e mesmo que o próprio filho, há uns anos vocalista de uma banda cá do burgo.
O que me causa mor espanto é que em tantos anos ser ainda, e só, tratado por major. General ficava-lhe melhor, pelo menos se os cargos fossem atribuídos por tempo de antena.
Pobre país o nosso.
made in eu
Mais problemas em Gondomar. Valentim Loureiro, aperece na TV, como presidente da câmara, relatando tudo, tim-tim por tim-tim.
Liga de futebol. O Mateus era amador e passou a profissional no mesmo ano. Não podia. Quem deveria saber que não podia, não sabia. Confusão. Na TV aparece Valentim Loureiro, jurando a pés juntos que não é jurista, mas que ouve os juristas falar e também dá a sua opinião.
Congresso do PSD. Moção para aqui, moção para ali, e entre congressistas e câmaras de TV, aparece Valentim Loureiro a dizer de sua justiça.
Apito Dourado. Preferências por uns árbitros. Preferências por uns fiscais de linha. Na TV passa a foto de Valentim Loureiro como tendo dito (via telefónica, a um fiscal-de-linha, árbitro assistente, como agora se lhe chama. Eu fico pelo velhinho "liner"): Puxo-lhe as orelhas.
Tenho a ideia que Valentim Loureiro é como uma criança hiperactiva. Como o "Super-Homem" que está em todo o lado quase ao mesmo tempo.
É uma figura nacional, sem qualquer dúvida. Mais conhecido que Mouzinho de Albuquerque, que o Santo Condestável e mesmo que o próprio filho, há uns anos vocalista de uma banda cá do burgo.
O que me causa mor espanto é que em tantos anos ser ainda, e só, tratado por major. General ficava-lhe melhor, pelo menos se os cargos fossem atribuídos por tempo de antena.
Pobre país o nosso.
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quarta-feira, 6 de setembro de 2006
100 anos de satisfação
António Guterres teve no seu governo alguém que emprestava o carro do estado, a que tinha direito, a um seu amigo cadastrado. Guterres soube-o. Aceitou a explicação da senhora. Hoje tem um alto cargo na ONU.
Durão Barroso disse que o país estava de tanga. Ganhou as eleições mas, a julgar pelo resultado, o ordenado não devia ser o ideal. Abandonou o governo para um cargo mais bem pago. Com ele levou a tanga.
Jorge Coelho disse que "quem se mete com o PS, leva!" Lembrou-me um filme de gangsters que vi e que um deles dizia:
- John, don't try to fuck me. If you try to fuck me, I'll try to fuck you. Don´t try to fuck me.
Marques Mendes diz o que o governo deveria e não deveria fazer. Marques Mendes foi governo há pouco tempo. Alguém que o faça recordar isso. A sua memória parece ser fraca.
José Sócrates referiu que não aumentaria os impostos no caso de ser primeiro-ministro. Aumentou o IVA após ser eleito. As agulhas num detector de mentiras deveriam parecer bailarinas. Acredito que as de um detector de verdades não se mexessem.
Alvy Singer, personagem do filme Annie Hall, diz que a ética dos políticos está ao nível da dos pedófilos. Eu concordo.
A solução é pensar muito à frente, no tempo. É adiantarmos a imaginação um séculos e termos a certeza que nem nós, nem ninguém, terá de conviver com estes políticos, então.
Agora é fugir deles e não lhes dar a hipótese de rebater a nossa imaginação. Prová-la-iam errada e prometer-nos-iam que um voto no seu partido, nas eleições seguintes, era a melhor garantia para dar a cada português 100 anos de vida.
made in eu
Durão Barroso disse que o país estava de tanga. Ganhou as eleições mas, a julgar pelo resultado, o ordenado não devia ser o ideal. Abandonou o governo para um cargo mais bem pago. Com ele levou a tanga.
Jorge Coelho disse que "quem se mete com o PS, leva!" Lembrou-me um filme de gangsters que vi e que um deles dizia:
- John, don't try to fuck me. If you try to fuck me, I'll try to fuck you. Don´t try to fuck me.
Marques Mendes diz o que o governo deveria e não deveria fazer. Marques Mendes foi governo há pouco tempo. Alguém que o faça recordar isso. A sua memória parece ser fraca.
José Sócrates referiu que não aumentaria os impostos no caso de ser primeiro-ministro. Aumentou o IVA após ser eleito. As agulhas num detector de mentiras deveriam parecer bailarinas. Acredito que as de um detector de verdades não se mexessem.
