Apanhei isto por aí...
Poética
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A Oeste a morte
Contra quem vivo
Do Sul cativo
O Este é o meu Norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
- Meu tempo é quando.
Vinicius de Moraes
com estima e consideração,
Doutor Zeca
quinta-feira, 27 de abril de 2006
quarta-feira, 26 de abril de 2006
MENTIROSOS
Já se sabia que a religião católica tinha uma grande tradição de mentira (para já não falar de outras coisas mais inquisitórias). Mas não é que chegando eu a Lisboa, utilizando os transportes colectivos, ou transportes para quem não tem altenativa, dou por mim a ler naquelas televisões do Metro, que o Papa usa roupa de marca? Então ele já não usa os produtos brancos? É que parece mesmo branco, mas se calhar é da televisão, que não mostra bem os tons. Qualquer dia, um gajo vai à missa, e depois tem lá um ecrã a dizer quem patrocina aquilo: Padre vestido por Jesus Moda, Sacristão vestido por Lopes da Silva, etc, etc.
JP+P
JP+P
afinal...

O senhor presidente preocupa-se com as desigualdades entre os demais. Ouvi dizer que foi o que disse. Eu não o ouvi. Ouvi, mas foi dizer. Se o disse, então bem enganou aqueles que diziam que o homem era o pai do cavaquismo que tanto mal fez ao país. Eu também me preocupo com as desigualdades entre os seres humanos. Porque há-de alguém andar a papar a Daniela Petrova e eu não? Assim sendo, viva o Cavaco (ele também anda chateado por não conseguir comê-la)
made in eu
terça-feira, 25 de abril de 2006
Transporte de mercadorias em duas rodas
segunda-feira, 24 de abril de 2006
NÃO HÁ AÍ UMA RUA PARA LHE DAREM???
Maria Alcina de Roque Forte. Ela foi uma verdadeira filantropa. Em vida dedicou-se ao desenvolvimento da sociedade onde estava inserida, aos gestos de caridade para com o seu semelhante.
Quando morreu deixou bem claro que queria doar o seu coração, os seus rins e a sua medula para algum transplante necessário a um seu semelhante.
E ainda doou a rata para fazerem testes de medicamentos em animais...
JP+P
Quando morreu deixou bem claro que queria doar o seu coração, os seus rins e a sua medula para algum transplante necessário a um seu semelhante.
E ainda doou a rata para fazerem testes de medicamentos em animais...
JP+P
SÓ FENO, TODOS OS DIAS FENO
Pode dizer-se de uma ovelha que só come feno, feno todos os dias, tem uma alimentação muito enfardonha???
JP+P
JP+P
sábado, 22 de abril de 2006
É, é! É paralamentar...
CENAS LAMENTÁVEIS
Mini-férias da Páscoa, alegada avaria no sistema de voto electrónico. Chamaram-lhe o Parlamento, mas lamento termos que assistir a estas cenas (par)lamentáveis. Também ficava mal chamar-lhe a Câmara dos Comuns, porque um português comum não tem acesso a tantas mordomias. Bonito era a Câmara dos Lordes...
Mas não falemos de parlamentos, que eu lembro-me dela...
JP+P
Mas não falemos de parlamentos, que eu lembro-me dela...
JP+P
quinta-feira, 20 de abril de 2006
já pensaram
Sá pensaram se em vez de vivermos na Terra, vivessemos num outro planeta, igualmente azul, mas chamado Silvana, poderíamos viver sem pretos e chineses e até os brancos seriam chamados de Fás. Um planeta onde as cores fossem trocadas por notas musicais, um planeta onde as flores fossem a preto e branco e o odor não viesse delas mas sim das pedras sonoras que só poderiam ser escutadas através dos Rés (aqui na Terra, ciganos e índios).
Se não pensaram não pensem. Não vale a pena.
Nota final: a minha preocupação são outros buracos que não o do ozono. Para o bem, e para o mal...
made in eu
Se não pensaram não pensem. Não vale a pena.
Nota final: a minha preocupação são outros buracos que não o do ozono. Para o bem, e para o mal...
made in eu
quarta-feira, 19 de abril de 2006
Ingrícolas e Exgrícolas
Somos um país essencialmente agrícola: uns já cavaram, outros vão cavar e os que ficam são nabos.
S (mijar-se a rir é problemático?)
S (mijar-se a rir é problemático?)
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Tecidos em festa
Foi um forrabodó entre a minha t-shirt de algodão e a camisola de lã - caxemira é puta cara, não chego lá -.
Pensei que o desodorizante perdera a eficácia e afinal era a chuva orgástica entre o algodão e a lã (simultâneamente ao menos?).
Podiam esperar pela noite, quando estivesse a ver televisão. Podiam "linguar" um pouco durante o dia, era assim tão mau? Mas não! Foi em pleno metropolitano, a caminho do trabalho. Pouca vergonha! Também não verão máquina nos próximos tempos.
Da lã não abdico. Por isso vou trocar o algodão pelo nylon. Esse, pelo menos, é gay!
made in eu
Do Norte e do Sul
Dizem - quem? - que as do sul são quentes e que quentes são as do norte. Mais brancas umas que outras, outras mais altas que umas. Melhores mulheres, aquelas, mais mulheres, estas. Estampas, algumas, outras nem por isso. Pernas perfeitas? Quais? Bonitas, inteligentes, feias, espertas? E qual delas é mais nossa? Não sei! O meu saber empírico sobre ambas é nenhum. Fado meu ou astúcia inconsciente? Sempre tentei orientar-me pelas estrelas, cadentes ou não. Paixões de outras latitudes... sem qualquer desprezo dos nossos norte e sul. Poderão estes oferecer mais e melhor que o tinto e o sol? Não creio. Tomar um sob o outro basta-me para ter o que de mais apetecível encontro na cabeça e pés da nossa geografia.
Produto de seca e envelhecimento, quem sabe...
Que me perdõem os novos, as novas, e todos os outros. Ou não.
made in eu
quarta-feira, 12 de abril de 2006

Nem Páscoa havia pensado por que assim se chamava, nem tão pouco a sua galinha.
Páscoa era de uma timidez absoluta e até o facto de o verem entrar na capoeira lhe causava arrepios e suores. Suores nocturnos, se quisesse ver a galinha já de noite.
Assim vivia Páscoa entre a vergonha do galinheiro e o som horrível e nada melódico dos ensaios com o clarinete, com que o vizinho o acordava, quase todos os dias, às dez e vinte da madrugada. Às vezes às dez e vinte cinco.
Foi numa manhã, pouco antes das doze e quarenta e cinco, - a referência à precisão das horas é notável, porquanto sabemos, Páscoa não usava relógio -, que o ovo foi visto. Nem casca, nem gema, nem mais claro nem mais escuro. Luzia como nada antes visto por Páscoa, mas usando de cautelas, pensou: Nem tudo o que luz é ouro. Bem pensou mas fora da realidade daquela vez. Ouro era, a galinha o pusera.
Entrava em casa com medo de o poder entregar aos bandidos, sob ameaça de arma branca, quando o clarinetista, ou pseudo, se assomou à janela e gritou: Bem o vi eu também, bem o vi. Páscoa, meteu a cabeça de fora e disse: Quão bem o viste? Quere-lo? Tomas destes. E atirou um ovo verdadeiro, daqueles que compramos nos hipermercados, em caixas de papelão que sempre se abrem à procura de algum partido. Não sabemos a classificação do ovo que Páscoa, com uma pontaria que julgava não ter, acertou em cheio na cara do vizinho. XXL? XX? Não sabemos e não o saberemos nunca.
No próximo capítulo adiantaremos algo mais sobre este atrito entre vizinho, mas já podemos adiantar que, a partir deste episódio, o clarinete começou a soar às dez e quinze e saberemos o quanto alterou a vida de Páscoa, estes cinco, ou dez, minutos adiantados de horríveis sopros supostamente melódicos.
Boa Páscoa à São do meu CoraSão.
Possuído
E pronto, este blogue também já está possuído por mais uma alma demoníaca. Este texto é só para tomar posse! Venham mais cinco! E vão mandando para aqui as vossas piadinhas, que bem precisados estamos de alguma intelectualidade!
JP+P
JP+P
Subscrever:
Mensagens (Atom)