Alvy Singer, personagem do filme Annie Hall, diz que a ética dos políticos está ao nível da dos pedófilos. Eu concordo.
A solução é pensar muito à frente, no tempo. É adiantarmos a imaginação um séculos e termos a certeza que nem nós, nem ninguém, terá de conviver com estes políticos, então.
Agora é fugir deles e não lhes dar a hipótese de rebater a nossa imaginação. Prová-la-iam errada e prometer-nos-iam que um voto no seu partido, nas eleições seguintes, era a melhor garantia para dar a cada português 100 anos de vida.
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as horas
O jornal 24 horas diz que o Moniz da TVI tem um relógio de 5000 contos.
Acho vulgar. Nada de mais. Nada de caso único. Muita gente usa relógios que valem mais que elas próprias.
Creio que o relógio do Moniz deverá ainda "dar horas" daqui a 50 anos. Ele é que, aposto, não estará cá para ver.
made in eu
Acho vulgar. Nada de mais. Nada de caso único. Muita gente usa relógios que valem mais que elas próprias.
Creio que o relógio do Moniz deverá ainda "dar horas" daqui a 50 anos. Ele é que, aposto, não estará cá para ver.
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terça-feira, 5 de setembro de 2006
e eu que me esqueci do que ia dizer
tinha uma coisa para dizer mas varreu-se-me. Achei que era importante dizê-lo aqui no blogue. Eu sei que este blogue mete nojo mas se assim não fosse não escreveria nele. As coisas sérias metem nojo. WA dizia que o sexo só é nojento quando bem feito. Ninguém o faz bem. Ninguém. Apenas se pensa que sim. Mete nojo o que se pensa. E o que se não pensa também. Vamos dizer mal dos blogues que não metam nojo. Vamos meter nojo nós e encher o vómito do mundo de coisas nojentas. Bloguemos orgasticamente até ejacular algo nojento. Só assim conseguiremos salvar o mundo dos outros, e de nós.
made in eu
made in eu
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
não nos falte imaginação
Começa hoje a 4ª série dos Prós e dos Contras na RTP.
Não só se repetem programas como os convidados são sempre doutores, e os mesmos.
Hão-de repetir o Big Brother com a estrela homossexual e outras estrelas do jet7.
Voltam as entrevistas em que os entrevistados falam pouco e os entrevistadores muito, como não se faz nas boas televisões do mundo.
Mesas redondas sobre futebol. Mesas quadradas sobre futebol. Secretárias individuais e triangulares sobre futebol.
Programas sobre a fidelidade, ou não, de casais que não existem, de imagens combinadas, acompanhadas por um público que existe mas não devia existir.
Por que se repetirão tantos programas? Não haverá imaginação para coisas novas ou é dinheiro que falta? Não sei nem ideia faço.
É justo (pelo menos eu acho) não colocar neste esgoto a RTP2. Lá estão os melhores. Lá estão as melhores. Lá são melhores.
Acredito que deverá ser, de muito longe, o canal menos visto.
Uma curiosa definição que li dizia que meio mundo era dos artistas, e outro meio dos artolas. Certamente não se referiam ao mundo "português". Aqui, os artolas acreditam que reinam mas quem reina de verdade são outros "artistas" porque os artistas, esses, os verdadeiros, estão na RTP2.
made in eu
Não só se repetem programas como os convidados são sempre doutores, e os mesmos.
Hão-de repetir o Big Brother com a estrela homossexual e outras estrelas do jet7.
Voltam as entrevistas em que os entrevistados falam pouco e os entrevistadores muito, como não se faz nas boas televisões do mundo.
Mesas redondas sobre futebol. Mesas quadradas sobre futebol. Secretárias individuais e triangulares sobre futebol.
Programas sobre a fidelidade, ou não, de casais que não existem, de imagens combinadas, acompanhadas por um público que existe mas não devia existir.
Por que se repetirão tantos programas? Não haverá imaginação para coisas novas ou é dinheiro que falta? Não sei nem ideia faço.
É justo (pelo menos eu acho) não colocar neste esgoto a RTP2. Lá estão os melhores. Lá estão as melhores. Lá são melhores.
Acredito que deverá ser, de muito longe, o canal menos visto.
Uma curiosa definição que li dizia que meio mundo era dos artistas, e outro meio dos artolas. Certamente não se referiam ao mundo "português". Aqui, os artolas acreditam que reinam mas quem reina de verdade são outros "artistas" porque os artistas, esses, os verdadeiros, estão na RTP2.
made in eu
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
CHORAR OU RIR???
PIADINHA OU TORRADINHA ?
Eis a questão!
No último filme do Almodovar, a estrear dia 7, a tradutora, uma Fátima Chinita ou algo assim, quando no filme dizem que estão a comer rosquilhas, um doce muito tradicional, traduz que estão a comer Donuts, lá mais para a frente diz que vão comer "uns doces", e os muito clássicos mantecados são traduzidos por bolinhos de manteiga. Um atentado cultural! Ainda pensei escrever para a distribuidora do filme, mas não imagino que mandem recolher as películas e se dêem ao trabalho de fazer uma tradução com qualidade. Havia mais erros de tradução, cada qual mais estúpido e inexplicável. No final da ante-estreia estava lá uma senhora a perguntar o que achámos do filme e eu disse mal da tradução, pois claro, não se compreende num filme tão bom. Venha depressa o DVD para vermos em casa sem legendas, ou bora lá a España ver o filme. Se calhar até é mais barato do que cá!
Imaginem irem a España ver um filme português e traduzirem pastel de bacalhau por "frito com peixe seco e salgado" ou "douradinho da Iglo".
JP+P
Eis a questão!
No último filme do Almodovar, a estrear dia 7, a tradutora, uma Fátima Chinita ou algo assim, quando no filme dizem que estão a comer rosquilhas, um doce muito tradicional, traduz que estão a comer Donuts, lá mais para a frente diz que vão comer "uns doces", e os muito clássicos mantecados são traduzidos por bolinhos de manteiga. Um atentado cultural! Ainda pensei escrever para a distribuidora do filme, mas não imagino que mandem recolher as películas e se dêem ao trabalho de fazer uma tradução com qualidade. Havia mais erros de tradução, cada qual mais estúpido e inexplicável. No final da ante-estreia estava lá uma senhora a perguntar o que achámos do filme e eu disse mal da tradução, pois claro, não se compreende num filme tão bom. Venha depressa o DVD para vermos em casa sem legendas, ou bora lá a España ver o filme. Se calhar até é mais barato do que cá!
Imaginem irem a España ver um filme português e traduzirem pastel de bacalhau por "frito com peixe seco e salgado" ou "douradinho da Iglo".
JP+P
metropolitano da vergonha
Não me lembro de passar uma única semana sem que haja problemas técnicos numa das linhas do metropolitano de Lisboa. Os problemas técnicos do metro, e para os quais, os passageiros se estão borrifando, significam que quem vai para perto, sai para a rua e vai a pé. Quem vai para longe, sai para a rua e tenta apanhar um autocarro. Se o passe, pago antecipadamente ao metropolitano não der para o autocarro, a tarifa a desembolsar será € 1.20
Problemas técnicos surgem em tudo o que é máquina. Nem a melhor manutenção pode prever certas falhas, que nunca se sabem de onde vêm.
O problema do metropolitano de Lisboa deve ser outro. São demasiadas falhas. Porquê? Ou o material é do pior que existe, ou os técnicos são do que mais mau há no mundo, ou os administradores não sabem, nem querem, administrar aquilo para que são pagos. O material nunca é burro. Os técnicos e os administradores sim.
Duvido muito que os senhores administradores e os técnicos andem, sequer, um minuto de metro por mês. A julgar pelos administradores de outras empresas, devem andar em potentes e luxuosos carros, dados pela empresa e pagos pelos utentes do metropolitano, que nem metro têm para se deslocar por causa de constantes problemas técnicos.
Se preciso for, os administradores ainda metem os custos dos automóvei como despesas da empresa e aí a temos a dar prejuízo e a necessitar de novos aumentos nas tarifas. Administradores destes, em qualquer país civilizado e moderno, teriam de se dedicar à pesca. Mas em Portugal, ainda são capazes de receber algum louvor. Aqui é assim: a "merda" sobe sempre ao topos.
Ou a natureza trata disto e repete em Lisboa 1755, ou continuaremos a ver passar os administradores em carrões, pagos com nossos bilhetes de andar a pé.
Problemas técnicos surgem em tudo o que é máquina. Nem a melhor manutenção pode prever certas falhas, que nunca se sabem de onde vêm.
O problema do metropolitano de Lisboa deve ser outro. São demasiadas falhas. Porquê? Ou o material é do pior que existe, ou os técnicos são do que mais mau há no mundo, ou os administradores não sabem, nem querem, administrar aquilo para que são pagos. O material nunca é burro. Os técnicos e os administradores sim.
Duvido muito que os senhores administradores e os técnicos andem, sequer, um minuto de metro por mês. A julgar pelos administradores de outras empresas, devem andar em potentes e luxuosos carros, dados pela empresa e pagos pelos utentes do metropolitano, que nem metro têm para se deslocar por causa de constantes problemas técnicos.
Se preciso for, os administradores ainda metem os custos dos automóvei como despesas da empresa e aí a temos a dar prejuízo e a necessitar de novos aumentos nas tarifas. Administradores destes, em qualquer país civilizado e moderno, teriam de se dedicar à pesca. Mas em Portugal, ainda são capazes de receber algum louvor. Aqui é assim: a "merda" sobe sempre ao topos.
Ou a natureza trata disto e repete em Lisboa 1755, ou continuaremos a ver passar os administradores em carrões, pagos com nossos bilhetes de andar a pé.
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
É pena não sermos vizinhos de Israel. A verdadeira oportunidade perdida deste país é não raptarmos uns quantos soldados judeus para que nos pudessem destruir de vez e começarmos tudo de novo. Se assim fosse, faríamos tudo diferente? Acredito que não.
Parece que o grande feito da nossa história foi os descobrimentos.
Quem quer acreditar nisso? Quem é que queria ir a navegar em barcos nojentos, sem para onde ia e se chegaria alguma vez? Ninguém. Só os deputados da altura, os chulos de sempre, os dos subsídios do estado que arranjavam viagens para não terem de fazer mais nada. Obrigariam que fossem chamados de Drs e Engs, as celebridades de então?
Depois da primeira viagem, creio que não houve mais dificuldade em arranjar marinheiros para as campanhas. Seriam os bombeiros de hoje. Os de agora porque gostam de não ter de trabalhar enquanto apagam fogos, os de então porque ouviam os camaradas regressados contarem facilidades sobre pretas com buracos negros nunca vistos, nem antes "navegados". E assim, por causa da vagina africana, ficámos com a fama de corajosos e brilhantes homens do mar.
Como a hipótese de Israel parece pouco provável, só mesmo uma resolução da ONU para eliminar este país para todo o sempre. Sem isso resta-nos viver sem esperança no meio dos descobridores do sec XXI.
made in eu
Parece que o grande feito da nossa história foi os descobrimentos.
Quem quer acreditar nisso? Quem é que queria ir a navegar em barcos nojentos, sem para onde ia e se chegaria alguma vez? Ninguém. Só os deputados da altura, os chulos de sempre, os dos subsídios do estado que arranjavam viagens para não terem de fazer mais nada. Obrigariam que fossem chamados de Drs e Engs, as celebridades de então?
Depois da primeira viagem, creio que não houve mais dificuldade em arranjar marinheiros para as campanhas. Seriam os bombeiros de hoje. Os de agora porque gostam de não ter de trabalhar enquanto apagam fogos, os de então porque ouviam os camaradas regressados contarem facilidades sobre pretas com buracos negros nunca vistos, nem antes "navegados". E assim, por causa da vagina africana, ficámos com a fama de corajosos e brilhantes homens do mar.
Como a hipótese de Israel parece pouco provável, só mesmo uma resolução da ONU para eliminar este país para todo o sempre. Sem isso resta-nos viver sem esperança no meio dos descobridores do sec XXI.
made in eu
quarta-feira, 30 de agosto de 2006
Queira Deus...
Os campeonatos de atletismo fizeram-me ver que as atletas têm dois visuais distintos: quando estão nas provas e quando recebem medalhas no pódio.
Nas provas estão de rabo-de-cavalo, ou de tótós ou com qualquer outro tipo de "arranjo" para as ajudar a superar as dificuldades da competição.
Mas quando as atletas sobem ao pódio, todas se transformam. Invariavelmente de fato fato de treino, cabelo solto, maquilhadas, todas parecem bonecas. Todas, menos as portuguesas.
É com as atletas no pódio que invejo os homens dos outros países. Suecos, alemães, ingleses, russos, etc.
Vejo a beleza das medalhadas, as feições perfeitas e não posso deixar de pensar nas nossas campeãs. Não que não tenham o mesmo mérito desportivo que as outras têm, mas para a beleza do atletismo feminino, queira Deus, que no futuro, mais nenhuma portuguesa ganhe qualquer medalha.
made in eu
Nas provas estão de rabo-de-cavalo, ou de tótós ou com qualquer outro tipo de "arranjo" para as ajudar a superar as dificuldades da competição.
Mas quando as atletas sobem ao pódio, todas se transformam. Invariavelmente de fato fato de treino, cabelo solto, maquilhadas, todas parecem bonecas. Todas, menos as portuguesas.
É com as atletas no pódio que invejo os homens dos outros países. Suecos, alemães, ingleses, russos, etc.
Vejo a beleza das medalhadas, as feições perfeitas e não posso deixar de pensar nas nossas campeãs. Não que não tenham o mesmo mérito desportivo que as outras têm, mas para a beleza do atletismo feminino, queira Deus, que no futuro, mais nenhuma portuguesa ganhe qualquer medalha.
made in eu
terça-feira, 22 de agosto de 2006
TI MARIA DA PEIDA
Ponto prévio: graças à colaboração dos vários bandalhos que aqui escrevem, estamos já quase nas 100 piadinhas e torradinhas. Acho que vamos comemorar o nº 100, ainda não pensei foi no como, mas uma "bebadêra de caixão à cova" virtual e simultânea era capaz de ser uma boa ideia (pelo menos era barata!!!)
Na sequência do texto anterior, para não abandalhar isto, vou ripostar com outro texto de reflexão. Na sexta-feira passada fui a Proença-a-Velha participar na festa popular de Verão. O ponto alto daquele dia era a presença da Ti Maria da Peida, algo que eu desconhecia, mas que segundo fontes da população local já apareceu no programa do Herman.
Depois de um baile abrilhantado pelo conjunto "4ª Audição", que até nem esteve mal, e de mais um insuportável leilão de fruta e tortas, a reverter para a Comissão de Festas, ouve-se uma voz que anuncia que vai ter início um espectáculo com a Ti Maria da Peida, e que esta personagem é uma senhora de quase 80 anos, razão pela qual o apresentador pede a compreensão e o repeito do povo ali presente, que se junta e se cala, e procura a melhor posição para observar o que se vai passar no palco. Estava uma boa enchente, mas ainda cabiam lá muitas mais pessoas, pois o recinto era bastante largo. O apresentador sai e quando todos olhavam para o palco, começa a ouvir-se uma voz, de uma senhora a pedir licença para passar e de lá de trás do povo todo, a caminhar em direcção ao palco, surge uma figura alta, toda vestida de preto, com uma carga de ramos de eucalipto à cabeça. Sempre a caminhar e a falar, tipo de coisas a falar do cansaço e da carga pesada, lá sobe ao palco e pede a participação de um popular para ajudar a tirar os ramos da cabeça. Lá vai a primeira ajuda para o espectáculo! Que até aí não tinha tido nada de espectáculo (nem viria a ter...). Depois começa a contar a história da vida dela, filha do Zé Peido, etc, coisas assim do género, aquela malta toda a rir. Ah, faltava dizer que a Ti Maria da Peida é um travesti, relativamente bem caracterizado, daí a sua altura fora do comum numa mulher de 80 anos vinda de uma aldeia do interior. Lá pergunta ao ajudante voluntário como se chama e corre com ele do palco. Depois apresenta as suas filhas, primeiro a Peidolas, que vem a correr de trás do palco em trajes menores, sendo uma mulher gorda, muito gorda, o que faz aquele povo rir convulsivamente. Nesta altura já alguns de nós estávamos irrequietos e irritados, mas enfim, íamos esperar para ver. Depois a Peidocas, outra mulher ainda mais gorda, com a mesma vestimenta, ou falta dela, a bem dizer! Depois das gargalhadas pelas figuras patéticas, o povinho foi brindado com mais uma cena de participação voluntária, em que as três mulheres da familia descem do palco e a Ti Maria da Peida vai dizendo ao microfone que gostaria muito de desencalhar as suas filhas naquela bonita terra de Proença-a-Nova, ai desculpem, Proença-a-Velha, porque é que fazem tantas Proenças? etc, etc, enquanto começa uma música em playback e a Ti Maria da Peida agarra em dois espectadores e os obriga a dançar um pouco com as filhas. Como depois não querem casar com as filhas as mesmas sobem ao palco e desaparecem lá para trás. Surge depois o marido da Ti Maria, que era o apresentador mas vestido de polícia, com um bigode. Lá vêm aquelas conversas da treta, sem piada nenhuma, mas a desfazer na virilidade e autoridade do polícia, pois claro, para a malta se rir. Lá começam depois a cantar uma música em playback. Depois é pedida a participação do público, sobem mais dois espectadores ao palco, devidamente alcoolizados, desta vez foi para a música seguinte, em que a Ti Maria da Peida vai precisar de um baloiço, que está preso na estrutura do palco que segura os holofotes, mesmo à frente do palco. Soltam o playback, mas o gajo que devia soltar o baloiço não estava lá, e a própria Ti Maria vai lá tentar soltar o baloiço, que estava preso lateralmente na mesma estrutura, dizendo algo como: bom aqui vou eu soltar isto, não devia ser eu a fazê-lo, tenta subir mas com o microfone na mão e com aquela roupa não consegue, desiste e lá vem o ajudante a correr fazer o que devia ter feito antes. Que falta de nível em tudo, até ao momento nem uma piada, nada de jeito. Lá se senta no baloiço, empurrada pelos voluntários, depois obriga os voluntários a baloiçar um pouco, chega ao fim a música. Depois entra em palco uma anã, aqui tive que me pôr em bicos de pés para conseguir ver o palco entre as cabeças das pessoas, que se riam e eu ouvia uma voz diferente, não percebia de que se riam as pessoas. Mais um texto sem piada nenhuma, a anã sai do palco, a Ti Maria da Peida desce do palco à procura de novas vítimas. A malta já foge, mas ela lá consegue apanhar alguns e manda-os para o palco. Lá em cima diz-lhes para tirarem as calças, ficando em cuecas, há um que se recusa, manda-o sair do palco, assim já não faz falta. Mais umas piadas acerca de cuecas de homem, sem piada, pois claro, e mais um playback musical. Depois lá se vestem as vítimas, sempre muito divertidas pelos 5 minutos de glória em cuecas, e voltam as gordas para mais umas graçolas sem jeito, voltam a sair e vem a Ti Maria da Peida para mais uma descida do palco, entre os espectadores, desta vez para andar a correr atrás das pessoas que fugiam, para as agarrar, colocar o microfone no traseiro e ouvir-se um estrondoso peido, que ia variando, para a Ti Maria ir comentando. Uma das vítimas, como que percebendo que aquela gente tinha sido paga para fazer um espectáculo e afinal aquilo não era nada, ainda disse: não me paga pela minha colaboração? Pois bem, não posso contar mais detalhes porque nem estava a prestar atenção e muito menos a memorizar tal tristeza. Começou outro playback e viemos embora. Que final de noite mais mal aproveitada. Lá ficou o recinto com as pessoas todas, a rirem, nenhuma se vinha embora. Aquilo é o que se pode chamar de ganhar dinheiro fácil sem ter trabalho nenhum, à custa da parolice das pessoas e ainda gozando com elas, mas com uma falta de tudo o que se esperaria num verdadeiro espectáculo que era espantosa. O mal é contratarem estes oportunistas sem graça ou é a malta rir-se e ainda aplaudir no fim?
JP+P
Na sequência do texto anterior, para não abandalhar isto, vou ripostar com outro texto de reflexão. Na sexta-feira passada fui a Proença-a-Velha participar na festa popular de Verão. O ponto alto daquele dia era a presença da Ti Maria da Peida, algo que eu desconhecia, mas que segundo fontes da população local já apareceu no programa do Herman.
Depois de um baile abrilhantado pelo conjunto "4ª Audição", que até nem esteve mal, e de mais um insuportável leilão de fruta e tortas, a reverter para a Comissão de Festas, ouve-se uma voz que anuncia que vai ter início um espectáculo com a Ti Maria da Peida, e que esta personagem é uma senhora de quase 80 anos, razão pela qual o apresentador pede a compreensão e o repeito do povo ali presente, que se junta e se cala, e procura a melhor posição para observar o que se vai passar no palco. Estava uma boa enchente, mas ainda cabiam lá muitas mais pessoas, pois o recinto era bastante largo. O apresentador sai e quando todos olhavam para o palco, começa a ouvir-se uma voz, de uma senhora a pedir licença para passar e de lá de trás do povo todo, a caminhar em direcção ao palco, surge uma figura alta, toda vestida de preto, com uma carga de ramos de eucalipto à cabeça. Sempre a caminhar e a falar, tipo de coisas a falar do cansaço e da carga pesada, lá sobe ao palco e pede a participação de um popular para ajudar a tirar os ramos da cabeça. Lá vai a primeira ajuda para o espectáculo! Que até aí não tinha tido nada de espectáculo (nem viria a ter...). Depois começa a contar a história da vida dela, filha do Zé Peido, etc, coisas assim do género, aquela malta toda a rir. Ah, faltava dizer que a Ti Maria da Peida é um travesti, relativamente bem caracterizado, daí a sua altura fora do comum numa mulher de 80 anos vinda de uma aldeia do interior. Lá pergunta ao ajudante voluntário como se chama e corre com ele do palco. Depois apresenta as suas filhas, primeiro a Peidolas, que vem a correr de trás do palco em trajes menores, sendo uma mulher gorda, muito gorda, o que faz aquele povo rir convulsivamente. Nesta altura já alguns de nós estávamos irrequietos e irritados, mas enfim, íamos esperar para ver. Depois a Peidocas, outra mulher ainda mais gorda, com a mesma vestimenta, ou falta dela, a bem dizer! Depois das gargalhadas pelas figuras patéticas, o povinho foi brindado com mais uma cena de participação voluntária, em que as três mulheres da familia descem do palco e a Ti Maria da Peida vai dizendo ao microfone que gostaria muito de desencalhar as suas filhas naquela bonita terra de Proença-a-Nova, ai desculpem, Proença-a-Velha, porque é que fazem tantas Proenças? etc, etc, enquanto começa uma música em playback e a Ti Maria da Peida agarra em dois espectadores e os obriga a dançar um pouco com as filhas. Como depois não querem casar com as filhas as mesmas sobem ao palco e desaparecem lá para trás. Surge depois o marido da Ti Maria, que era o apresentador mas vestido de polícia, com um bigode. Lá vêm aquelas conversas da treta, sem piada nenhuma, mas a desfazer na virilidade e autoridade do polícia, pois claro, para a malta se rir. Lá começam depois a cantar uma música em playback. Depois é pedida a participação do público, sobem mais dois espectadores ao palco, devidamente alcoolizados, desta vez foi para a música seguinte, em que a Ti Maria da Peida vai precisar de um baloiço, que está preso na estrutura do palco que segura os holofotes, mesmo à frente do palco. Soltam o playback, mas o gajo que devia soltar o baloiço não estava lá, e a própria Ti Maria vai lá tentar soltar o baloiço, que estava preso lateralmente na mesma estrutura, dizendo algo como: bom aqui vou eu soltar isto, não devia ser eu a fazê-lo, tenta subir mas com o microfone na mão e com aquela roupa não consegue, desiste e lá vem o ajudante a correr fazer o que devia ter feito antes. Que falta de nível em tudo, até ao momento nem uma piada, nada de jeito. Lá se senta no baloiço, empurrada pelos voluntários, depois obriga os voluntários a baloiçar um pouco, chega ao fim a música. Depois entra em palco uma anã, aqui tive que me pôr em bicos de pés para conseguir ver o palco entre as cabeças das pessoas, que se riam e eu ouvia uma voz diferente, não percebia de que se riam as pessoas. Mais um texto sem piada nenhuma, a anã sai do palco, a Ti Maria da Peida desce do palco à procura de novas vítimas. A malta já foge, mas ela lá consegue apanhar alguns e manda-os para o palco. Lá em cima diz-lhes para tirarem as calças, ficando em cuecas, há um que se recusa, manda-o sair do palco, assim já não faz falta. Mais umas piadas acerca de cuecas de homem, sem piada, pois claro, e mais um playback musical. Depois lá se vestem as vítimas, sempre muito divertidas pelos 5 minutos de glória em cuecas, e voltam as gordas para mais umas graçolas sem jeito, voltam a sair e vem a Ti Maria da Peida para mais uma descida do palco, entre os espectadores, desta vez para andar a correr atrás das pessoas que fugiam, para as agarrar, colocar o microfone no traseiro e ouvir-se um estrondoso peido, que ia variando, para a Ti Maria ir comentando. Uma das vítimas, como que percebendo que aquela gente tinha sido paga para fazer um espectáculo e afinal aquilo não era nada, ainda disse: não me paga pela minha colaboração? Pois bem, não posso contar mais detalhes porque nem estava a prestar atenção e muito menos a memorizar tal tristeza. Começou outro playback e viemos embora. Que final de noite mais mal aproveitada. Lá ficou o recinto com as pessoas todas, a rirem, nenhuma se vinha embora. Aquilo é o que se pode chamar de ganhar dinheiro fácil sem ter trabalho nenhum, à custa da parolice das pessoas e ainda gozando com elas, mas com uma falta de tudo o que se esperaria num verdadeiro espectáculo que era espantosa. O mal é contratarem estes oportunistas sem graça ou é a malta rir-se e ainda aplaudir no fim?
JP+P
sábado, 19 de agosto de 2006
A virtude acabou?
(com desculpas pela ingenuidade da pergunta)
Muitos terão já reparado como, de há alguns anos para cá, a palavra “virtualidade”, normalmente no plural, se instalou no discurso político, e daí vem passando para o discurso em geral. Expressões como “este projecto contém virtualidades que…”, ou “as virtualidades contidas neste trabalho…” e até, por vezes, em referência a pessoas, como “as virtualidades da sua conduta são um exemplo para todos nós”, e por aí adiante. Como todos saberão, tratam-se de referências à VIRTUDE, palavra aplicável a comportamentos virtuosos, excelência moral, aspectos positivos de qualquer coisa, etc. Como todos também (ainda) se lembrarão, virtualidade vem de virtual, que significa algo que, sendo possível, plausível, não existe realmente. Ora, isto é a prova de que a virtude acabou, desapareceu (sim, já se sabia, mas faltava(?) a prova...). Desapareceu primeiro do comportamento, e depois do discurso, que acompanha sempre a realidade com algum atraso (tal como a legislação e a religião, ainda mais atrasadas que o discurso). Assim, actualmente, quando os políticos e outras pessoas assimiladas se querem referir à virtude, como esta já não existe – ou assim se quer fazer crer - falam de virtualidade, de algo que não existe realmente. Como também se sabe, poucas formas de fazer desaparecer algo (ideias, acontecimentos, pessoas, alguma virtude que ainda ande por aí, extraviada….) são tão eficazes como deixar de falar nelas, eliminá-las do discurso, primeiro, e da linguagem, finalmente. E o discurso é sempre um espelho de quem o produz, das pessoas e da sociedade.
(com desculpas pela ingenuidade da pergunta)
Muitos terão já reparado como, de há alguns anos para cá, a palavra “virtualidade”, normalmente no plural, se instalou no discurso político, e daí vem passando para o discurso em geral. Expressões como “este projecto contém virtualidades que…”, ou “as virtualidades contidas neste trabalho…” e até, por vezes, em referência a pessoas, como “as virtualidades da sua conduta são um exemplo para todos nós”, e por aí adiante. Como todos saberão, tratam-se de referências à VIRTUDE, palavra aplicável a comportamentos virtuosos, excelência moral, aspectos positivos de qualquer coisa, etc. Como todos também (ainda) se lembrarão, virtualidade vem de virtual, que significa algo que, sendo possível, plausível, não existe realmente. Ora, isto é a prova de que a virtude acabou, desapareceu (sim, já se sabia, mas faltava(?) a prova...). Desapareceu primeiro do comportamento, e depois do discurso, que acompanha sempre a realidade com algum atraso (tal como a legislação e a religião, ainda mais atrasadas que o discurso). Assim, actualmente, quando os políticos e outras pessoas assimiladas se querem referir à virtude, como esta já não existe – ou assim se quer fazer crer - falam de virtualidade, de algo que não existe realmente. Como também se sabe, poucas formas de fazer desaparecer algo (ideias, acontecimentos, pessoas, alguma virtude que ainda ande por aí, extraviada….) são tão eficazes como deixar de falar nelas, eliminá-las do discurso, primeiro, e da linguagem, finalmente. E o discurso é sempre um espelho de quem o produz, das pessoas e da sociedade.
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
HÁ QUE APROVEITAR AS PROMOÇÕES
Aquela gaja era insaciável.
Não perdia uma boa promoção. Aproveitava todas as lojas de móveis que levavam a casa e faziam as montagens, grátis!!, entrava e comprava uma cadeira baratinha.
Depois combinava um dia, e lá iam os homens levar a cadeira e montá-la.
Não perdia uma boa promoção. Aproveitava todas as lojas de móveis que levavam a casa e faziam as montagens, grátis!!, entrava e comprava uma cadeira baratinha.
Depois combinava um dia, e lá iam os homens levar a cadeira e montá-la.
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